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segunda-feira 6 julho 2020
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2º Domingo da Páscoa

Primeira Leitura: Atos 2,42-47

Leitura dos Atos dos Apóstolos – Os que haviam se convertido eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. E todos estavam cheios de temor por causa dos numerosos prodígios e sinais que os apóstolos realizavam. Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum; vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um. Diariamente, todos frequentavam o templo, partiam o pão pelas casas e, unidos, tomavam a refeição com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E, cada dia, o Senhor acrescentava ao seu número mais pessoas que seriam salvas. – Palavra do Senhor.

 

Salmo Responsorial: 117(118)

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom; / eterna é a sua misericórdia!

1. A casa de Israel agora o diga: / “Eterna é a sua misericórdia!” / A casa de Aarão agora o diga: / “Eterna é a sua misericórdia!” / Os que temem o Senhor agora o digam: / “Eterna é a sua misericórdia!” – R.

2. Empurraram-me, tentando derrubar-me, / mas veio o Senhor em meu socorro. / O Senhor é minha força e o meu canto / e tornou-se para mim o salvador. / “Clamores de alegria e de vitória / ressoem pelas tendas dos fiéis.” – R.

3. “A pedra que os pedreiros rejeitaram / tornou-se agora a pedra angular.” / Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: / que maravilhas ele fez a nossos olhos! / Este é o dia que o Senhor fez para nós, / alegremo-nos e nele exultemos! – R.

Segunda Leitura: 1 Pedro 1,3-9

Leitura da primeira carta de são Pedro – Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível, que não se mancha nem murcha e que é reservada para vós nos céus. Graças à fé e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos. Isso é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos por causa de várias provações. Desse modo, a vossa fé será provada como sendo verdadeira – mais preciosa que o ouro perecível, que é provado no fogo – e alcançará louvor, honra e glória no dia da manifestação de Jesus Cristo. Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação. – Palavra do Senhor.

Evangelho: João 20,19-31

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João – Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. E depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”. Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse: “Acreditaste porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos que não estão escritos neste livro. Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome. – Palavra da salvação.

 

Reflexão:

No domingo da Páscoa, vimos Maria e alguns discípulos procurando o morto-ressuscitado. Neste segundo domingo, o Ressuscitado se apresenta aos discípulos reunidos dentro de quatro paredes, com as portas trancadas, por medo dos judeus. Neste encontro com os seus, o Ressuscitado deseja a paz à comunidade e lhe dá o Espírito Santo para vencer o pecado. Convida-a, portanto, a viver a reconciliação. Oito dias depois, o Ressuscitado aparece novamente e ensina os discípulos a crer sem a necessidade de “ver e tocar”. Ao acolher a mensagem do Mestre, nasce a comunidade cristã, que acredita sem a necessidade de provas concretas (milagres). É uma comunidade que acolhe e vive o dom da paz; que se deixa iluminar e fortalecer pelo Espírito Santo; que sabe superar os conflitos mediante a reconciliação. A comunidade cristã precisa estar convicta da presença do Ressuscitado: uma experiência vivida no amor, na alegria, na fraternidade e na harmonia.




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