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terça-feira 9 março 2021
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Sexta-feira depois das Cinzas

Primeira Leitura: Isaías 58,1-9

Leitura do livro do profeta Isaías – Assim fala o Senhor Deus: “Grita forte, sem cessar, levanta a voz como trombeta e denuncia os crimes do meu povo e os pecados da casa de Jacó. Buscam-me cada dia e desejam conhecer meus propósitos, como gente que pratica a justiça e não abandonou a lei de Deus. Exigem de mim julgamentos justos e querem estar na proximidade de Deus: ‘Por que não te regozijaste quando jejuávamos e o ignoraste quando nos humilhávamos?’ É porque, no dia do vosso jejum, tratais de negócios e oprimis os vossos empregados. É porque, ao mesmo tempo que jejuais, fazeis litígios e brigas e agressões impiedosas. Não façais jejum com esse espírito, se quereis que vosso pedido seja ouvido no céu. Acaso é esse jejum que aprecio, o dia em que uma pessoa se mortifica? Trata-se talvez de curvar a cabeça como junco e de deitar-se em saco e sobre cinza? Acaso chamas a isso jejum, dia grato ao Senhor? Acaso o jejum que prefiro não é outro: quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim, romper todo tipo de sujeição? Não é repartir o pão com o faminto, acolher em casa os pobres e peregrinos? Quando encontrares um nu, cobre-o e não desprezes a tua carne. Então brilhará tua luz como a aurora e tua saúde há de recuperar-se mais depressa; à frente caminhará tua justiça e a glória do Senhor te seguirá. Então invocarás o Senhor, e ele te atenderá, pedirás socorro e ele dirá: ‘Eis-me aqui’”. – Palavra do Senhor.

 

Salmo Responsorial: 50(51)

Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!

1. Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! / Na imensidão de vosso amor, purificai-me! / Lavai-me todo inteiro do pecado / e apagai completamente a minha culpa! – R.
2. Eu reconheço toda a minha iniquidade, / o meu pecado está sempre à minha frente. / Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei / e pratiquei o que é mau aos vossos olhos! – R.
3. Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, / e, se oferto um holocausto, o rejeitais. / Meu sacrifício é minha alma penitente, / não desprezeis um coração arrependido! – R.

Evangelho: Mateus 9,14-15

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”. – Palavra da salvação.

 

Reflexão:

Os discípulos de João Batista ainda não perceberam que é tempo de festa, e não de jejum: o Messias, noivo da nova família de Deus, está presente. “Dias virão em que o noivo será tirado deles”. A expressão pode se aplicar tanto à hora da Paixão e morte de Jesus, como ao tempo após sua ressurreição. São os nossos dias. Tempo de disciplina espiritual e prontidão, enquanto “aguardamos a vinda do Cristo Salvador”. Indiretamente, Jesus resgata, a partir de Isaías, o significado do jejum que agrada a Deus: “Romper as amarras da injustiça, desfazer as correntes da canga, pôr em liberdade os oprimidos… repartir o pão com quem passa fome, hospedar em casa os pobres sem abrigo, vestir aquele que se encontra nu e não se fechar diante daquele que é sua própria carne” (Is 58,6-7).




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