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segunda-feira 1 março 2021
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22º Domingo do Tempo Comum

Primeira Leitura: Eclesiástico 3,19-21.30-31

Leitura do livro do Eclesiástico – Filho, realiza teus trabalhos com mansidão e serás amado mais do que um homem generoso. Na medida em que fores grande, deverás praticar a humildade e assim encontrarás graça diante do Senhor. Muitos são altaneiros e ilustres, mas é aos humildes que ele revela seus mistérios. Pois grande é o poder do Senhor, mas ele é glorificado pelos humildes. Para o mal do orgulhoso não existe remédio, pois uma planta de pecado está enraizada nele, e ele não compreende. O homem inteligente reflete sobre as palavras dos sábios e, com ouvido atento, deseja a sabedoria. – Palavra do Senhor.

 

Salmo Responsorial: 67(68)

Com carinho preparastes uma mesa para o pobre.

Os justos se alegram na presença do Senhor, / rejubilam satisfeitos e exultam de alegria! / Cantai a Deus, a Deus louvai, cantai um salmo a seu nome! / O seu nome é Senhor: exultai diante dele! – R.
Dos órfãos ele é pai e das viúvas protetor: / é assim o nosso Deus em sua santa habitação. / É o Senhor quem dá abrigo, dá um lar aos deserdados, / quem liberta os prisioneiros e os sacia com fartura. – R.
Derramastes lá do alto uma chuva generosa / e vossa terra, vossa herança, já cansada, renovastes; / e ali vosso rebanho encontrou sua morada; / com carinho preparastes essa terra para o pobre. – R.

 

Segunda Leitura: Hebreus 12,18-19.22-24

Leitura da carta aos Hebreus – Irmãos, vós não vos aproximastes de uma realidade palpável: “fogo ardente e escuridão, trevas e tempestade, som da trombeta e voz poderosa”, que os ouvintes suplicaram não continuasse. Mas vós vos aproximastes do monte Sião e da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste; da reunião festiva de milhões de anjos; da assembleia dos primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus; de Deus, o juiz de todos; dos espíritos dos justos, que chegaram à perfeição; de Jesus, mediador da nova aliança. – Palavra do Senhor.

 

Evangelho: Lucas 14,1.7-14

Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então, contou-lhes uma parábola: “Quando tu fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então tu ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. Mas, quando tu fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isso vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”. E disse também a quem o tinha convidado: “Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te, e isso já seria a tua recompensa. Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então tu serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”. – Palavra da salvação.

 

Reflexão:

Em dia de sábado, a caminho de Jerusalém, Jesus dá uma parada e vai se alimentar na casa de um chefe dos fariseus. Diz o Evangelho que “eles o observavam”. A impressão é a de que estavam à procura de algum deslize dele para acusá-lo. Por outro lado, o Mestre também observa o que está acontecendo nesta refeição. São dois olhares bem diferentes. Diante daquilo que vê, Jesus conta-lhes uma parábola, exaltando, como é próprio de Lucas, os pobres: os primeiros a serem convidados ao banquete do Reino de Deus. Em seguida, o Mestre convida os discípulos a se colocarem no último lugar, onde justamente se encontram os empobrecidos. A ação da comunidade e de cada cristão deve ser em favor dos mais pobres, pois estes não têm condições de retribuir. Somos chamados a fazer as coisas gratuitamente, isto é, a fazer o bem sem esperar recompensa. Desse procedimento gratuito é que nasce a felicidade do fiel seguidor de Jesus. A sociedade moderna e todo tipo de instituição se organizam e vivem em torno da competição, da luta a todo custo pelos primeiros lugares e do lucro, como sendo absolutos. O jovem de hoje é incentivado a chegar ao topo, custe o que custar, mesmo pisando nos outros. Essa, no entanto, não é a proposta de Jesus. Busquemos, pois, a exemplo do Mestre, ser pessoas generosas e magnânimas em nossas relações.




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