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sábado 24 agosto 2019
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3ª Semana da Páscoa – Domingo

Primeira Leitura: Atos 13,14.43-52

Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, Paulo e Barnabé, partindo de Perge, chegaram a Antioquia da Pisídia. E, entrando na sinagoga em dia de sábado, sentaram-se. Muitos judeus e pessoas piedosas convertidas ao judaísmo seguiram Paulo e Barnabé. Conversando com eles, os dois insistiam para que continuassem fiéis à graça de Deus. No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a palavra de Deus. Ao verem aquela multidão, os judeus ficaram cheios de inveja e, com blasfêmias, opunham-se ao que Paulo dizia. Então, com muita coragem, Paulo e Barnabé declararam: “Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que vamos dirigir-nos aos pagãos. Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: ‘Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra’”. Os pagãos ficaram muito contentes quando ouviram isso e glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que eram destinados à vida eterna abraçaram a fé. Desse modo, a palavra do Senhor espalhava-se por toda a região. Mas os judeus instigaram as mulheres ricas e religiosas, assim como os homens influentes da cidade, provocaram uma perseguição contra Paulo e Barnabé e expulsaram-nos do seu território. Então os apóstolos sacudiram contra eles a poeira dos pés e foram para a cidade de Icônio. Os discípulos, porém, ficaram cheios de alegria e do Espírito Santo. – Palavra do Senhor.

 

Salmo Responsorial: 99(100)

Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, / nós somos seu povo e seu rebanho.

  1. Aclamai o Senhor, ó terra inteira, † servi ao Senhor com alegria, / ide a ele cantando jubilosos! – R.
  2. Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, † ele mesmo nos fez e somos seus, / nós somos seu povo e seu rebanho. – R.
  3. Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, † sua bondade perdura para sempre, / seu amor é fiel eternamente! – R.

Segunda Leitura: Apocalipse 7,9.14-17

Leitura do livro do Apocalipse de são João – Eu, João, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão. Então, um dos anciãos me disse: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro. Por isso, estão diante do trono de Deus e lhe prestam culto, dia e noite, no seu templo. E aquele que está sentado no trono os abrigará na sua tenda. Nunca mais terão fome nem sede. Nem os molestará o sol nem algum calor ardente. Porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os conduzirá às fontes da água da vida. E Deus enxugará as lágrimas de seus olhos”. – Palavra do Senhor.

Evangelho: João 10,27-30

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus: “As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu dou-lhes a vida eterna, e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão. Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. Eu e o Pai somos um”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

O quarto domingo da Páscoa é conhecido como o “domingo do Bom Pastor”. Nos três anos do ciclo litúrgico é lida uma passagem do capítulo 10 do Evangelho de João. No relato escolhido para este ano, os discípulos de Jesus escutam sua voz e o seguem, ou seja, aderem a ele não com palavras, mas com atos. O texto nos diz que a promessa para os fiéis seguidores é a “vida definitiva” e a certeza de que Deus não os abandonará à própria sorte. É preciso ter sempre presente a necessidade de escutar a voz do Mestre e seguir seus passos. Jesus, novo templo, torna presente o próprio Pai: “Eu e o Pai somos um”. O Pai está presente e se manifesta em Jesus e, por meio dele, realiza sua obra. Na sociedade moderna – do anonimato, do individualismo e da massificação –, sentimo-nos amados e acolhidos pelo “Bom Pastor”, pastor que conhece e dá a vida pelos seus. Jesus é o “cordeiro-pastor” que vem propor novas relações entre os seres humanos. “Cristo nos lembra que sua lógica é a lógica da doação, não da exploração; do serviço, não do poder; do sacrificar-se pelos outros, não do sacrificar os outros a si” (Missal Dominical). A relação de Jesus com as pessoas está fundamentada na confiança e não na troca de favores ou na manipulação de pessoas em benefício próprio.

 




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