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Papa Francisco à Igreja em Mar del Plata: obrigado por alugar hotéis para abrigar marginalizados

“O bispo Gabriel me contou que vocês alugaram dois hotéis para ter mais espaço para todos no inverno rigoroso e úmido da costa marplatense. Obrigado a todos”, disse Francisco em mensagem em vídeo divulgada nesta quinta-feira (24). O Pontífice agradece o trabalho voluntário anual realizado por programas da Caritas local como ‘La Noche de Caridad’ e ‘Hogar de Nazareth’.

“Gostaria de saudar de uma forma especial os servos da ‘La Noche de Caridad’ e do ‘Hogar de Nazareth’ da diocese de Mar del Plata pela atenção às pessoas sem moradia fixa. Obrigado pelo que fazem!”

O agradecimento do Papa Francisco enviado diretamente aos argentinos daquela região costeira da província de Buenos Aires veio através de uma mensagem em vídeo, em espanhol, divulgada nesta quinta-feira (24). O Pontífice disse que conversou com o bispo local, dom Gabriel Antonio Mestre, e soube das últimas novidades em prol dos moradores em situação de rua de Mar del Plata:

“O bispo Gabriel me contou que vocês alugaram dois hotéis para ter mais espaço para todos no inverno rigoroso e úmido da costa marplatense. Obrigado a todos, leigos, leigas, pastores, benfeitores da Igreja e a todos os setores, porque assistem Cristo na face dos irmãos mais pobres e marginalizados. Ali está Cristo. No centro do Evangelho estão os pobres. Obrigado, muito obrigado por aquilo que fazem!”

Tanto “La Noche de la Caridad” como o “Hogar de Nazareth” são dois programas assistenciais da Igreja em atuação na cidade de Mar del Plata, local de muita afluência de pessoas por ter um dos maiores portos da Argentina, além de ser um destino turístico popular pela sua localização na costa do Oceano Atlântico. Com a pandemia de Covid-19, a crise econômica e social da região se agravou, aumentando a vulnerabilidade as pessoas. Porém, segundo o diretor da Caritas local, Roberto Benzo, em entrevista à imprensa no final de março, devido à consciência da população, o número de pessoas em situação de rua não aumentou exponencialmente.

La Noche de la Caridad aluga hotel a desabrigados

Mesmo assim, se mantém necessária a assistência às pessoas em situação de rua, sobretudo com a chegada do inverno e as baixas temperaturas. Por isso, “La Noche de la Caridad” continua funcionando os 365 dias do ano produzindo e distribuindo viandas com comida quente aos desabrigados, que chegam também com uma mensagem de amor e esperança para confortá-los diante da situação difícil em que vivem.

Lá se vão 20 anos em que os voluntários entregam os pratos todas as noites a 160 pessoas. Anualmente, são quase 410 mil viandas que alimentam as pessoas em situação de rua em Mar del Plata e, desde o ano de fundação, em 2001, já entregaram 8 milhões de viandas aos necessitados. Os próprios voluntários das paróquias preparam a comida, entregam e também emprestam os seus corações: “Jesus nos diz… que cada vez que o faziam com o mais novo dos meus irmãos, faziam para mim”, disse Maria Cristina Churio, coordenadora do programa.

A mais recente novidade, compartilhada pelo próprio Papa Francisco, diz respeito ao hotel alugado por “La Noche de la Caridad” que vai abrigar 45 pessoas em situação de rua durante os três meses de inverno. Até o próximo dia 21 de setembro, os “hóspedes” especiais vão ganhar alojamento, janta e café da manhã, graças ao esforço dos voluntários e com a ajuda de padrinhos.

A dignidade oferecida por Hogar de Nazareth

Já o “Hogar de Nazareth”, outro programa da Caritas local, atua justamente para acolher as pessoas em situação de rua durante todos os dias do ano. Os desabrigados ganham merenda, janta e café da manhã, além de banho quente, artigos de higiene e roupa limpa. A casa solidária tem capacidade para abrigar até 60 pessoas e também ajuda na reinserção social, orientando sobre documentação pessoal e direcionando para cursos de capacitação.

Os programas da Caritas aceitam doações e a participação de voluntários, e trabalham com a colaboração dos governos nacional, provincial e municipal, “o que serve muito a todos”, destacou Roberto, já que “é um crescimento trabalhar juntos”.

FONTE: VATICAN NEWS

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Mostrar o rosto da Igreja, com particular atenção aos pequenos e pobres, afirma o Papa

Durante o encontro com os participantes da 94ª Assembleia Plenária da Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais (Roaco), Francisco sublinhou que não obstante a pandemia, o fato de se reunir em presença dá confiança e ajuda no trabalho do organismo.

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta quinta-feira (24/06), no Vaticano, os participantes da 94ª Assembleia Plenária da Reunião das Obras de Ajuda às Igrejas Orientais (Roaco), na conclusão dos trabalhos do organismo realizados presencialmente na Casa Bonus Pastor, em Roma.

“O fato de se reunir em presença dá confiança e ajuda no seu trabalho”, disse o Papa, recordando que “no ano passado só foi possível se conectar à distância para refletir juntos, mas sabemos que não é a mesma coisa”, disse ele, ressaltando que “precisamos nos encontrar, fazer dialogar melhor as palavras e os pensamentos, para acolher as perguntas e o grito que vêm de tantas partes do mundo, especialmente das Igrejas e dos países para os quais vocês realizam seu trabalho”.

Compromisso com o Líbano

“Eu mesmo sou testemunha disso, pois foi nesse mesmo contexto, em 2019, que anunciei minha intenção de ir ao Iraque, e graças a Deus, alguns meses atrás, pude realizar esse desejo. Fiquei feliz de inserir, entre as pessoas da comitiva, um representante da Roaco, como sinal de gratidão pelo que vocês fizeram e farão”, sublinhou. A seguir, acrescentou:

Apesar da pandemia, vocês tiveram reuniões extraordinárias durante este ano, tanto para abordar a situação na Eritréia quanto para acompanhar a situação no Líbano, depois da terrível explosão no porto de Beirute em 4 de agosto passado. A este propósito, agradeço-lhes pelo compromisso de apoiar o Líbano nesta grave crise; e peço-lhes para rezar e convidar a fazê-lo para o encontro que teremos em 1° de julho, junto com os Chefes das Igrejas Cristãs do país, para que o Espírito Santo nos guie e nos ilumine.

A seguir, o Papa agradeceu a todas as pessoas que sustentam os projetos da Roaco e que os tornam possíveis. “Muitas vezes são simples fiéis, famílias, paróquias e voluntários que sabem que são “todos irmãos” e dedicam um pouco de seu tempo e de seus recursos àquelas realidades que vocês cuidam”, acrescentou.

O grito que vem da Síria

Falando sobre a Coleta em prol da Terra Santa, o Papa sublinhou que, em 2020, foi arrecadado a metade dos recursos em relação aos anos passados.

“Certamente os longos meses em que as pessoas não puderam se reunir nas igrejas para as celebrações, mas também a crise econômica gerada pela pandemia, pesaram muito. Se por um lado isso nos faz bem, porque nos impele a uma essencialidade maior, todavia não pode nos deixar indiferentes, pensando também nas ruas desertas de Jerusalém, sem peregrinos que vão ali para se regenerarem na fé, mas também para expressar solidariedade concreta com as Igrejas e as populações locais. Renovo o meu apelo a todos para que redescubram a importância desta caridade.”

O Papa recordou que o encontro da Roaco também se deteve em diferentes contextos geográficos e eclesiais. “Primeiramente, a própria Terra Santa, com Israel e Palestina, povos para os quais sonhamos que no céu se estenda o arco da paz, dado por Deus a Noé como sinal da aliança entre o céu e a terra e da paz entre os homens. Muitas vezes, porém, mesmo recentemente, esses céus são sulcados por bombas que causam destruição, morte e medo! ” A seguir, disse:

O grito que vem da Síria está sempre presente no coração de Deus, mas parece incapaz de tocar o dos homens que têm nas mãos o destino dos povos. Resta o escândalo de dez anos de conflito, milhões de deslocados internos e externos, as vítimas, a necessidade de uma reconstrução que ainda permanece refém da lógica partidária e da falta de decisões corajosas para o bem daquela nação martirizada.

Conflito na região de Tigray

A seguir, o Papa falou sobre a situação eclesial no Líbano, Iraque, Etiópia, Armênia e Geórgia. “O seu estilo é precioso, porque ajuda os Pastores e os fiéis a se concentrarem no essencial, ou seja, no que é necessário para o anúncio do Evangelho, mostrando juntos o rosto da Igreja, que é Mãe, com particular atenção aos pequenos e aos pobres. Às vezes é necessário reconstruir edifícios e catedrais, inclusive aqueles destruídos pela guerra, mas antes de tudo é preciso ter no coração as pedras vivas que estão feridas e dispersas”, sublinhou.

Acompanho com apreensão a situação que se criou com o conflito na região de Tigray, na Etiópia, sabendo que o seu âmbito também abrange a vizinha Eritréia. Além das diferenças religiosas e confessionais, percebemos o quão essencial é a mensagem da Fratelli tutti, quando as diferenças entre etnias e as consequentes lutas pelo poder são erguidas num sistema.

Por fim, o Papa recordou que no final de sua Viagem Apostólica à Armênia, em 2016, ele e o Catholicos Karekin II soltaram “pombas no céu, como sinal e desejo de paz em toda a região do Cáucaso. Infelizmente, ela foi ferida mais uma vez nos últimos meses”, disse o Papa, agradecendo à Roaco por “sua atenção à realidade da Geórgia e da Armênia, para que a comunidade católica continue sendo sinal e fermento de vida evangélica”.

FONTE: VATICAN NEWS

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Santo do dia

Natividade de são João Batista

João, chamado o batizador, é filho de Zacarias e de Isabel, ambos de estirpe sacerdotal. Sabemos pelas palavras do anjo Gabriel, que João (cujo nome significa “Deus é propício”) foi concedido aos dois cônjuges em idade avançada. Já vaticinado na Escritura como o precursor do Messias, João encarna o caráter forte de Elias. A sua missão de fato será semelhante “no espírito e no poder” àquela do profeta Elias, enviado para preparar “um povo perfeito” para o advento do Messias. A criança que vai nascer percebe a presença de Jesus “estremecendo de alegria” no ventre materno por ocasião da visita de Maria à prima Isabel. Enviado por Deus para “endireitar os caminhos do Senhor”, foi santificado pela graça divina antes mesmo que seus olhos se abrissem à luz. “Eis — diz Isabel, repleta do Espírito Santo, a Maria — quando tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria em meu ventre”.

Conforme a cronologia sugerida pelo anjo Gabriel (este é o sexto mês para Isabel), o nascimento do precursor foi fixado pela Igreja latina três meses após a Anunciação e seis meses antes do Natal. A celebração da Natividade do Batista é, com a do nascimento de Jesus e de Maria, a única festa litúrgica que a Igreja dedica ao nascimento de um santo. São João Batista é o primeiro santo venerado na Igreja universal com festa litúrgica particular, em data antiquíssima. Santo Agostinho nos diz que o santo era comemorado a 24 de junho na Igreja africana.

Igualmente antiga é a celebração da vigília do santo, conhecida já pelo Sacramentário Leonino, suprimida somente pelo novo calendário. Isso atesta o grande interesse que em todas as épocas sus-citou este austero profeta, definido pelo próprio Cristo como “o maior entre os nascidos de mulher”.

Na história da Redenção, João Batista está entre as personalidades mais singulares: é o último profeta e o primeiro apóstolo, enquanto precede o Messias e lhe dá testemunho. “É mais que profeta — disse ainda Jesus. É dele que está escrito: eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele preparará o teu caminho diante de ti”. Castigador da hipocrisia e da imoralidade, pagou com o martírio o rigor moral que ele não só pregava, mas punha em prática, sem ceder também diante da ameaça de morte. A 29 de agosto a Igreja lembra, com uma segunda comemoração litúrgica, o martírio do Batista, protótipo do monge e do missionário.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Solenidade da Natividade de São João Batista

NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA

(MISSA DO DIA)

Houve um homem enviado por Deus: o seu nome era João. Veio dar testemunho da luz e preparar para o Senhor um povo bem-disposto a recebê-lo (Jo 1,6s; Lc 1,17).

Já no século 4º havia celebrações litúrgicas em honra de São João Batista. Isso comprova o grande apreço e a cordial veneração que os fiéis tinham por ele – com razão, pois, conforme dizia Jesus, João é muito mais que um profeta (cf. Lc 7,26) e o maior entre os nascidos de mulher. Deixemo-nos envolver pela eloquente figura de João Batista e celebremos seu nascimento com vibração e fé.

Primeira Leitura: Isaías 49,1-6

Leitura do livro do profeta Isaías – 1Nações marinhas, ouvi-me; povos distantes, prestai atenção: o Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome; 2fez de minha palavra uma espada afiada, protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim uma flecha aguçada, escondida em sua aljava, 3e disse-me: “Tu és o meu servo, Israel, em quem serei glorificado”. 4E eu disse: “Trabalhei em vão, gastei minhas forças sem fruto, inutilmente; entretanto o Senhor me fará justiça e o meu Deus me dará recompensa”. 5E, agora, diz-me o Senhor – ele que me preparou desde o nascimento para ser seu servo – que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor, esta é a minha glória. 6Disse ele: “Não basta seres meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até os confins da terra”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 138(139)

Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, / porque de modo admirável me formastes!

1. Senhor, vós me sondais e conheceis, † sabeis quando me sento ou me levanto; / de longe penetrais meus pensamentos; / percebeis quando me deito e quando eu ando, / os meus caminhos vos são todos conhecidos. – R.

2. Fostes vós que me formastes as entranhas, / e no seio de minha mãe vós me tecestes. / Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, / porque de modo admirável me formastes! – R.

3. Até o mais íntimo, Senhor, me conheceis; / nem uma sequer de minhas fibras ignoráveis / quando eu era modelado ocultamente, / era formado nas entranhas subterrâneas. – R.

Segunda Leitura: Atos 13,22-26

Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, Paulo disse: 22“Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu respeito: ‘Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade’. 23Conforme prometera, da descendência de Davi Deus fez surgir para Israel um salvador, que é Jesus. 24Antes que ele chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel. 25Estando para terminar sua missão, João declarou: ‘Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede, depois de mim vem aquele do qual nem mereço desamarrar as sandálias’. 26Irmãos, descendentes de Abraão, e todos vós que temeis a Deus, a nós foi enviada essa mensagem de salvação”. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Lucas 1,57-66.80

Aleluia, aleluia, aleluia.

Serás chamado, ó menino, o profeta do Altíssimo: / irás diante do Senhor, preparando-lhe os caminhos (Lc 1,76). –R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – 57Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel e alegraram-se com ela. 59No oitavo dia, foram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60A mãe, porém, disse: “Não! Ele vai chamar-se João”. 61Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63Zacarias pediu uma tabuinha e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficaram admirados. 64No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou e ele começou a louvar a Deus. 65Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. 66E todos os que ouviam a notícia ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. 80E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Poucos versículos, porém densos de conteúdo. Jesus causa uma reviravolta na sociedade do seu tempo. Os leprosos carregavam o peso da marginalização religiosa e social. Por sua condição de impuros, e conforme o que se ensinava na sinagoga, eles pensavam estar excluídos do acesso ao Reino de Deus. Um desses infelizes percebe em Jesus a predileção pelos abandonados, a manifestação da bondade de Deus, o cumprimento da promessa de libertação dos oprimidos. Rompe a barreira e encurta a distância que o separa do Mestre, que lhe favorece a aproximação e lhe atende o pedido: “Estendeu a mão e, tocando nele, Jesus disse: ‘Eu quero. Fique purificado’”. Em torno de Jesus fervilha a vida, o mal se retrai, irrompe o mundo novo: é o encontro da misericórdia de Deus com a fé do ser humano.

Oração
Ó Jesus, nosso Libertador, admirável é teu modo carinhoso de acolher o leproso; mais admirável ainda é tua liberdade em tocar nele, já que tal gesto era contrário às Leis da época. Tua salvação leva em consideração, antes de tudo, a pessoa que te busca de coração sincero. Amém.

(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Homem aranha na Audiência Geral: o herói que faz sorrir as crianças doentes

Dentre os fiéis que participaram da Audiência Geral não passou despercebido um jovem vestido de Homem-Aranha. A sua história, contada no L’Osservatore Romano desta tarde, se entrelaça com a de muitas crianças internadas em hospitais pediátricos. Francisco também saudou uma avó, acompanhada por seu neto, que com o entusiasmo de seus 95 anos, venceu a Covid-19.

O Homem-Aranha é realmente um super-herói bom. Trabalha como funcionário numa empresa de portal, em Vado Ligure, mas depois coloca a máscara e o traje do Homem-Aranha e vai ficar ao lado das crianças internadas nos hospitais.

Na manhã desta quarta-feira (23/06), na Audiência Geral com o Papa Francisco, no Pátio São Dâmaso, o Homem-Aranha não só entregou a máscara de super-herói como também “revelou” sua identidade, Mattia Villardita, 28 anos, e sua próxima missão: as alas pediátricas do Hospital Agostino Gemelli onde irá com a banda musical da Polícia Italiana por iniciativa da Inspetoria de Segurança Pública do Vaticano. “Mas os verdadeiros super-heróis são as crianças que sofrem e suas famílias que lutam com tanta esperança”, disse Mattia.

“Eu me visto de Homem-Aranha para tirar um sorriso das crianças que estão no hospital. Faço isso porque tenho uma doença congênita. Durante 19 anos eu entrava e saia do Hospital Gaslini, em Gênova, e eu teria gostado muito, quando estive lá, sozinho, no meu leito, de ver o Homem-Aranha entrar pela janela do meu quarto…”, disse ele. É assim que se torna Homem-Aranha, “com o coração”. Não há “um curso para super-herói” mesmo que Mattia tenha criado a associação Super-herói nos hospitais: “Somos um grupo de jovens envolvidos no trabalho voluntário que, vestidos de ‘heróis’, levamos momentos de distração nas alas pediátricas dos hospitais”. “Eu usei pela primeira vez esta máscara 4 anos atrás, no Natal: tinha que entregar um computador no Hospital São Paulo de Imperia e inventei algo que pudesse divertir as crianças que estavam vivendo o que eu também tinha vivido”.

Em missão no Hospital Gemelli

O Homem-Aranha também realizou suas proezas no período de lockdown: “Fiz mais de 1.400 chamadas de vídeo, já que não podia ir pessoalmente”, disse ele.  Mattia acompanha as crianças através do contato contínuo com seus pais até mesmo quando elas voltam para casa: “Organizamos festas surpresa ou simplesmente a entrega de uma pizza”, frisou. No ano passado, o presidente da República Italiana, Sergio Mattarella, concedeu-lhe a Honra de Mérito por “altruísmo e iniciativas fantasiosas com as quais ele contribui para aliviar o sofrimento dos pacientes pequeninos dos hospitais”. Poderia ser a definição perfeita de um super-herói, “alguém que tenta tornar o mundo melhor do que o encontrou”.

Na tarde desta quarta-feira (23), no Hospital Gemelli, o Homem-Aranha também encontrará a comunidade de pessoas afetadas por fibromialgia, uma doença “desconhecida” que afeta 2 milhões de pessoas na Itália, e as pessoas que as assistem tanto do ponto de vista sanitário quanto pastoral.

Esta manhã, com afeto, Francisco encorajou um grupo de doentes e médicos do Hospital Gemelli, acompanhados por pe. Carlo Abbate que acompanha, através da Pastoral da Saúde da Diocese de Roma, esta obra de apoio e conscientização.

Outras iniciativas na Audiência

Além disso, durante a audiência, o cardeal Aquilino Bocos Merino apresentou ao Papa os autores e protagonistas do filme “Claret”, enquanto as Pequenas Irmãs de Jesus e as religiosas polonesas de Santa Maria Madalena da Penitência relançaram com Francisco o significado de seu carisma.

Entre os presentes estavam representantes do prêmio “Maria Grazia Cutuli”, que leva o nome da jornalista do Corriere della Sera assassinada no Afeganistão em 2001. Por fim, com particular afeto, o Papa saudou a “vovó Alba”, acompanhada de seu neto Valério, que com o entusiasmo de seus 95 anos venceu a Covid-19. Um testemunho que é um verdadeiro incentivo para o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, celebrado em 25 de julho.

FONTE: VATICAN NEWS

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A resposta aos “guardiões” da verdade é o caminho libertador de Jesus, afirma o Papa

Uma série de catequeses inspirada na Carta aos Gálatas: foi o anúncio hoje do Papa Francisco na Audiência Geral. Na semana passada, o Pontífice concluiu o ciclo sobre a oração, ao qual dedicou 38 catequeses. “Espero que com este itinerário de oração tenhamos conseguido rezar melhor.”

Quarenta minutos: este foi o tempo que o Papa Francisco dedicou a cumprimentar e saudar os fiéis e peregrinos cada vez mais numerosos no Pátio São Dâmaso, onde se realiza a Audiência Geral. Não obstante o calor, Francisco não deixou de fazer brincadeiras, ouvir confidências, assinar teses e livros e abençoar quem se aperta para ter pelo menos um segundo da atenção do Papa.

Já diante do microfone, o Pontífice iniciou um novo ciclo de catequeses. O tema agora será inspirado no apóstolo Paulo, mais precisamente em Carta aos Gálatas.

“É uma Carta muito importante, diria até decisiva, não só para conhecer melhor o Apóstolo, mas sobretudo para considerar alguns dos temas que ele aborda em profundidade, mostrando a beleza do Evangelho. Parece escrita para os nossos tempos”, explicou o Pontífice.

As primeiras comunidades cristãs

Entre os temas a serem explorados nas próximas semanas, estão a conversão, a liberdade, a graça e o modo de vida cristão, mas a primeira temática abordada por Francisco foi a obra de evangelização realizada pelo Apóstolo, que visitou as comunidades da Galácia pelo menos duas vezes durante as suas viagens missionárias.

Sabe-se que os gálatas eram uma antiga população celta que, através de muitas vicissitudes, se estabeleceu na extensa região da Anatólia que tinha a sua capital na cidade de Ancira, hoje Ankara, capital da Turquia.

Paulo relata apenas que, por causa de uma doença, viu-se obrigado a permanecer naquela região – fato que indica que o caminho da evangelização nem sempre depende da nossa vontade e dos nossos projetos, mas requer a disponibilidade a deixar-nos plasmar e seguir outros caminhos que não estavam previstos.

A chegada dos “abutres”

Para o Papa, é interessante notar a preocupação pastoral de Paulo, pois havia muitos infiltrados semeando teorias contrárias aos seus ensinamentos, chegando ao ponto de o difamar. Como alguém dizia, notou o Pontífice, “vêm os abutres a destruir a comunidade”.

“Como podemos ver, é uma prática antiga apresentar-se em certas ocasiões como o único possuidor da verdade e procurar menosprezar o trabalho dos outros, até com a calúnia”, afirmou.

Entre as intrigas, os adversários argumentaram que os Gálatas teriam de renunciar à sua identidade cultural e os mesmos se encontravam numa situação de crise. Para eles, que conheceram Jesus e acreditaram na obra de salvação realizada através da sua morte e ressurreição, foi verdadeiramente o início de uma nova vida, mas se sentiam desorientados e incertos sobre como se comportar e a quem ouvir.

“Pensemos em alguma comunidade cristã ou diocese: começam as histórias e depois acabam por desacreditar o pároco, o bispo. É precisamente o caminho do maligno, dessas pessoas que dividem e não sabem construir. E nesta Carta aos Gálatas vemos este procedimento.”

Uma situação que se apresenta também hoje, constatou Francisco:

“Ainda hoje, não faltam pregadores que, especialmente através dos novos meios de comunicação, se apresentam não para anunciar o Evangelho de Deus que ama o homem em Jesus Crucificado e Ressuscitado, mas para reiterar com insistência, como verdadeiros ‘guardiães da verdade’, qual é a melhor maneira de ser cristão.”

A liberdade oferecida por Cristo

Estas pessoas afirmam que o verdadeiro cristianismo é aquele a que estão ligados, frequentemente identificado com certas formas do passado, e que a solução para as crises de hoje é voltar atrás para não perder a genuinidade da fé. Também hoje, como outrora, existe a tentação de se fechar em algumas certezas adquiridas em tradições passadas.

O traço distintivo dessas pessoas, segundo o Papa, é a rigidez: “Diante da pregação do Evangelho que nos torna livres, nos faz alegres, estes são rígidos”.

Mas é o próprio Apóstolo que indica o caminho a seguir, e é o caminho libertador e sempre novo de Jesus Crucificado e Ressuscitado; é o caminho do anúncio, que se realiza através da humildade e da fraternidade; “os novos pregadores não conhecem o significado da humildade, da fraternidade”; é o caminho da confiança mansa e obediente, que os novos pregadores não conhecem, na certeza de que o Espírito Santo age em cada época da Igreja. “Em última instância, a fé no Espírito Santo presenta na Igreja nos leva avante e nos salvará.”

FONTE: VATICAN NEWS

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Santo do dia

São José Cafasso, Presbítero

Os turinenses chamavam-no “o padre da forca”, com uma mistura de admiração e de compaixão, porque em toda execução capital ao lado do condenado estava sempre o padre José Cafasso, padreco magro, encurvado não pelos anos (morreu aos 49 anos em 1860), mas pelo desvio da espinha dorsal que o obrigava a estar inclinado também nas poucas horas do dia em que passava fora do confessionário. Padre José de fato dedicava grande parte do seu ministério sacerdotal ouvindo confissões e confidências de todos os que frequentavam a sua igreja, atraídos pelas grandes qualidades humanas de inteligência e de bondade daquele pequeno padre que compreendia os problemas de todos e sabia falar tanto aos doutos como aos simples, às almas devotas como às dissipadas. Declarado santo em 1947, foi declarado o patrono dos encarcerados e dos condenados à pena capital, pois durante a vida fizera do cárcere o lugar preferido para o seu apostolado sacerdotal.

Nascido em Castelnuovo d’Asti, quatro anos antes do con-terrâneo João Bosco: em 1811, José Cafasso era por temperamento o oposto do apóstolo dos jovens: reflexivo, manso, estudioso, gostava de dedicar várias horas à meditação diante do Santíssimo Sacramento nos breves períodos de férias que passava na sua cidade, durante os anos de seminário. João Bosco, com amáveis gozações, chamava-o de “senhor abade”, e convidava-o a assistir aos inocentes espetáculos da festa do padroeiro. “Os espetáculos do padre — respondia-lhe o clérigo Cafasso — são as funções religiosas”. Mas os dois estavam destinados a encontrar-se e compreender-se profundamente.

José Cafasso, ordenado padre aos 22 anos, frequentou o curso de teologia em Turim, na escola do teólogo Guala, de quem herdou a cátedra pouco depois e teve como aluno João Bosco. O jovem conterrâneo pôs a duras provas a enorme paciência do mestre quando encheu a casa onde ele era o reitor de barulhentos meninos, recolhidos de todas as partes da periferia da cidade. Quando Dom Bosco retirou a garotada, certamente não por causa de alguma indireta do santo reitor, ele a levou para morar em Valdocco. O padre José Cafasso esteve constantemente ao seu lado, também com alguma ajuda financeira, e antes de morrer deu todo aquele pouco que possuía a João Bosco e ao Cottolengo.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Quarta-Feira da 12° Semana do Tempo Comum

12ª SEMANA COMUM

(verde – ofício do dia)

O Senhor é a força de seu povo, fortaleza e salvação do seu ungido. Salvai, Senhor, vosso povo, abençoai vossa herança e governai para sempre os vossos servos (Sl 27,8s).

Sérias dúvidas invadem o coração de Abraão; Deus, porém, o encoraja: “Não temas, eu sou teu protetor”. E com ele renova sua aliança. Em todas as circunstâncias, confiemos no Senhor.

Primeira Leitura: Gênesis 15,1-12.17-18

Leitura do livro do Gênesis – Naqueles dias, 1o Senhor falou a Abrão, dizendo: “Não temas, Abrão! Eu sou o teu protetor, e tua recompensa será muito grande”. 2Abrão respondeu: “Senhor Deus, que me darás? Eu me vou desta vida sem filhos e o herdeiro de minha casa será Eliezer de Damasco”. 3E acrescentou: “Como não me deste descendência, um servo nascido em minha casa será meu herdeiro”. 4Então, o Senhor falou-lhe nestes termos: “O teu herdeiro não será esse, mas um dos teus descendentes é que será o herdeiro”. 5E, conduzindo-o para fora, disse-lhe: “Olha para o céu e conta as estrelas se fores capaz!” E acrescentou: “Assim será a tua descendência”. 6Abrão teve fé no Senhor, que considerou isso como justiça. 7E lhe disse: “Eu sou o Senhor que te fez sair de Ur dos caldeus para te dar em possessão esta terra”. 8Abrão lhe perguntou: “Senhor Deus, como poderei saber que vou possuí-la?” 9E o Senhor lhe disse: “Traze-me uma novilha de três anos, uma cabra de três anos, um carneiro de três anos, além de uma rola e de uma pombinha”. 10Abrão trouxe tudo e dividiu os animais pelo meio, mas não as aves, colocando as respectivas partes uma frente à outra. 11Aves de rapina se precipitaram sobre os cadáveres, mas Abrão as enxotou. 12Quando o sol já se ia pondo, caiu um sono profundo sobre Abrão e ele foi tomado de grande e misterioso terror. 17Quando o sol se pôs e escureceu, apareceu um braseiro fumegante e uma tocha de fogo, que passaram por entre os animais divididos. 18Naquele dia o Senhor fez aliança com Abrão, dizendo: “Aos teus descendentes darei esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio, o Eufrates”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 104(105)

O Senhor se lembra sempre da Aliança.

1. Dai graças ao Senhor, gritai seu nome, / anunciai entre as nações seus grandes feitos! / Cantai, entoai salmos para ele, / publicai todas as suas maravilhas! – R.

2. Gloriai-vos em seu nome que é santo, / exulte o coração que busca a Deus! / Procurai o Senhor Deus e seu poder, / buscai constantemente a sua face! – R.

3. Descendentes de Abraão, seu servidor, / e filhos de Jacó, seu escolhido, / ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, / vigoram suas leis em toda a terra. – R.

4. Ele sempre se recorda da Aliança, / promulgada a incontáveis gerações; / da Aliança que ele fez com Abraão / e do seu santo juramento a Isaac. – R.

Evangelho: Mateus 7,15-20

Aleluia, aleluia, aleluia.

Ficai em mim e eu em vós ficarei, diz Jesus; / quem em mim permanece há de dar muito fruto (Jo 15,4s). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15“Cuidado com os falsos profetas: eles vêm até vós vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. 16Vós os conhecereis pelos seus frutos. Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas? 17Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má produz frutos maus. 18Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode produzir frutos bons. 19Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo. 20Portanto, pelos seus frutos vós os conhecereis”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

No Antigo Testamento, os falsos profetas eram o tormento dos verdadeiros profetas de Deus. Prometiam o que não podiam dar e eram complacentes com os vícios humanos, em vez de corrigi-los. Não faltarão, nas comunidades cristãs, os falsos profetas contra os quais Jesus previne seus discípulos (cf. Mt 24,11). São pessoas mal- intencionadas. É necessário cada um ficar atento aos “frutos” que elas produzem. Se forem gente do bem, farão obras boas. Se não, serão como balões portadores de vento! A advertência de Jesus atinge, antes de tudo, as lideranças religiosas: sua vida é reflexo daquilo que pregam? Mas é um apelo a todos os cristãos: mais que uma doutrina que se deve conhecer, o cristianismo é uma forma de vida. Então, cabe aqui a pergunta: quais são os frutos que estou produzindo para o Reino de Deus?

Oração
Ó Jesus, divino Mestre, por toda parte e em todos os tempos encontram-se os “falsos profetas”: pessoas habilidosas em enganar os outros. Jogam com as palavras segundo os próprios interesses, mentem, escondem os verdadeiros resultados. Senhor, livra-nos desses lobos ferozes disfarçados de ovelhas. Amém.

(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Quarta-Feira da 12° Semana do Tempo Comum

NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA

(MISSA DA VIGÍLIA)

(branco, glória, creio, prefácio próprio – ofício da solenidade)

Ele será grande diante do Senhor; estará cheio do Espírito Santo desde o seio materno, e muitos se alegrarão com seu nascimento (Lc 1,15.14).

Já no século 4º, tem-se notícia de um culto a São João Batista. Santo Agostinho se refere à festa da natividade desse santo no dia 24 de junho, e sabe-se que é a única festa de nascimento afora a da Natividade de Maria. No plano divino da salvação, o Batista é escolhido para ser o elo entre o Antigo e o Novo Testamento. Ele vem aplainar os caminhos para o Messias que está para chegar. Abramos o coração para acolher “o maior dos profetas”, com seu corajoso testemunho de vida e sólidos ensinamentos.

Primeira Leitura: Jeremias 1,4-10

Leitura do livro do profeta Jeremias – Nos dias de Josias, 4foi-me dirigida a palavra do Senhor, dizendo: 5“Antes de formar-te no ventre materno, eu te conheci; antes de saíres do seio de tua mãe, eu te consagrei e te fiz profeta das nações”. 6Disse eu: “Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo”. 7Disse-me o Senhor: “Não digas que és muito novo; a todos a quem eu te enviar, irás, e tudo que eu te mandar dizer, dirás. 8Não tenhas medo deles, pois estou contigo para defender-te”, diz o Senhor. 9O Senhor estendeu a mão, tocou-me a boca e disse-me: “Eis que ponho minhas palavras em tua boca. 10Eu te constituí hoje sobre povos e reinos com poder para extirpar e destruir, devastar e derrubar, construir e plantar”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 70(71)

Desde o seio maternal, sois meu amparo.

1. Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor, / que eu não seja envergonhado para sempre! / Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! / Escutai a minha voz, vinde salvar-me! – R.

2. Sede uma rocha protetora para mim, / um abrigo bem seguro que me salve! / Porque sois a minha força e meu amparo, † o meu refúgio, proteção e segurança! / Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio. – R.

3. Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, / em vós confio desde a minha juventude! / Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, / desde o seio maternal, o meu amparo. – R.

4. Minha boca anunciará todos os dias / vossa justiça e vossas graças incontáveis. / Vós me ensinastes desde a minha juventude, / e até hoje canto as vossas maravilhas. – R.

Segunda Leitura: 1 Pedro 1,8-12

Leitura da primeira carta de São Pedro – Caríssimos, 8sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, 9pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação. 10Essa salvação tem sido objeto das investigações e meditações dos profetas. Eles profetizaram a respeito da graça que vos estava destinada. 11Procuraram saber a que época e a que circunstâncias se referia o Espírito de Cristo, que estava neles, ao anunciar com antecedência os sofrimentos de Cristo e a glória consequente. 12Foi-lhes revelado que, não para si mesmos, mas para vós, estavam ministrando essas coisas, que agora são anunciadas a vós por aqueles que vos pregam o Evangelho em virtude do Espírito Santo, enviado do céu; revelações essas, que até os anjos desejam contemplar! – Palavra do Senhor.

Evangelho: Lucas 1,5-17

Aleluia, aleluia, aleluia.

João veio dar testemunho da luz, / a fim de preparar um povo bem-disposto para a vinda do Senhor (Jo 1,7; Lc 1,17). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – 5Nos dias de Herodes, rei da Judeia, vivia um sacerdote chamado Zacarias, do grupo de Abia. Sua esposa era descendente de Aarão e chamava-se Isabel. 6Ambos eram justos diante de Deus e obedeciam fielmente a todos os mandamentos e ordens do Senhor. 7Não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e os dois já eram de idade avançada. 8Em certa ocasião, Zacarias estava exercendo as funções sacerdotais no templo, pois era a vez do seu grupo. 9Conforme o costume dos sacerdotes, ele foi sorteado para entrar no santuário e fazer a oferta do incenso. 10Toda a assembleia do povo estava do lado de fora rezando, enquanto o incenso estava sendo oferecido. 11Então, apareceu-lhe o anjo do Senhor, de pé, à direita do altar do incenso. 12Ao vê-lo, Zacarias ficou perturbado, e o temor apoderou-se dele. 13Mas o anjo disse: “Não tenhas medo, Zacarias, porque Deus ouviu tua súplica. Tua esposa, Isabel, vai ter um filho, e tu lhe darás o nome de João. 14Tu ficarás alegre e feliz, e muita gente se alegrará com o nascimento do menino, 15porque ele vai ser grande diante do Senhor. Não beberá vinho nem bebida fermentada e, desde o ventre materno, ficará repleto do Espírito Santo. 16Ele reconduzirá muitos do povo de Israel ao Senhor seu Deus. 17E há de caminhar à frente deles, com o espírito e o poder de Elias, a fim de converter os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, preparando para o Senhor um povo bem-disposto”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Com linguagem e cores vivas, Lucas narra o nascimento de João, fi lho de Zacarias e de Isabel. Escolhido por Deus desde o seio materno, João vem com a missão de “converter o coração dos pais aos fi lhos, e os rebeldes à sabedoria
dos justos, e para preparar ao Senhor um povo bem-disposto” (Lc 1,17). João é a ponte entre o Antigo e o Novo Testamento. Seu nascimento traz uma alegria indizível não só para a mãe, mas também para os seus vizinhos e parentes. Afinal, Isabel era estéril, e o casal, de idade avançada. Notava-se aí clara intervenção divina. Isabel o reconhece e propaga: “Eis o que o Senhor fez por mim, nos dias em que decidiu tirar de mim a humilhação pública”(Lc 1,25). Essa alegria contagiante se expande e desemboca nos dias do Messias, conforme anunciaram os profetas (cf. Sf 3,14).

Oração
Ó divino Salvador, o Pai celeste preparou com muito zelo o nascimento do teu precursor, João Batista. Vizinhos e parentes de sua mãe, Isabel, exultaram de alegria, porque Deus usou de misericórdia com ela, que era idosa e estéril. Bendito seja Deus pelas maravilhas que realiza para nos salvar. Amém.

(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Padre Small, novo secretário da Pontifícia Comissão para a Proteção de Menores

O Santo Padre nomeou o missionário dos Oblatos de Maria Imaculada como novo secretário pró-tempore da Comissão Pontifícia: a prioridade – afirma o religioso – é ouvir as pessoas afetadas pelos abusos e criar novos caminhos que ampliem o conceito de proteção na comunidade eclesial.

O Santo Padre nomeou secretário pro tempore da Pontifícia Comissão para a Proteção de Menores o rev. Pe. Andrew Small, O.M.I., ex-diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias nos Estados Unidos da América, que concedeu uma entrevista ao colega do programa de língua alemã, Mario Galgano.

O que significa para o senhor a nomeação do Papa Francisco como secretário da Pontifícia Comissão para a Proteção de Menores?

Além de ser uma grande honra pessoal, há uma clara indicação de que a Comissão está entrando em uma nova fase, chamada pelo Santo Padre a definir a importância de salvaguardar ainda mais plenamente toda a rede da Igreja, incluindo o importante papel desempenhado pela Cúria Romana.

Quais são suas expectativas e seu compromisso com esse novo encargo tão delicado e importante?

Minha primeira prioridade é conhecer os membros da Pontifícia Comissão, que estão fazendo um trabalho extraordinário, embora sejam todos voluntários (a maioria são leigos com alto nível de formação). Quero assumir minha função na escuta daqueles cujas vidas foram atingidas e, em muitos casos, cruelmente destruídas devido a abusos sexuais. Ouvir é importante e saber quais são os próximos passos a serem dados pela própria Comissão e, naturalmente, ouvir os sobreviventes. Também penso que é necessário abrir novos caminhos para comprometer-se com a Igreja em tais questões, de modo que possam sentir que as estruturas de responsabilidade são acessíveis, são transparentes e que todas essas medidas podem ser avaliadas (melhor de forma independente) para garantir com uma certeza objetiva que estamos criando uma Igreja onde os vulneráveis ​​são mais bem protegidos na prática e não apenas na teoria.

Após o encontro sobre a proteção de menores, o Papa Francisco fortaleceu a proteção de menores. Na sua opinião, em que ponto do caminho estamos? O que ainda precisa ser feito?

Penso que qualquer processo de implementação deve levar em consideração o que funciona e o que deve ser melhorado. Mais uma vez, a Comissão deve ser protagonista neste sentido. Como já vimos, é necessário expandir o conceito de proteção na Igreja para incluir as pessoas vulneráveis. Eu também diria que há uma crescente prioridade sobre a necessidade de responsabilizar os líderes da Igreja.

FONTE: VATICAN NEWS