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sábado 27 fevereiro 2021
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3ª Semana do Tempo Comum – Quarta-feira

Primeira Leitura: Hb 10,11-18

 Todo sacerdote se apresenta diariamente para celebrar o culto, oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, incapazes de apagar os pecados. Cristo, ao contrário, depois de ter oferecido um sacrifício único pelos pecados, sentou-se para sempre à direita de Deus. Não lhe resta mais senão esperar até que seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés. De fato, com esta única oferenda, levou à perfeição definitiva os que ele santifica. É isto que também nos atesta o Espírito Santo, porque, depois de ter dito: “Eis a aliança que farei com eles, depois daqueles dias”, o Senhor declara: “Pondo as minhas leis nos seus corações e inscrevendo-as na sua mente, não me lembrarei mais dos seus pecados, nem das suas iniquidades”. Ora, onde existe o perdão, já não se faz oferenda pelo pecado. – Palavra do Senhor.

Salmo: 109

— Tu és sacerdote eternamente segundo a ordem do rei Melquisedec!

— Tu és sacerdote eternamente segundo a ordem do rei Melquisedec!

— Palavra do Senhor ao meu Senhor: “Assenta-te ao lado meu direito até que eu ponha os inimigos teus como escabelo por debaixo de teus pés!”

— O Senhor estenderá desde Sião vosso cetro de poder, pois Ele diz: “Domina com vigor teus inimigos;

— tu és príncipe desde o dia em que nasceste; na glória e esplendor da santidade, como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei!”

— Jurou o Senhor e manterá sua palavra: “Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedec!”

Evangelho: Mc 4,1-20

Naquele tempo, Jesus começou a ensinar de novo às margens do mar da Galileia. Uma multidão muito grande se reuniu em volta dele, de modo que Jesus entrou numa barca e se sentou, enquanto a multidão permanecia junto às margens, na praia. Jesus ensinava-lhes muitas coisas em parábolas. E, em seu ensinamento, dizia-lhes: “Escutai! O semeador saiu a semear. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram os pássaros e a comeram. Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; brotou logo, porque a terra não era profunda, mas, quando saiu o sol, ela foi queimada; e, como não tinha raiz, secou. Outra parte caiu no meio dos espinhos; os espinhos cresceram, a sufocaram, e ela não deu fruto. Outra parte caiu em terra boa e deu fruto, que foi crescendo e aumentando, chegando a render trinta, sessenta e até cem por um”. E Jesus dizia: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. Quando ficou sozinho, os que estavam com ele, junto com os Doze, perguntaram sobre as parábolas. Jesus lhes disse: “A vós, foi dado o mistério do Reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas, para que olhem mas não enxerguem, escutem mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados”. E lhes disse: “Vós não compreendeis esta parábola? Então, como compreendereis todas as outras parábolas? O semeador semeia a Palavra. Os que estão na beira do caminho são aqueles nos quais a Palavra foi semeada; logo que a escutam, chega Satanás e tira a Palavra que neles foi semeada. Do mesmo modo, os que receberam a semente em terreno pedregoso, são aqueles que ouvem a Palavra e logo a recebem com alegria, mas não têm raiz em si mesmos, são inconstantes; quando chega uma tribulação ou perseguição, por causa da Palavra, logo desistem. Outros recebem a semente entre os espinhos: são aqueles que ouvem a Palavra; mas quando surgem as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e todos os outros desejos, sufocam a Palavra, e ela não produz fruto. Por fim, aqueles que recebem a semente em terreno bom são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um”. – Palavra da Salvação.

Reflexão:A parábola do semeador

Mc 4, 1-20

“Os que recebem a semente em terra boa são aqueles que ouvem a palavra, acolhem-na e dão fruto,
uns trinta, outros sessenta e outros cem”. (Mc 4, 20)

No Evangelho de hoje Jesus ensina à multidão a parábola do semeador mostrando que o Reino de Deus não está pronto. É um processo que requer nossa resposta concreta diante das dificuldades do dia a dia.

Deus concede a semente da graça a todos. Ao longo da vida uns a rejeitam e se deixam corromper pela indiferença. E outros, pela falta do cultivo da humildade, da oração e da meditação, são sufocados pelo orgulho, pela ganância e pelos afazeres diários que lhes rouba toda a possibilidade de serem construtores de sua história e do Reino dos Céus. Porém, tem aqueles que souberam acolher a palavra de Deus no coração. Tiveram-na como programa de vida, por isso a cultivaram no quotidiano, se engajaram assiduamente em compreendê-la e vivê-la e deram muitos frutos de paz e justiça, de alegria e mansidão, de paciência e discrição, de misericórdia e pureza de coração para a construção do Reino de Deus. Aqui estão os santos e todos os homens de boa vontade. Quais frutos nós estamos dando?




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