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Quarta-feira da 19ª semana do Tempo Comum

SÃO LOURENÇO

DIÁCONO E MÁRTIR

(vermelho, glória, pref. dos mártires, – ofício da festa)

São Lourenço entregou-se a si mesmo ao serviço da Igreja. Foi digno de sofrer o martírio e de subir com alegria para junto do Senhor Jesus.

Lourenço nasceu na Itália no século 3º e lá faleceu em 258. Dizia que os pobres eram os verdadeiros tesouros da Igreja. Entre eles distribuiu os bens da comunidade, antes de ser arrastado para o cruel martírio sobre grelha incandescente. Seu nome é lembrado na 1ª Oração Eucarística, o Cânon Romano. Busquemos nesse que é o padroeiro dos diáconos as forças necessárias para enfrentar as adversidades do cotidiano.

Primeira Leitura: 2 Coríntios 9,6-10

Leitura da segunda carta de São Paulo aos Coríntios – Irmãos, 6“quem semeia pouco colherá também pouco, e quem semeia com largueza colherá também com largueza”. 7Dê cada um conforme tiver decidido em seu coração, sem pesar nem constrangimento, pois Deus “ama quem dá com alegria”. 8Deus é poderoso para vos cumular de toda sorte de graças, para que, em tudo, tenhais sempre o necessário e ainda tenhais de sobra para toda obra boa, 9como está escrito: “Distribuiu generosamente, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre”. 10Aquele que dá a semente ao semeador e lhe dará o pão como alimento, ele mesmo multiplicará as vossas sementes e aumentará os frutos da vossa justiça. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 111(112)

Feliz o homem caridoso e prestativo.

1. Feliz o homem que respeita o Senhor / e que ama com carinho a sua lei! / Sua descendência será forte sobre a terra, / abençoada a geração dos homens retos! – R.

2. Feliz o homem caridoso e prestativo, / que resolve seus negócios com justiça. / Porque jamais vacilará o homem reto, / sua lembrança permanece eternamente! – R.

3. Ele não teme receber notícias más: / confiando em Deus, seu coração está seguro. / Seu coração está tranquilo e nada teme, / e confusos há de ver seus inimigos. – R.

4. Ele reparte com os pobres os seus bens, † permanece para sempre o bem que fez, / e crescerão a sua glória e seu poder. – R.

Evangelho: João 12,24-26

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aquele que me segue não caminha entre as trevas, / mas terá a luz da vida (Jo 8,12). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 24“Em verdade, em verdade vos digo, se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto. 25Quem se apega à sua vida perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. 26Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Lourenço é um dos mártires mais conhecidos e venerados, já desde os primeiros séculos. Encarregado de cuidar dos bens da Igreja, repartiu-os entre os pobres, já que pressentia prisão iminente. Aprisionado junto com o papa Sisto II, não sofreu de imediato o martírio, mas suportou corajosamente atrozes dores na grelha incandescente. Alguns escritos permitem introduzir aqui um gracejo de Lourenço. No meio de tormentos, ele teria dito ao carrasco: “Vira-me, pois deste lado já estou bem assado”. Entretanto, a maioria dos escritores modernos julga que Lourenço tenha sido decapitado como o papa Sisto II, martirizado três dias antes. Morreu em 258 e foi sepultado no Campo Verano, na Via Tiburtina (Roma), onde Constantino edificou a basílica que tem o seu nome.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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São Lourenço, diácono e mártir

Nas Atas do martírio de são Lourenço lê-se que o mártir, antes de ser posto sobre a grelha aquecida por carvões ardentes, quis rezar por Roma. A cidade foi-lhe grata por este ato de amor dedicando-lhe nada menos que trinta e quatro igrejas, a primeira delas, segundo o costume, no lugar do martírio. Até mesmo os padroeiros principais da cidade, são Pedro e são Paulo não tiveram tanta honra. Como explicar, portanto, a incontestável popularidade deste mártir (em Roma até o século passado sua festa era de preceito) sem dar crédito às notícias fornecidas pela Paixão e pelos escritores do século IV?

A sua imagem, aureolada de lenda já nos escritores bem próximos dele (como Prudêncio), nos é familiar no gesto, fixado pelos afrescos do B. Angélico na capela vaticana do papa Nicolau V, de distribuir aos pobres as coletas dos cristãos de Roma. Esta era de fato uma das funções dos diáconos, e Lourenço, ordenado diácono pelo papa Sisto II, era o arcediago da comunidade dos diáconos romanos. É compreensível por isso que no auge da perseguição de Valeriano, o próprio pontífice, preso e conduzido ao martírio, deu ao diácono o encargo de distribuir tudo o que tinha aos pobres. Quando o imperador — se lê na Paixão — impôs a Lourenço entregar-lhe os tesouros dos quais tinha ouvido falar, ele reuniu diante de Valeriano um grupo de indigentes exclamando: “Eis aqui os nossos tesouros, que nunca diminuem, e podem ser encontrados em toda parte”.

A esta aguda e sábia resposta fazem eco as últimas palavras do mártir, que colocado sobre um braseiro ardente e já vermelho como um tição de fogo, teria encontrado coragem de fazer uma piada: “Vira-me, dizia ao carrasco, que já estou bem assado deste lado”. O heroico testemunho de fé prestado pelo mártir foi eficazmente relembrado pelo papa Dâmaso: “chicotes, algozes, as chamas, os tormentos, as correntes nada puderam contra a fé de Lourenço”. O papa, que admirava as virtudes do mártir glorioso, edificou-lhe a segunda igreja, sobre as ruínas do teatro de Pompeu, fazendo para ele a primeira exceção: nenhum mártir antes dele tivera igreja fora do lugar do martírio. O diácono Lourenço sofreu o martírio a 10 de agosto de 258.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Terça-feira da 19ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Considerai, Senhor, vossa Aliança e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa e não desprezeis o clamor de quem vos busca (Sl 73,20.19.22s).

O Senhor nos manda saciar-nos de sua Palavra, para podermos transmiti-la aos outros. Sejamos dóceis e frequentadores diários desse alimento salutar, que forma em nós um olhar de amor para os pequeninos de Deus.

Primeira Leitura: Ezequiel 2,8-3,4

Leitura da profecia de Ezequiel – Assim fala o Senhor: 8“Quanto a ti, Filho do homem, escuta o que eu te digo: não sejas rebelde como esse bando de rebeldes. Abre a boca e come o que eu te vou dar”. 9Eu olhei e vi uma mão estendida para mim e, na mão, um livro enrolado. Desenrolou-o diante de mim; estava escrito na frente e no verso e nele havia cantos fúnebres, lamentações e ais. 3,1Ele me disse: “Filho do homem, come o que tens diante de ti! Come este rolo e vai falar aos filhos de Israel”. 2Eu abri a boca, e ele fez-me comer o rolo. 3Depois, disse-me: “Filho do homem, alimenta teu ventre e sacia as entranhas com este rolo que eu te dou”. Eu o comi, e era doce como mel em minha boca. 4Ele disse-me então: “Filho do homem, vai! Dirige-te à casa de Israel e fala-lhes com as minhas palavras”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 118(119)

Como é doce ao paladar vossa palavra, ó Senhor!

1. Seguindo vossa lei, me rejubilo / muito mais do que em todas as riquezas. – R.

2. Minha alegria é a vossa Aliança, / meus conselheiros são os vossos mandamentos. – R.

3. A lei de vossa boca, para mim, / vale mais do que milhões em ouro e prata. – R.

4. Como é doce ao paladar vossa palavra, / muito mais doce do que o mel na minha boca! – R.

5. Vossa palavra é minha herança para sempre, / porque ela é que me alegra o coração! – R.

6. Abro a boca e aspiro largamente, / pois estou ávido de vossos mandamentos. – R.

Evangelho: Mateus 18,1-5.10.12-14

Aleluia, aleluia, aleluia.

Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim, / que sou de coração humilde e manso! (Mt 11,29) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 1os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos céus?” 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos céus. 4Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos céus. 5E quem recebe em meu nome uma criança como esta é a mim que recebe. 10Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. 12Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas para procurar aquela que se perdeu? 13Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. 14Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus coloca a criança no centro. Isso quer dizer que, na comunidade dos discípulos, a primeira preocupação deve ser o cuidado com os pequenos. Para Jesus, a periferia se desloca para o centro. Nada de pretensão de grandeza. Ser grande é servir. Cabe à comunidade o serviço humilde e corajoso. O maior no Reino de Deus são os pequenos e os que aos olhos do mundo são insignificantes. Ignorá-los é ignorar o próprio Cristo. Uma comunidade fiel ao mestre também sabe ser acolhedora e fraterna, bem como é revestida de especial ternura pelos que se perdem pelos caminhos da vida.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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São Fábio, mártir

Nasceu Fábio certamente por volta do último quartel do século II. Os acontecimentos de sua vida se deram sob o governo de Diocleciano e Maximiano, Constâncio e Galério Maximiano. Em 303 ou 304, os dois primeiros eram cônsules e o edito de perseguição já tinha sido proclamado.

Fábio era soldado e se achava na guarnição de Cesareia da Mauritânia. Por ocasião do “concílio” da província, ele devia tomar parte num cortejo e foi mesmo designado para levar as insígnias, o que mostra que era tido em boa conta, pois tal encargo era uma honra e tinha certamente caráter sagrado — nós hoje diríamos idolátrico. Para Fábio, o soldado exemplar, mas também não menos cristão exemplar, o encargo foi considerado idolátrico; por isso recusou, convicto de que o cristão que deseja ser autêntico, não podia aceitá-lo. Essa desobediência implicava em castigo imediato: a prisão. E foi o que aconteceu com Fábio.

Ao cabo de alguns dias foi conduzido ao tribunal e interrogado pelo juiz uma primeira e segunda vez. Como o juiz não conseguisse demover Fábio de sua atitude e não conseguisse fazê-lo apostatar de seus princípios cristãos, condenou-o à morte. E assim são Fábio foi decapitado.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Segunda-feira da 19ª semana do Tempo Comum

SÃO DOMINGOS

PRESBÍTERO E FUNDADOR

(branco, pref. comum, ou dos pastores, – ofício da memória)

Estes são os santos que receberam a bênção do Senhor e a misericórdia de Deus, seu salvador. É a geração dos que buscam a Deus (Sl 23,5s).

Domingos nasceu na Espanha em 1170 e faleceu na Itália em 1221. Foi ordenado presbítero, aprofundou seus conhecimentos bíblicos e dedicou-se, de modo incansável, à pregação do Evangelho e à defesa da fé em Cristo. Fundou a Ordem dos Frades Pregadores – os Dominicanos – e foi grande promotor da oração popular do rosário. A seu exemplo, busquemos conhecer cada vez mais o Senhor, a fim de torná-lo conhecido em toda parte.

Primeira Leitura: Ezequiel 1,2-5.24-28

Leitura da profecia de Ezequiel – 2No dia cinco do mês – esse era o quinto ano do exílio do rei Joaquim -, 3a palavra do Senhor foi dirigida a Ezequiel, filho do sacerdote Buzi, na terra dos caldeus, junto ao rio Cobar. Foi ali que a mão do Senhor esteve sobre ele. 4Eu vi que um vento impetuoso vinha do norte, uma grande nuvem envolta em claridade e relâmpagos; no meio brilhava algo como se fosse ouro incandescente. 5No centro aparecia a figura de quatro seres vivos. Este era o seu aspecto: cada um tinha a figura de homem. 24E eu ouvi o rumor de suas asas: era como um estrondo de muitas águas, como a voz do Poderoso. Quando se moviam, o seu ruído era como o barulho de um acampamento; quando paravam, eles deixavam pender as asas. 25O ruído vinha de cima do firmamento, que estava sobre suas cabeças. 26Acima do firmamento que estava sobre as cabeças havia algo parecido com safira, uma espécie de trono, e sobre essa espécie de trono, bem no alto, uma figura com aparência humana. 27E eu vi como que um brilho de ouro incandescente, envolvendo essa figura como se fosse fogo, acima daquilo que parecia ser a cintura; abaixo daquilo que parecia ser a cintura, vi algo como fogo e, em sua volta, um círculo luminoso. 28Esse círculo luminoso tinha o mesmo aspecto do arco-íris, que se forma nas nuvens em dia de chuva. Tal era a aparência visível da glória do Senhor. Ao vê-la, caí com o rosto no chão. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 148

Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.

1. Louvai o Senhor Deus nos altos céus, / louvai-o no excelso firmamento! / Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, / louvai-o, legiões celestiais! – R.

2. Reis da terra, povos todos, bendizei-o, / e vós, príncipes e todos os juízes; / e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, / anciãos e criancinhas, bendizei-o! – R.

3. Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos, / porque somente o seu nome é excelso! / A majestade e esplendor de sua glória / ultrapassam em grandeza o céu e a terra. – R.

4. Ele exaltou seu povo eleito em poderio, / ele é o motivo de louvor para os seus santos. / É um hino para os filhos de Israel, / este povo que ele ama e lhe pertence. – R.

Evangelho: Mateus 17,22-27

Aleluia, aleluia, aleluia.

Pelo Evangelho o Pai nos chamou, / a fim de alcançarmos a glória / de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts 2,14). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 22quando Jesus e os seus discípulos estavam reunidos na Galileia, ele lhes disse: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. 23Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará”. E os discípulos ficaram muito tristes. 24Quando chegaram a Cafarnaum, os cobradores do imposto do templo aproximaram-se de Pedro e perguntaram: “O vosso mestre não paga o imposto do templo?” 25Pedro respondeu: “Sim, paga”. Ao entrar em casa, Jesus adiantou-se e perguntou: “Simão, que te parece: os reis da terra cobram impostos ou taxas de quem, dos filhos ou dos estranhos?” 26Pedro respondeu: “Dos estranhos!” Então Jesus disse: “Logo os filhos são livres. 27Mas, para não escandalizar essa gente, vai ao mar, lança o anzol e abre a boca do primeiro peixe que tu pescares. Ali tu encontrarás uma moeda; pega então a moeda e vai entregá-la a eles, por mim e por ti”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Após fazer o anúncio de sua morte e ressureição, Jesus se depara com o dilema do imposto anual do Templo. Trata-se de um símbolo da aliança entre o Estado e a religião da época. O episódio mostra que a comunidade atenta não se deixa alienar. As leis deveriam promover a liberdade do ser humano e o cuidado com a Casa Comum. Cabe aqui o que alerta Santo Óscar Romero: “Há um critério para saber se Deus está perto de nós ou se está longe: todo aquele que se preocupa com o faminto, com o maltrapilho, o pobre, o desaparecido, o torturado está perto de Deus”. O tributo que Jesus pede aos seus seguidores é o amor, a misericórdia e a compaixão.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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São Domingos, presbítero

Estudo e pobreza são os dois pontos principais da Ordem dominicana, o programa de vida dos frades mendicantes que vestem o hábito de são Domingos, contemporâneo de outro grande santo fundador, Francisco de Assis. Ambos deixaram no mundo um sinal indelével, embora em breve período da existência terrena: Francisco morreu aos 44 anos de idade e Domingos aos 51. Domingos nasceu em Caleruega, na Castela Velha, em 1170, e morreu em Bolonha a 6 de agosto de 1221. Caráter metódico e firmíssimo, deu grande importância aos estudos, como premissa indispensável ao dever apologético dos frades pregadores.

De família nobre, “estatura média, corpo esguio, rosto belo e levemente corado, cabelos e barba levemente vermelhos, belos olhos luminosos” (assim uma freira dominicana nos apresenta o retrato do santo), acostumou-se, desde muito jovem, às duras penitências. A sua única riqueza eram os livros, que todavia não hesitou em vendê-los, num ano de carestia, para poder distribuir comida aos famintos. Como sacerdote e cônego de Osma distinguiu-se pela retidão, zelo, pontualidade nas funções e espírito de sacrifício. Sua vida, que corria pelo fio da regularidade, teve reviravolta decisiva quando o jovem cônego, atravessando os confins da Castela Velha, teve os primeiros contatos com os hereges. Albigenses, cátaros e patarinos, bastante numerosos no Languedoc, além de ressuscitarem uma confusa doutrina gnóstica e maniqueia, enganavam o povo e em particular as mulheres ostentando pureza e pobreza de vida.

Os missionários cistercienses, chegados ao Languedoc bem equipados, foram recebidos com desprezo: “Eis a cavalo, os ministros de um Deus que andava a pé”. Domingos teve então a ideia de fundar uma ordem de frades pobres e estudiosos para que pudessem pregar a doutrina cristã não somente com palavras, mas com o exemplo de sua vida, sem as suspeitas de interesses materiais. Domingos por primeiro deu o exemplo, caminhando a pés descalços, dormindo no chão, jejuando e vivendo de esmola. Não teve a intenção de formar uma elite de intelectuais, mas de arautos do Evangelho, e em suas peregrinações parava de bom grado também junto aos mais humildes carroceiros propondo-se falar de Deus a todos. Honório III aprovou a Ordem dos Pregadores, sob a Regra de santo Agostinho. Em 1234, 13 anos após a morte, foi proclamado santo.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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19° Domingo do Tempo Comum

(verde, glória, creio – 3ª semana do saltério)

Considerai, Senhor, vossa Aliança e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa e não desprezeis o clamor de quem vos busca (Sl 73,20.19.22s).

Somos felizes porque o Senhor nos escolheu e chamou para viver, na fé, o compromisso com Jesus. A liturgia suscita em nós o espírito de vigilância e serviço, guiando nosso coração para Deus, cujo Reino é o grande tesouro a ser buscado. Conforme o costume da Igreja no Brasil, em agosto celebramos as diferentes vocações dos cristãos e, neste primeiro domingo, destacamos a vocação para o ministério ordenado.

Primeira Leitura: Sabedoria 18,6-9

Leitura do livro da Sabedoria – 6A noite da libertação fora predita a nossos pais para que, sabendo a que juramento tinham dado crédito, se conservassem intrépidos. 7Ela foi esperada por teu povo como salvação para os justos e como perdição para os inimigos. 8Com efeito, aquilo com que puniste nossos adversários serviu também para glorificar-nos, chamando-nos a ti. 9Os piedosos filhos dos bons ofereceram sacrifícios secretamente e, de comum acordo, fizeram este pacto divino: que os santos participariam solidariamente dos mesmos bens e dos mesmos perigos. Isso, enquanto entoavam antecipadamente os cânticos de seus pais. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 32(33)

Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

1. Ó justos, alegrai-vos no Senhor! / Aos retos fica bem glorificá-lo. / Feliz o povo cujo Deus é o Senhor / e a nação que escolheu por sua herança! – R.

2. Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem / e que confiam, esperando em seu amor, / para da morte libertar as suas vidas / e alimentá-los quando é tempo de penúria. – R.

3. No Senhor nós esperamos confiantes, / porque ele é nosso auxílio e proteção! / Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, / da mesma forma que em vós nós esperamos! – R.

Segunda Leitura: Hebreus 11,1-2.8-19 ou 1-2.8-12

[A forma breve está entre colchetes.]

Leitura da carta aos Hebreus – [Irmãos, 1a fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se veem. 2Foi a fé que valeu aos antepassados um bom testemunho. 8Foi pela fé que Abraão obedeceu à ordem de partir para uma terra que devia receber como herança e partiu sem saber para onde ia. 9Foi pela fé que ele residiu como estrangeiro na Terra Prometida, morando em tendas com Isaac e Jacó, os coerdeiros da mesma promessa. 10Pois esperava a cidade alicerçada que tem Deus mesmo por arquiteto e construtor. 11Foi pela fé também que Sara, embora estéril e já de idade avançada, se tornou capaz de ter filhos, porque considerou fidedigno o autor da promessa. 12É por isso também que de um só homem, já marcado pela morte, nasceu a multidão “comparável às estrelas do céu e inumerável como a areia das praias do mar”.] 13Todos esses morreram na fé. Não receberam a realização da promessa, mas a puderam ver e saudar de longe e se declararam estrangeiros e migrantes nesta terra. 14Os que falam assim demonstram que estão buscando uma pátria 15e, se se lembrassem daquela que deixaram, até teriam tempo de voltar para lá. 16Mas, agora, eles desejam uma pátria melhor, isto é, a pátria celeste. Por isso, Deus não se envergonha deles ao ser chamado o seu Deus. Pois preparou mesmo uma cidade para eles. 17Foi pela fé que Abraão, posto à prova, ofereceu Isaac; ele, o depositário da promessa, sacrificava o seu filho único, 18do qual havia sido dito: “É em Isaac que uma descendência levará o teu nome”. 19Ele estava convencido de que Deus tem poder até de ressuscitar os mortos e assim recuperou o filho – o que é também um símbolo. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Lucas 12,32-48 ou 35-40

[A forma breve está entre colchetes.]

Aleluia, aleluia, aleluia.

É preciso vigiar e ficar de prontidão; / em que dia o Senhor há de vir, não sabeis, não! (Mt 24,42.44) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – [Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:] 32“Não tenhais medo, pequenino rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o Reino. 33Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei bolsas que não se estraguem, um tesouro no céu que não se acabe; ali o ladrão não chega nem a traça corrói. 34Porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. [35Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento para lhe abrirem imediatamente a porta, logo que ele chegar e bater. 37Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo, ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38E, caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão se assim os encontrar! 39Mas ficai certos, se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40Vós também, ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”.] 41Então Pedro disse: “Senhor, tu contas essa parábola para nós ou para todos?” 42E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? 43Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44Em verdade eu vos digo, o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’ e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis. 47Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou nem agiu conforme a sua vontade será chicoteado muitas vezes. 48Porém o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!” – Palavra da salvação.

Reflexão:

O Evangelho deste domingo inicia retomando o ensinamento sobre a atitude dos cristãos diante dos bens temporais. A comunidade de Jesus, “pequeno rebanho”, se amedronta diante dos desafios, mas o Mestre a tranquiliza e lhe oferece o Reino, que será construído a partir dos pequenos, que se dispõem a acolhê-lo. A partir daí surge a nova sociedade, fundamentada na partilha e na justiça. Para Lucas, dar esmola é mais que oferecer algumas moedinhas aos pedintes, é partilhar o que somos e temos, é ser misericordioso. O Mestre nos incentiva a investir nos valores que o ladrão não rouba nem a traça destrói. A seguir, por meio de pequenas parábolas, o evangelista apresenta o tema da vigilância ativa na espera do Senhor, que pode chegar a qualquer hora. Infelizmente, vigiar assumiu conotações negativas, isto é, parece levar à acomodação, à espera passiva, e denota uma imagem negativa de Deus que pune e castiga, levando o fiel a agir por medo. Estar com os “rins cingidos e as lâmpadas acesas” é estar preparado para as surpresas da vida e sair de si mesmo e mover-se em direção ao outro. O Senhor sempre nos visita por meio de acontecimentos ou de pessoas, daí a necessidade de ficar com os olhos bem abertos e os ouvidos atentos.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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São Caetano, presbítero

Contemporâneo de Lutero, Caetano de Thiene (nascido em 1480, três anos antes do reformador alemão) era um dos que imploravam reforma de vida e de costumes dentro da Igreja: “Cristo espera e ninguém se mexe”, repetia. Nasceu em Vicência, da nobre família dos Thiene, foi secretário particular do papa Júlio II e pro-tonotário apostólico. Na qualidade de escritor das cartas apostólicas, teve a oportunidade de conhecer de perto cardeais e prelados famosos. Mas a sua resposta foi humilde adesão ao convite evangélico de expulsar de si todo obstáculo para ver bem, antes de reprovar o mal alheio.

Celebrou a primeira missa aos trinta e seis anos e foi com muito orgulho que subiu ao altar. Fez sua primeira experiência pastoral na paróquia de Santa Maria de Malo, perto de Vicência; em seguida se dedicou aos santuários esparramados no monte Soratte. Chegou novamente a Roma, em companhia do bispo João Pedro Carafa, de Bonifácio Colli e de Paulo Consiglieri. Não pregou a reforma: preferiu realizá-la. Criou a Ordem dos Teatinos Regulares, isto é, a congregação dos teatinos, que tinha como meta principal a renovação do clero. Era o ano de 1524. No mesmo ano o papa Clemente VII aprovava a congregação: Caetano renunciava a todos os seus bens e Carafa aos dois bispados de Brindes e de Chieti para dedicar-se totalmente à vida comum.

A ideia da fundação era de Caetano de Thiene, mas humilde como era, pôs-se de lado. Carafa foi o primeiro superior geral. Os seguidores do santo não se pode dizer que fossem numerosos: no início a congregação contava com quatro membros; doze, quatro anos depois. Mas era como um punhado de fermento destinado a levedar a massa. Oito anos após a morte de Caetano, ocorrida em Nápoles em 1547, o teatino Carafa era eleito papa, com o nome de Paulo IV, verdadeiro reformador. Caetano, inserido no catálogo de ouro dos santos em 1671, ao contrário de Lutero, operou a sua reforma de baixo para cima: dedicou-se ao apostolado entre os pobres e deserdados; abriu asilos para os velhos e fundou hospitais. Aos venezianos que o queriam em sua cidade, respondeu: “Deus está em Nápoles como em Veneza”. Ficou em Nápoles, onde havia mais trabalho. Aí morreu, por causa da canseira, na idade de sessenta e sete anos.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Sábado da 18ª semana do Tempo Comum

TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR

(branco, glória, prefácio próprio – ofício da festa)

O Espírito Santo apareceu na nuvem luminosa, e a voz do Pai se fez ouvir: Este é o meu Filho amado, nele depositei todo o meu amor. Escutai-o (Mt 17,5).

A festa recorda o episódio da transfiguração de Jesus no monte Tabor, narrado pelos evangelistas Mateus, Marcos e Lucas. Diante dos apóstolos Pedro, Tiago e João, o Senhor fez resplandecer sua glória futura e “nossa glória de filhos adotivos”. Celebremos dispostos a seguir o Filho amado do Pai celeste e a ele obedecer.

Primeira Leitura: Daniel 7,9-10.13-14

Leitura da profecia de Daniel – 9Eu continuava olhando até que foram colocados uns tronos, e um ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve, e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal, e os livros foram abertos. 13Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá. – Palavra do Senhor.

Leitura opcional: 2 Pedro 1,16-19.

Salmo Responsorial: 96(97)

Deus é rei, é o Altíssimo, / muito acima do universo.

1. Deus é rei! Exulte a terra de alegria, / e as ilhas numerosas rejubilem! / Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, / que se apoia na justiça e no direito. – R.

2. As montanhas se derretem como cera / ante a face do Senhor de toda a terra; / e assim proclama o céu sua justiça, / todos os povos podem ver a sua glória. – R.

3. Porque vós sois o Altíssimo, Senhor, † muito acima do universo que criastes, / e de muito superais todos os deuses. – R.

Evangelho: Lucas 9,28-36

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eis meu Filho muito amado, nele está meu benquerer, / escutai-o, todos vós! (Mt 17,5) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 28Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago e subiu à montanha para rezar. 29Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante. 30Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. 31Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte que Jesus iria sofrer em Jerusalém. 32Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele. 33E, quando estes homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Pedro não sabia o que estava dizendo. 34Ele estava ainda falando quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem. 35Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o escolhido. Escutai o que ele diz!” 36Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Com Pedro, Tiago e João, Jesus subiu a um alto monte a fim de rezar. Enquanto rezava, transfigurou-se diante deles. Apareceram, gloriosos, Moisés e Elias conversando com Jesus a respeito de sua morte e ressurreição. Da nuvem, sinal da presença de Deus, saiu uma voz: “Este é o meu Filho escolhido. Ouçam-no” (v. 35). Repete-se a cena do batismo de Jesus quando, do céu, o próprio Pai indicara Jesus como Filho (cf. Lc 3,22). O episódio deu origem a uma festa litúrgica no Oriente, no século V, e no Ocidente, no século X. O papa Calixto III, em 1457, estendeu-a para toda a Igreja. “Jesus manifestou sua glória e fez resplandecer seu corpo… para que os discípulos não se escandalizassem da cruz. Como Cabeça da Igreja, manifestou o esplendor que também refulgiria em todos os cristãos” (Prefácio da festa).(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Transfiguração do Senhor

A liturgia romana lia um trecho do evangelho que se refere ao episódio da transfiguração no sábado das Quatro Têmporas de Quaresma, pondo assim em relação este mistério com a paixão. O próprio evangelista Mateus inicia a narração com as palavras: “Seis dias depois (isto é, após a confissão de Pedro e a primeira predição da paixão), Jesus tomou Pedro, Tiago e seu irmão João, e os levou para um lugar à parte, em alto monte. E ali foi transfigurado diante deles. O seu rosto resplandeceu como o sol e as suas vestes tornaram-se alvas como a luz”. Existe neste episódio clara oposição à agonia do horto de Getsêmani. É evidente a intenção de Jesus de oferecer aos três apóstolos antídoto que os fortalecesse na convicção da sua divindade durante o terrível teste da paixão.

O alto monte, que o Evangelho não diz qual seja, é quase certo que se trata do Tabor, localizado no coração da Galileia e domina a planície circunstante. A data deve ser colocada entre o Pentecostes hebraico e a festa das Cabanas, no segundo ano de vida pública, no ano 29, no período dedicado por Jesus de modo particular à formação dos apóstolos. Aquela montanha isolada era de fato muito propícia às grandes meditações, no silêncio solene das coisas e no ar rarefeito que mitigava o calor de verão.

Com esta visão sobrenatural Jesus dava confirmação à confissão de Pedro: “Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo”. Aquele instante de glória sobre-humana era o penhor da glória da ressurreição: “O Filho do homem virá na glória do seu Pai”. O próprio tema do colóquio com Moisés e Elias era a confirmação do anúncio da paixão e da morte do Messias. A transfiguração, que faz parte do mistério da salvação, é bastante merecedora de celebração litúrgica, que a Igreja, tanto do Ocidente como do Oriente, celebrou de vários modos e em diferentes datas, até que o papa Calisto III elevou de grau a festa, estendendo-a à Igreja universal.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS