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Francisco: não é cultura nem beleza se explora o trabalho escravo

O Papa responde ao romancista italiano Maurizio Maggiani, que há poucos dias lhe escreveu uma carta aberta no jornal italiano “Secolo XIX”, relatando com “vergonha” a descoberta do método criminoso utilizado para imprimir seus livros e de outros autores em detrimento dos imigrantes. Hoje, no diário de Gênova, as palavras de Francisco: é preciso a coragem de “renunciar” às vantagens produzidas pelos “mecanismos de morte”

A coragem do pintarroxo, o título de um de seus livros mais conhecidos, foi desta vez dele. O romancista-Davide, que questiona a ética da indústria-Golias, da qual ele próprio é um membro renomado, neste caso a indústria editorial, porque se incomodado com o certo descuido com que às vezes evita investigar se alguns de seus lucros ocultam situações desumanas, se por trás da delicadeza de seus produtos há uma cadeia de violência contra aqueles que os produzem, se por trás do brilho da fachada espreitam histórias invisíveis de presas indefesas e predadores cruéis. O do outro lado, como num espelho, as conhecidas convicções do Papa, em certo sentido um “colega” de escrita e sobretudo uma “voz alta” a quem dirigir a pergunta que trai o dilema subjacente: “Vale a pena produzir obras belas e sábias se precisamos do trabalho dos escravos para fazê-lo?

Em diálogo com Francisco

É um diálogo original e intenso a longa distância que se desenvolveu nos últimos dias entre Maurizio Maggiani, escritor e jornalista ligurino, e Francisco, que quis responder ao romancista com uma carta – datada de 9 de agosto, dia em que a Igreja celebra Edith Stein, Santa Teresa Benedita da Cruz, co-padroeira da Europa – a uma questão levantada publicamente pelo autor em carta aberta, publicada em 1º de agosto nas colunas do “Secolo XIX”, que publica esta sexta-feira (12/08) a resposta do Papa. Maggiani quis compartilhar diretamente com Francisco a “vergonha” que sentiu ao aprender de uma história de crime que a produção de seus livros e de outros autores também passou por uma empresa no Vêneto, e pelo estabelecimento subcontratado no Trentino, ambos acusados pelo judiciário de terem explorado com métodos criminosos, “ao ponto do indizível” escreve Maggiani, o trabalho dos operários paquistaneses, literalmente brutalizados.

“Senti vergonha de mim mesmo”

Maggiani, que se define como um não crente (conheço, escreve, “a impetuosa força profética” de Cristo “mas eu nunca tive o dom, a graça, de aguardar por três dias diante de seu túmulo, esperar com Maria de Magdala e constatar a ressurreição do filho de Deus”), afirma ter se dirigido a Francisco por uma série de razões, entre as quais a de uma sensibilidade compartilhada. “As histórias que gosto de contar e sinto o dever de fazê-lo”, diz o romancista, “são as histórias dos silenciosos, dos últimos e dos humildes”, mas a indiferença com relação ao porquê encontrada nos colegas, “como se fosse uma pergunta ociosa”, o levou a dirigi-la a “Sua Santidade, porque”, confessa ele, “com toda a minha busca, não consigo ver nenhuma outra autoridade moral que além de ter uma voz alta esteja disposta a ouvir, a perguntar antes de julgar”. Perguntar a si mesmo sobre as implicações do horror que ocorreu naquele campo de concentração moderno, construído às custas de imigrantes pobres com salários de fome, sem horas de trabalho e sem direitos, levados a chutes e pontapés se ousassem pedir respeito: “Senti vergonha de mim mesmo, de ter tanto cuidado para manter minhas mãos limpas e não usar produtos suspeitos de exploração de escravos, e ainda assim”, admite o escritor, “nunca refleti sobre as evidências de que meu trabalho como romancista, tão nobre”, é “parte de uma cadeia do sistema de produção, aquela que modestamente chamamos de cadeia de fornecimento, não diferente de qualquer outra, e portanto passível das mesmas aberrações”.

Ver os invisíveis

Francisco responde destilando um dos pensamentos-chave de seu magistério. “Você não está fazendo uma pergunta ociosa”, reconhece o Papa a Maggiani, “porque o que está em jogo é a dignidade das pessoas, aquela dignidade que hoje é demasiadas vezes e facilmente espezinhada com o ‘trabalho escravo’, no silêncio cúmplice e ensurdecedor de muitos. Vimos isso durante o isolamento social, quando muitos de nós descobrimos que atrás dos alimentos que continuavam a chegar em nossas mesas havia centenas de milhares de trabalhadores braçais sem direitos: invisíveis e últimos – embora os primeiros! – etapas de uma cadeia que, a fim de fornecer alimentos, privou muitos do pão de um trabalho decente”. Mas na verdade, continua Francisco, associar este tipo de infâmia à literatura “talvez seja ainda mais chocante” se o que o Papa chama de “pão das almas, expressão que eleva o espírito humano”, é “ferido pela voracidade de uma exploração que age nas sombras, apagando rostos e nomes”. Portanto, se alguém publica algo que é baseado em uma injustiça, é “em si mesmo injusto” e “para um cristão – lembra o Papa – toda forma de exploração é um pecado”.

As duas coisas a fazer

A solução, no entanto, não reside na rendição. “Renunciar à beleza seria um retirada que, por sua vez, é injusta, uma omissão do bem”, diz Francisco, que sugere uma reação baseada em dois verbos. A primeira é “denunciar” os “mecanismos de morte”, as “estruturas de pecado”, chegando ao ponto de escrever “até mesmo coisas desconfortáveis para nos sacudir da indiferença, para estimular as consciências, inquietando-as, para que não se deixem anestesiar pelo “não me interessa, não é da minha conta, o que posso fazer se o mundo está indo assim?” O segundo verbo é “renunciar”. Ao agradecer a Maggiani por ter escrito o que escreveu sem calcular o “retorno da imagem”, Francisco sustenta que, além da coragem de denunciar, é preciso ter coragem para renunciar. Renúncia “não à literatura e à cultura – afirma -, mas a hábitos e vantagens que, hoje onde tudo está conectado, descobrimos, devido aos mecanismos perversos de exploração, prejudicam a dignidade de nossos irmãos e irmãs”. É um sinal poderoso”, insiste, “renunciar a posições e comodidades a fim de abrir espaço para aqueles que não têm espaço”. Chegar a “dizer não por um sim maior”, fazer “objeção de consciência para promover a dignidade humana”.

A cultura, voz dos humilhados não do mercado

O Papa da Igreja pobre para os pobres reitera que ama Dostoievski “não só por sua leitura profunda da alma humana e seu sentido religioso, mas porque ele escolheu contar vidas pobres, ‘humilhadas e ofendidas'”. Esta é uma consideração que suscita um apelo: diante dos muitos humilhados e ofendidos de hoje, sem praticamente ninguém para fazê-los “protagonistas, enquanto o dinheiro e os interesses dominam”, “a cultura não deve se deixe subjugar pelo mercado”.

FONTE: VATICAN NEWS

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Papa: exemplo de Santa Clara nos ensina a responder ao chamado do Senhor

“Nada é tão grande – escreve Santa Clara– quanto o coração do homem, no íntimo do qual Deus reside”.

Imitar o exemplo de Santa Clara de Assis para responder fielmente ao chamado do Senhor. Este foi o convite do Santo Padre dirigido a todos nós na Audiência Geral deste dia 11 de agosto, quando é celebrada a memória litúrgica da fundadora das Clarissas e Padroeira da televisão:

Hoje celebramos a memória de Santa Clara de Assis, modelo luminoso de quem soube viver com coragem e generosidade a sua adesão a Cristo. Imitem seu exemplo para que possam, como ela, responder fielmente ao chamado do Senhor.

A primeira mulher a escrever uma Regra era forte e determinada; ela obteve a aprovação, por parte de Gregório IX – sigilada em 1253 com a Bula de Inocêncio IV – do “privilégio da pobreza” e do ardente desejo de “observar o Evangelho”.

Santa Clara faleceu no dia 11 de agosto de 1253 no chão nu do Mosteiro de São Damião. Seus lábios sussurram a última oração de ação de graças: “Senhor, vós que me criastes, sede bendito”. Dois anos mais tarde foi proclamada Santa por Alexandre IV.

Ao visitar a Basílica de Santa Clara em Assis, em 4 de outubro de 2013, o Papa Francisco dirigiu-se às monjas de clausura afirmando que a contemplação das religiosas é a realidade, “a realidade de Jesus Cristo. Não ideias abstratas, porque elas tornam a cabeça árida. A contemplação das chagas de Jesus Cristo! E levou-as para o Céu, sim, levou-as! Este é o caminho da humanidade de Jesus Cristo: sempre com Jesus, Deus-homem”:

Sempre com Jesus Cristo, sempre. A humanidade de Jesus Cristo! Porque o Verbo veio na carne, Deus fez-se carne por nós, e isto dar-nos-á uma santidade humana, grandiosa, bonita e madura, uma santidade de mãe. E a Igreja quer que vós sejais assim: mães, mães, mães! Deveis dar vida. Quando vós orais, por exemplo, pelos sacerdotes, pelos seminaristas, mantendes com eles uma relação de maternidade; mediante a oração vós contribuís para fazer deles bons Pastores do Povo de Deus. 

É muito bonito – disse ainda Francisco – “quando as pessoas vão ao locutório dos mosteiros, pedem orações e falam dos seus problemas pessoais. Talvez a religiosa nada diga de extraordinário, mas uma palavra que lhe brota precisamente da contemplação de Jesus Cristo, porque a religiosa — como a Igreja — percorre o caminho que a leva a tornar-se perita em humanidade.”

FONTE: VATICAN NEWS

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Papa na audiência geral: crer em Jesus Cristo nos conduz à verdadeira vida

“Aqueles que procuram a vida precisam olhar para a promessa e para a sua realização em Cristo”. Palavras do Papa Francisco ao refletir sobre a “Lei” na Carta aos Gálatas do Apóstolo Paulo, na Audiência Geral da quarta-feira, 11 de agosto na Sala Paulo VI

Na Audiência desta quarta-feira (11/08) o Papa Francisco continuou suas catequeses sobre a Carta aos Gálatas com o tema de hoje “Por que, então, a Lei? Esta é a questão que, seguindo São Paulo, queremos aprofundar hoje, a fim de reconhecer a novidade da vida cristã animada pelo Espírito Santo”, explicou o Papa.

“Quando Paulo fala da Lei refere-se normalmente à Lei mosaica, à lei de Moisés, aos Dez Mandamentos. Estava relacionada com a Aliança que Deus tinha estabelecido com o seu povo”. “A Lei – segundo vários textos do Antigo testamento – é a coleção de todas as prescrições e regras que os israelitas devem observar, em virtude da Aliança com Deus”. “A observância da Lei garantiu ao povo os benefícios da Aliança e o vínculo especial com Deus”. “A ligação entre Aliança e Lei era tão estreita que as duas realidades eram inseparáveis. A lei é a expressão que uma pessoa, um povo está em aliança com Deus”.

Intuições de Paulo sustentado pela graça

Por isso, observa Francisco, “é fácil compreender como os missionários que se tinham infiltrado entre os Gálatas tiveram uma boa oportunidade de reivindicar que a adesão à Aliança também implicava a observância da Lei de Moisés”. E o Papa explica que assim chegamos ao foco da questão: “É precisamente sobre este ponto que podemos descobrir a inteligência espiritual de São Paulo e as grandes intuições que ele expressou, sustentado pela graça que recebeu para sua missão evangelizadora”.

“O Apóstolo explica aos Gálatas que, na realidade, a Aliança e a Lei não estão ligadas de modo indissolúvel. Pois a Aliança estabelecida por Deus com Abraão estava fundamentada sobre a fé no cumprimento da promessa e não sobre a observância da Lei, que ainda não existia. Pois, se a herança se obtivesse pela Lei, já não proviria da promessa”

Desta forma Paulo alcançou um primeiro objetivo: “a Lei não é a base da Aliança porque veio mais tarde”.

Viver no Espírito Santo que liberta da Lei

“Dito isto, não se deve pensar que São Paulo era contra a Lei mosaica. Várias vezes nas suas Cartas, defende a sua origem divina e afirma que desempenha um papel muito específico na história da salvação”, esclarece o Papa.

“No entanto, a Lei não dá vida, não oferece o cumprimento da promessa, pois não está em condições de a poder cumprir. Aqueles que procuram a vida precisam olhar para a promessa e para a sua realização em Cristo”

Por fim Francisco conclui:

“Caríssimos, esta primeira exposição do Apóstolo aos Gálatas apresenta a novidade radical da vida cristã: todos aqueles que têm fé em Jesus Cristo são chamados a viver no Espírito Santo, que liberta da Lei e ao mesmo tempo a leva a cumprimento segundo o mandamento do amor”.

“Isto é muito importante, a lei nos leva a Jesus. Mas alguns de vocês podem me dizer: “Mas, Padre, uma coisa: isto significa que se eu rezar o Credo, não tenho que cumprir os mandamentos”? Não, os mandamentos são atuais no sentido de que são ‘pedagogos’ que levam você ao encontro com Jesus, mas se você deixar de lado o encontro com Jesus e quiser dar maior importância aos mandamentos, este foi o problema destes missionários fundamentalistas que se intrometiam entre os Gálatas para desorientá-los. Que o Senhor nos ajude ir adiante no caminho dos mandamentos, mas olhando o amor de Cristo com o encontro com Cristo sabendo que o encontro com Jesus é mais importante do que todos os mandamentos”.

FONTE: VATICAN NEWS

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Mês de agosto é dedicado à oração, reflexão e atividades nas comunidades sobre o tema das vocações

O mês de agosto, conforme costume da Igreja, é dedicado à oração, reflexão e atividades nas comunidades sobre o tema das vocações. A cada semana do mês lembra-se uma vocação: na primeira a vocação para o ministério ordenado (diáconos, padres e bispos), na segunda semana para a vida em família, na terceira semana coloca-se em destaque a vocação para a vida consagrada, e na quarta semana contempla-se a vocação para os ministérios e serviços na comunidade, em especial o catequista.

“O amor é o pressuposto básico de toda e qualquer vocação. É dele que decorre a entrega de uma vida a serviço de Deus e do próximo. Estamos conscientes de que a nossa grande vocação é o retorno à casa do Pai, para o feliz convívio eterno com Deus, a fonte de todas as vocações. Mas tal retorno exige uma resposta de amor no dia-a-dia de nosso viver, que se realiza mediante uma vocação específica”. afirma dom Francisco Carlos Bach, bispo de Joinville (SC).

Nesta segunda semana de agosto, de 8 a 14, que é dedicada a vida em família, a Igreja propõe a reflexão acerca da importância da família no cotidiano das pessoas. Durante a Semana Nacional da Família, por exemplo, iniciativa proposta pela Pastoral Familiar, busca-se refletir, entre outros temas, sobre a mansidão e o amor familiar como vocação e caminho para santidade.

“Somos convidados a fazer a contemplação da Santíssima Trindade, a contemplação do Deus que é amor, que é família, e que criou as famílias humanas naturalmente vocacionadas para as fazer comungar nesse mistério de amor” (Trecho do Hora da Família).

Para também celebrar esta segunda semana do mês vocacional, o “Hora Vocacional“, elaborado pela Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, traz um roteiro de leitura orante, com o tema relacionado a vocação específica da família. O subsídio está a venda no site da Editora da CNBB.

O subsídio “Hora Vocacional” deseja inspirar-nos na verdade de que “Cristo nos salva e nos envia”, por meio de celebrações e reflexões importantes para a animação do mês vocacional, celebrado em agosto.

Formações

Como forma de proporcionar um encontro de formação, reflexão e interação vocacional que se inspira no tema do mês vocacional 2021, que é “Cristo nos salva e nos envia”, a revista Rogate de Animação Vocacional  em parceria com o Serviço de Animação Vocacional/Pastoral Vocacional, o Instituto de Pastoral Vocacional (IPV) e outros organismos da Igreja realizam a Hora Vocacional.

O evento acontece de forma on-line no mês de agosto. A experiência da realização de encontros on-line, por meio de uma plataforma de interação gratuita, é considerada positiva.

“Se não é possível o contato pessoal, por outro lado o encontro virtual permite a participação de pessoas de todas as regiões do Brasil e até mesmo de outros países, de forma segura. De certo modo, estamos buscando odres novos para vinho novo vocacional, em tempos de forte aceleração das tecnologias de presença on-line”

Se inscreva (aqui).

FONTE: CNBB

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Pesar dos bispos e religiosos franceses por sacerdote assassinado

A vítima é o padre Olivier Maire, Superior Provincial da Congregação dos Missionários Monfortinos, com sede em Saint-Laurent-sur-Sèvre. Um ruandês que já havia sido indiciado pelo incêndio na Catedral de Nantes no ano passado confessou o assassinato.
Padre Olivier Maire, Superior Provincial dos Monfortinos, foi assassinado na segunda-feira, 9, em Vendée, na localidade de Saint-Laurent-Sur-Sevre. Seu corpo foi encontrado pela gendarmaria após indicação de um ruandês que se apresentou como autor do assassinato.

Emmanuel Abayisenga, 40 anos, nascido em Ruanda, também é o principal suspeito do incêndio doloso da Catedral de Nantes, em julho de 2020. Indiciado, foi libertado sob vigilância judicial no início de junho, sendo acolhido em uma comunidade religiosa – da qual o sacerdote assassinado fazia parte – à espera do julgamento, previsto para 2022. Como indicado por seu advogado, seria um homem “frágil física e psicologicamente”. Os investigadores excluíram qualquer motivação ligada ao terrorismo e seguem a linha de homicídio voluntário.

A dor da Igreja na França

Dor e proximidade da Igreja na França à família do sacerdote e à sua Congregação, foram expressos por meio de um tweet pelo presidente do episcopado francês, Dom Éric de Moulins-Beaufort. Ele viveu – escreve o prelado – seguindo a Cristo até o fim, na acolhida incondicional de todos. Rezo por sua família, seus confrades e por toda a população traumatizada por esta tragédia, e também por seu assassino.

A mesma dor presente nas palavras do Superior Geral dos Monfortinos, padre Santino Brembilla, que fala do padre Olivier Maire como um “religioso, um sacerdote e um missionário de grande valor, um especialista em espiritualidade montfortiana que acompanhou toda a sua comunidade na compreensão profunda da mensagem de seu fundador, Louis-Marie Grignion de Montfort”.

A Conferência dos Bispos da França (CEF) e a Conferência dos Religiosos e Religiosas da França (CORREF) expressam sua imensa tristeza e também temor pelo ocorrido, assegurando suas orações “aos familiares, aos missionários monfortinos, à comunidade da Basílica de Saint Louis-Marie Grignon de Montfort em Saint-Laurent-sur-Sèvres e a toda a grande família religiosa Montfortina”.

Já Dom Dominique Lebrun, bispo da Diocese de Rouen – onde foi assassinado o padre Jacques Hamel -, uniu-se ao luto dos familiares do sacerdote, aos irmãos da comunidade dos Montfortinos, à Diocese de Luçon, recordando que “a dor e a ira costumam estar muito próximas. Todos experimentam isso.” Neste sentido, assegura a oração dos católicos de sua diocese para que Deus aplaque a dor do coração das pessoas próximas ao sacerdote assassinado.

“Pai Nosso… livra-nos do Mal”, são as primeiras e as últimas palavras da oração cristã. Todos os dias o cristão faz essa oração. Ela recobra a esperança na fraternidade que Deus deseja para todos os homens. Ela pede a Deus e a recebe d’Ele, como uma missão. Com todos os homens de boa vontade, ele quer lutar contra toda violência. Suas armas são a justiça, a paz e o perdão. Domingo, 15 de agosto, rezaremos intensamente à Virgem da Assunção pela França, com o coração em Vendée.”

As palavras do presidente Macron e do governo

Proximidade e solidariedade a todos os católicos da França, bem como à Congregação dos Montfortinos (Companhia de Mariaem latim Societas Mariae Montfortana) foi expressa pelo presidente Emmanuel Macron e pelo primeiro-ministro Jean Castex, que se disseram profundamente consternados com o ocorrido.  “Demonstrava nos traços de seu rosto a generosidade e o amor ao próximo”, escreveu o presidente no Twitter, assegurando que “proteger aqueles que creem é uma prioridade”.

“Queremos que este ato odioso seja esclarecido: agredir um sacerdote, um homem de Igreja, é agredir a alma da França”, disse por sua vez o ministro do Interior em uma coletiva de imprensa, ao final do encontro com os membros da Congregação montfortiana na tarde de segunda-feira. Gérald Darmanin rejeitou qualquer controvérsia com a líder da extrema direita Marine Le Pen, que condenou a não expulsão do ruandês após o incêndio em Nantes. Este é o momento de luto e não de polêmica, afirmou o ministro, explicando que o homem não poderia ser expulso pois estava sob controle judicial enquanto aguardava decisão da justiça.

Sacerdotes e religiosos vítimas da violência na França

Diversas tragédias envolvendo sacerdotes e religiosos na França suscitaram comoção, como o assassinato do padre Jacques Hamel, em 26 de julho de 2016, o primeiro ocorrido durante uma Celebração Eucarística desde a Revolução Francesa.

Antes ainda, recordemos padre Jean-Luc Cabes, da Diocese de Tarbes e Lourdes, assassinado em Tarbes na noite de 10 para 11 de maio de 1991. A Diocese de Tulle também recorda padre Louis Jousseaume, pároco de Égletons, em Corrèze , assassinado no seu presbitério no dia 26 de outubro de 2009. Era 16 de agosto de 2005, quando os peregrinos que rezavam as Vésperas na Igreja ds Reconciliação, coração da comunidade de Taizé, foram abalados pelo assassinato do fundador da Comunidade de Taizé, Irmão Roger Schutz, por uma pessoa com desequilíbrio mental.

*Notícias atualizada às 10h59

FONTE: VATICAN NEWS

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O Brasil vive a Semana Nacional da Família

Dom Walmor: “A família é prioridade no caminho missionário e na vida da Igreja”. Igreja Católica no Brasil dá início à Semana Nacional da Família que abordará a alegria do amor na família.

A Semana Nacional da Família começou oficialmente para os fiéis brasileiros. O início ocorreu no sábado (7) em uma live organizada pela Comissão Episcopal para a Vida e a Família, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Com o tema “A Alegria do Amor na Família”, as celebrações seguem até o próximo sábado (14). A abertura contou com a participação do arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor de Oliveira, que exaltou o papel da família na evangelização.

“A família é prioridade no caminho missionário e na vida da Igreja”, destacou o arcebispo. “Lá aprendemos que é bom servir e experimentamos a alegria de poder fazer o bem ao próximo. Esses aprendizados, que são permanentes quando bem vividos no ambiente familiar, repercutem na vida em sociedade. A família tem uma nobre missão: ser o lugar onde primeiro se experimenta essa verdade cristã. A vida ganha sentido quando se torna oferta”, completou dom Walmor.

O presidente da CNBB também ressaltou que o núcleo familiar é o local onde se dá os primeiros passos no exercício do altruísmo e da partilha, tão necessários para os tempos atuais.  “Alegramo-nos com a felicidade do outro experimentando a rica lição da palavra de Deus que é lema deste encontro: Dá e recebe e alegra a ti mesmo”, lembrou. “A família é a primeira escola do amor, instituição em que cada pessoa aprende que a vida deve se tornar uma oferta pelo bem do próximo”, reforçou.

É um tempo favorável!

Para o bispo da Diocese de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, dom Ricardo Hoepers, a celebração da Semana Nacional da Família é um momento para levar a palavra de Deus a tantas pessoas que não conhecem a Cristo de forma mais profunda.

“É um tempo favorável, um tempo de graça! Vivamos com alegria, com entusiasmo e intensidade essa semana. Desejamos que todas as dioceses possam se mobilizar e levar essa mensagem do Evangelho da alegria aos corações de cada família, de cada lar”, convocou o bispo durante a live.  “Que todos nós possamos nos congregar unidos na promoção, na defesa, no cuidado com as nossas famílias e com a vida”, apontou dom Ricardo.

Iniciativas por todo o Brasil

Exemplos de ações que serão realizadas entre este domingo (8) e o próximo sábado (14) em todo o país foram apresentadas durante o encontro on-line. Coordenadores regionais da Pastoral Familiar, padres e animadores partilharam as ações programadas e convidaram os fiéis para participar.

“Desejamos que todos os protocolos de saúde sejam seguidos e respeitados. Mas também motivamos vocês a buscarem viver profundamente essa semana, seja na família, no grupo ou movimento, na pastoral e em todo ambiente que for possível”, destacou Luiz e Khátia Stolf, casal coordenador nacional da Pastoral Familiar.

Durante o evento on-line, foram recordados também os 25 anos do subsídio Hora da Família. A live foi concluída com um momento de adoração conduzido pelo bispo auxiliar da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ) e referencial da Pastoral Familiar no Regional Leste 1 da CNBB, dom Antônio Augusto Dias Duarte, e pelo casal coordenador do Setor Pós-Matrimonial, Ronaldo e Tatiana de Melo.

Assista: https://www.youtube.com/watch?v=pK69LsyqzQw

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Para postar as atividades nas paróquias e dioceses nas redes sociais utilize a hashtag #SemanaNacionaldaFamília. Isso ajuda a fazer com que as publicações sejam vistas por mais pessoas, testemunhando a alegria de celebrar o amor na família.

Semana Nacional da Família

Neste ano, a Semana Nacional da Família – que ocorre sempre durante o mês vocacional, em agosto – tem a proposta de testemunhar a “A alegria do amor na família”, em sintonia com a vivência do Ano Família Amoris Laetitia, convocado pelo Papa Francisco.

FONTE: VATICAN NEWS

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Papa Francisco: “Só o pão da vida alimenta nossas almas”

“O verdadeiro pão da vida é o que nos faz viver, ao contrário sobrevivemos, porque só Ele alimenta nossas almas, nos dá a força para amar e perdoar, dá ao coração a paz que busca, dá a vida para sempre quando a vida aqui termina”. Palavras do Papa Francisco no Angelus deste domingo, 8 de agosto
“Eu sou o pão da vida”: este é o tema aprofundado pelo Papa Francisco no Angelus deste domingo, 8 de agosto na Praça São Pedro. Referindo-se ao Evangelho de hoje, o Papa convidou a refletir sobre o “que significa o pão da vida”, observando que “que têm fome não pedem comida refinada e cara, pede pão. Os desempregados não pedem salários enormes, mas sim o ‘pão’ de um emprego. Jesus se revela como o pão, ou seja, o essencial, o necessário para a vida de cada dia”.

Só o pão da vida alimenta nossas almas

O verdadeiro pão da vida, continua o Papa, é o que nos faz viver, ao contrário sobrevivemos porque:

“Só Ele alimenta nossas almas, só Ele nos perdoa daquele mal que não podemos vencer por nós mesmos, só Ele nos faz sentir amados mesmo que todos nos decepcionem, só Ele nos dá a força para amar e perdoar nas dificuldades, só Ele dá ao coração a paz que busca, só Ele dá a vida para sempre quando a vida aqui termina”

Recordando que Jesus fala por parábolas, na expressão “Eu sou o pão da vida” ele resume todo o seu ser e toda a sua missão. Isto será visto plenamente no final, na Última Ceia. Ao dar a própria vida, a própria carne, o próprio coração, para que possamos ter a vida Jesus faz com que desperte em nós a maravilha diante do dom da Eucaristia.

A adoração enche a vida de maravilha

Francisco nos recorda:

“Ninguém neste mundo, não importa o quanto ame outra pessoa, pode fazer-se alimento para ela. Deus o fez, e o faz, por nós. Renovemos esta maravilha. Façamo-lo adorando o Pão da Vida, porque a adoração enche a vida de maravilha”

Porém, as pessoas se escandalizam com suas palavras “Eu sou o pão que desceu do céu”, será que também nós estaríamos mais à vontade com um Deus que está no céu sem se intrometer? E o Pontífice afirma:

“Deus se tornou homem para entrar na concretude do mundo. E a ele interessa tudo de nossas vidas. Jesus deseja esta intimidade conosco”

Ele que é o pão

Concluindo:

O que ele não deseja? Ser relegado para segundo plano – Ele que é o pão -, ser negligenciado e posto de lado, ou colocado em questão apenas quando precisamos”.

Por fim Francisco convidou para que pelo menos uma vez por dia “antes de partir o pão, convidar Jesus, o pão da vida, pedir-lhe simplesmente que abençoe o que fizemos e o que não conseguimos fazer”.

Que a Virgem Maria, na qual o Verbo se fez carne, nos ajude a crescer dia após dia na amizade com Jesus, o pão da vida”.

FONTE: VATICAN NEWS

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Francisco: a Transfiguração, sinal concreto do amor de Deus

A Igreja recorda nesta sexta-feira os acontecimentos “no alto monte” com Jesus revestido de luz e glória. Recapitulemos algumas reflexões do Papa sobre a Transfiguração e seu convite a nos tornarmos lâmpadas para levar paz e serenidade à vida dos homens.

“Uma aparição pascal antecipada”, mas também “dom de amor infinito de Jesus” que mostra a glória da Ressurreição, “um vislumbre do céu na terra”. Em seu magistério, o Papa Francisco se deteve muitas vezes sobre o significado da Transfiguração, festa celebrada no dia 6 de agosto porque, segundo a tradição, teria acontecido 40 dias antes da crucificação, 40 dias antes da festa da Exaltação da Cruz, em 14 de setembro.

Vislumbres de luz

Subindo a montanha junto com Pedro, Tiago e João, Jesus mostrou a sua glória, transfigurando-se e resplandecendo de luz, colocando-se depois em diálogo com Moisés e Elias. Uma luz que é “a luz da esperança, a luz para atravessar as trevas”.

Francisco, no Angelus de 28 de fevereiro de 2021, explica que as trevas não têm a última palavra, que diante dos “grandes enigmas” da vida, somos chamados a parar e voltar o olhar para Cristo:

Então, precisamos de outro olhar, de uma luz que ilumine profundamente o mistério da vida e nos ajude a superar os nossos esquemas e os critérios deste mundo. Também nós somos chamados a subir ao monte, a contemplar a beleza do Ressuscitado que acende centelhas de luz em cada fragmento da nossa vida, ajudando-nos a interpretar a história a partir da vitória pascal.

A oração para buscar a Deus

“O Senhor – afirma por sua vez no Angelus de 17 de março de 2019 – mostra-nos o fim deste percurso, que é a Ressurreição, a beleza, carregando a própria cruz. Portanto, a Transfiguração de Cristo indica-nos a perspectiva cristã do sofrimento. O sofrimento não é um sadomasoquismo, é uma passagem necessária, mas transitória (…) para um ponto luminoso como o rosto de Cristo transfigurado.”

Subamos ao monte com a oração: a prece silenciosa, a oração do coração, a oração, sempre à procura do Senhor. Permaneçamos alguns momentos em recolhiment0, um pouquinho todos os dias, fixemos o olhar interior na sua face e deixemos que a sua luz nos invada e se irradie na nossa vida.

A missão do cristão

E é no descer do monte, repletos da luz recebida, que se cumpre a missão de quem crê. Com efeito, é no rosto luminoso de quem reza, na chama que se acendeu no coração que se pode iluminar a vida dos outros, testemunhando a verdade e a fé.

Acender pequenas luzes no coração das pessoas; ser pequenas lâmpadas do Evangelho que levam um pouco de amor e de esperança: esta é a missão do cristão.

“Transformados pela presença de Cristo e pelo fervor da sua palavra –  sublinha o Papa no Angelus de 6 de agosto de 2017 – seremos sinal concreto do amor vivificador de Deus por todos os nossos irmãos, sobretudo por quem sofre, por quantos se encontram na solidão e no abandono, pelos doentes e pela multidão de homens e mulheres que, em diversas partes do mundo, são humilhados pela injustiça, pela prepotência e pela violência.

FONTE: VATICAN NEWS

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Dia nacional da saúde: Pastoral destaca a importância da educação sanitária e exige garantia de vacinação da população

O Brasil celebra neste 5 de agosto o Dia Nacional da Saúde, a data marca o nascimento do médico sanitarista Oswaldo Cruz, um dos principais responsáveis pelas erradicações de várias doenças epidêmicas no Brasil no início do Século XX e mentor dos maiores centros de estudos virais do Brasil, Fundação Osvaldo Cruz-FIOCRUZ.

A data passou a ser celebrada no Brasil em 1967 como uma forma de homenagear aos que se dedicam à educação sanitária em prol da saúde. Esta celebração se faz ainda mais importante, neste momento, em que o mundo está vivendo com a pandemia da Covid-19, que teve início em 31 de dezembro de 2019, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi alertada sobre vários casos de pneumonia na cidade de Wuhan, província de Hubei, na República Popular da China.

De acordo com o coordenador nacional da Pastoral da Saúde da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Alex Gomes Mota, a f finalidade dessa data é conscientizar a população brasileira sobre a importância da educação sanitária, despertando o cuidado com a saúde pessoal e coletiva na prática de hábitos saudáveis de saúde que vai além da ausência de doenças, e é adquirido com o equilíbrio entre os fatores físicos, psíquicos e sociais.

Para o bispo de Campos (RJ) e referencial da Pastoral da Saúde da CNBB, dom Roberto Ferreria Paz, duas atitudes seriam essenciais para celebrar o Dia Nacional da Saúde: sair da pandemia garantindo a vacinação da população e a efetivação de políticas públicas que garantam saúde e estilo de vida aos cidadãos no pós-pandemia.

“Sair da pandemia é a primeira atitude. Queremos superar a metade da população que não foi vacinada ainda com a primeira dose e garantir a segunda dose para quem ainda não recebeu. Temos muito atraso na vacinação. Nos preocupa também a recuperação das pessoas que foram entubadas, que saíram dos hospitais e não tem atendimento para as sequelas, especialmente, aquelas também de natureza psicológica, mental. A segunda atitude é em relação a superação da pandemia e pensar no pós-normal, isto é, pensar e efetivar medidas que estão relacionadas com políticas de saúde e estilo de vida. Quero pensar em um desenvolvimento sustentável que cuide da Casa Comum, quero também trazer o problema da água, o problema do saneamento básico, da energia limpa. Então, tem muita coisa que precisa acontecer em nosso país para construímos uma saúde digna, um sistema sanitário mais viável. Enquanto isso não acontece, temos que defender o SUS com unhas e dentes por aí, assim celebramos bem com consciência o Dia Nacional da Saúde”, disse.

De acordo com a lei 8.080 de 1990, a saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício. A lei também enfoca que, para ter saúde, alguns fatores são determinantes, tais como a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, a atividade física, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais.

De acordo com a Pastoral da Saúde, o Brasil vive a maior crise sanitária, econômica, social, ambiental e política. Principalmente na saúde estruturante, que aos longos dos anos vem sofrendo com os cortes de recursos atrelando a falta de condições de trabalho aos profissionais de saúde.

“Ansiedade, síndrome do pânico, nervosismo, insônia, medo, frustração, fadiga e conflitos interpessoais. Esses são alguns dos sentimentos dos profissionais da saúde que estão na linha de frente de combate à covid-19. Sabemos que a tua responsabilidade, bem como a tua coragem, é muito grande. Nós da pastoral temos muito orgulho e somos muito gratos a cada profissional da saúde que doa seu tempo, seus conhecimentos, seus sentimentos e suas melhores energias para salvar vidas”, ressalta Alex.

Dom Roberto lembra ainda, nesta data, o trabalho dos Conselhos Municipais, Estaduais e Federal de Saúde na articulação para garantir a agilidade no processo do Plano Nacional de Vacinação e saudou os profissionais da saúde que estão, desde o início, na linha de frente.

“Gostaria de ressaltar os profissionais da saúde, especialmente, na primeira etapa da pandemia. Temos um testemunho de heroísmo e presença, inclusive, um despertar da profissão médica que teve o tempo todo no atendimento próximo ao paciente, muitas vezes em jornadas realmente extensas, extremamente desgastante e tendo que lidar com um número alto de óbitos, falta de equipamentos, insumos, mas não desanimaram. Lembro também dos enfermeiros, técnicos de enfermagem, farmacêuticos, maqueiros, administradores dos hospitais e os capelães que ficaram intercedendo e atendendo os profissionais de saúde”, disse.

Para o coordenador nacional da Pastoral da Saúde, Alex Mota, o trabalho de articulação da pastoral tem o nobre propósito de sensibilizar e conscientizar ao Povo de Deus, a comunidade dos agentes sanitários e instituições da Saúde, visando aprimorar e qualificar o atendimento aos doentes, apresentando o Evangelho do sofrimento numa dimensão redentora e Pascal, defender o valor da dignidade da vida e os direitos do doente, despertar vocações e modalidades de voluntariado e envolver todas as instâncias da sociedade e da Igreja propiciando uma aliança de cuidado da vida.

“Nós todos estamos vivendo um momento que, enquanto seres humanos, nos deixa bastante frágeis. Mas, não percamos a esperança de uma saúde com dignidade”, ressalta Alex.

Conheça aqui a trajetória do médico dedicado à ciência

FONTE: CNBB

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Presbíteros de todo o Brasil meditam sobre a vida e a espiritualidade diante da Pandemia

Teve início na noite de segunda-feira, 02 de agosto, o retiro On-line dos Presbíteros do regional Leste 2. O momento, acompanhado virtualmente por mais de mil ministros ordenados de todo o país, foi marcado pela meditação do Cardeal José Tolentino de Mendonça, responsável pela condução das reflexões a partir do tema “A vida e a espiritualidade do presbítero em tempos de pandemia e pós-pandemia”
Dando início a meditação, o Cardeal Tolentino agradeceu ao convite. “As minhas primeiras palavras são de gratidão. Queria saudar fraternalmente todos os bispos e padres. Durante esta semana, juntos vamos caminhar fazendo este percurso que Deus e o Espírito Santo certamente vão ajudar e nos vão levar pela mão”, afirmou. A primeira reflexão do pregador foi baseada no episódio da tempestade acalmada por Jesus, relatada no Evangelho de Marcos (4,35-41).
Padre Roberto Marcelino de Oliveira, secretário executivo do regional Leste 2 e coordenador do evento, foi o mediador da noite. “Agradeço a Deus pela oportunidade que ele nos deu, mesmo na pandemia, em reunir quase mil e trezentos padres de todo o Brasil, para participar do Retiro remotamente, durante uma semana”, ressaltou. “O Retiro é um sucesso de organização e participação. Graças as equipes que trabalham na gestão, monitoramento e acolhida dos retirantes, e também destaco a condução do Cardeal José Toletino. Uma benção!”, acrescentou durante sua fala.
Os inscritos participaram das orações das Vésperas, Completas e da contemplação dos mistérios do Terço, transmitidas ao vivo pela Catedral de Juiz de Fora (MG). Os momentos foram conduzidos pelo Arcebispo Metropolitano e Bispo Referencial para Comunicação e Cultura do regional Leste 2, Dom Gil Antônio Moreira, que também presidiu a Missa de abertura.
“Assim que começamos o retiro já sentimos o clima do recolhimento, tanto pelas orações quanto pela colocação tão bonita do Cardeal Tolentino, nos chamando para o ato de fé de lançar-nos nas mãos de Deus”, avaliou. “O evento on-line, mais que o presencial, pedirá de nós um esforço especial. É importante tomar uma decisão pessoal de acompanhar todas as atividades, com espírito de penitência e verdadeiro recolhimento”, completou o Arcebispo.

A programação do retiro on-line dos presbíteros vai até sexta-feira, 06 de agosto.

 

A notícia na íntegra pode ser conferida no site do regional Leste 2. 

FONTE: CNBB