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Santo Inácio de Loyola: o santo que nos leva a uma experiência pessoal com Deus

Santo Inácio nos dá um roteiro básico para vivermos diariamente uma profunda experiência espiritual

Em julho comemoramos um grande santo: Santo Inácio de Loyola (1491-1556). Foi um Padre Jesuíta, espanhol. Com o objetivo de combater a expansão do protestantismo na Europa, fundou a Companhia de Jesus, levando o Evangelho e expandindo a fé católica. Durante um longo período, Santo Inácio de Loyola se dedicou à reflexão e às leituras filosóficas.

Foi um santo que renunciou tudo para estar em oração, jejum, penitência e vigília. Dessa experiência, fez várias anotações de todo esse período que viveu em retiro o qual nos deu um grande fruto: o “Manual dos Exercícios Espirituais”, manual religioso e de uso pessoal.

Santo Inácio de Loyola e os Exercícios Espirituais

Mas, o que são esses Exercícios Espirituais? Para que servem? Como praticar? Santo Inácio vai nos ajudar respondendo a cada uma dessas perguntas. Ele nos diz que estes exercícios espirituais são um modo de fazer um exame de consciência, pode ser através da meditação, da contemplação ou até mesmo mentalmente. É exercitar o lado espiritual para que tenhamos uma verdadeira e sincera experiência espiritual. Esses exercícios têm como finalidade, levar-nos a uma profunda oração com Deus, a qual nos leva a alcançar a liberdade de espírito, dando-nos discernimento para uma vida plena.

Para que possamos praticar esses “Exercícios Espirituais”, precisamos fazer um “Retiro Espiritual”, mas para isso devemos nos distanciar dos afazeres do dia a dia, encontrar um local adequado para meditar. Portanto, só assim conseguiremos “praticar” tais exercícios propostos por Santo Inácio de Loyola.

Se você deseja aprofundar-se nesta experiência, eu te convido a participar do retiro online Introdução aos Exercícios Espirituais de Santo Inácio. Nele você  certamente encontrará respostas para entender e praticar tais exercícios. Clique aqui para participar.

Experiência pessoal com Deus

Santo Inácio nos dá um roteiro básico para vivermos diariamente uma profunda experiência espiritual, a qual deve ser assim seguida:

1. Colocar-se na presença de Deus;

3. Meditar a Palavra de Deus;

4. Fazer um colóquio (conversa) com Deus;

5. Fazer anotações de cada detalhe em seu diário, as coisas mais importantes o que chamou mais sua atenção.

De fato, esses exercícios devem ser repetidos dia após dia. A meditação da Palavra e o texto bíblico, devem ser adaptados à liturgia do dia. Para que estes exercícios sejam fecundos precisamos nos doar em cada momento, para que, mais tarde, possamos realmente entrar e estar em total sintonia com Deus.

Santo Inácio nos fala ainda que  a generosidade é uma atitude imprescindível para o sucesso dos Exercícios Espirituais: “muito aproveita entrar neles com grande ânimo e generosidade para com seu Criador e Senhor. Ofereça-lhe todo seu querer e liberdade, para que Deus se sirva, conforme Sua vontade, tanto de sua pessoa, como de tudo o que tem” Essa atitude te possibilita viver uma comunicação total com Deus, pois, segundo Santo Inácio, “o amor é a partilha de dons e bens entre as pessoas que se amam“.

Depois desta experiência com os “Exercícios Espirituais”, faça também uma auto-avaliação e analise a qualidade do seu encontro pessoal com Deus.

Margô Teixeira, pelo Hozana

FONTE: ALETEIA

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O dia do Padre

Dom Jaime Vieira Rocha
Arcebispo de Natal (RN) 

 

No primeiro domingo de agosto, dentro da dinâmica pastoral da Igreja no Brasil, isto é, celebrando o Mês Vocacional, comemoramos o Dia do Padre. A proximidade com a memória litúrgica de São João Maria Vianney (1786-1859), patrono dos párocos, no dia 4 de agosto, faz a Igreja celebrar com alegria e júbilo os presbíteros de todo o mundo.

Proclamado patrono de todos os párocos do mundo, pelo Papa Pio XI, em 1929, celebrado pelos últimos santos papas, como São João XXIII, que lhe dedicou uma carta encíclica, “Sacerdotii nostri primordia” (“… as primícias do nosso sacerdócio”), no centenário de sua morte, em 1959,  São João Paulo II celebrou, em Ars, na França, em 1986, o bicentenário de seu nascimento, Bento XVI proclamou o Ano Sacerdotal, por ocasião do 150º aniversário de sua morte, em 2009 e em 2019 Papa Francisco celebrou os 160 anos de sua morte, o Santo Cura d’Ars, como é conhecido, é uma inspiração para todos os presbíteros da Igreja Católica, especialmente a humildade, a simplicidade e a caridade. O Concílio Vaticano II afirma que o Sacerdócio ministerial não é um super poder que torna o presbítero um super-cristão, superior aos outros, mas é chamado a viver o seu ministério com as mesmas virtudes do seu patrono. Sim, o sacerdócio a que o padre é configurado parte do Sacerdócio comum a todos os batizados. De fato, o Batismo é o início dessa configuração, pois por ele todos os batizados são feitos participes do Sacerdócio de Cristo. “O sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial ou hierárquico, embora se diferenciem essencialmente e não apenas em grau, ordenam-se mutuamente um ao outro; pois um e outro participam, a seu modo, do único sacerdócio de Cristo. Com efeito, o sacerdote ministerial, pelo seu poder sagrado, forma e conduz o povo sacerdotal, realiza o sacrifício eucarístico fazendo as vezes de Cristo e oferece-o a Deus em nome de todo o povo; os fiéis, por sua parte, concorrem para a oblação da Eucaristia em virtude do seu sacerdócio real, que eles exercem na recepção dos sacramentos, na oração e ação de graças, no testemunho da santidade de vida, na abnegação e na caridade operosa” (CONCÍLIO VATICANO II. Constituição dogmática sobre a Igreja, Lumen gentium, n. 10).

Serviço aos outros, cuidado e compaixão, ministério da reconciliação e da misericórdia, ser pastor da comunidade, sempre a exemplo do bom Pastor, Jesus Cristo, que deu a sua vida pelos outros, faz do padre um membro importante e necessário para a comunidade cristã. Mas, é preciso sempre insistir: o chamado à santidade, destinado a todos os batizados, é também exigência para sua vida (cf. Lumen gentium, capítulo V – “A vocação universal à santidade na Igreja”). Como também, é necessário e urgente, talvez hoje mais do que nunca, reconhecer que o ativismo e o esgotamento físico e psíquico são inimigos dos ministros ordenados, e que devem ser tratados com honestidade, atenção e caridade. Cuidar da saúde não é comodismo, nem busca de uma vida no “dolce far niente”, mas fortalecer a saúde para servir melhor. Exorto a todos os presbíteros que não deixem de procurar os cuidados médicos, para que todos possam estar bem e dedicados ao serviço pastoral com alegria, harmonia e equilíbrio. Inclusive, é preciso cuidar da saúde mental, um dos temas muito atual, e que se apresenta na união ou relação de espiritualidade, terapia e, sobretudo, abertura de coração ao diálogo. Quanto a isso, todos são conscientes da beleza e da importância da amizade, seja com os leigos e leigas, seja amizade com os outros presbíteros.

Desejo que o dia do padre seja vivido com oração, alegria e paz no coração de todos. Agradeço, de coração, o empenho das comunidades com a coleta que será realizada neste final de semana, para a ação da Pastoral Presbiteral em nossa Arquidiocese. E, rezemos pelos nossos padres. Parabéns a todos os nossos padres.

 

FONTE: CNBB

 

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Não falar da vida eterna é um erro: uma tentação deste mundo de imediatismos

A finalidade das teorias materialistas que seduzem a muitos até dentro das Igrejas e das famílias cristãs é a extinção da santidade dos cristãos

Não falar da vida eterna é um erro: uma tentação deste mundo de imediatismos. Este lembrete foi reforçado pelo pe. Marcio Arielton, via rede social.

O sacerdote escreveu:

“Continuar vivendo no planeta Terra não significa salvar-se! Salvação e Vida Plena são realidades que só alcançamos por meio de Jesus Cristo. O papa Francisco, em seu pontificado, por diversas vezes alerta aos cristãos que não falar da vida eterna, da beleza da eternidade, é um erro, uma tentação diante deste mundo de imediatismos e fuga da transcendência.

A busca da justiça, do direito e da paz, não deve ofuscar o principal chamamento de Jesus para a humanidade: ‘Convertei-vos e crede no Evangelho’; pelo contrário, as sementes do Reino que espalhamos com as pequenas e grandes ações sócio-transformadoras devem apontar para o fim último de toda a criação do universo: o Juízo Final e o Reinado Eterno da Santíssima Trindade ‘sobre tudo aquilo que foi criado, o que há no céus e o que existe sobre a terra, o visível e também o invisível’.

Por isso as teorias e ideologias materialistas, que se apresentam sob tantas formas e máscaras, oferecem aos crentes o grande risco de esquecerem-se da sua vocação mais sublime, que o Concílio Vaticano II nos apresenta na constituição dogmática Lumen Gentium (39-42): a vocação universal à santidade”.

Não falar da vida eterna é um erro

O padre prosseguiu:

“Voltemos nossos olhares e atenção a este assunto tão pertinente. A finalidade das teorias materialistas que seduzem a muitos até dentro das Igrejas e das famílias cristãs é a extinção do espírito das virtudes da fé, esperança e caridade no seu ápice: a santidade dos cristãos.

A ótica do olhar amoroso de Deus

“Também se faz necessário que o seguidor de Jesus cuide de nutrir cotidianamente o seu encontro e vivência com o Senhor, que se traduz em intimidade, na vida de oração e conhecimento de Cristo e da fé. A consequência operante e constante desta experiência de encontro transformativo com o Senhor é percebida no discípulo que se lança numa verdadeira atuação nas realidades do mundo, onde o cristão passa a escolher, andar e transformar as realidades que toca – não mais a partir de si mesmo, como experiência de troca egoísta, mas a partir do critério de Jesus Cristo. Sob a ótica do olhar amoroso de Deus, esta atuação se traduz em agir nas diversas periferias existenciais deste mundo, tendo como pano de fundo o testemunho, ou seja, a vivência, na própria vida, do martírio: homens e mulheres que se tornam sacrifícios vivos de louvor, hóstias agradáveis oferecidas no altar do cotidiano, agindo e vivendo entre os homens deste tempo na justiça e santidade.

Somos chamados a viver com o pés no chão, mas com os ‘corações ao alto’, sabendo que a finalidade de todas as nossas orações, trabalhos, alegrias e sofrimentos é a Vida Eterna. Este tema é tão caro ao anúncio de Jesus Cristo que o Papa Francisco faz questão de nos recordar a sua grande importância e necessidade e as tristes consequências que a omissão da pregação da Vida Eterna tem ocasionado hoje: ‘É justamente o fechamento dos horizontes transcendentes, o fechar-se em si mesmo, o apego quase exclusivo ao presente, esquecendo ou censurando as dimensões do passado e, sobretudo, do futuro, sentido especialmente pelos jovens como obscuro e cheio de incertezas. O futuro além da morte aparece, nesse contexto, inevitavelmente ainda mais distante, indecifrável ou completamente inexistente’”.

Nosso fim não é aqui, mas já podemos avistá-lo

“Portanto, no meio das estradas desta vida, apontemos aos peregrinos, muitas vezes perdidos nos desertos da existência humana na difícil peregrinação terrestre, o caminho do Céu, a Terra Prometida. O fim último de nossa existência ainda não é aqui, mas aqui já podemos avistá-lo. Para alcançá-lo, olhemos para Cristo, meta de todas as aspirações humanas, e, seguindo seus passos e as direções que Ele nos aponta por meio da Sua Igreja, confiemos, buscando, entre as coisas que passam, alcançar um dia as que não passam.

A Virgem Maria, modelo dos santos, que trilhou este caminho com coração cheio de Fé, Esperança e Caridade, nos ajude com sua poderosa intercessão a viver em Justiça e Santidade.

Pe. Marcio Arielton

FONTE: CNBB

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Não falar da vida eterna é um erro: uma tentação deste mundo de imediatismos

A finalidade das teorias materialistas que seduzem a muitos até dentro das Igrejas e das famílias cristãs é a extinção da santidade dos cristãos

Não falar da vida eterna é um erro: uma tentação deste mundo de imediatismos. Este lembrete foi reforçado pelo pe. Marcio Arielton, via rede social.

O sacerdote escreveu:

“Continuar vivendo no planeta Terra não significa salvar-se! Salvação e Vida Plena são realidades que só alcançamos por meio de Jesus Cristo. O papa Francisco, em seu pontificado, por diversas vezes alerta aos cristãos que não falar da vida eterna, da beleza da eternidade, é um erro, uma tentação diante deste mundo de imediatismos e fuga da transcendência.

A busca da justiça, do direito e da paz, não deve ofuscar o principal chamamento de Jesus para a humanidade: ‘Convertei-vos e crede no Evangelho’; pelo contrário, as sementes do Reino que espalhamos com as pequenas e grandes ações sócio-transformadoras devem apontar para o fim último de toda a criação do universo: o Juízo Final e o Reinado Eterno da Santíssima Trindade ‘sobre tudo aquilo que foi criado, o que há no céus e o que existe sobre a terra, o visível e também o invisível’.

Por isso as teorias e ideologias materialistas, que se apresentam sob tantas formas e máscaras, oferecem aos crentes o grande risco de esquecerem-se da sua vocação mais sublime, que o Concílio Vaticano II nos apresenta na constituição dogmática Lumen Gentium (39-42): a vocação universal à santidade”.

Não falar da vida eterna é um erro

O padre prosseguiu:

“Voltemos nossos olhares e atenção a este assunto tão pertinente. A finalidade das teorias materialistas que seduzem a muitos até dentro das Igrejas e das famílias cristãs é a extinção do espírito das virtudes da fé, esperança e caridade no seu ápice: a santidade dos cristãos.

A ótica do olhar amoroso de Deus

“Também se faz necessário que o seguidor de Jesus cuide de nutrir cotidianamente o seu encontro e vivência com o Senhor, que se traduz em intimidade, na vida de oração e conhecimento de Cristo e da fé. A consequência operante e constante desta experiência de encontro transformativo com o Senhor é percebida no discípulo que se lança numa verdadeira atuação nas realidades do mundo, onde o cristão passa a escolher, andar e transformar as realidades que toca – não mais a partir de si mesmo, como experiência de troca egoísta, mas a partir do critério de Jesus Cristo. Sob a ótica do olhar amoroso de Deus, esta atuação se traduz em agir nas diversas periferias existenciais deste mundo, tendo como pano de fundo o testemunho, ou seja, a vivência, na própria vida, do martírio: homens e mulheres que se tornam sacrifícios vivos de louvor, hóstias agradáveis oferecidas no altar do cotidiano, agindo e vivendo entre os homens deste tempo na justiça e santidade.

Somos chamados a viver com o pés no chão, mas com os ‘corações ao alto’, sabendo que a finalidade de todas as nossas orações, trabalhos, alegrias e sofrimentos é a Vida Eterna. Este tema é tão caro ao anúncio de Jesus Cristo que o Papa Francisco faz questão de nos recordar a sua grande importância e necessidade e as tristes consequências que a omissão da pregação da Vida Eterna tem ocasionado hoje: ‘É justamente o fechamento dos horizontes transcendentes, o fechar-se em si mesmo, o apego quase exclusivo ao presente, esquecendo ou censurando as dimensões do passado e, sobretudo, do futuro, sentido especialmente pelos jovens como obscuro e cheio de incertezas. O futuro além da morte aparece, nesse contexto, inevitavelmente ainda mais distante, indecifrável ou completamente inexistente’”.

Nosso fim não é aqui, mas já podemos avistá-lo

“Portanto, no meio das estradas desta vida, apontemos aos peregrinos, muitas vezes perdidos nos desertos da existência humana na difícil peregrinação terrestre, o caminho do Céu, a Terra Prometida. O fim último de nossa existência ainda não é aqui, mas aqui já podemos avistá-lo. Para alcançá-lo, olhemos para Cristo, meta de todas as aspirações humanas, e, seguindo seus passos e as direções que Ele nos aponta por meio da Sua Igreja, confiemos, buscando, entre as coisas que passam, alcançar um dia as que não passam.

A Virgem Maria, modelo dos santos, que trilhou este caminho com coração cheio de Fé, Esperança e Caridade, nos ajude com sua poderosa intercessão a viver em Justiça e Santidade.

Pe. Marcio Arielton

FONTE: CNBB

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Atenção ao pão

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba (MG)

 

Não existe vida sem alimento. Podemos imaginar o quanto sofre quem vive nas condições reais de fome. Na palavra “pão” estão imaginados e contidos todos os alimentos que são necessários para a sobrevivência de algum ser, seja ele humano ou animal. Os vegetais também dependem do cuidado dado à terra, dos insumos e de água para que se desenvolvam, cresçam e produzam seus frutos.

Na palavra “pão” encontramos também a dimensão da Eucaristia, como um dos alimentos de vida eterna, o próprio Cristo Eucarístico, que sustenta a fé e a espiritualidade dos seguidores do Mestre Jesus. No caminho do deserto foi dado ao povo peregrino, que estava em direção à Terra Prometida, o maná como alimento (Ex 16,15), para sustento nos momentos difíceis da vida do seu povo.

O Brasil vive uma profunda crise de fome. São milhares de famílias sem alimento e sem o básico para a sobrevivência. Isso afeta as pessoas na sua identidade e dignidade e as impede de realizar seus objetivos, sua vocação, que é próprio de todo ser humano. A falta de alimento desorganiza a vida dos indivíduos e que ficam sem forças, sem estímulo e sem esperança para lutar.

No empenho pela vida, a experiência na prática da fé pode ser um caminho renovador de coragem para encontrar novas saídas. As pessoas são muito criativas e dotadas de dons divinos para agir, mas dependem de condições favoráveis para colocar suas virtudes em ação. Não basta querer agir se não existem verdadeiras políticas públicas de sustentação de quem luta abrindo caminhos na vida.

Por ter multiplicado pães e peixes, dando de comer a muita gente, Jesus era seguido por grandes multidões, porque viam nele uma esperança, o sinal de uma possibilidade de vida. As pessoas não entendiam o proceder de Jesus quando realizava esses milagres, como da multiplicação dos pães. Era uma forma de mostrar o poder de Deus e provocar no povo uma atitude concreta de fé.

O pão da vida é o próprio Cristo. A Eucaristia não é igual a um alimento passageiro, como acontecia com o maná no deserto. Cristo é o novo maná, como ele mesmo diz: “Eu sou o pão da vida” (Jo 6,35), que não alimenta só o corpo físico, mas é sustentação de vida eterna, que possibilita a pessoa a dar passos na sua dimensão espiritual, de encontro pessoal com Deus. valorizemos a Eucaristia.

FONTE: CNBB

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10 ensinamentos da Bíblia para os momentos difíceis

Quando a vida estiver difícil, busque conforto interior na Palavra de Deus

Esta é uma seleção de versículos bíblicos para te dar forças nos momentos difíceis da vida.

1 – “Nada temas, pois eu te resgato, eu te chamo pelo nome, és meu!” (Is 43,2)

2 – “‘Uns põem sua força nos carros, outros nos cavalos: Nós, porem, a temos em o Nome do Senhor, nosso Deus”. (Salmo 19,8)

3 – “E toda essa multidão saberá que não é com espada e nem com lança que o Senhor triunfa, pois a batalha é do Senhor, e ele vos entregou em nossas mãos”. (1 Samuel 17,47)

4 – “Bendito o homem que deposita a confiança no Senhor, e cuja esperança é o Senhor”. (Jeremias 17,7)

5 – “Não temais, não vos deixais atemorizar diante dessa multidão imensa, pois a guerra não compete a vós, mas a Deus”. (2 Crônicas 20,15)

6 – “Não vos assusteis, não tenhais medo deles. O Senhor, vosso Deus, que marcha diante de vós, combaterá Ele mesmo em vosso lugar, como sempre o fez sob os vossos olhos”. (Deuteronômio 1,29-30)

8 – “Coragem! e sede forte. Nada vos atemorize, e não os temais, porque é o Senhor vosso Deus que marcha a vossa frente: ele não vos deixará nem vos abandonará”. (Dt 31,6)

9 – “Porque a vitória no combate não depende do número, mas da força que desce do céu… O próprio Deus os esmagará aos nossos olhos. Não os temais” (1 Mac 3,19-22).

10 – “Esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (1 João 5,4)

FONTE: ALETEIA 

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Sobre Sant’Ana e São Joaquim

Dom Jaime Vieira Rocha
Arcebispo de Natal (RN)

 

Neste mês de julho, comemoramos Sant’Ana e São Joaquim, pais de Nossa Senhora, avós de Jesus. É um mês especial para lembrarmos os nossos avós e nossos idosos. Neste ano, com uma menção honrosa, pois Papa Francisco instituiu o “Dia Mundial dos Avós e dos Idosos”, a ser celebrado no último domingo de julho.

Embora não tenhamos notícias sobre os pais da Mãe de Jesus nos escritos do Novo Testamento, sabemos de seus nomes por meio dos livros denominados “apócrifos” (livros considerados “não-canônicos”, isto é, não fazem parte da lista dos livros inspirados), como o livro “Proto-evangelho de Tiago”, do século II. Este livro conta a história de Ana e Joaquim. Ana, sendo estéril, concebe Maria, e a leva, aos três anos, ao Templo para ser dedicada ao serviço divino. De fato, nós comemoramos no dia 21 de novembro a festa desta “apresentação” de Maria ao Templo, feita por Sant’Ana, daí o nome de nossa Padroeira, Nossa Senhora da Apresentação. O culto aos pais de Nossa Senhora é muito antigo, especialmente entre os gregos, a partir do século VI, tendo um desenvolvimento nos séculos XV-XVI. Sant’Ana é muito cultuada na região do Seridó, no nosso Estado. A honra que lhe é devida por ser a mãe da Virgem Maria, assim incluída na História da Salvação, faz-nos venerar esta mulher de fé, piedosa israelita que, com seu esposo, Joaquim, fazem parte do povo eleito, o povo de Israel, dentro do qual nasce o Filho de Deus que se fez homem.

Por serem os avós de Jesus, e isso tem um forte cunho antropológico e teológico, pois dá consistência ao fato fundamental do Cristianismo, a Encarnação do Verbo, também lembramos os avós e idosos. E, na sensibilidade pastoral de Papa Francisco, tal recordação deve inspirar-nos a que nunca deixemos de olhar, cuidar, integrar e aprender com os nossos idosos. Além de que, recordando a realidade dos avós, hoje não mais visto como estritamente reservada aos idosos, há muitos avós “jovens”, no sentido de se tornam avós mais cedo, porém, com a mesma singeleza de quem deposita aos filhos de seus filhos, aquela ternura que nos encanta e afaga.

Com o lema: “Eu estou contigo todos os dias”, o Papa Francisco enviou mensagem para o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos”, cuja primeira celebração ocorrerá no dia 25 de julho, lembrando que o Senhor envia sempre “anjos” para acompanhar, ajudar e fortalecer: “Ora, mesmo quando tudo parece escuro, como nestes meses de pandemia, o Senhor continua a enviar anjos para consolar a nossa solidão repetindo-nos: ‘Eu estou contigo todos os dias’. Di-lo a ti, di-lo a mim, a todos. Está aqui o sentido deste Dia Mundial que eu quis celebrado pela primeira vez precisamente neste ano, depois dum longo isolamento e com uma retomada ainda lenta da vida social: oxalá cada avô, cada idoso, cada avó, cada idosa – especialmente quem dentre vós está mais sozinho – receba a visita de um anjo! Este anjo, algumas vezes, terá o rosto dos nossos netos; outras vezes, dos familiares, dos amigos de longa data ou conhecidos precisamente neste momento difícil”.

Celebremos os pais de Nossa Senhora. Cuidemos e honremos nossos avós e nossos idosos!

FONTE: CNBB

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Oração a Virgem Maria e Santa Rita por nossos filhos

Elas podem te ajudar (e muito) na difícil tarefa de ser mãe

Santa Rita foi esposa e mãe exemplar. Rezou muito pelos seus filhas e pela conversão de seu marido mulherengo.

Depois de convertido, o esposo dela foi assassinado. Na época, os dois filhos gêmeos de Rita, Giangiacomo Antonio e Paolo Maria, tomaram a decisão de se vingarem da morte do pai. Embora ela tenha-lhes suplicado que não o fizessem, pois poderiam perder suas almas, os filhos não a ouviam.

Rita rezou fervorosamente ao Senhor por seus filhos, oferecendo, inclusive, a própria vida para salvá-los. Porém, vendo que seus esforços eram inúteis, ofereceu ao Senhor a vida dos filhos para não vê-los manchados de sangue. Deus aceita o sacrifício heroico dela, e, antes que a morte do esposo completasse um ano, Ele concede o arrependimento aos rapazes e tira-lhes a vida repentinamente.

Ao ficar sozinha, Rita não se deixou vencer pela tristeza e pelo sofrimento. Decidiu dedicar o resto de sua vida ao Senhor.

Muitas vezes, nós, mães, temos medo de nossos filhos se perderem do caminho reto ou simplesmente não sabemos se estamos criando-os para o bem. Por isso, hoje, te trago esta linda oração, para pedir que Virgem Maria e Santa Rita nos guie neste complicada tarefa que é ser mãe.

Ó, Virgem Imaculada, tu que és a Mãe de Deus e minha, dirige teu olhar misericordioso e amoroso sobre mim, que sinto o peso da doce responsabilidade que é ser mãe. A ti confio, ó Mãe, meus filhos que tanto amo, pelos quais sofro tanto e pelos quais terei de prestar contas junto ao teu Divino Filho. Ensina-me a guiá-los como Santa Rita guiou seus filhos, com mãos seguras e pelo caminho que conduz a Deus. Faz-me terna sem ser fraca; forte sem ser dura. Concede-me a paciência que nunca se cansa e tudo suporta, pois persigo unicamente a meta da salvação eterna para meus filhos. Ajuda-me nesta difícil tarefa, Virgem Santa. Forma em meu coração a tua imagem e faz com que meus filhos vejam em mim o reflexo de tuas virtudes, de modo que, depois de aprenderem a amar-te e servir-te nesta terra, possam, um dia, louvarem-te no céu. Com este propósito, concede a eles, Rainha de todos os santos, a proteção de Santa Rita de Cássia. Amém.

santaritadacascia.org
Santa Rita aconselhando os filhos
FONTE: ALETEIA
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O que fazer nos momentos de perigo? Invoque a Virgem Maria

Ela é nossa Mãe Celestial e vai nos ajudar

Todos os dias, antes de sair de casa, passo em frente a uma bela imagem que ganhei de minha sobrinha. É a Virgem de Fátima. Eu inclino a cabeça e, entusiasmado, lhe digo:

“Eu te saúdo, Maria!”

Eu adoro honrar e bajular a nossa bela Mãe Celestial. E o faço depois de lembrar de uma história que li, certa vez, sobre São Bernardo.

No pátio interno do convento, havia uma imagem da Santíssima Virgem Maria. Bernardo tinha o costume de passar meditando pelo pátio e, quando estava perto da imagem, parava alguns segundos, sorria para ela e lhe dizia carinhosamente: “Eu te saúdo, Maria!”. Isso aconteceu durante anos, até que um dia a imagem tomou vida e lhe respondeu: “Eu te saúdo, Bernardo!”.

Vocês podem dizer: é só uma imagem, por que cumprimentá-la? E eu digo: pelo mesmo motivo que você tira uma foto de sua esposa ou de seus filhos da carteira e lhe dá um beijo. Você faz isso pelo que a foto representa para você. Ao vê-la, você se lembra do amor que tem pela sua família. A imagem é como uma foto. Ela nos lembra do amor que a Virgem tem por nós. Simples assim.

Os grandes santos de nossa Igreja foram grandes devotos da Virgem Maria. Ela sempre os ajudou em suas dificuldades, por piores que parecessem.

Há um cumprimento de São João Eudes que eu adoro:

Pelas manhãs, eu gosto de passar em frente a ela e pedir: Cumprimente este seu filho”. Este gesto simples me ajuda a ficar mais perto de Jesus e Maria. Desta forma, eu me entrego a seus cuidados e sua proteção. Preciso que a Virgem cuide de mim, pois sou desorganizado e destraído. E posso falhar quando eu descuido e abandono a oração. Somos fracos por natureza e precisamos dos cuidados da Mãe Celestial.

Eu fico encantado por saber que sou filho espiritual da santíssima. Minha mãe costumava falar para mim e para os meus irmãos: “Nunca se esqueçam de que vocês têm uma Mãe no céu”.

E você? Sente que não sabe como levar adiante a sua vida em meio a tantas dificuldades? Então, siga esta recomendação de São Bernardo:

 “Nos perigos, nas angústias e nas dúvidas, lembre-se de Maria, invoque Maria”.

Deus te abençoe e a Virgem Santíssima te cubra com o seu manto!

Força!

 

FONTE: ALETEIA

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Fruto de pesquisa com seminaristas no Brasil

O primeiro semestre deste ano de 2020 nos ofereceu um novo desafio: a Pandemia da COVID-19. Podemos dizer que a pandemia está nos fazendo pensar e repensar muitas realidades e, dentre elas, a formação dos futuros padres da Igreja Católica.

Se a formação presbiteral sempre foi um desafio eclesial, temos visto que, no século XXI, tem sido cada vez mais. Para completar, chegou a novidade: como falar de formação sacerdotal, tradicionalmente, vivida quase integralmente, em um Seminário, em tempos de pandemia?

Foi com esse objetivo que a psicóloga Dra. Luciana Campos e o Padre Douglas Alves Fontes, reitor do Seminário São José da Arquidiocese de Niterói decidiram realizar uma pesquisa na buscar por tentar compreender melhor o momento que estamos vivendo, no que diz respeito à formação sacerdotal, no contexto de uma pandemia. Como manter o ritmo da formação neste ambiente? Quais são os desafios? A pandemia interfere muito ou pouco no processo formativo dos futuros padres?

“Neste artigo, recolhemos as respostas que recebemos na pesquisa e nos propomos a refletir sobre a missão formativa em tempos de pandemia. Veremos os desafios da continuidade da formação sacerdotal, em tempos desafiadores para todos. O artigo se apresenta como uma síntese do que refletimos e uma ante-sala do que queremos refletir”, explica a Dra. Luciana.

”Em breve, um novo artigo será publicado, com um viés mais acadêmico. Contudo, achamos por bem publicar esta síntese, antecipando o que falaremos e já apresentando um primeiro fruto da pesquisa! Por isso, de antemão, manifestamos nossa gratidão a todos os seminaristas que se dispuseram a nos responder, aos quais continuamos querendo acompanhar e formar nesse caminho tão significativo. Gratidão a todos os que nos apoiaram, ao longo da aplicação dos questionários!” disse o Padre Douglas.

O religioso conta ainda que a quantidade das respostas foi algo inesperado, “Para nossa surpresa, em pouco mais de duas semanas, recebemos o retorno de 2.000 seminaristas de todo o Brasil, na pesquisa que girou em torno da vida deles, no contexto da pandemia. Tocava em diversos pontos: disciplina, vida de oração, vocação, alimentação, luto, estudos, relações…”

Dra. Luciana nos conta ainda, que o questionário “teve um retorno de respostas com percentual muito significativo que, talvez compreenda perto de 50% dos seminaristas do Brasil”. E detalha que, “dos que responderam, a maior parte veio dos formandos para o clero diocesano (92,1%), residentes nas regiões Sudeste (38,9%), Nordeste (30,2%), Sul(15,9%) e Centro-oeste (8%) do país. O maior grupo faz parte da etapa do discipulado (42,8%), seguindo-se os da etapa da configuração (34,9%) e do propedêutico (20%)”.

Confira aqui íntegra do artigo no site do Regional Leste 1 da CNBB

FONTE: CNBB