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Santuário onde sediou o Concílio de Éfeso foi sede para a récita do Santo Terço pedindo o fim da pandemia

É do Santuário do Concílio de Éfeso “Meryem Ana Eví”, que foi rezado o Terço pelo fim da pandemia desta quarta-feira (19) com intenção especial pelas populações em guerra e pela paz no mundo. O Santuário já foi visitado por 3 Papas: Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI

Trinta Santuários, representativos de todo o mundo, conduzem a recitação do Terço todos os dias durante o mês de maio em uma maratona de oração com o tema: “De toda a Igreja subia incessantemente a oração a Deus”, para invocar o fim da pandemia e a retomada das atividades sociais e de trabalho. Hoje dia 19 de maio, a oração do Terço será no Santuário “Meryem Ana Eví”, em Éfeso na Turquia, com intenção especial pelas populações em guerra e pela paz no mundo. A oração terá início às 13 horas, horário de Brasília, e pode ser acompanhada pelas redes sociais e no site do Vatican News.

É a Basílica do Concílio pois neste edifício romano do século II se realizou o Concílio de Éfeso em 431 e a igreja de Éfeso, é a mais antiga dedicada a Maria. Este Santuário já recebeu a visita de 3 Papas: Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI.

Maria “Theotókos”

Em 1979, início de seu pontificado João Paulo II ao celebrar a Santa Missa, iniciou sua homilia afirmando:

“É com o peito transbordando de comoção que tomo a palavra nesta liturgia solene, que nos reúne à volta da Mesa eucarística para celebrar, à luz de Cristo Redentor, a gloriosa memória da Sua Mãe santíssima. O espírito sente-se como invadido pelo pensamento de que, precisamente nesta cidade, a Igreja unida em Concílio — o terceiro Concílio ecumênico — reconheceu oficialmente à Virgem Maria o título de “Theotókos” que lhe era já atribuído pelo povo cristão, mas começara pouco antes a ser contestado em alguns meios, sobretudo influenciados por Nestório”.

Papa Bento XVI: Paz para a humanidade inteira!

Vinte e sete anos mais tarde, em 2006, o Papa Bento XVI na sua visita a este Santuário pronunciou palavras que recordam a intenção do Terço de hoje:

“Desta parte da Península anatólica, ponte natural entre continentes, invocamos a paz e a reconciliação sobretudo para aqueles que habitam na Terra que chamamos ‘santa’, e que é assim considerada tanto pelos cristãos, como pelos judeus e pelos muçulmanos: é a terra de Abraão, de Isaac e de Jacob, destinada a acolher um povo que se tornasse uma bênção para todos os povos. Paz para a humanidade inteira!”.

Via VaticanNews

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Distrações, aridez e acídia na oração: dificuldades que podem ser vencidas, afirma o papa

Segundo Francisco, “o perigo é ter um coração cinzento, quando o estar pra baixo chega ao coração e o adoece. Existem pessoas que vivem com o coração cinzento. Isso é terrível”!

“Distrações, aridez e acídia” foi o tema da catequese do Papa Francisco, sobre o tema da oração, na Audiência Geral, desta quarta-feira (19/05), realizada no Pátio São Dâmaso.

Francisco procurou mostrar algumas dificuldades comuns identificadas e superadas na experiência vivida da oração, ressaltando que “rezar não é fácil” e que “são tantas as dificuldades que surgem na oração”.

Oração e concentração

O primeiro problema que se apresenta para aqueles que rezam é a distração.

Você começa a rezar e a mente gira, gira o mundo inteiro. A oração convive frequentemente com a distração. De fato, a mente humana tem dificuldade de se concentrar por muito tempo num único pensamento. Todos nós experimentamos este turbilhão contínuo de imagens e ilusões em movimento perpétuo, que nos acompanha até durante o sono. E todos sabemos que não é bom dar seguimento a esta inclinação fragmentada. A luta para alcançar e manter a concentração não se limita à oração. Se não se atinge um grau de concentração suficiente, não se pode estudar com proveito, nem se pode trabalhar bem.

“As distrações não são culpáveis, mas devem ser combatidas. No patrimônio da nossa fé há uma virtude que é frequentemente esquecida, mas que está muito presente no Evangelho. Chama-se “vigilância”. Jesus chama frequentemente os discípulos ao dever de uma vida sóbria, guiada pelo pensamento de que mais cedo ou mais tarde ele voltará, como um noivo volta das bodas ou um senhor da viagem. A distração é a imaginação que gira, gira, gira. Santa Teresa chama essa imaginação que gira, gira na oração de “a louca da casa”. É como uma louca que te faz girar, girar. Temos que pará-la e engaiolá-la com atenção”, disse o Papa.

Coração cinzento

O segundo problema é a aridez.

A aridez nos faz pensar na Sexta-feira Santa, na noite e no Sábado Santo. Jesus morreu: estamos sozinhos. Este é um pensamento da aridez. Muitas vezes não sabemos quais são as razões da aridez: pode depender de nós, mas também de Deus, que permite certas situações na vida exterior ou interior. Os mestres espirituais descrevem a experiência da fé como uma alternância contínua de tempos de consolação e tempos de desolação; tempos em que tudo é fácil, enquanto outros são marcados por uma grande dificuldade.

O Papa disse ainda que muitas vezes encontramos um amigo que nos diz: “Estou pra baixo”. “Muitas vezes estamos assim, ou seja, não temos sentimentos, não temos consolação. São aqueles dias cinzentos que existem na vida!”, disse o Pontífice.  Segundo Francisco, “o perigo é ter um coração cinzento, quando o estar pra baixo chega ao coração e o adoece”. “Existem pessoas que vivem com o coração cinzento. Isso é terrível! Não se reza mais, não se sente o consolo com o coração cinzento. O coração deve ser aberto e luminoso para que entre a luz do Senhor. E se ela não entrar”, disse o Papa, “é preciso aguardá-la com esperança”.

Perseverar em tempos difíceis

O terceiro problema que se apresenta para quem reza é a acídia, “uma verdadeira tentação contra a oração e, mais geralmente, contra a vida cristã. A acídia é «uma forma de depressão devida ao relaxamento da ascese, à diminuição da vigilância, à negligência do coração». É um dos sete “pecados capitais” pois, alimentado pela presunção, pode levar à morte da alma”.

“O que devemos fazer, então, nesta sucessão de entusiasmos e desencorajamentos?”, perguntou o Papa. “Devemos aprender a caminhar sempre”, respondeu ele.

O verdadeiro progresso na vida espiritual não consiste em multiplicar os êxtases, mas em ser capaz de perseverar em tempos difíceis. Caminhar, caminhar e se você se cansar, pare um pouco, mas volte a caminhar, com perseverança. Todos santos passaram por este “vale escuro”, e não nos escandalizemos se, lendo os seus diários, ouvirmos o relato de noites de oração sem vontade, vivida sem gosto.

Zangar-se com Deus é uma forma de rezar

Segundo o Papa, protestar diante de Deus é uma forma de rezar, “zangar-se com Deus é uma forma de rezar também”. Francisco convidou a não “nos esquecer a oração do porque, que é a oração das crianças quando começam a não entender as coisas. A idade dos porquês “.  “Mas a criança não escuta a resposta do pai. O pai responde e vem logo outro porque. A criança quer chamar a atenção do pai. Quando nos zangamos com Deus e continuamos a dizer porque, estamos atraindo o coração do nosso Pai para a nossa miséria, para as nossas dificuldades, para a nossa vida. Zangar-se com Deus faz bem, pois faz despertar a relação de filho com o Pai, de filha com o Pai, que nós devemos ter de ter com Deus”, concluiu.

Via VaticanNews

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JMJ Diocesana e o Protagonismo Jovem

Apresentadas ontem (18), no Vaticano, as Orientações pastorais para a celebração da Jornada Mundial da Juventude nas Igrejas particulares.

“Um subsídio que apresenta as motivações ideais e possíveis implementações práticas para que a JMJ diocesana/eparquial se torne uma ocasião para fazer emergir o potencial de bem, a generosidade, a sede de valores autênticos e de grandes ideais que cada jovem carrega dentro de si.”

Este é o objetivo das Orientações pastorais para a celebração da Jornada Mundial da Juventude nas Igrejas particulares, o documento do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida apresentado, nesta terça-feira (18/05), na Sala de Imprensa da Santa Sé.

Solenidade de Cristo Rei

As dioceses são convidadas a celebrar a JMJ na Solenidade de Cristo Rei. “De fato, é desejo do Santo Padre que, neste dia, toda a Igreja coloque os jovens no centro de sua atenção pastoral, reze por eles, faça gestos que tornem os jovens protagonistas e promova campanhas de comunicação”, lê-se no documento. Como se sabe, enquanto as celebrações internacionais do evento são geralmente realizadas a cada três anos com a participação do Papa, a celebração ordinária da Jornada ocorre a cada ano nas Igrejas particulares, que se encarregam de organizar tal evento.

Missão com os jovens, uma prioridade

É um compromisso que tem “grande significado e valor não só para os jovens que vivem naquela determinada região, mas para toda a comunidade eclesial local”, continua o texto dirigido às Conferências Episcopais, aos Sínodos das Igrejas Patriarcais e Arquiepiscopais Maiores, às dioceses/eparquias, aos movimentos e associações e, por último, mas não menos importante, aos jovens de todo o mundo. “Estas Orientações pastorais têm o objetivo de encorajar as Igrejas particulares a valorizar cada vez mais a celebração diocesana da JMJ e a considerá-la uma ocasião propícia para planejar e realizar criativamente iniciativas que mostrem que a Igreja considera sua missão com os jovens como uma prioridade pastoral epocal, na qual investir tempo, energia e recursos”, destaca o documento.

Experiência eclesial e missionária

O documento indica os pontos-chave da JMJ para que o evento seja uma “festa da fé”, uma “experiência eclesial e missionária, uma ocasião de discernimento vocacional e um chamado à santidade. Além disso, a Jornada da Juventude deverá ser uma experiência de peregrinação e fraternidade universal. A celebração da JMJ oferece aos jovens uma experiência viva e alegre de fé e de comunhão, um espaço para experimentar a beleza do rosto do Senhor”, destacam as Orientações, sublinhando que “é importante que a celebração se torne uma ocasião para que os jovens possam fazer experiência de comunhão eclesial e crescerem na consciência de serem parte integrante da Igreja”. Tudo isso tendo em mente que “a primeira forma de envolver os jovens deve ser a escuta”.

“Convidados especiais”

“A JMJ diocesana/eparquial”, observa o documento, “pode ser uma bela ocasião para destacar a riqueza da Igreja local, evitando que os jovens menos presentes e menos ativos nas estruturas pastorais já consolidadas se sintam excluídos”. E acrescenta: “Todos devem se sentir convidados especiais, todos devem se sentir esperados e bem-vindos, em sua singularidade irrepetível e riqueza humana e espiritual. Portanto, o evento diocesano/eparquial pode ser uma ocasião propícia para estimular e acolher todos aqueles jovens que talvez procuram o seu lugar na Igreja e que ainda não o encontraram”. O documento conclui salientando que “a celebração diocesana/eparquial da JMJ é sem dúvida uma etapa importante na vida de cada Igreja particular, um momento privilegiado de encontro com as novas gerações, um instrumento de evangelização do mundo dos jovens e de diálogo com eles”.

Por VaticanNews