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Papa Francisco: “Não fechar os olhos à tragédia da exploração do trabalho infantil”

“Uma tragédia! 150 milhões” de crianças “privadas do direito de brincar, estudar e sonhar”, disse o Papa no Angelus, convidando todos a renovar o esforço para “eliminar esta escravidão de nossos tempos.”

No Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, celebrado no sábado, 12 de junho, o Papa já havia tuitado a seguinte mensagem: “As crianças são o futuro da família humana: cabe a todos nós promover o seu crescimento, saúde e serenidade”.

Após rezar o Angelus neste domingo, Francisco voltou a falar sobre esta tragédia da exploração do trabalho infantil, recordando os dados da Organização Internacional do Trabalho que falam de 150 milhões de crianças vivendo nessa situação:

Ontem foi celebrado o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil. Não é possível fechar os olhos à exploração das crianças, privadas do direito de brincar, estudar e sonhar. Segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho, as crianças hoje exploradas para trabalhar são mais de 150 milhões: uma tragédia! 150 milhões: mais ou menos como todos os habitantes da Espanha, junto com a França e com a Itália. Isso acontece hoje! Tantas crianças que sofrem isso: exploradas pelo trabalho infantil. Renovemos todos juntos o esforço para eliminar esta escravidão de nossos tempos.

No relatório intitulado “Trabalho infantil: estimativas globais para 2020, tendências e o caminho a seguir”, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o UNICEF denunciaram o crescimento do drama do trabalho infantil.

De acordo com o relatório, o número de crianças envolvidas no trabalho infantil aumentou em 8,4 milhões nos últimos quatro anos. Em particular, cresceu o número de crianças que trabalham entre os 5 e os 11 anos de idade.

A África Subsaariana é a área com o maior aumento de crianças exploradas no trabalho. Devido a crises recorrentes, pobreza extrema e medidas de proteção social inadequadas, mais 16,6 milhões de crianças foram exploradas no trabalho nesta parte do continente africano.

Mas mesmo em regiões onde houve avanços nos anos anteriores, como Ásia-Pacífico e América Latina e Caribe, a Covid-19 está ameaçando essas conquistas. “Com o fechamento de escolas, dificuldades econômicas e orçamentos nacionais reduzidos em todo o mundo, as famílias estão sendo forçadas a fazer escolhas dolorosas”, disse a diretora do UNICEF, Henrietta Fore.

FONTE: VATICAN NEWS.

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“Cabe a nós semear, porém, a força da semente é divina”, afirma o papa

Em tantas situações da vida pode acontecer de ficarmos desanimados, porque vemos a fraqueza do bem em relação à aparente força do mal. E podemos nos deixar paralisar pela desconfiança quando constatamos que nos comprometemos, mas os resultados não chegam e as coisas parecem não mudar nunca. A nós – disse o Papa – cabe semear, com amor, empenho, paciência. Mas a força da semente é divina. O bem sempre cresce de maneira humilde, escondida, muitas vezes invisível.

“O bem sempre cresce de forma humilde, escondida, muitas vezes invisível”, por isso não devemos desanimar quando nossos esforços parecem infrutíferos ou quando o mal parece triunfar, “a nós cabe semear, com amor, empenho, paciência. Mas a força da semente é divina.”

As duas parábolas do Evangelho de Marcos, proposto pela Liturgia deste XI Domingo do Tempo Comum,  oferecem ao Papa a ocasião para nos encorajar a seguir com as boas obras e a ter total confiança na ação do Senhor, mesmo quando não a percebemos, pois “os resultados da semeadura não dependem das nossas capacidades”, mas sim “da ação de Deus”.

A presença escondida de Deus no dia-a-dia

Com a temperatura por volta dos 31°C na Praça São Pedro, Francisco começou explicando aos presentes – sempre em maior número no tradicional encontro dominical de 13 de junho – que as duas parábolas falam de fatos cotidianos, revelando assim “o olhar atento de Jesus, que observa a realidade”. E por meio dessas pequenas imagens do dia-a-dia, Ele “abre janelas sobre o mistério de Deus e sobre a vida humana. Jesus falava de uma maneira fácil de entender, falava com imagens da realidade, da vida cotidiana”:

Assim, ensina-nos que mesmo as coisas do dia-a-dia, aquelas que por vezes parecem todas iguais e que levamos em frente com distração ou fadiga, são habitadas pela presença escondida de Deus, ou seja, têm um significado Assim, também nós temos necessidade de olhos atentos, para saber buscar e encontrar Deus em todas as coisas.

Humilde e lentamente, a pequena semente dá seus frutos

Jesus hoje, compara o Reino de Deus – sua presença que habita o coração das coisas e do mundo – ao grão de mostarda, o menor grão que existe, mas que após semeado, cresce até se tornar a maior de todas as hortaliças. Este é o modo de agir de Deus:

Às vezes, o alarido do mundo, junto com as tantas atividades que enchem os nossos dias, nos impedem de parar e de perceber como o Senhor conduz a história. E, no entanto – assegura o Evangelho – Deus está agindo, como uma pequena boa semente, que brota silenciosa e lentamente. E, aos poucos, torna-se uma árvore vigorosa, que dá vida e refrigério a todos.

“Para nós, muitas vezes , a semente de nossas boas obras pode parecer pequena. No entanto, tudo o que é bom pertence a Deus e, portanto, humilde e lentamente, dá frutos. O bem – recordemos – sempre cresce de maneira humilde,  de maneira escondida, muitas vezes invisível.”

Perceber a ação de Deus na nossa vida e na história

Com essa parábola, de fato – disse Francisco – Jesus quer inspirar confiança em nós:

Em tantas situações da vida, de fato, pode acontecer de ficarmos desanimados, porque vemos a fraqueza do bem em relação à aparente força do mal. E podemos nos deixar paralisar pela desconfiança, quando constatamos que nos comprometemos, mas os resultados não chegam e as coisas parecem não mudar nunca. 

Neste sentido, o Evangelho nos pede um novo olhar sobre nós mesmos e sobre a realidade:

Pede para ter olhos maiores, que saibam ver além, especialmente além das aparências, para descobrir a presença de Deus que, como amor humilde, está sempre agindo no terreno da nossa vida e naquele da história.

Devemos semear o bem. Os frutos dependem da ação de Deus

Esta – enfatizou Francisco – é a nossa confiança, “é isso que nos dá força para seguir em frente a cada dia com paciência, semeando o bem que dará fruto”. Atitude, aliás, especialmente importante “para sair bem da pandemia”, ou seja, “cultivar a confiança de estar nas mãos de Deus e ao mesmo tempo comprometermo-nos, todos, em reconstruir e recomeçar, com paciência e constância.”

Mas, alertou o Pontífice – “também na Igreja o joio da desconfiança pode criar raízes, sobretudo quando testemunhamos a crise da fé e o fracasso de vários projetos e iniciativas:

“Mas nunca esqueçamos que os resultados da semeadura não dependem das nossas capacidades: dependem da ação de Deus. A nós cabe semear,  e semear com amor, com empenho e com a paciência. Mas a força da semente é divina.”

Mesmo nos terrenos mais áridos, com Deus há sempre esperança

Ao final de sua reflexão, o Papa mencionou a segunda parábola presente no Evangelho do dia, em que “o lavrador lança a semente e depois não percebe como dá fruto, porque é a própria semente que cresce espontaneamente, de dia, de noite, quando menos espera”. Assim, ressaltou, “com Deus, mesmo nos terrenos mais áridos, há sempre esperança de novos brotos”.

Que Maria Santíssima, a humilde serva do Senhor, nos ensine a ver a grandeza de Deus que opera nas pequenas coisas e a vencer a tentação do desânimo. Confiemos n’Ele todos os dias.

FONTE: VATICAN NEWS.

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Santo do dia

Santa Iolanda, Clarissa

Iolanda ou Helena, como a chamam os poloneses, parece ser palavra de origem grega significando “floração de violeta”. Filha do rei Bela IV da Hungria, terceiro franciscano, Iolanda foi irmã de Cunegundes, venerada também por sua santidade como bem-aventurada. Tia delas foi santa Isabel da Hungria, também terceira franciscana. Naturalmente essa filiação franciscana desses nobres não podia deixar de ter uma razão: é que a família tinha lançado suas raízes na santidade de santa Edvíges, de santo Estêvão e de são Ladislau. Mediante ramos laterais, era Iolanda aparentada com santa Margarida, rainha da Escócia.

Ainda menina, Iolanda foi confiada aos cuidados de sua irmã Cunegundes, que havia desposado o rei da Polônia, Boleslau, chamado o Casto, por causa de sua vida marcada pela prática da virtude da pureza; era esposo, em tudo digno de Cunegundes. Com o passar dos anos, também Iolanda deveria casar-se no país de adoção de sua irmã. E foi assim que encontrou excelente marido na pessoa de outro Boleslau, duque de Kalisz, que, por sua vida não muito diversa da do outro, foi chamado o Pio.

Assim, a filha do rei da Hungria, crescida na Boêmia, aí educada, tendo desposado nobre polonês, foi considerada e amada aí como na sua verdadeira pátria. A devoção por ela sobreviveu, por essa razão, sobretudo na Polônia, onde, por estranha alteração do nome, foi chamada de Helena.

O reinado verdadeiramente exemplar de Boleslau, o Casto, de sua mulher Cunegundes, da cunhada Iolanda e de seu marido Boleslau, o Pio, não teve longa duração. Cunegundes, primeiramente, ficou viúva; e não muito depois, Iolanda. Esta teve três filhas, das quais duas casaram-se; a terceira aspirava à vida religiosa e reti-rou-se para o convento das clarissas de Sandeck. Para aí foi também Iolanda, e aí já se encontrava também Cunegundes, a rainha viúva.

No silêncio discreto do claustro ficou oculta por muitos anos a virtude das três nobres damas, excepcionais por nascimento e por vocação.

Em 1292 morreu Cunegundes. Iolanda, para fugir às incursões dos bárbaros, deixou o mosteiro e foi mais para o lado do ocidente, para o convento das clarissas de Gniezno.

Esse convento fora fundado por seu marido, Boleslau, o Pio, sem que tivesse pensado, talvez, que um dia para aí iria aquela que Deus lhe dera por esposa. Aí viveu até o final do século, falecendo em 1299. Embora sempre tivesse muita preocupação com a prática da humildade, aceitou nos últimos anos de vida o cargo de superiora das clarissas desse convento. Seu culto foi aprovado pelo papa Urbano VIII.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS.

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Evangelho do dia

Segunda-Feira da 11° Semana do Tempo Comum

11ª SEMANA COMUM

(verde – ofício do dia)

Ouvi, Senhor, a voz do meu apelo, tende compaixão de mim e atendei-me; vós sois meu protetor, não me deixeis; não me abandoneis, ó Deus, meu salvador! (Sl 26,7.9)

“É agora o tempo favorável, é agora o dia da salvação.” Celebremos vigilantes e sensíveis ao Senhor que nos visita a todo instante, oferecendo o socorro da sua graça.

Primeira Leitura: 2 Coríntios 6,1-10

Leitura da segunda carta de São Paulo aos Coríntios – Irmãos, 1como colaboradores de Cristo, nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus, 2pois ele diz: “No momento favorável, eu te ouvi e, no dia da salvação, eu te socorri”. É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação. 3Não damos a ninguém nenhum motivo de escândalo, para que o nosso ministério não seja desacreditado. 4Mas em tudo nos recomendamos como ministros de Deus, com muita paciência, em tribulações, em necessidades, em angústias, 5em açoites, em prisões, em tumultos, em fadigas, em insônias, em jejuns, 6em castidade, em compreensão, em longanimidade, em bondade, no Espírito Santo, em amor sincero, 7em palavras verdadeiras, no poder de Deus, em armas de justiça, ofensivas e defensivas, 8em honra e desonra, em má ou boa fama; considerados sedutores, sendo, porém, verazes; 9como desconhecidos, sendo, porém, bem conhecidos; como moribundos, embora vivamos; como castigados, mas não mortos; 10como aflitos, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo muitos; como quem nada possui, mas tendo tudo. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 97(98)

O Senhor fez conhecer a salvação.

1. Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! / Sua mão e o seu braço forte e santo / alcançaram-lhe a vitória. – R.

2. O Senhor fez conhecer a salvação / e, às nações, sua justiça; / recordou o seu amor sempre fiel / pela casa de Israel. – R.

3. Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus. / Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / alegrai-vos e exultai! – R.

Evangelho: Mateus 5,38-42

Aleluia, aleluia, aleluia.

Vossa palavra é uma luz para os meus passos / e uma lâmpada luzente em meu caminho (Sl 118,105). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 38“Ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’ 39Eu, porém, vos digo: não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! 40Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! 41Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! 42Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

“Olho por olho, dente por dente.” Essa regra, na sua origem, era uma tentativa de pôr freio à onda de violência. Era a lei da vingança que estava presente não só no Antigo Testamento, mas predomina até hoje nas relações pessoais, sociais e políticas, nas quais o Evangelho ainda não penetrou profundamente. Mas o cristão segue uma lógica diferente: é chamado a quebrar a espiral do ódio, respondendo ao mal com o bem. O direito à vingança (lei antiga) cedeu lugar à lei da misericórdia. Para não responder com a mesma moeda, o discípulo de Cristo deve se dispor a fazer gestos radicais de tolerância e compreensão. Uma das bem-aventuranças reforça nosso anseio de criar um mundo novo, em que as relações humanas estejam de fato assentadas sobre o amor: “Felizes os mansos, porque herdarão a terra!”.

Oração
Ó Jesus, Príncipe da paz, a tendência a revidar alguma ofensa ou a “pagar com a mesma moeda” tem raízes profundas em nós. No entanto, aos cristãos vens pedir a capacidade de quebrar a espiral da violência, respondendo ao mal com o bem. Foi o que fizeste e assim nos ensinas. Amém.

(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS.

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Igreja Católica: bem comum e vacina para todos!

O Papa Francisco e as conferências episcopais em todo o mundo estão se tornando os principais defensores das vacinas para os pobres

Segundo a doutrina católica, vacinar-se é uma questão de consciência. Então, por que os líderes católicos estão se empenhando em favor da igualdade na vacinação?

Os princípios da Doutrina Social Católica oferecem a resposta. Esses princípios, compartilhados por muitas pessoas de boa vontade, são:

  • a Dignidade da Pessoa Humana
  • o bem comum
  • a solidariedade,
  • a subsidiariedade
  • e a opção preferencial pelas pessoas vulneráveis

Com esses princípios da Doutrina Social Católica em mente, a Associação Católica de Saúde dos Estados Unidos ofereceu as seguintes diretrizes para superar os obstáculos a uma distribuição justa das vacinas.

1. As vacinas devem ser comprovadamente seguras e eticamente testadas

A advertência médica tradicional do Primum non nocere, “Primeiro, não faça mal”, deveria nos conduzir. O amplo apoio público requer vacinas comprovadamente seguras. Além disso, o fardo dos testes deve ser compartilhado por todos, e não apenas por alguns, como os pobres ou os que vivem em países em desenvolvimento.

2. As vacinas devem ser comprovadas como cientificamente eficazes

Os governos e os tomadores de decisão internacionais devem seguir as evidências científicas, em vez de se apressar em adotar vacinas por conveniência política ou econômica. Manter o apoio público e a confiança na eficácia das vacinas é fundamental para responder à covid-19 e outras crises de saúde pública.

3. O desenvolvimento de vacinas deve respeitar a dignidade humana

O processo de desenvolvimento de vacinas deve respeitar a dignidade humana de todas as pessoas e proteger a santidade da vida humana em todas as fases. Destruir deliberadamente vidas humanas inocentes para salvaguardar outras vidas é eticamente errado.

4. As vacinas devem ser distribuídas de forma equitativa, com prioridade para aqueles em maior risco

Uma vez que haja garantia de que vacinas seguras estão disponíveis, a distribuição deve primeiro considerar as populações identificadas como de maior risco de sofrer danos causados pela covid-19. Os grupos de risco variam de um lugar para outro.

Em muitas áreas, sabemos que os idosos, as minorias raciais e étnicas carregam os maiores fardos. Autoridades estaduais e locais, em conjunto com profissionais de saúde e líderes comunitários, devem identificar quais populações estão em maior risco em suas jurisdições e devem agir para protegê-las.

O bem comum requer a manutenção de serviços essenciais para o bem-estar da comunidade. Portanto, pode haver necessidade de priorizar os profissionais de saúde e serviços essenciais de linha de frente para que nosso sistema de saúde continue a fornecer tratamentos em meio a essa pandemia.

5. Os esforços para desenvolver e distribuir vacinas eficazes devem enfatizar o princípio da solidariedade

A pandemia global requer trabalho conjunto, nacional e internacionalmente, para alcançar um propósito comum. Por meio do fortalecimento e do apoio às organizações internacionais existentes e às estruturas de compra e distribuição coletiva, podemos ajudar a garantir que todas as pessoas tenham acesso à vacina, ao mesmo tempo em que minimizamos a competição global e doméstica, que aumenta os preços de suprimentos limitados.

6. Alinhada com o princípio da subsidiariedade, a distribuição de vacinas eficazes deve envolver as comunidades locais

Entidades governamentais locais, prestadores de cuidados de saúde, organizações sem fins lucrativos, líderes religiosos e comunitários devem trabalhar em parceria para construir confiança e garantir a distribuição equitativa de vacinas. Essas parcerias são essenciais para atender às necessidades locais, desenvolver a conscientização sobre as vacinas e proteger os indivíduos e comunidades que costumam ser negligenciados ou esquecidos.

FONTE: ALETEIA.

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Papa aos formadores: sejam para seus seminaristas o que José foi para Jesus

“Que eles aprendam mais com sua vida do que com suas palavras, como aconteceu na casa de Nazaré, onde Jesus se formou na escola da “coragem criativa” de José”, sublinhou Francisco.

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta quinta-feira (10/06), na Sala Clementina, no Vaticano, alguns membros da Comunidade do Pontifício Seminário Regional Marchigiano Pio XI de Ancona.

São José, modelo para os formadores

Em seu discurso, o Pontífice enfatizou o tema da vocação, inspirada na pessoa de São José, ao qual foi dedicado um Ano especial, e ao chamado de Deus. Segundo o Papa, o sacerdote é um discípulo que caminha continuamente nas pegadas do Mestre. “Por isso, a sua formação é um processo em evolução, iniciado na família, que depois prossegue na paróquia, consolidando-se no seminário e que dura por toda a vida. A figura de São José é o modelo mais bonito ao qual os seus formadores são chamados a se inspirar a fim de proteger e cuidar de sua vocação”, frisou o Papa, convidando os formadores a serem para seus seminaristas o que José foi para Jesus.

Que eles aprendam mais com sua vida do que com suas palavras, como aconteceu na casa de Nazaré, onde Jesus se formou na escola da “coragem criativa” de José. Que aprendam a docilidade de sua obediência; a laboriosidade de sua dedicação; a generosidade para com os pobres a partir do testemunho de sua sobriedade e disponibilidade; a paternidade graças ao seu afeto vivo e casto.

Comunicar palavras de vida

A seguir, o Papa se dirigiu aos seminaristas, aos quais a Igreja pede para seguir o exemplo de Jesus que se deixa educar docilmente por José.

Que o Seminário para vocês também seja como a casa de Nazaré, onde o Filho de Deus aprendeu de seus pais a humanidade e a proximidade. Não se contentem em ser hábeis em utilizar as redes sociais e a mídia para se comunicar. Somente transformados pela Palavra de Deus vocês poderão comunicar palavras de vida. O mundo está sedento de sacerdotes capazes de comunicar a bondade do Senhor a quem experimentou o pecado e o fracasso, de sacerdotes especialistas em humanidade, de pastores dispostos a partilhar as alegrias e as fadigas de seus irmãos e irmãs, de homens que se deixam marcar pelo grito daqueles que sofrem.

Dimensões da formação

Por fim, o Papa sugeriu algumas ideias sobre as quatro dimensões da formação: humana, espiritual, intelectual e pastoral.

Formação humana. Francisco os exortou a não se distanciarem de sua humanidade, a não deixarem “fora da porta do Seminário a complexidade de seu mundo interior, seus sentimentos e afetividade”. “Não se fechem quando viverem um momento de crise ou fraqueza. Abram-se com toda sinceridade a seus formadores, lutando contra toda forma de falsidade interior. Cultivem relações limpas, alegres e libertadoras.”

Espiritual. “A oração não deve ser ritualismo, mas ocasião de encontro pessoal com Deus, de diálogo e intimidade com Ele. Tomem cuidado para que a liturgia e a oração comunitária não se tornem uma celebração de nós mesmos. Enriqueçam a oração de rostos, e se sintam desde agora intercessores pelo mundo”, frisou o Papa.

Intelectual. “Que o estudo os ajude a entrar com consciência e competência na complexidade da cultura e do pensamento contemporâneo, a não terem medo disso, a não serem hostis a ele. É aí que a sabedoria do Evangelho deve ser encarnada. O desafio da missão que os espera exige, hoje mais do que nunca, competência e preparação.”

Por fim, “a formação pastoral deve encorajá-los a ir com entusiasmo ao encontro das pessoas. Torna-se sacerdote para servir o Povo de Deus, para cuidar das feridas de todos, especialmente dos pobres. Disponibilidade aos outros: esta é a prova certa do seu sim a Deus, e nada de clericalismo. Ser discípulos de Jesus significa libertar-se de si mesmos e conformar-se aos seus sentimentos, Àquele que veio “não para ser servido, mas para servir”.

FONTE: VATICAN NEWS.

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Evangelho do dia

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

(branco, glória, creio, prefácio próprio – ofício da solenidade)

Eis os pensamentos do seu coração, que permanecem ao longo das gerações: libertar da morte todos os homens e conservar-lhes a vida em tempo de penúria (Sl 32,11.19).

A solenidade do Sagrado Coração de Jesus nos revela o grande amor de Deus manifestado em seu Filho, que doou sua vida até à cruz. Esta liturgia, manancial de salvação, nos une no compromisso com Jesus.

Primeira Leitura: Oseias 11,1.3-4.8-9

Leitura da profecia de Oseias – Assim diz o Senhor: 1“Quando Israel era criança, eu já o amava, e desde o Egito chamei meu filho. 3Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles. 4Eu os atraía com laços de humanidade, com laços de amor; era para eles como quem leva uma criança ao colo e rebaixava-me a dar-lhes de comer. 8Meu coração comove-se no íntimo e arde de compaixão. 9Não darei largas à minha ira, não voltarei a destruir Efraim, eu sou Deus e não homem; o santo no meio de vós, e não me servirei do terror”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: Is 12

Com alegria bebereis do manancial da salvação.

1. Eis o Deus, meu salvador, eu confio e nada temo; / o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. – R.

2. Com alegria bebereis no manancial da salvação. / E direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor, / invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, / entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime. – R.

3. Louvai, cantando, ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, / publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! / Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, / porque é grande em vosso meio o Deus santo de Israel!” – R.

Segunda Leitura: Efésios 3,8-12.14-19

Leitura da carta de São Paulo aos Efésios – Irmãos, 8eu, que sou o último de todos os santos, recebi esta graça de anunciar aos pagãos a insondável riqueza de Cristo 9e de mostrar a todos como Deus realiza o mistério desde sempre escondido nele, o criador do universo. 10Assim, doravante, as autoridades e poderes nos céus conhecem, graças à Igreja, a multiforme sabedoria de Deus, 11de acordo com o desígnio eterno que ele executou em Jesus Cristo, nosso Senhor. 12Em Cristo nós temos, pela fé nele, a liberdade de nos aproximarmos de Deus com toda a confiança. 14É por isso que dobro os joelhos diante do Pai, 15de quem toda e qualquer família recebe seu nome, no céu e sobre a terra. 16Que ele vos conceda, segundo a riqueza da sua glória, serdes robustecidos, por seu Espírito, quanto ao homem interior; 17que ele faça habitar, pela fé, Cristo em vossos corações e que estejais enraizados e fundados no amor. 18Tereis assim a capacidade de compreender, com todos os santos, qual a largura, o comprimento, a altura, a profundidade, 19e de conhecer o amor de Cristo, que ultrapassa todo conhecimento, a fim de que sejais cumulados até receber toda a plenitude de Deus. – Palavra do Senhor.

Evangelho: João 19,31-37

Aleluia, aleluia, aleluia.

Tomai sobre vós o meu jugo e de mim aprendei, / que sou de manso e humilde coração (Mt 11,29). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – 31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35Aquele que viu dá testemunho, e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. 37E outra Escritura ainda diz: “Olharão para aquele que transpassaram”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Graças ao empenho de São João Eudes e de Santa Margarida Maria Alacoque, no século XVII, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus alcançou grande expansão. Em 1865, o papa Pio IX a transformou em festa litúrgica, estendendo-a oficialmente para toda a Igreja. Desde a origem da Igreja, os cristãos desejaram realçar o lado misericordioso de Jesus; então, escolheram o Coração como símbolo natural e inesgotável de seu amor pela humanidade. Embora a expressão máxima do amor de Jesus por nós tenha ocorrido por sua morte na cruz, sabemos que toda a vida de Jesus foi tecida de múltiplas atitudes de benevolência, perdão e solidariedade. Jesus continua derramando abundantemente sua misericórdia sobre o mundo. O que Jesus espera é que multipliquemos gestos de amor em relação a nossos semelhantes.

Oração
Ó Jesus, manso e humilde de coração, tua morte na cruz é a expressão máxima do teu amor por nós. Vem, Senhor: socorre nosso povo sofrido e enche de esperança os aflitos e abandonados. Dá-nos um coração semelhante ao teu, capaz de semear bondade e misericórdia em todo lugar e sempre. Amém.

(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS.

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Santo do dia

São Barnabé, Apostolo

“José, chamado pelos apóstolos Barnabé, que quer dizer filho da consolação, levita, natural de Chipre, tinha um sítio; vendeu-o e trouxe o dinheiro e o depôs aos pés dos apóstolos”. Assim no-lo apresentam os Atos dos Apóstolos. Fontes antigas nos referem que Barnabé, chamado apóstolo pelos próprios Atos, embora não pertencesse aos Doze, teria sido um dos setenta discípulos de que fala o Evangelho. De qualquer modo é figura de primeira grandeza na fervorosa comunidade cristã, que floresceu em Jerusalém após o dia de Pentecostes. Barnabé era muito considerado entre os Apóstolos, que o escolheram para a evangelização de Antioquia.

É o homem das felizes intuições. Em Antioquia percebeu que aquele era terreno preparado para receber a palavra de Deus. Foi a Jerusalém relatar isso e pedir para levar consigo o recém-convertido Saulo. Começou assim a extraordinária dupla. Após um ano de trabalho, haviam operado tantas conversões de “fazer manchetes de jornais”, como se diria hoje. “Pela primeira vez — lê-se nos Atos — os discípulos foram chamados cristãos em Antioquia”.

Saulo, que desde então preferia ser chamado com o nome romano de Paulo, e Barnabé, contentes por terem aberto o caminho para o anúncio do Evangelho entre os pagãos, partiram para outras incumbências. Primeira etapa: Chipre, pátria de Barnabé, que havia levado consigo o jovem primo João Marcos, o futuro evangelista. Mais tarde, no começo da segunda e mais arriscada viagem missionária, Paulo julgou oportuno separar-se do próprio Barnabé, que ficou em Chipre.

Paulo e Barnabé, duas personalidades diferentes, que se completavam reciprocamente. Em Listra, na Licaônia, ao término da primeira viagem missionária, durante o sermão, Paulo notara a presença de um pobre paralítico. “Levanta-te e anda”, lhe dissera, operando o prodígio. “À vista do que Paulo acabava de fazer, a multidão exclamou em língua licaônica — ‘Deuses em forma humana vieram a nós’. A Barnabé chamavam Júpiter e, a Paulo, Hermes, porque era ele que falava”. A Barnabé foi atribuída a paternidade da carta paulina aos Hebreus e do outro escrito denominado Evangelho de Barnabé, agora perdido. Não temos notícias dele depois da separação de Paulo. Escritos apócrifos falam de uma viagem sua a Roma e do seu martírio acontecido mais ou menos pelo ano 70, em Salamina, pelas mãos dos judeus da diáspora, que o teriam apedrejado.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS.

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Francisco na Audiência Geral: a oração é o respiro da vida

“Tudo no ser humano é “binário”: o nosso corpo é simétrico, temos dois braços, dois olhos, duas mãos. Assim, também o trabalho e a oração são complementares. A oração, que é o “respiro” de tudo, continua sendo o pano de fundo vital do trabalho, até nos momentos em que não é explícita”, disse o Papa em sua catequese.

«Rezem sem cessar. Deem graças em todas as circunstâncias». Estes versículos da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses nortearam a penúltima catequese do Papa Francisco sobre o tema da oração na Audiência Geral desta quarta-feira (09/06), realizada no Pátio São Dâmaso.

Citando o itinerário espiritual do Peregrino russo, que começa quando se depara com esta frase do Apóstolo dos Gentios, Francisco sublinhou que as palavras de Paulo “comovem aquele homem que se questiona como é possível rezar sem interrupção, dado que a nossa vida é fragmentada em tantos momentos diferentes, que nem sempre tornam possível a concentração”. Assim, ele “começa a sua busca, que o levará a descobrir a oração do coração”.

 A oração como pauta musical

Consiste em repetir com fé: “Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim, pecador!” É uma oração que, pouco a pouco, se adapta ao ritmo da respiração e se estende ao longo do dia. Com efeito, a respiração nunca para, nem sequer quando dormimos. A oração é o respiro da vida.

A propósito dessa necessidade de oração contínua, ponto fulcral da existência cristã, o monge Evágrio do Ponto afirma: «Não nos foi mandado que trabalhemos, velemos e jejuemos constantemente, mas temos a lei de orar sem cessar». São João Crisóstomo, pastor atento à vida concreta, pregava: «É possível, mesmo no mercado ou durante um passeio solitário, fazer oração frequente e fervorosa; sentados na vossa loja, a tratar de compras e vendas, até mesmo a cozinhar». “A oração é uma espécie de pauta musical, onde colocamos a melodia da nossa vida. Não está em contraste com o trabalho diário, não contradiz as muitas pequenas obrigações e compromissos, mas é o lugar onde cada ação encontra o seu sentido, o seu porquê e a sua paz”.

Trabalho e equilíbrio interior

Certamente, pôr em prática estes princípios não é fácil. Um pai e uma mãe, ocupados em mil afazeres, podem sentir saudade de um período da sua vida, quando era fácil encontrar tempos regulares e espaço para a oração. Depois, os filhos, o trabalho, as ocupações da vida familiar, os pais que envelhecem. Tem-se a impressão de nunca conseguir concluir tudo. Por isso é bom pensar que Deus, nosso Pai, o qual tem de cuidar de todo o universo, se lembra sempre de cada um de nós. Por conseguinte, também nós devemos recordá-Lo sempre!

A seguir, o Papa recordou “que no monaquismo cristão o trabalho foi sempre realizado com grande honra, não só por dever moral de prover a si mesmo e aos outros, mas também por uma espécie de equilíbrio interior: é perigoso para o homem cultivar um interesse tão abstrato a ponto de perder o contato com a realidade”.

“O trabalho nos ajuda a manter-nos em contato com a realidade. As mãos juntas do monge carregam os calos daqueles que empunham pás e enxadas.”

Quando, no Evangelho de Lucas, Jesus diz a Marta que a única coisa realmente necessária é ouvir Deus, não significa de modo algum que despreza os muitos serviços que ela estava realizando com tanto empenho”, disse Francisco

Trabalho e a oração são complementares

Tudo no ser humano é “binário”: o nosso corpo é simétrico, temos dois braços, dois olhos, duas mãos. Assim, também o trabalho e a oração são complementares. A oração, que é o “respiro” de tudo, continua sendo o pano de fundo vital do trabalho, até nos momentos em que não é explícita. É desumano estar tão absorvidos pelo trabalho a ponto de não encontrar tempo para a oração.

“Ao mesmo tempo, uma oração que está alienada da vida não é saudável. A oração que nos afasta da realidade do viver torna-se espiritualismo, ou pior, ritualismo”, sublinhou o Papa, recordando “que Jesus, depois de ter mostrado a sua glória aos discípulos no monte Tabor, não quis prolongar aquele momento de êxtase, mas desceu com eles do monte e retomou o caminho diário”. Segundo Francisco, “aquela experiência devia permanecer nos corações como luz e força da sua fé. Também uma luz e força para os dias próximos, os dias da Paixão”. “Assim, os tempos dedicados a estar com Deus reavivam a fé, que nos ajuda na realidade da vida, e a fé, por sua vez, alimenta a oração, sem interrupção. Nesta circularidade entre fé, vida e oração, o fogo do amor cristão que Deus espera de cada um de nós mantém-se aceso”, concluiu o Papa.

FONTE: VATICAN NEWS

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O sabor da vida

O sabor da vida não está na boca de quem o saboreia. Seria ingênua demais se assim fosse. De repente, o sabor se torna amargo. Não que a vida seja. É amarga a boca que saboreia o sabor.

Saborear o sabor! A boca saboreia o sabor. Não, todavia! A boca, sim, saboreia o sabor da vida.

A vida dá o sabor à boca. Ela dá o sabor a quem saboreia o sabor.

O sabor da vida está em quem o saboreia.

O que é o sabor da vida? É, pois! A possibilidade de se vivê-la. Quem deixou de viver não mais saboreia o sabor da vida: porque não vive mais!

 

Este trocadilho de palavras eu escrevi quando morava no Lago Sul – Brasília-DF, 20 de abril de 2010.

Joacir Soares d’Abadia