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Mês vocacional: Eventos na Igreja do Brasil celebram o dom da vocação à vida consagrada

Na terceira semana do Mês Vocacional lembra-se e celebra-se o dom da vocação à Vida Consagrada, que se faz presente na Igreja, através das centenas de carismas. “Cada carisma é um dom do Espírito Santo colocado no coração dos fundadores e fundadoras para o serviço do Evangelho, na Igreja, Povo de Deus”, afirma o bispo de Caxias do Sul, dom José Gislon.

“Ao longo dos séculos, com seus carismas, a vida consagrada e os consagrados foram e continuam sendo protagonistas na vida da Igreja, com maior ou menor intensidade, dependendo das realidades de cada continente. Eles participam da missão da Igreja e contribuem com a formação espiritual do Povo de Deus. Mas também, com seus carismas específicos, ajudam no serviço da evangelização, através da ação missionária, no serviço da caridade junto aos mais excluídos, além da presença nas realidades da educação e da saúde”, diz dom Gislon.

Segundo dom José Gislon, a vida consagrada vive um tempo de desafios exigentes e necessidades de renovação, mas o compromisso dos consagrados, de serem profetas que anunciam, com a vida, na missão, o Evangelho da Alegria, da esperança e a paz, não pode ser esquecido porque faz parte do DNA da vida consagrada.

“Pelo ‘sim’ da consagração escolheram seguir Jesus e entregar a vida ao Pai para levar a todos o amor e a consolação de Deus, que se manifesta no Cristo Jesus, Crucificado e Ressuscitado”, finaliza.

Programações

Em homenagem à vida consagrada, a Igreja no Brasil preparou diversas programações para celebrar o momento.

“A vida consagrada é uma resposta ao grande amor de Deus por nós. É uma oferta de todo o próprio ser e capacidades. É fruto do amor recebido de Deus, um amor grande, fecundo e gratuito. Um amor que preenche a pessoa e toda a sua existência, é um dom, que dá sentido à vida, de modo a ser também oferta a Deus e aos irmãos.

Quem experimenta o seu amor tem grande responsabilidade, é chamado a ser o bom perfume de Cristo, que não pode ser visto, porém pode ser sentido. Ser o bom perfume da fé, da esperança que dá significado aos dias”, afirma a Aparecida Guadalupe, presidente da CNISB.

Jornada Nacional Vocacional – A Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNISB) irá realizar uma jornada nacional vocacional no dia 17 de agosto, às 20h, com a convidada Nelza Silveira, da IS Unitas Brasil, sobre a temática “Maria Serva do Senhor e os Consagrados Seculares”.

Roda de Conversa Vocacional – Também no dia 19 de agosto, às 20h, haverá uma roda de conversa com alguns convidados sobre o tema “Escrever com a própria vida, parábolas de esperança”. O encontro acontecerá por meio do Google Meet e o evento é uma realização da CNISB.

Vigília Vocacional – Já no dia 20 de agosto, às 20h, haverá uma vigília vocacional com a juventude, organizada pelo Serviço de Animação Vocacional/Pastoral Vocacional e a CNISB. A transmissão será feitas nas redes sociais da CNISB (@cnisbrasil).

II Semana Nacional da Vida Consagrada –  Ao comemorar a vida consagrada, a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) também preparou uma programação, de 15 a 21 de agosto, e convida cada regional e congregação religiosa a realizarem ações para marcar este momento. Saiba mais aqui.

FONTE: CNBB

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Papa: transformar a economia do tráfico numa economia do cuidado

Nesta sexta-feira, 30 de julho, se celebra o Dia Mundial Contra o Tráfico Humano. Um tema no coração do Papa Francisco.

“No Dia Mundial Contra o Tráfico Humano, convido todos a trabalhar juntos para transformar a economia do tráfico em uma economia do cuidado.”

Com um tuíte, o Papa Francisco recorda o Dia Mundial Contra o Tráfico Humano , convocado pelas Nações Unidas em 2013 e, desde então, celebrado todo dia 30 de julho.

A finalidade desta data é combater a exploração das pessoas contra um fenômeno que praticamente atinge países de todos os continentes, entre nações que envolvidas na origem, trânsito e destino das vítimas. O Brasil, por exemplo, se enquadra nas três rotas.

Além do dia 30 de julho, a Igreja Católica dedicada outra jornada no decorrer do ano para este fenômeno: o dia 8 de fevereiro, quando se recorda a memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita.

Em ambas as circunstâncias, o Papa Francisco não deixa de expressar sua preocupação e, principalmente, seu apoio a uma organização formada sobretudo por religiosas: a Talitha Kum.

A crise não tem a última palavra

De fato, esta rede internacional da Vida Consagrada está promovendo a campanha “Care Against Trafficking”, lançada uma semana atrás, com a finalidade de demonstrar que o cuidado pode sim fazer a diferença em todas as fases do percurso para combater o tráfico: cuidado para quem está em risco, para as vítimas e para quem sobrevive.

A coordenadora internacional da rede, Ir. Gabriella Bottani – que iniciou seu engajamento nesta luta quando atuava no Brasil – afirma que a campanha tem inspiração também nas palavras do Pontífice.

“Como o Papa Francisco muitas vezes nos lembra, cuidar é importante para dar valor, dar força ao bem, enfrentando com a força do bem o mal.”

Ir. Gabriella explica que a campanha nas redes sociais consiste em dar voz e visibilidade a “gestos de cuidados para combater o tráfico hoje no nosso mundo globalizado, mas também neste tempo de pandemia, não deixando que a crise seja a última palavra, mas o cuidar, cuidar da dignidade humana, cuidar da liberdade dos nossos irmãos e irmãs, cuidar de gestos cotidianos para que todos tenham vida em abundância”.

Transformar a economia do tráfico em uma economia do cuidado

Em sua mensagem no Twitter, Francisco dá destaque ao papel da economia neste fenômeno, como já abordado em 8 de fevereiro, VII Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas

“Este ano o objetivo é trabalhar por uma economia que não favoreça, mesmo indiretamente, esse tráfico ignóbil, ou seja, uma economia que nunca faz do homem e da mulher uma mercadoria, um objeto, mas sempre o fim.”

FONTE: VATICAN NEWS

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O cuidado pode fazer a diferença, até mesmo contra o tráfico humano

“Hoje, declaramos que o cuidado e a prevenção são a força mais poderosa para a mudança, e nos unimos aos sobreviventes para promover o cuidado contra o tráfico humano”, é o que defendem as religiosas que integram a rede Talitha Kum contra o tráfico de pessoas.

“É necessária a vacina para o coração: e esta vacina é o cuidado”: estas são palavras do Papa Francisco por ocasião da mensagem do Dia Mundial da Paz de 2021.

E é justamente o “cuidado” que inspira a campanha de Talitha Kum (a Rede Mundial da Vida Consagrada contra o Tráfico de Seres Humanos) em vista do Dia Mundial contra o Tráfico Humano, celebrado pelas Nações Unidas em 30 de julho.

A campanha “Care Against Trafficking” (Cuidado contra o Tráfico de Pessoas) foi apresentada esta quinta-feira (22/07), porque “não podemos ficar em silêncio enquanto as pessoas em todos os cantos do mundo sofrem por causa do tráfico de pessoas”, lê-se no comunicado.

“Temos a ousadia de levar um passo adiante nessa viajem do cuidar: queremos criar uma mudança sustentável e de longo prazo para desmantelar as estruturas que permitem a opressão e a exploração.”

O apelo de Talitha Kum é que as próprias redes e parceiros “tomem uma posição e ampliem” os esforços para transformar a economia do tráfico em umaeconomia de cuidados que empodere a todos, “especialmente as mulheres, para fomentar comunidades prósperas e seguras”.

“Hoje, declaramos que o cuidado e a prevenção são a força mais poderosa para a mudança, e nos unimos aos sobreviventes para promover o cuidado contra o tráfico humano.”

Enfrentar o mal com a força do bem

Como explica a coordenadora internacional da rede, Ir. Gabriella Bottani – que iniciou seu engajamento nesta luta quando atuava no Brasil – a campanha é uma mensagem para responder à violência do tráfico, de cada forma de exploração, com o cuidar, o cuidado.

“Como o Papa Francisco muitas vezes nos lembra, cuidar é importante para dar valor, dar força ao bem, enfrentando com a força do bem o mal.”

Ir. Gabriella explica que a campanha nas redes sociais consiste em dar voz e visibilidade a “gestos de cuidados para combater o tráfico hoje no nosso mundo globalizado, mas também neste tempo de pandemia, não deixando que a crise seja a última palavra, mas o cuidar, cuidar da dignidade humana, cuidar da liberdade dos nossos irmãos e irmãs, cuidar de gestos cotidianos para que todos tenham vida em abundância”.

Para esta ocasião, as redes de Talitha Kum no mundo foram mobilizadas e convidadas a enviar pequenas histórias de como elas vêm trabalhando este tema do cuidado de sobreviventes: “cuidado das pessoas em situação de risco, cuidado das comunidades feridas por causa do tráfico, cuidado na prevenção, pedindo justiça para nossos irmãos e irmãs feridos pelo tráfico”.

FONTE: VATICAN NEWS