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O que significa o sinal da cruz feito sobre a testa, os lábios e o coração?

Aprendemos esse gesto desde crianças, mas realmente conhecemos seu verdadeiro significado?

Nas normas expostas no Missal Romano, quando se explica o comportamento indicado para o momento da proclamação do Evangelho, estabelece-se que o diácono ou o sacerdote que anuncia a Palavra, depois de ter feito o sinal da cruz sobre a página do Lecionário, deve fazê-lo também sobre a testa, sobre os lábios e sobre o coração.

O sinal da cruz triplo também é feito pela assembleia. E tudo isso não pode ser considerado como mero ritual, mas um forte convite que a Igreja faz, sublinhando a grande importância dada ao Evangelho.

A Palavra de Deus, que é sempre a luz que ilumina o caminho dos fiéis, precisa ser acolhida na mente, anunciada com a voz e conservada no coração. Tudo isso nos recorda que é necessário nos empenharmos em compreender a Palavra de Deus com atenção e inteligência iluminada.

Esta Palavra deve ser anunciada e proclamada por todo cristão, porque a evangelização é um dever de todos os batizados. Precisa ser amada e guardada no coração, para tornar-se depois norma de vida.

Todos nós somos convidados a examinar-nos sobre como acolhemos o Evangelho, como nos comprometemos no anúncio desta mensagem, como conformamos nossa vida segundo suas indicações.

Somos convidados a ser um “Evangelho ilustrado”, o “quinto Evangelho”, não escrito com tinta, mas com a nossa própria vida.

Acolhamos com a mente, anunciemos com os lábios, conservemos no coração o tesouro da Palavra de Deus e, ao longo deste caminho, confiemos nossas vidas ao Senhor, para sermos reflexo da verdadeira luz em meio às trevas do mundo de hoje.

 

FONTE: ALETEIA

 

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Maria no Antigo e Novo Testamento: Nossa Senhora do Carmo já era prefigurada

Maria foi venerada profeticamente antes mesmo de nascer

​Maria no Antigo e Novo Testamento: como a Mãe de Deus já era prefigurada e como essa prefiguração se relaciona com a devoção a Nossa Senhora do Carmo. Este é o assunto de um esclarecedor comentário que dom Fernando Arêas Rifan ​publicou em sua rede social.

Confira a seguir o texto de dom Fernando, que é bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney.

Maria no Antigo e Novo Testamento

“Maria, a mãe de Jesus, já tinha sido prefigurada no Antigo Testamento como aquela mulher cujo filho, o Messias, o Salvador da humanidade, esmagaria a cabeça da serpente, do inimigo. E o livro do Apocalipse, que encerra o Novo Testamento, a representa figurativamente naquela mulher coroada de estrelas e vencedora do dragão.

Uma devoção muito divulgada no Brasil e em todo o mundo é a de Nossa Senhora do Carmo ou do Monte Carmelo, devoção da Igreja com raízes no Antigo Testamento. Sua festa é no dia 16 de julho.

Quase na divisa com o Líbano, o monte Carmelo situa-se na terra de Israel. ‘Carmo’, em hebraico, significa ‘vinha’, e ‘El’ é abreviatura que significa ‘Deus’, donde Carmelo é a vinha de Deus. Ali se refugiou o profeta Elias, que lá realizou grandes prodígios, e, depois, o seu sucessor, Eliseu. Na pequena nuvem portadora da chuva após a grande seca, Elias viu simbolicamente Maria, a futura mãe do Messias esperado. Eles reuniram no monte Carmelo os seus discípulos e com eles viviam em ermidas”.

Nossa Senhora do Carmo e os carmelitas

Dom Fernando prossegue:

“Assim, Maria foi venerada profeticamente por esses eremitas e, depois da vinda de Cristo, por seus sucessores cristãos, como Nossa Senhora do Monte Carmelo ou do Carmo.

No século XII, os muçulmanos conquistaram a Terra Santa e começaram a perseguir os cristãos, entre eles os eremitas do Monte Carmelo, muitos dos quais fugiram para a Europa. No ano 1241, o Barão de Grey, da Inglaterra, retornava das Cruzadas com os exércitos cristãos convocados para defender e proteger contra os muçulmanos os peregrinos dos Lugares Santos, e trouxe consigo um grupo de religiosos do Monte Carmelo, doando-lhes uma casa no povoado de Aylesford. Juntou-se a eles um eremita chamado Simão Stock, inglês de família ilustre do condado de Kent. De tal modo se distinguiu na vida religiosa que os Carmelitas o elegeram como Superior Geral da Ordem, que já se espalhara pela Europa”.

O escapulário

O bispo recorda em seguida:

“No dia 16 de julho de 1251, no seu convento de Cambridge, na Inglaterra, rezava o santo para que Nossa Senhora lhe desse um sinal do seu maternal carinho para com a Ordem do Carmo, por ela tão amada, mas então muito perseguida. A Virgem Santíssima ouviu essas preces fervorosas de São Simão Stock, dando-lhe, como prova do seu carinho e de seu amor por aquela Ordem, o Escapulário marrom, como veste de proteção, fazendo-lhe a célebre e consoladora promessa: ‘Recebe, meu filho, este Escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo aquele que morrer com este Escapulário será preservado do fogo eterno. É, pois, um sinal de salvação, uma defesa nos perigos e um penhor da minha especial proteção’.

Por isso, os católicos fervorosos usam tão valiosa veste: ‘O sagrado Escapulário, como veste mariana, é penhor e sinal da proteção de Deus’ (Pio XII). Aliado a uma vida cristã, o escapulário é garantia de bênçãos e de salvação”.

Dom Fernando Arêas Rifan
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

FONTE: ALETEIA 

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Nossa Senhora do Carmo: a Virgem do Escapulário

Ser devoto de Maria é tomar posse do presente de Jesus. O fato de nos “agarrarmos” a ela nos mantêm fiéis a Seu Filho Jesus, de modo particular sob o título de Nossa Senhora do Carmo

No dia 16 de julho, celebramos a Festa de Nossa Mãe e Padroeira da Obra Evangelizar, Nossa Senhora do Carmo.

Seu histórico narra que, na Idade Média, monges atuavam como cavaleiros cruzados. Por volta de 1155, muitos deles, fatigados pelas batalhas empreendidas para conquistar a Terra Santa, fixaram-se no chamado Monte Carmelo, montanha na costa de Israel com vista para o Mar Mediterrâneo e cujo nome significa “jardim” ou “campo fértil”. Desejosos de uma vida autenticamente cristã, ali se estabeleceram e fundaram uma capela dedicada à Virgem Maria, razão pela qual ficaram conhecidos como Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo.

Posteriormente, em 1226, o Papa Honório III concedeu a aprovação oficial da Igreja à Ordem fundada pelos monges carmelitas. Em 1235, os mouros voltaram à Terra Santa e promoveram brutal perseguição contra os cristãos. Para sobreviver, os monges separaram-se em dois grupos, cabendo a um deles a missão de defender o mosteiro, mas acabaram mortos e sua morada foi incendiada. O outro grupo dispersou-se em três regiões distintas: Sicília, na Itália; Creta, na Grécia; e Aylesford, na Inglaterra. Nesta última localidade, em 1238, chegaram a fundar um mosteiro, porém não foram aceitos pelas autoridades eclesiásticas locais e enfrentaram a ameaça de extinção.

A aparição de Nossa Senhora do Carmo

Em 16 de julho de 1251, no Convento de Cambridge, durante oração feita a Nossa Senhora pelo superior da Ordem, São Simão Stock, pedindo um sinal de sua proteção que fosse visível aos inimigos, o Escapulário da Virgem do Carmo foi entregue por Nossa Senhora com a seguinte promessa: “Recebe, meu filho muito amado, este Escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno”.

Após essa aparição, a perseguição deixou de ocorrer e a Ordem tornou-se conhecida em toda a Europa, atraindo muitos adeptos. O Escapulário, por sua vez, foi incorporado aos objetos de uso corrente dos cristãos, como sinal da manifestação do Amor da Virgem Maria e símbolo de vida cristã dedicada a Deus.

“Eis a tua mãe”

Jesus manso humilde e misericordioso em sua vida foi despojado de tudo desde o momento de sua prisão.Tiraram-lhe suas vestes, a dignidade e começaram a esgotar-lhe a vida. O que restou a Jesus, humanamente falando, era o pouco de vida que chegava ao fim. Mas havia algo que ligava Jesus, que para Ele era preciosíssimo: junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse a ela: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa (Jo 19,25-27).

Jesus, em seus últimos momentos de vida, nos dá aquilo que é mais precioso e nos deixa como testamento de amor: “Eis ai tua mãe”. Ser devoto de Maria é tomar posse do presente de Jesus. Nos “agarrarmos” a ela nos mantêm fiéis a Seu Filho Jesus, de modo particular sob o título de Nossa Senhora do Carmo que traz o Santo Escapulário.

Acredito fielmente que em Nossa Senhora do Carmo aplica-se o que São Bernardo de Claraval testemunhou sobre Maria: “Quem recorreu à vossa proteção não foi por vós desamparado, Ó Clemente, Ó Poderosa, Ó sempre Virgem Maria”.

FONTE: ALETEIA 

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Quem quiser conhecer a Igreja de verdade, olhe para os seus bons membros

Assim como aqueles que seguem as normas e são corretos representam verdadeiramente uma empresa ou agremiação

Quem quiser conhecer a Igreja de verdade, olhe para os seus bons membros, convidou o bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney, dom Fernando Arêas Rifan, mediante um texto compartilhado em sua rede social.

Ele considera:

“​Quando se quer conhecer uma empresa ou uma agremiação, o melhor espelho dela são os seus bons membros, que compensam as fraquezas dos maus. Os bons, os que seguem as normas e são corretos, são os que verdadeiramente representam a empresa ou agremiação. Quem quiser conhecer os brasileiros, não deve ir ao presídio. Ali não estão os melhores cidadãos. Mas deve pesquisar as pessoas honradas e cumpridoras dos seus deveres.

O mesmo acontece com a Igreja. Quem quiser conhecê-la, e ela tem vinte séculos, deve olhar não os hereges ou os maus cristãos, mas os santos. Esses realmente a representam e são exemplos para todos. Esses são os verdadeiros cristãos, os que seguiram os seus ensinamentos”.

Quem quiser conhecer a Igreja de verdade, olhe para os seus bons membros

Dom Fernando prossegue:

“‘A santidade é o rosto mais belo da Igreja’ (Papa Francisco – Gaudete et Exsultate, 9). E a Igreja tem santos de todas as condições e classes sociais, a nos ensinar que qualquer um, de qualquer posição ou profissão, pode vir a ser santo. São os modelos de cristãos.

No último dia 3 [de julho], foi-nos proposta a veneração de São Tomé, apóstolo, muito conhecido pela recusa em acreditar na ressurreição de Jesus a menos que o visse com seus próprios olhos e tocasse nas cicatrizes de suas chagas.

São Gregório Magno comenta que ‘mais serviu para a nossa fé a incredulidade de Tomé do que a fé dos discípulos fiéis’, pois, tendo Jesus lhe aparecido, o fez tocar nas suas chagas, recebendo dele a firme profissão de fé: ‘Meu Senhor e meu Deus!’. São João afirma o que São Tomé corrobora: ‘O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e o que as nossas mãos apalparam… nós vos anunciamos’ (1Jo 1, 1). Ele pregou o Evangelho na Pérsia, onde foi martirizado pela sua Fé, apagando com o seu sangue o seu pecado de incredulidade”.

O bispo acrescenta em seguida mais exemplos sobre quem representa a Igreja de verdade:

“No domingo, 4, transferido do dia 29 de junho, tivemos a solenidade de São Pedro e São Paulo. Pedro, escolhido de propósito por Jesus para chefe e fundamento da sua Igreja, engloba a fraqueza humana e a força divina que o sustentava e sustenta em seus sucessores, vigários de Cristo na terra. Paulo, fariseu fanático, convertido no encontro com Jesus ressuscitado, tornou-se o grande propagador do cristianismo no mundo pagão greco-romano.

No dia 6, festejamos Santa Maria Goretti, denominada a Santa Inês do século XX, assassinada em 6 de julho de 1902, com 12 anos de idade, porque preferiu morrer a ofender a Deus pecando contra a castidade, como a queria forçar seu assassino. Era uma menina de família católica, de boa formação. Exemplo de resistência às seduções e assédios. Dela disse o Papa Pio XII: ‘Santa Maria Goretti pertence para sempre ao exército das virgens e não quis perder, por nenhum preço, a dignidade e a inviolabilidade do seu corpo. E isso não porque lhe atribuísse um valor supremo, e sim porque, como templo da alma, é também templo do Espírito Santo. Ela é um fruto maduro do lar cristão, onde se reza, onde se educam os filhos no temor de Deus e na obediência aos pais. Que o nosso debilitado mundo aprenda a honrar e a imitar a invencível fortaleza desta jovem virgem’”.

FONTE: ALETEIA 

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A Missa de sábado substitui a Missa dominical de preceito?

A resposta se baseia no fato de que os domingos e as solenidades, liturgicamente, começam após a hora nona do dia anterior

A Missa de sábado substitui a Missa dominical de preceito? Esta é uma indagação frequente entre muitos fiéis e quem respondeu a ela, mediante um comentário em sua rede social, foi o pe. Wellington José de Castro, da arquidiocese de Campo Grande.

Eis a explicação oferecida pelo sacerdote:

“Não é raro alguém me perguntar: ‘Padre, a Missa de sábado já vale pelo domingo?’, querendo saber, obviamente, se já se cumpre o preceito dominical (sim, é um preceito canônico!) participando do Santo Sacrifício no sábado à tardinha/à noite.

A confusão é feita, muito provavelmente, pelo desconhecimento de que os domingos e as solenidades, diferentemente dos demais dias, começam após a hora nona do dia anterior, ou Primeiras Vésperas. Quer dizer que, canônica e liturgicamente, sábado à tarde (pelas 16h) já é domingo! Por exemplo: 3 de julho de 2021, sábado, é a festa do apóstolo São Tomé, mas o formulário a ser utilizado nas celebrações da noite desse sábado já será o do domingo (no caso, o XIV do tempo comum)”.

A Missa de sábado substitui a Missa dominical de preceito?

O sacerdote prossegue citando o Magistério da Igreja:

“Assim nos garante a carta apostólica Dies Domini, do Papa João Paulo II, de 1998:

‘Uma vez que a participação na Missa é uma obrigação dos fiéis, a não ser que tenham um impedimento grave, impõe-se aos Pastores o relativo dever de oferecer a todos a possibilidade efetiva de satisfazer o preceito. Nesta linha, se colocam certas disposições do direito eclesiástico, como, por exemplo, a faculdade que o sacerdote, após autorização prévia do Bispo diocesano, tem de celebrar mais de uma Missa ao Domingo e dias festivos, a instituição das Missas vespertinas, e ainda a indicação de que o tempo útil para o cumprimento do preceito começa já na tarde de sábado em coincidência com as primeiras Vésperas do domingo. Do ponto de vista litúrgico, o dia festivo tem efetivamente início com as referidas Vésperas. Consequentemente, a liturgia da Missa, designada às vezes «pré-festiva», mas que realmente é «festiva» para todos os efeitos, é a do domingo, tendo o celebrante a obrigação de fazer a homilia e de rezar com os fiéis a oração universal’ (49).

Sendo a Eucaristia o verdadeiro coração do domingo, compreende-se por que razão, desde os primeiros séculos, os Pastores não cessaram de recordar aos seus fiéis a necessidade de participarem na assembleia litúrgica. Mas claro que só isso não basta para ‘santificar’ o domingo, embora a participação litúrgica seja essencial:

‘Na verdade — ainda segundo o documento —, o dia do Senhor é bem vivido se todo ele estiver marcado pela lembrança agradecida e efetiva das obras de Deus. Ora, isto obriga cada um dos discípulos de Cristo a conferir, também aos outros momentos do dia passados fora do contexto litúrgico — vida de família, relações sociais, horas de diversão —, um estilo tal que ajude a fazer transparecer a paz e a alegria do Ressuscitado no tecido ordinário da vida. Por exemplo, o encontro mais tranquilo dos pais e dos filhos pode dar ocasião não só para se abrirem à escuta recíproca, mas também para viverem juntos algum momento de formação e de maior recolhimento’ (52).

Portanto, é de suma importância que cada fiel se convença de que não pode viver a sua fé, na plena participação da vida da comunidade cristã, sem tomar parte regularmente na assembleia eucarística dominical”.

 

FONTE: ALETEIA 

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Como lidar com as distrações durante a oração, segundo Santa Teresinha

A “Pequena Flor” dá um conselho para quem acha que as distrações durante a oração são um problema

Acontece com muita gente: é só sentar para rezar que logo chegam as distrações. O tique-taque do relógio de parede, a buzina do carro na rua ou até mesmo uma enxurrada de pensamentos sobre várias pessoas ou problemas de nossas vidas já basta para que a concentração na prece vá embora.

Aí fica difícil focar nossa atenção em Deus e estabelecer uma conversa com Ele. Contudo, algumas vezes essas distrações não são “distrações”; são pensamentos apresentados por Deus que visam o nosso benefício espiritual.

Para exemplificar, apresentamos o que Santa Teresinha escreveu sobre as distrações durante as orações:

“Eu também tenho muitas [distrações], mas assim que dou conta delas, eu oro por aquelas pessoas que aparecem em meus pensamentos e desviam a minha atenção, e, dessa forma, elas se beneficiam das minhas distrações”.

Oferecimento

Às vezes, Deus quer desviar nossa atenção para nos lembrar de um amigo ou membro da família que está passando por dificuldades. Eles podem precisar das nossas orações ou da nossa caridade. Desta forma, a distração é coloca no caminho certo e, em vez de nos afastar de Deus, nos aproxima Dele e de seu plano divino.

O segredo é ficarmos atentos quando isso acontecer e perceber quando você está pensando em alguém ou até mesmo em algo que você viu no Facebook. Deus pode estar querendo que você reze por esse indivíduo ou estenda a mão para ele.

São Josemaria Escrivá disse que “quanto mais próximo um apóstolo estiver de Deus, mais universais são seus desejos. Seu coração se expande e absorve tudo em nome de seu anseio de colocar o universo aos pés de Jesus”.

Então, na próxima vez que você se sentir distraído durante uma oração, ofereça seus pensamentos a Deus e abra seu coração para aquilo que Deus quer falar para você naquele momento.

FONTE: ALETEIA

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Quando um beijo se torna uma oração

Nos momentos em que a vida nos deixa sem palavras ou simplesmente cansados, a oração pode ser algo tão simples como um beijo no crucifixo

Certa noite, sentei-me no sofá para tentar rezar o Terço. Mas eu estava tão exausta por ter passado o dia cuidando de meus sete filhos, que beijei o minúsculo crucifixo e desfrutei de um momento de silêncio. Estava cansada demais para uma Ave-Maria sequer.

Meu marido entrou na sala e disse:

– Sei que você queria conversar, mas estou exausto.

Eu respondi:

– Não tem problema. Acabei de dizer a Jesus a mesma coisa.

Quando estava caindo no sono, refleti sobre um caminho familiar e arborizado que já percorri inúmeras vezes com meu marido nestes 20 anos. Noites escuras em que ficamos de mãos dadas por quilômetros sem dizer uma palavra. E depois de algumas décadas de casamento, acabei encontrando descanso em nosso estilo de comunicação discreto e muitas vezes silencioso – conversas baseadas em nada.

A força do silêncio

Quando duas pessoas se conhecem bem, elas não precisam conversar. Pelo menos nem sempre. Muitas vezes, podemos simplesmente permanecer lado a lado. Então, por que as coisas deveriam ser diferentes com meu Único e Verdadeiro Cônjuge?

O Papa Francisco fez recentemente um discurso sobre a oração contemplativa. Ele citou o Cura d’Ars, que disse a famosa frase de Cristo: “Eu olho para Ele, e Ele olha para mim … a oração não precisa de muitas palavras. Um olhar é o suficiente. ”  

A fé também é física

Todos esses sentimentos ecoam as observações de São João sobre a encarnação: “O Verbo se fez carne e habitou entre nós”. O versículo nos lembra que Cristo veio para estar conosco em um corpo, que nossa fé é física, não apenas intelectual ou o popular “espiritual, mas não religioso”. E esse aspecto físico pode ser extremamente útil. É por isso que nós, católicos, construímos descaradamente belas igrejas cheias de vitrais e estátuas.

É por isso que nuvens de incenso fazem cócegas em nossos sentidos quando nos ajoelhamos diante de altares de pedra enquanto somos borrifados com água benta.

De fato, ao fazermos o sinal da cruz, oferecemos uma oração física, invocando a Santíssima Trindade. E quando a vida nos deixa sem palavras ou simplesmente cansados, a oração pode ser algo tão simples como ajoelhar-nos à sombra de nosso Amado ou olhar para um crucifixo, oferecendo um pequeno beijo.

FONTE: ALETEIA 

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OS AVÓS

Dom Francisco Carlos Bach
Bispo de Joinville (SC)

 

No próximo dia 26 de julho, festa de São Joaquim e Sant’Ana, pais de Nossa Senhora e avós de Jesus Cristo, cada um de nós, jovem ou adulto, está convidado a prestar-lhes a devida homenagem. O Catecismo da Igreja Católica (n. 2199) nos ensina: “O quarto mandamento dirige-se expressamente aos filhos, nas suas relações com seu pai e sua mãe, porque esta relação é a mais universal. Mas diz respeito igualmente às relações de parentesco com os membros do grupo familiar. Exige que se preste honra, afeição e reconhecimento aos avós e antepassados”.

Em outubro de 1999, São João Paulo II, naquele momento idoso e doente, enviou uma longa “Carta aos Anciãos” de todo o mundo. Escreveu que a Sagrada Escritura conserva uma visão muito positiva do valor da vida. A idade avançada encontra na palavra de Deus uma grande consideração, a tal ponto que a longevidade é vista como sinal de benevolência divina. O Levítico, um dos livros do Antigo testamento, sintetiza quando diz: “Levanta-te perante uma cabeça branca e honra a pessoa do ancião” (Lv 19,32).

São João Paulo II mostrou aos anciãos o rumo a seguir: “A comunidade cristã pode receber muito da serena presença dos que têm muitos anos de idade. Penso, sobretudo, na evangelização: a sua eficácia não depende principalmente de eficiência operativa. Em muitas famílias os netinhos recebem dos avós os primeiros rudimentos da fé! Porém, existem muitos outros campos a que pode estender-se a benéfica contribuição dos anciãos. O Espírito atua como e onde quer, servindo-se frequentemente de meios humanos que aos olhos do mundo não têm muita importância. Quantos encontram compreensão e conforto em pessoas anciãs ou doentes, mas capazes de infundir coragem pelo conselho bondoso, a oração silenciosa, o testemunho do sofrimento acolhido com paciente abandono! Justamente quando as energias vêm a faltar e se reduz a sua capacidade de movimento, estes nossos irmãos e irmãs tornam-se mais preciosos no desígnio misterioso da Providência”.

O Papa emérito Bento XVI nos ensina: “Que os avós voltem a ser presença viva na família, na Igreja e na sociedade. No que diz respeito à família, os avós continuem a ser testemunhas de unidade, de valores básicos sobre a fidelidade a um único amor que gera a fé e a alegria de viver. Os chamados novos modelos de família e o relativismo alastrador enfraqueceram estes valores fundamentais do núcleo familiar. Os males da nossa sociedade… precisam urgentemente de remédios. Face à crise da família não se poderia talvez recomeçar precisamente da presença e do testemunho daqueles (os avós) que têm maior consistência de valores e de projetos? De fato, não se pode projetar o futuro sem se basear num passado rico de experiências significativas e de pontos de referência espirituais e morais. Pensando nos avós, no seu testemunho de amor e de fidelidade à vida, vêm em mente as figuras bíblicas de Abraão e Sara, de Isabel e Zacarias, de Joaquim e Ana, assim como os idosos Simeão e Ana, nas quais podemos homenagear tantos idosos em nossas paróquias, ou também Nicodemos, entre outros: todos eles nos recordam como em cada idade o Senhor pede a cada um o contributo dos próprios talentos”.

O Papa Francisco, no dia 31 de janeiro deste ano, 2021, instituiu o “Dia Mundial dos Avós e dos Idosos”, a ser comemorado no quarto domingo de julho pela comunidade católica em todo o mundo. O Papa, que completará 85 anos no próximo dia 17 de dezembro, por diversas vezes já exortou a sociedade a valorizar os idosos como fonte de sabedoria e experiência e lamentou uma “cultura do descarte” que os coloca de lado por não serem mais produtivos. Perde-se a oportunidade de aproveitar da riqueza dos avós. Por nenhuma razão, sejam excluídos do círculo familiar. São um tesouro, sobretudo quando dão testemunho da fé diante da proximidade da morte.

FONTE: CNBB

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O sabor da vida

O sabor da vida não está na boca de quem o saboreia. Seria ingênua demais se assim fosse. De repente, o sabor se torna amargo. Não que a vida seja. É amarga a boca que saboreia o sabor.

Saborear o sabor! A boca saboreia o sabor. Não, todavia! A boca, sim, saboreia o sabor da vida.

A vida dá o sabor à boca. Ela dá o sabor a quem saboreia o sabor.

O sabor da vida está em quem o saboreia.

O que é o sabor da vida? É, pois! A possibilidade de se vivê-la. Quem deixou de viver não mais saboreia o sabor da vida: porque não vive mais!

 

Este trocadilho de palavras eu escrevi quando morava no Lago Sul – Brasília-DF, 20 de abril de 2010.

Joacir Soares d’Abadia

 

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Juventude: Papa visita sede de Scholas Occurrentes

Durante o encontro com os jovens, o Pontífice também se conectou, ao vivo, com a nova sede da Fundação Pontifícia nos Estados Unidos, Austrália e Espanha, e ouviu os jovens argentinos de El Impenetrable, na Região do Gran Chaco, que iniciaram o novo programa de arte e prevenção de vícios.

O Papa Francisco visitou na tarde desta quinta-feira a sede vaticana de Scholas Occurrentes, no prédio São Calisto, onde se encontrou com estudantes e professores italianos envolvidos em alguns projetos e se conectou ao vivo com as novas oficinas da Fundação Pontifícia nos Estados Unidos, Austrália e Espanha.

O motivo da visita foi a comemoração da chegada de Scholas aos cinco continentes.

Os jovens das regiões com os quais o Papa se encontrou foram os mesmos que participaram da primeira parte do programa de Saúde Emotiva durante a pandemia, que, acompanhados por um grupo de professores, compartilharam suas experiências com o Santo Padre e o Ministro italiano da Educação, Patrizio Bianchi, e autoridades do Ministério da Saúde: presente o ministro Speranza.

Os jovens da América Latina apresentaram ao Sumo Pontífice as conclusões do encontro realizado dias antes em Madri sobre o tema “Sonhando juntos o caminho para um futuro melhor”. Da mesma forma, além de conectar-se ao vivo com as novas oficinas de Scholas, o Santo Padre ouviu jovens os argentinos da área de El Impenetrable, na Região do Gran Chaco, que iniciaram o novo programa de arte e prevenção de vícios.

Além disso, foram lançadas a Escola Internacional de Líderes Ambientais e a Escola de Formação Política inspiradas nas Encíclicas do Papa Francisco Laudato si ‘e Fratelli Tutti. Ainda durante o encontro, espaço de diálogo com a comunidade global de Scholas Occurrentes nos cinco continentes.

O evento foi transmitido ao vivo através do Vatican Media Live.

Via: VaticanNews