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domingo 20 outubro 2019
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25º Domingo do Tempo Comum

Primeira Leitura: Amós 8,4-7

Leitura da profecia de Amós – Ouvi isto, vós que maltratais os humildes e causais a prostração dos pobres da terra; vós que andais dizendo: “Quando passará a lua nova, para vendermos bem a mercadoria? E o sábado, para darmos pronta saída ao trigo, para diminuir medidas, aumentar pesos e adulterar balanças, dominar os pobres com dinheiro e os humildes com um par de sandálias, e para pôr à venda o refugo do trigo?” Por causa da soberba de Jacó, jurou o Senhor: “Nunca mais esquecerei o que eles fizeram”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 112(113)

Louvai o Senhor, que eleva os pobres!

  1. Louvai, louvai, ó servos do Senhor, / louvai, louvai o nome do Senhor! / Bendito seja o nome do Senhor, / agora e por toda a eternidade! – R.
  2. O Senhor está acima das nações, / sua glória vai além dos altos céus. / Quem pode comparar-se ao nosso Deus, † ao Senhor, que no alto céu tem o seu trono / e se inclina para olhar o céu e a terra? – R.
  3. Levanta da poeira o indigente / e do lixo ele retira o pobrezinho, / para fazê-lo assentar-se com os nobres, / assentar-se com nobres do seu povo. – R.
Segunda Leitura: 1 Timóteo 2,1-8

Leitura da primeira carta de são Paulo a Timóteo – Caríssimo, antes de tudo, recomendo que se façam preces e orações, súplicas e ações de graças por todos os homens; pelos que governam e por todos os que ocupam altos cargos, a fim de que possamos levar uma vida tranquila e serena, com toda piedade e dignidade. Isso é bom e agradável a Deus, nosso salvador; ele quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus, que se entregou em resgate por todos. Esse é o testemunho dado no tempo estabelecido por Deus, e para esse testemunho eu fui designado pregador e apóstolo, e – falo a verdade, não minto – mestre das nações pagãs na fé e na verdade. Quero, portanto, que em todo lugar os homens façam a oração, erguendo mãos santas, sem ira e sem discussões. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Lucas 16,1-13 ou 10-13

[A forma breve está entre colchetes.]

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – [Naquele tempo, Jesus dizia aos discípulos:] “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isso que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te depressa e escreve cinquenta!’ Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz. E eu vos digo, usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.] – Palavra da salvação.

Reflexão:

A parábola de hoje nos lembra algo muito atual e próximo de nós. À primeira vista, ela desconcerta qualquer cristão sério. Será que Jesus elogia a desonestidade, a corrupção e a trapaça? É a dúvida que pode pairar sobre nossa cabeça. Jesus conta uma parábola que elogia a criatividade de alguém que pensa no seu sustento futuro, após ficar desempregado. No tempo de Jesus e também hoje, os grandes fazendeiros têm seus capatazes que trabalham por eles. Esses capatazes nem sempre são honestos e sinceros. Quando se veem em risco de perder o emprego, usam da criatividade para fazer seu “pé de meia”, ou seja, garantir o próprio futuro. Os três principais meios de ganhar dinheiro são: trabalhar, mendigar ou roubar. A parábola, além da corrupção e da desonestidade, questiona também a sociedade em tempos de altos desempregos. Quem está desempregado como pode viver de forma honesta? Principalmente nas grandes cidades, o dinheiro é fundamental para viver. O Evangelho questiona como é usado o dinheiro, os bens que cada um tem. O cristão não pode entrar na lógica do mundo: lucro, acúmulo e exploração. A lógica do Reino é usar o dinheiro para criar amizade, ou seja, o dinheiro e bens partilhados em favor dos outros, principalmente dos pobres, e criar “amigos”. Na vida há uma escolha: permanecer na lógica do mundo, servindo ao dinheiro, ou entrar na lógica do Reino, partilhando o dinheiro.




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