Categorias
Notícias

O Papa na intenção de oração de julho: sejamos arquitetos do diálogo e da amizade

Na mensagem de vídeo com a intenção de oração para o mês de julho, Francisco destaca o diálogo como “forma de ver a realidade de uma maneira nova, de viver com entusiasmo os desafios da construção do bem comum”. O Papa pede o fim da polarização que divide a sociedade e reza para que “não haja espaços de inimizade e de guerra”.

“A amizade social” é o tema da videomensagem do Papa Francisco com a intenção de oração para o mês de julho, divulgada na quarta-feira, 30 de junho.

“A Bíblia diz que quem encontra um amigo encontra um tesouro”, diz o Pontífice na mensagem de vídeo, exortando a rezar pela construção do bem comum através da ação de homens e mulheres que dialogam, e que também se mantêm ao lado dos mais pobres e vulneráveis.

O diálogo num mundo polarizado

“Gostaria de propor a todos que fossem além dos grupos de amigos e construíssem a amizade social, que é tão necessária para a boa convivência. Que nos reencontremos especialmente com os mais pobres e vulneráveis. Os que estão nas periferias. Que nos afastemos dos populismos que exploram a angústia do povo sem oferecer soluções, propondo uma mística que nada resolve. Que fujamos da inimizade social, que só destrói, e escapemos da polarização”. 

Que não haja espaços de inimizade e de guerra

No mundo de hoje, destaca Francisco, “uma parte da política, da sociedade e da mídia está decidida a criar inimigos, para derrotá-los num jogo de poder”.

O Papa dedicou o sexto capítulo da Encíclica Fratelli tutti ao tema do “Diálogo e amizade social”. “O diálogo social autêntico pressupõe a capacidade de respeitar o ponto de vista do outro, aceitando a possibilidade de conter certas convicções ou interesses legítimos”, afirma o Pontífice no documento.

Na intenção de oração de julho, Francisco reforça essa ideia, dizendo:

“O diálogo é o caminho para ver a realidade de uma maneira nova, para viver com entusiasmo os desafios da construção do bem comum. Rezemos para que, nas situações de conflitos sociais, econômicos e políticos, sejamos arquitetos do diálogo, arquitetos da amizade, corajosos e apaixonados, homens e mulheres que sempre estendem a mão, e que não haja espaços de inimizade e de guerra”.

FONTE: CNBB