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Evangelho do dia

Segunda-feira da 18ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Meu Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardeis mais (Sl 69,2.6).

Jesus age movido pela compaixão com os sofredores e ensina aos discípulos que os problemas não se resolvem abandonando cada um à sua sorte. Que esta celebração nos ajude a ter um coração semelhante ao de Jesus.

Primeira Leitura: Números 11,4-15

Leitura do livro dos Números – Naqueles dias, 4os filhos de Israel começaram a lamentar-se, dizendo: “Quem nos dará carne para comer? 5Vêm-nos à memória os peixes que comíamos de graça no Egito, os pepinos e os melões, as verduras, as cebolas e os alhos. 6Aqui nada tem gosto ao nosso paladar, não vemos outra coisa a não ser o maná”. 7O maná era parecido com a semente do coentro e amarelado como certa resina. 8O povo se dispersava para o recolher e o moía num moinho ou socava num pilão. Depois o cozinhavam numa panela e faziam broas com gosto de pão amassado com azeite. 9À noite, quando o orvalho caía no acampamento, caía também o maná. 10Moisés ouviu, pois, o povo lamentar-se em cada família, cada um à entrada de sua tenda. 11Então, o Senhor tomou-se de uma cólera violenta, e Moisés, achando também tal coisa intolerável, disse ao Senhor: “Por que maltrataste assim o teu povo? Por que gozo tão pouco do teu favor, a ponto de descarregares sobre mim o peso de todo este povo? 12Acaso fui eu quem concebeu e deu à luz todo este povo, para que me digas: ‘Carrega-o ao colo, como a ama costuma fazer com a criança, e leva-o à terra que juraste dar a seus pais’? 13Onde conseguirei carne para dar a toda esta gente? Pois se lamentam contra mim, dizendo: ‘Dá-nos carne para comer!’ 14Já não posso suportar sozinho o peso de todo este povo: é grande demais para mim. 15Se queres continuar a tratar-me assim, peço-te que me tires a vida, se achei graça a teus olhos, para que eu não veja mais tamanha desgraça”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 80(81)

Exultai no Senhor, nossa força.

1. Mas meu povo não ouviu a minha voz, / Israel não quis saber de obedecer-me. / Deixei, então, que eles seguissem seus caprichos, / abandonei-os ao seu duro coração. – R.

2. Quem me dera que meu povo me escutasse! / Que Israel andasse sempre em meus caminhos! / Seus inimigos, sem demora, humilharia / e voltaria minha mão contra o opressor. – R.

3. Os que odeiam o Senhor o adulariam, / seria este seu destino para sempre; / eu lhe daria de comer a flor do trigo, / e com o mel que sai da rocha o fartaria. – R.

Evangelho: Mateus 14,13-21

Aleluia, aleluia, aleluia.

O homem não vive somente de pão, / mas de toda palavra da boca de Deus (Mt 4,4). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” 16Jesus, porém, lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” 17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18Jesus disse: “Trazei-os aqui”. 19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Informado da morte de João Batista, Jesus se afasta da cidade, símbolo da ganância e opressão, e se retira para um lugar deserto, onde vai celebrar o banquete da abundância de alimentos para todos. Sem demora, as multidões vão ao seu encontro, sinal de que Jesus tem sempre algo valioso a oferecer. De fato, alimenta-as com o pão da Palavra e com o pão material. Em breve, o pão que nutre o corpo se tornará, para os cristãos, o banquete eucarístico, alimento espiritual. Jesus mostra que a solução da fome não está no sistema de compra e venda, que leva ao acúmulo e exploração de alguns sobre a pobreza e a fome de muitos. Caberá aos discípulos, principalmente às lideranças do povo, organizar a sociedade e promover a igualdade entre todos. Assim ninguém passará necessidade, como numa família unida.

Oração
Senhor Jesus, em vez de despedir as multidões famintas, desafiaste teus discípulos a alimentá-las, sem recorrer ao comércio. Foi assim que, recolhendo o alimento que traziam, saciaste a fome de todos, e ainda sobrou muita comida. Ensina-nos a partilhar generosamente os bens que possuímos. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santo Eusébio de Vercelas, bispo

Amigo e colaborador de santo Atanásio de Alexandria e de santo Hilário de Poitiers, santo Eusébio foi um dos principais artífices da organização interna e externa da Igreja, então recentemente saída das perseguições. Nascido na Sardenha no começo do século IV, Eusébio, seguindo o exemplo de tantos provincianos abastados e dotados de muita inteligência, fora a Roma para completar os estudos e abraçar uma carreira de boa remuneração como a política ou o direito. Eusébio não era seu nome de nascimento. Com este nome recebeu o batismo em Roma, após sua conversão ao cristianismo. A razão disso é que foi o próprio papa Eusébio quem o batizou e o jovem sardo fez questão de ter esse nome, seguindo o exemplo dos libertos que assumiam, por gratidão aos patrões, os nomes destes, depois que eles os libertavam da escravidão.

De simples leitor da Igreja de Roma, em breve foi ordenado sacerdote e depois em 345, bispo com sede em Vercelas. Nos 26 anos de episcopado foi para a cidade piemontesa o que pouco depois haveria de ser para Milão santo Ambrósio: pastor zeloso, de múltiplas iniciativas, generosamente interessado na vida da Igreja, também além dos limites da sua diocese. Em Vercelas consagrou a primeira catedral, adaptando o antigo templo pagão dedicado à deusa Vesta e introduzindo novo ritual litúrgico. A intuição mais original, no setor da pastoral, foi a que se refere ao clero diocesano, que reuniu em vida comum nos vários povoados do seu território. Aquela experiência, por ele introduzida pela primeira vez no Ocidente, seria retomada doze séculos mais tarde pelos vários reformadores do clero. Nas acirradas batalhas teológicas, ele se alinhou entre os defensores da fé de Niceia e do seu irredutível paladino, santo Atanásio. Por opor-se ao arianismo, foi exilado pelo imperador Constâncio. O santo bispo foi despachado com algemas até à distante Palestina, onde permaneceu por seis anos fechado numa prisão de Citópolis. Libertado, foi visitar Atanásio, com quem esteve por breve período. Chegando à sua sede, colaborou com o bispo Hilário de Poitiers para curar as feridas produzidas pela heresia na Igreja do Norte. Eusébio é lembrado na história da literatura cristã antiga pela tradução para o latim dos Comentários aos Salmos, do homônimo Eusébio de Cesareia.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

18° Domingo do Tempo Comum

(verde, glória, creio – 2ª semana do saltério)

Meu Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardes mais (Sl 69,2.6).

Verdadeiro Pão descido do céu, Jesus sacia nossa fome de vida, tornando-nos mulheres e homens novos e apontando-nos o caminho da santidade. Ele nos convida a buscar sempre esse alimento, que nos fortalece na caminhada. Neste início do mês vocacional, celebremos em comunhão com todos os ministros ordenados -especialmente com nossos padres.

Primeira Leitura: Êxodo 16,2-4.12-15

Leitura do livro do Êxodo – Naqueles dias, 2a comunidade dos filhos de Israel pôs-se a murmurar contra Moisés e Aarão no deserto, dizendo: 3“Quem dera que tivéssemos morrido pela mão do Senhor no Egito, quando nos sentávamos junto às panelas de carne e comíamos pão com fartura! Por que nos trouxestes a este deserto para matar de fome a toda esta gente?” 4O Senhor disse a Moisés: “Eis que farei chover para vós o pão do céu. O povo sairá diariamente e só recolherá a porção de cada dia, a fim de que eu o ponha à prova, para ver se anda ou não na minha lei. 12Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Dize-lhes, pois: ‘Ao anoitecer, comereis carne e, pela manhã, vos fartareis de pão. Assim sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus’”. 13Com efeito, à tarde, veio um bando de codornizes e cobriu o acampamento; e, pela manhã, formou-se uma camada de orvalho ao redor do acampamento. 14Quando se evaporou o orvalho que caíra, apareceu na superfície do deserto uma coisa miúda, em forma de grãos, fina como a geada sobre a terra. 15Vendo aquilo, os filhos de Israel disseram entre si: “Que é isto?” Porque não sabiam o que era. Moisés respondeu-lhes: “Isto é o pão que o Senhor vos deu como alimento”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 77(78)

O Senhor deu a comer o pão do céu.

1. Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos, / e transmitiram para nós os nossos pais, / não haveremos de ocultar a nossos filhos, † mas à nova geração nós contaremos: / as grandezas do Senhor e seu poder. – R.

2. Ordenou, então, às nuvens lá dos céus, / e as comportas das alturas fez abrir; / fez chover-lhes o maná e alimentou-os, / e lhes deu para comer o pão do céu. – R.

3. O homem se nutriu do pão dos anjos, / e mandou-lhes alimento em abundância. / Conduziu-os para a Terra Prometida, / para o monte que seu braço conquistou. – R.

Segunda Leitura: Efésios 4,17.20-24

Leitura da carta de São Paulo aos Efésios – Irmãos, 17eis, pois, o que eu digo e atesto no Senhor: não continueis a viver como vivem os pagãos, cuja inteligência os leva para o nada. 20Quanto a vós, não é assim que aprendestes de Cristo, 21se ao menos foi bem ele que ouvistes falar e se é ele que vos foi ensinado, em conformidade com a verdade que está em Jesus. 22Renunciando à vossa existência passada, despojai-vos do homem velho, que se corrompe sob o efeito das paixões enganadoras, 23e renovai o vosso espírito e a vossa mentalidade. 24Revesti o homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade. – Palavra do Senhor.

Evangelho: João 6,24-35

Aleluia, aleluia, aleluia.

O homem não vive somente de pão, / mas vive de toda palavra que sai / da boca de Deus, e não só de pão, / amém, aleluia, aleluia! (Mt 4,4) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 24quando a multidão viu que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus em Cafarnaum. 25Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” 26Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade eu vos digo, estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. 28Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” 29Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. 30Eles perguntaram: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? 31Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: “Pão do céu deu-lhes a comer”. 32Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. 34Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. 35Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

A multidão alimentada por Jesus não compreendeu em profundidade o significado do pão partilhado. Associaram o pão distribuído com estômago satisfeito. De fato, entusiasmados, queriam coroá-lo rei deles. Não conseguiram passar do sinal (pão material) para a realidade, isto é, a própria pessoa de Jesus. Daí o convite do Mestre: “Trabalhem pelo alimento que dura para a vida eterna, alimento que o Filho do Homem dará a vocês”. E, prosseguindo na sua catequese, esclarece: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem acredita em mim nunca mais terá sede”. Jesus exige uma adesão a sua pessoa. Aderir a Jesus não pode ser resultado de euforia passageira. Aderir a Jesus é “arregaçar as mangas” e agir como participante efetivo na construção do Reino de Deus.

Oração
Ó Jesus, que disseste: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem acredita em mim nunca mais terá sede”, vem plenificar nossos corações sedentos de amor e nossas mentes necessitadas de tua sabedoria. Assenta nossa existência no caminho que conduz a Deus. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santo Afonso Maria de Ligório, bispo e doutor da Igreja

Nascido de uma das mais antigas e nobres famílias de Nápoles, a 27 de setembro de 1696, Afonso Maria de Ligório foi menino prodígio pela facilidade com que aprendeu todas as disciplinas, das línguas às ciências, da arte à música. (A devoção popular muito deve às suaves canções por ele escritas e musicadas. Até agora no tempo do Natal gostamos de escutar o seu Tu scendi dalle stelle — Tu desces das estrelas.) Aos 19 anos era já advogado formado. Mas em uma das grandes oportunidades escorregou na clássica casca de banana: um documento exibido após a sua exaltada defesa do acusado demonstrou que ele havia, embora involuntariamente, sustentado a falsidade.

Este acontecimento determinou a reviravolta mais profunda da sua vida: abandonou a toga e se pôs a serviço de uma justiça que não teme desmentido. Aos 30 anos era ordenado sacerdote e desenvolvia suas missões entre os mendigos da periferia de Nápoles e os camponeses. Aos 36 anos com a colaboração de um grupo de leigos, fundou a congregação do Santíssimo Salvador, cujo nome mais tarde definitivamente passou para Santíssimo Redentor (redentoristas).

Os membros dessa congregação ainda hoje se chamam redentoristas, e foram aprovados por Bento XIV em 1749. Aos 60 anos foi eleito bispo de Santa Águeda dos Godos e dirigiu a diocese por 19 anos, quando já quase cego e surdo pediu hospitalidade aos filhos espirituais, numa casa de Nócera, onde viveu até a morte, que o encontrou na beleza dos seus 91 anos. Nestes últimos doze anos de vida, para não faltar ao programa que se propusera quando jovem, de não perder tempo jamais, dedicou-se à redação de outros livros, enriquecendo a já numerosa coleção de obras ascéticas e teológicas que trazem a sua assinatura. Entre seus livros ascéticos mais conhecidos entre os cristãos estão A prática do amor a Jesus Cristo e Preparação para a morte. Suas prédicas tinham três temas constantes: o amor de Deus, a paixão de Jesus e a meditação sobre a morte e o mistério do além-túmulo.

Expressou sua devoção a Nossa Senhora com um feliz livrinho: As glórias de Maria. Obra fundamental, pelo influxo que exerceu na formação do clero até pouco tempo atrás, é a sua Teologia moral, texto de sólida doutrina que foi reação ao pessimismo religioso e ao rigor jansenista da época. Por isso ele foi declarado doutor da Igreja, e proposto como patrono dos confessores e teólogos de teologia moral. Santo Afonso morreu em Nócera a 19 de agosto de 1787 e foi canonizado em 1832.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Sábado da 17ª semana do Tempo Comum

SANTO INÁCIO DE LOIOLA

PRESBÍTERO E FUNDADOR

(branco, pref. comum ou dos pastores, – ofício da memória)

Ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e nos abismos; e toda língua proclame, para glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é o Senhor (Fl 2,10s).

Inácio nasceu na Espanha em 1491 e faleceu em Roma em 1556. Ferido gravemente em batalha, passou uma temporada no hospital, onde lia a vida dos santos. Trocou assim a carreira militar pelo serviço ao Reino de Deus e deu início à Companhia de Jesus, os Jesuítas, que neste ano comemoram os 500 anos do início da conversão do seu fundador. Escreveu os famosos Exercícios espirituais, e seu lema era: “Tudo para a maior glória de Deus”.

Primeira Leitura: Levítico 25,1.8-17

Leitura do livro do Levítico – 1O Senhor falou a Moisés no monte Sinai, dizendo: 8“Contarás sete semanas de anos, ou seja, sete vezes sete anos, o que dará quarenta e nove anos. 9Então farás soar a trombeta no décimo dia do sétimo mês. No dia da Expiação, fareis soar a trombeta por todo o país. 10Declarareis santo o quinquagésimo ano e proclamareis a libertação para todos os habitantes do país: será para vós um jubileu. Cada um de vós poderá retornar à sua propriedade e voltar para a sua família. 11O quinquagésimo ano será para vós um ano de jubileu: não semeareis, nem colhereis o que a terra produzir espontaneamente, nem colhereis as uvas da vinha não podada; 12pois é um ano de jubileu, sagrado para vós, mas podereis comer o que produziram os campos não cultivados. 13Nesse ano de jubileu, cada um poderá retornar à sua propriedade. 14Se venderes ao teu conterrâneo ou dele comprares alguma coisa, que ninguém explore o seu irmão; 15de acordo com o número de anos decorridos após o jubileu, o teu conterrâneo fixará para ti o preço de compra e, de acordo com os anos de colheita, ele fixará o preço de venda. 16Quanto maior o número de anos que restarem após o jubileu, tanto maior será o preço da terra; quanto menor o número de anos, tanto menor será o seu preço, pois ele te vende de acordo com o número de colheitas. 17Não vos leseis uns aos outros entre irmãos, mas temei o vosso Deus. Eu sou o Senhor, vosso Deus”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 66(67)

Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, / que todas as nações vos glorifiquem.

1. Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, / e sua face resplandeça sobre nós! / Que na terra se conheça o seu caminho / e a sua salvação por entre os povos. – R.

2. Exulte de alegria a terra inteira, / pois julgais o universo com justiça; / os povos governais com retidão / e guiais, em toda a terra, as nações. – R.

3. A terra produziu sua colheita: / o Senhor e nosso Deus nos abençoa. / Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, / e o respeitem os confins de toda a terra! – R.

Evangelho: Mateus 14,1-12

Aleluia, aleluia, aleluia.

Felizes os que são perseguidos / por causa da justiça do Senhor, / porque o Reino dos céus há de ser deles! (Mt 5,10) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – 1Naquele tempo, a fama de Jesus chegou aos ouvidos do governador Herodes. 2Ele disse a seus servidores: “É João Batista, que ressuscitou dos mortos; e, por isso, os poderes miraculosos atuam nele”. 3De fato, Herodes tinha mandado prender João, amarrá-lo e colocá-lo na prisão por causa de Herodíades, a mulher de seu irmão Filipe. 4Pois João tinha dito a Herodes: “Não te é permitido tê-la como esposa”. 5Herodes queria matar João, mas tinha medo do povo, que o considerava como profeta. 6Por ocasião do aniversário de Herodes, a filha de Herodíades dançou diante de todos e agradou tanto a Herodes, 7que ele prometeu, com juramento, dar a ela tudo o que pedisse. 8Instigada pela mãe, ela disse: “Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João Batista”. 9O rei ficou triste, mas, por causa do juramento diante dos convidados, ordenou que atendessem o pedido dela. 10E mandou cortar a cabeça de João no cárcere. 11Depois a cabeça foi trazida num prato, entregue à moça, e esta a levou para a sua mãe. 12Os discípulos de João foram buscar o corpo e o enterraram. Depois foram contar tudo a Jesus. – Palavra da salvação.

Reflexão:

João Batista fora decapitado por ordem do rei Herodes, que não conseguia apagar da memória a gigantesca figura do precursor do Messias. Tanto assim que, ao ser informado sobre a fama de Jesus, Herodes logo pensa tratar-se de João que havia ressuscitado dos mortos. Ao mostrar a preocupação de Herodes com os sinais operados por Jesus, o evangelista introduz a narrativa sobre a morte de João Batista. É degolado no cárcere, por determinação de Herodes, no contexto de um banquete para celebrar a vida e de uma promessa absurda feita à filha de Herodíades. Mãe e filha, possuídas por maligno instinto, pedem a morte de João. Irresponsabilidade, insensatez e crueldade de Herodes concorreram para fazer rolar a cabeça do profeta. Ao mártir de Cristo a glória eterna!

Oração
Ó Jesus, Autor da vida, tua boa fama chega aos ouvidos de Herodes, o qual tinha mandado matar João Batista. Livra-nos, Senhor, de poderosos sem escrúpulo, que se dão o direito de tirar a vida de outras pessoas; eles tomem consciência de que Deus é o Autor da vida. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

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Santo do dia

Santo Inácio de Loyola, presbítero

A hagiografia dos séculos passados tem frequentemente deformado o retrato de Iñigo Lopez de Loyola (santo Inácio de Loyola, nascido em Azpzitia em 1491, morto em Roma a 31 de julho de 1556), para adaptá-lo segundo as circunstâncias à imagem militar odiada ou amada pelo fundador da Companhia de Jesus. Último rebento de família nobre, aos 14 anos já recebera a tonsura, mas não se sentia inclinado à carreira eclesiástica. Preferiu a espada do cavaleiro. Durante a defesa do castelo de Pamplona, sitiado por Francisco I da França, quebrou uma perna. Para lhe cortar a carreira militar foi suficiente a leitura abúlica de alguns livros amarelecidos, que a cunhada lhe trouxe para passar o tempo da convalescência.

A Vida de Jesus e A lenda áurea determinaram a escolha mais importante de sua vida. Temperado na vida militar e depois nas privações de penitente e de peregrino (no primeiro momento, deixou crescer a barba e os cabelos, pensara em isolar-se num recanto deserto, na Tebaida), generoso e imprudente também nas fadigas, confessará candidamente: “Eu não sabia o que era o amor, a humildade, a paciência ou a discrição”. O que significa que mais tarde aprendeu a ser discreto, paciente, humilde e afetuoso. Quando percebeu que havia exagerado nas privações, confessou sorrindo ter aprendido errando.

Abandonou os trapos de peregrino e de mendigo. Quando voltou da Terra Santa completou os estudos, primeiro em Barcelona, depois em Alcalá e em seguida em Paris, suscitando em toda parte simpatia e confiança. Na Espanha foi até suspeito de heresia e preso. “Não existem tantos cepos e cadeias em Salamanca — escreveu — que eu não deseje mais por amor de Deus”. Em Paris conseguiu o título de Professor de filosofia.

Trocou o nome de Iñigo por Inácio, e reuniu junto a si o primeiro núcleo da Companhia de Jesus, um grupo cada vez maior chamado Soldados de Cristo, que lutavam e se sacrificavam sob a insígnia da divisa: Para a maior glória de Deus. O Vademecum (livro que carregamos sempre) destes soldados é um livrinho de leitura nada atraente: Os Exercícios Espirituais, escrito, ou melhor, vivido por santo Inácio na solidão de Manresa. Aqui está o segredo de santo Inácio, o segredo de sua dedicação, da sua mística, do serviço pela alegria de amar a Deus — como frequentemente repetia, misturando espanhol com italiano: “con toto el core, con tota l’anima, com tota la voluntad” (= com todo o coração, com toda a alma, com toda a vontade).

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Santo Inácio de Loyola: o santo que nos leva a uma experiência pessoal com Deus

Santo Inácio nos dá um roteiro básico para vivermos diariamente uma profunda experiência espiritual

Em julho comemoramos um grande santo: Santo Inácio de Loyola (1491-1556). Foi um Padre Jesuíta, espanhol. Com o objetivo de combater a expansão do protestantismo na Europa, fundou a Companhia de Jesus, levando o Evangelho e expandindo a fé católica. Durante um longo período, Santo Inácio de Loyola se dedicou à reflexão e às leituras filosóficas.

Foi um santo que renunciou tudo para estar em oração, jejum, penitência e vigília. Dessa experiência, fez várias anotações de todo esse período que viveu em retiro o qual nos deu um grande fruto: o “Manual dos Exercícios Espirituais”, manual religioso e de uso pessoal.

Santo Inácio de Loyola e os Exercícios Espirituais

Mas, o que são esses Exercícios Espirituais? Para que servem? Como praticar? Santo Inácio vai nos ajudar respondendo a cada uma dessas perguntas. Ele nos diz que estes exercícios espirituais são um modo de fazer um exame de consciência, pode ser através da meditação, da contemplação ou até mesmo mentalmente. É exercitar o lado espiritual para que tenhamos uma verdadeira e sincera experiência espiritual. Esses exercícios têm como finalidade, levar-nos a uma profunda oração com Deus, a qual nos leva a alcançar a liberdade de espírito, dando-nos discernimento para uma vida plena.

Para que possamos praticar esses “Exercícios Espirituais”, precisamos fazer um “Retiro Espiritual”, mas para isso devemos nos distanciar dos afazeres do dia a dia, encontrar um local adequado para meditar. Portanto, só assim conseguiremos “praticar” tais exercícios propostos por Santo Inácio de Loyola.

Se você deseja aprofundar-se nesta experiência, eu te convido a participar do retiro online Introdução aos Exercícios Espirituais de Santo Inácio. Nele você  certamente encontrará respostas para entender e praticar tais exercícios. Clique aqui para participar.

Experiência pessoal com Deus

Santo Inácio nos dá um roteiro básico para vivermos diariamente uma profunda experiência espiritual, a qual deve ser assim seguida:

1. Colocar-se na presença de Deus;

3. Meditar a Palavra de Deus;

4. Fazer um colóquio (conversa) com Deus;

5. Fazer anotações de cada detalhe em seu diário, as coisas mais importantes o que chamou mais sua atenção.

De fato, esses exercícios devem ser repetidos dia após dia. A meditação da Palavra e o texto bíblico, devem ser adaptados à liturgia do dia. Para que estes exercícios sejam fecundos precisamos nos doar em cada momento, para que, mais tarde, possamos realmente entrar e estar em total sintonia com Deus.

Santo Inácio nos fala ainda que  a generosidade é uma atitude imprescindível para o sucesso dos Exercícios Espirituais: “muito aproveita entrar neles com grande ânimo e generosidade para com seu Criador e Senhor. Ofereça-lhe todo seu querer e liberdade, para que Deus se sirva, conforme Sua vontade, tanto de sua pessoa, como de tudo o que tem” Essa atitude te possibilita viver uma comunicação total com Deus, pois, segundo Santo Inácio, “o amor é a partilha de dons e bens entre as pessoas que se amam“.

Depois desta experiência com os “Exercícios Espirituais”, faça também uma auto-avaliação e analise a qualidade do seu encontro pessoal com Deus.

Margô Teixeira, pelo Hozana

FONTE: ALETEIA

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Notícias

Papa: transformar a economia do tráfico numa economia do cuidado

Nesta sexta-feira, 30 de julho, se celebra o Dia Mundial Contra o Tráfico Humano. Um tema no coração do Papa Francisco.

“No Dia Mundial Contra o Tráfico Humano, convido todos a trabalhar juntos para transformar a economia do tráfico em uma economia do cuidado.”

Com um tuíte, o Papa Francisco recorda o Dia Mundial Contra o Tráfico Humano , convocado pelas Nações Unidas em 2013 e, desde então, celebrado todo dia 30 de julho.

A finalidade desta data é combater a exploração das pessoas contra um fenômeno que praticamente atinge países de todos os continentes, entre nações que envolvidas na origem, trânsito e destino das vítimas. O Brasil, por exemplo, se enquadra nas três rotas.

Além do dia 30 de julho, a Igreja Católica dedicada outra jornada no decorrer do ano para este fenômeno: o dia 8 de fevereiro, quando se recorda a memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita.

Em ambas as circunstâncias, o Papa Francisco não deixa de expressar sua preocupação e, principalmente, seu apoio a uma organização formada sobretudo por religiosas: a Talitha Kum.

A crise não tem a última palavra

De fato, esta rede internacional da Vida Consagrada está promovendo a campanha “Care Against Trafficking”, lançada uma semana atrás, com a finalidade de demonstrar que o cuidado pode sim fazer a diferença em todas as fases do percurso para combater o tráfico: cuidado para quem está em risco, para as vítimas e para quem sobrevive.

A coordenadora internacional da rede, Ir. Gabriella Bottani – que iniciou seu engajamento nesta luta quando atuava no Brasil – afirma que a campanha tem inspiração também nas palavras do Pontífice.

“Como o Papa Francisco muitas vezes nos lembra, cuidar é importante para dar valor, dar força ao bem, enfrentando com a força do bem o mal.”

Ir. Gabriella explica que a campanha nas redes sociais consiste em dar voz e visibilidade a “gestos de cuidados para combater o tráfico hoje no nosso mundo globalizado, mas também neste tempo de pandemia, não deixando que a crise seja a última palavra, mas o cuidar, cuidar da dignidade humana, cuidar da liberdade dos nossos irmãos e irmãs, cuidar de gestos cotidianos para que todos tenham vida em abundância”.

Transformar a economia do tráfico em uma economia do cuidado

Em sua mensagem no Twitter, Francisco dá destaque ao papel da economia neste fenômeno, como já abordado em 8 de fevereiro, VII Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas

“Este ano o objetivo é trabalhar por uma economia que não favoreça, mesmo indiretamente, esse tráfico ignóbil, ou seja, uma economia que nunca faz do homem e da mulher uma mercadoria, um objeto, mas sempre o fim.”

FONTE: VATICAN NEWS

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Evangelho do dia

Sexta-feira da 17ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Deus habita em seu templo santo, reúne seus filhos em sua casa; é ele que dá força e poder a seu povo (Sl 67,6s.36).

No devido tempo, devem-se convocar “santas assembleias” em honra do Senhor. Somos convidados a fazer de nossas celebrações ricas ocasiões para crescer na fé, louvando a Deus e reforçando os vínculos fraternos.

Primeira Leitura: Levítico 23,1.4-11.15-16.27.34-37

Leitura do livro do Levítico – 1O Senhor falou a Moisés, dizendo: 4“São estas as solenidades do Senhor em que convocareis santas assembleias no devido tempo: 5no dia catorze do primeiro mês, ao entardecer, é a Páscoa do Senhor. 6No dia quinze do mesmo mês é a festa dos Ázimos, em honra do Senhor. Durante sete dias comereis pães ázimos. 7No primeiro dia, tereis uma santa assembleia, não fareis nenhum trabalho servil; 8oferecereis ao Senhor sacrifícios pelo fogo durante sete dias. No sétimo dia haverá uma santa assembleia, e não fareis também nenhum trabalho servil”. 9O Senhor falou a Moisés, dizendo: 10“Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: ‘Quando tiverdes entrado na terra que vos darei e tiverdes feito a colheita, levareis ao sacerdote um feixe de espigas como primeiros frutos da vossa colheita. 11O sacerdote elevará este feixe de espigas diante do Senhor, para que ele vos seja favorável: e fará isso no dia seguinte ao sábado. 15A partir do dia seguinte ao sábado, desde o dia em que tiverdes trazido o feixe de espigas para ser apresentado, contareis sete semanas completas. 16Contareis cinquenta dias até o dia seguinte ao sétimo sábado e apresentareis ao Senhor uma nova oferta. 27O décimo dia do sétimo mês é o dia da Expiação. Nele tereis uma santa assembleia, jejuareis e oferecereis ao Senhor um sacrifício pelo fogo. 34No dia quinze deste sétimo mês, começa a festa das Tendas, que dura sete dias, em honra do Senhor. 35No primeiro dia haverá uma santa assembleia e não fareis nenhum trabalho servil. 36Durante sete dias oferecereis ao Senhor sacrifícios pelo fogo. No oitavo dia, tereis uma santa assembleia e oferecereis ao Senhor um sacrifício pelo fogo. É dia de reunião festiva: não fareis nenhum trabalho servil. 37Estas são as solenidades do Senhor, nas quais convocareis santas assembleias para oferecer ao Senhor sacrifícios pelo fogo, holocaustos e oblações, vítimas e libações, cada qual no dia prescrito’”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 80(81)

Exultai no Senhor, nossa força.

1. Cantai salmos, tocai tamborim, / harpa e lira suaves tocai! / Na lua nova soai a trombeta, / na lua cheia, na festa solene! – R.

2. Porque isso é costume em Jacó, / um preceito do Deus de Israel; / uma lei que foi dada a José / quando o povo saiu do Egito. – R.

3. Em teu meio não exista um deus estranho, / nem adores a um deus desconhecido! / Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor, / que da terra do Egito te arranquei. – R.

Evangelho: Mateus 13,54-58

Aleluia, aleluia, aleluia.

A Palavra do Senhor permanece eternamente, / e esta é a Palavra que vos foi anunciada (1Pd 1,25). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 54dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? 55Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56E suas irmãs não moram conosco? Então, de onde lhe vem tudo isso?” 57E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” 58E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus volta à sua terra. O episódio nos possibilita saber que Jesus pertencia a uma família simples, bem conhecida, do mesmo nível social que a maioria dos moradores do lugarejo. Conheciam Maria, a Mãe de Jesus, e sabiam o nome de cada parente dele. Entretanto, esses dados e a proximidade deles em relação a Jesus não lhe facilitaram o trabalho missionário. Por um lado, admiravam sua brilhante sabedoria e os milagres que realizava. Por outro, aos nazarenos faltou fé para chegarem a Deus por meio do humano. O pessoal se colocou numa posição tão inflexível, que Jesus ficou sem condições de operar milagres entre eles. O ditado popular afirma que “santo de casa não faz milagres”. Por baixo da obstinada reação dos conterrâneos de Jesus, havia sem dúvida uma pitada de inveja, ou muita!

Oração
Ó Jesus Messias, cheio de boa vontade, tu te pões a ensinar na sinagoga. Entre teus conterrâneos, despertas um misto de admiração, dúvidas e rejeição. Dá-nos, Senhor, coração e mente abertos para irmos além das aparências e reconhecermos que és o Filho de Deus e queres vida plena para nós. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

São Pedro Crisólogo, bispo e doutor da Igreja

Se, por um lado, uma tenaz proliferação de heresia, nos séculos IV e V, tardou a evangelização do mundo pagão, por outro lado, suscitou grandes figuras de pastores, teólogos, escritores e pregadores, que com sua inteligência souberam tornar mais consciente e vívida a fé entre os cristãos. A catequese sistemática, a homilia e o sermão ofereciam exposição clara e sólida da ortodoxia. Houve também as primeiras tentativas de construção teológica não de pura especulação. Em particular o bispo de Ravena, Pedro (nascido em Ímola em 380), mereceu o apelido de Crisólogo, isto é, palavra de ouro, por ser autor de estupendos sermões, ricos de doutrina, que lhe deram também o título de doutor da Igreja, decretado em 1729 por Bento XIII.

Temos dele 176 homilias de cunho popular, muito expressivas, nas quais explica o evangelho, o creio, o pai-nosso, ou são sugestões de exemplos de santos a imitar, ou exaltação das virtudes do verdadeiro cristão. Numa homilia define o avarento como escravo do dinheiro, mas o dinheiro — acrescenta — é o escravo do misericordioso. É fácil entender o significado desta prédica. Eleito bispo de Ravena em 424, Pedro Crisólogo mostrou-se logo bom pastor, prudente e sem ambiguidades doutrinais. Humildes e poderosos escutava-os ele com igual condescendência e caridade. A imperatriz Gala Placídia o teve como conselheiro e amigo.

A autoridade do bispo Pedro de Ravena era reconhecida em largo raio da Igreja. A ele se dirigiu, por carta, o protagonista de outra disputa importante no campo doutrinal, Eutíquio, arqui-mandrita do mosteiro de Constantinopla. Pedia-lhe seu parecer a respeito da questão monofisita (em Cristo uma só natureza), na véspera do concílio de Calcedônia. Pedro respondeu-lhe que seria melhor ele dirigir-se ao papa Leão, pois “no interesse da paz e da fé não podemos discutir sobre questões relativas à fé sem o consentimento do bispo de Roma”.

Às feridas do Império romano (dividido no seu interior e espremido por fora pelas migrações dos bárbaros), uniam-se as contestações da Igreja de Constantinopla, que queria disputar com Roma o primado hierárquico. Neste momento histórico a resposta dada pelo metropolita de Ravena a Eutíquio tem o sentido de explícita profissão de fé. O santo morreu em Ímola, a 31 de julho de 451, segundo outros, a 3 de dezembro de 450.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS