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Evangelho do dia

Quinta-feira da 13ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria (Sl 46,2).

O verdadeiro profeta obedece às ordens de Deus e não se detém diante das calúnias e das proibições interesseiras dos poderosos. Peçamos ao Senhor convicções sólidas no exercício de nossa missão.

Primeira Leitura: Amós 7,10-17

Leitura da profecia de Amós – Naqueles dias, 10Amasias, sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: “Amós conspira contra ti, dentro da própria casa de Israel; o país não consegue evitar que se espalhem todas as suas palavras. 11Ele anda dizendo: ‘Jeroboão morrerá pela espada, e Israel será deportado de sua pátria, como escravo’”. 12Disse depois Amasias a Amós: “Vidente, sai e procura refúgio em Judá, onde possas ganhar teu pão e exercer a profecia; 13mas em Betel não deverás insistir em profetizar, porque aí fica o santuário do rei e a corte do reino”. 14Respondeu Amós a Amasias, dizendo: “Não sou profeta nem sou filho de profeta; sou pastor de gado e cultivo sicômoros. 15O Senhor chamou-me, quando eu tangia o rebanho, e o Senhor me disse: ‘Vai profetizar para Israel, meu povo’”. 16E agora ouve a palavra do Senhor: “Tu dizes: ‘Não profetizes contra Israel e não insinues palavras contra a casa de Isaac’. 17Pois bem, isto diz o Senhor: ‘Tua mulher se prostituirá na cidade, teus filhos e filhas morrerão pela espada, tuas terras serão tomadas e loteadas; tu mesmo morrerás em terra poluída, e Israel será levado em cativeiro para longe de seu país’”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 18(19)

Os julgamentos do Senhor são corretos / e justos igualmente.

1. A lei do Senhor Deus é perfeita, / conforto para a alma! / O testemunho do Senhor é fiel, / sabedoria dos humildes. – R.

2. Os preceitos do Senhor são precisos, / alegria ao coração. / O mandamento do Senhor é brilhante, / para os olhos é uma luz. – R.

3. É puro o temor do Senhor, / imutável para sempre. / Os julgamentos do Senhor são corretos / e justos igualmente. – R.

4. Mais desejáveis do que o ouro são eles, / do que o ouro refinado. / Suas palavras são mais doces que o mel, / que o mel que sai dos favos. – R.

Evangelho: Mateus 9,1-8

Aleluia, aleluia, aleluia.

Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; / e a nós ele entregou essa reconciliação (2Cor 5,19). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 1entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. 2Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!” 3Então alguns mestres da Lei pensaram: “Esse homem está blasfemando!” 4Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: “Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? 5O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer: ‘Levanta-te e anda’? 6Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder para perdoar pecados” – disse, então, ao paralítico -, “levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”. 7O paralítico então se levantou e foi para a sua casa. 8Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Temos o caso de um paralítico sendo carregado até Jesus. O Mestre se admira da fé dessas pessoas e proclama o paralítico livre dos pecados. A mentalidade daquele tempo via a doença como causa dos males. Portanto, o paralítico, uma vez perdoados seus pecados, está livre também de sua deficiência. Como sempre, os doutores da Lei questionam o gesto de Jesus. A seguir, o Mestre convida o paralítico a carregar sua própria maca e ir para casa. Um paralítico é dependente das pessoas; com seu gesto, Jesus proclama autonomia e liberdade às pessoas. Muito interessante a conclusão do Evangelho: Deus deu às pessoas a autoridade de realizar os mesmos gestos de Jesus. Quem perdoa é Deus, mediante as pessoas. E todos têm o poder e a responsabilidade de fazer o bem, como o Mestre fez. A fé das pessoas consegue realizar sinais maravilhosos.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santos Protomártires da Igreja de Roma

A atual celebração introduzida pelo novo calendário romano universal se refere aos protomártires da Igreja de Roma, vítimas da perseguição de Nero, em seguida ao incêndio de Roma, ocorrido a 19 de julho de 64. Por que Nero perseguiu os cristãos? Diz-nos Cornélio Tácito no XV livro dos Anais: “Como circulavam vozes que o incêndio de Roma tivesse sido fraudulento, Nero apresentou como culpados, punindo-os com penas excepcionais, os que, odiados por suas abominações, eram chamados pelo vulgo cristãos”.

Nos tempos de Nero, em Roma, ao lado da comunidade judaica, vivia a pequena e pacífica comunidade dos cristãos. Sobre estes, pouco conhecidos, circulavam notícias caluniosas. Nero descarregou sobre eles, condenando-os a cruéis sacrifícios, as acusações feitas a ele. Por outro lado as ideias professadas pelos cristãos eram desafio aberto aos deuses pagãos, ciumentos e vingativos. “Os pagãos — lembrará mais tarde o escritor Tertuliano — atribuem aos cristãos toda sorte de calamidade pública, todo flagelo. Se as águas do Tibre saem do leito e invadem a cidade, se ao contrário as águas do Nilo não crescem para inundar os campos, se houver seca, carestia, peste, terremoto, é tudo culpa dos cristãos, que desprezam os deuses, e de todos os lados se grita: os cristãos aos leões!”

Nero teve a responsabilidade de haver dado início à absurda hostilidade do povo romano, que na verdade era muito tolerante em matéria de religião, em relação aos cristãos: a ferocidade com a qual atingiu os presumíveis incendiários não encontra justificação nem no supremo interesse do império. Episódios horrendos como os das tochas humanas, cobertas de piche e incendiadas nos jardins da colina Oppio, ou como o de mulheres e crianças vestidas com peles de animais e abandonadas à mercê dos animais ferozes no circo, foram tais que chegaram a produzir sentimento de piedade e de horror no povo romano. “Então — escreve ainda Tácito — manifestou-se um sentimento de piedade, ainda que se tratasse de gente merecedora dos mais exemplares castigos, porque se via que eram eliminados não pelo bem público, mas para satisfazer a crueldade de um indivíduo”, Nero. A perseguição não se limitou àquele verão fatal de 64, mas se prolongou até 67.

Entre os mais ilustres mártires está o príncipe dos apóstolos, crucificado no circo de Nero, onde surgiu a basílica de são Pedro, e o apóstolo dos gentios, são Paulo, decapitado nas Águas Salvianas e sepultado na via Ostiense. Após a festividade conjunta dos dois apóstolos, o novo calendário quis justamente celebrar a memória dos numerosos mártires que não tiveram um lugar especial na liturgia.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Quarta-feira da 13ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria (Sl 46,2).

Os atos exteriores da religião – festas, ritos e cantos – por vezes podem encobrir corações distanciados de Deus e dominados pelo egoísmo. O que o Senhor espera de nós é a prática da justiça e a vida honesta.

Primeira Leitura: Amós 5,14-15.21-24

Leitura da profecia de Amós – 14Buscai o bem, não o mal, para terdes mais vida, só assim o Senhor Deus dos exércitos vos assistirá, como tendes afirmado. 15Odiai o mal, amai o bem, restabelecei a justiça no julgamento, talvez o Senhor Deus dos exércitos se compadeça do resto da tribo de José. 21“Aborreço, rejeito vossas festas, diz o Senhor, não me agradam vossas assembleias de culto. 22Se me oferecerdes holocaustos, não aceitarei vossas oblações e não farei caso de vossos gordos animais de sacrifício. 23Livra-me da balbúrdia dos teus cantos, não quero ouvir a toada de tuas liras. 24Que a justiça seja abundante como água e a vida honesta como torrente perene”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 49(50)

A todos os que procedem retamente / eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

1. “Escuta, ó meu povo, eu vou falar; † ouve, Israel, eu testemunho contra ti: / eu, o Senhor, somente eu, sou o teu Deus! – R.

2. Eu não venho censurar teus sacrifícios, / pois sempre estão perante mim teus holocaustos; / não preciso dos novilhos de tua casa / nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos. – R.

3. Porque as feras da floresta me pertencem / e os animais que estão nos montes aos milhares. / Conheço os pássaros que voam pelos céus / e os seres vivos que se movem pelos campos. – R.

4. Não te diria se com fome eu estivesse, / porque é meu o universo e todo ser. / Porventura comerei carne de touros? / Beberei, acaso, o sangue de carneiros? – R.

5. Como ousas repetir os meus preceitos / e trazer minha Aliança em tua boca? / Tu, que odiaste minhas leis e meus conselhos / e deste as costas às palavras dos meus lábios! –  R.

Evangelho: Mateus 8,28-34

Aleluia, aleluia, aleluia.

Deus nos gerou pela palavra da verdade / como as primícias de suas criaturas (Tg 1,18). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 28quando Jesus chegou à outra margem do lago, na região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois homens possuídos pelo demônio, saindo dos túmulos. Eram tão violentos, que ninguém podia passar por aquele caminho. 29Eles então gritaram: “O que tens a ver conosco, Filho de Deus? Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?” 30Ora, a certa distância deles estava pastando uma grande manada de porcos. 31Os demônios suplicavam-lhe: “Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos”. 32Jesus disse: “Ide”. Os demônios saíram e foram para os porcos. E logo toda a manada atirou-se monte abaixo para dentro do mar, afogando-se nas águas. 33Os homens que guardavam os porcos fugiram e, indo até a cidade, contaram tudo, inclusive o caso dos possuídos pelo demônio. 34Então a cidade toda saiu ao encontro de Jesus. Quando o viram, pediram-lhe que se retirasse da região deles. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus ultrapassa os limites de Israel e se dirige ao mundo conhecido como “pagão”. A missão de Jesus se estende além das fronteiras do povo eleito. Lá se defronta com dois endemoninhados violentos, que reconhecem em Jesus o “Filho de Deus” e o poder dele de vencer as forças do mal. O relato descreve o mundo de pobreza (viver no cemitério), violento sob o Império Romano (porcos). O Mestre se encontra numa realidade de impureza: mundo pagão, cemitério, porcos, endemoninhados, e é justamente a esse ambiente que ele deseja levar o Reino de Deus, para transformá-lo numa realidade pura e sem violência. O Evangelho procura sublinhar que em cada um de nós pode haver males, ídolos, “demônios” que nos atormentam e nos escravizam, aos quais devemos expulsar para nos libertar da violência, intolerância e preconceitos.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santos Pedro e Paulo, apóstolos e mártires

A festa, ou melhor, a solenidade dos santos Pedro e Paulo é das mais antigas e mais solenes do ano litúrgico. Foi inserida no santoral muito antes da festa do Natal e havia desde o século IV o costume de celebrar neste dia três missas. A primeira na basílica de são Pedro, no Vaticano; a segunda na basílica de são Paulo fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de são Sebastião, onde as relíquias dos dois apóstolos tiveram de ser escondidas por algum tempo para subtraí-las à profanação. Há um eco deste costume no fato de que além da Missa do dia é previsto um formulário para a Missa vespertina da vigília. Depois da Virgem Santíssima, são precisamente são Pedro e são Paulo, juntamente com são João Batista, os santos comemorados mais frequentemente e com maior solenidade no ano litúrgico: além da festa do dia 29 de junho há de fato o dia 25 de janeiro (conversão de são Paulo), 22 de fevereiro (cátedra de são Pedro) e 18 de novembro (dedicação das basílicas dos santos Pedro e Paulo).

Por muito tempo se pensou que 29 de junho fosse o dia em que, no ano de 67, são Pedro na colina Vaticana e são Paulo na localidade agora denominada Três Fontes testemunharam sua fidelidade a Cristo com o derramamento do sangue. Na realidade, embora o fato do martírio seja um dado histórico incontestável, e está além disso provado que isto aconteceu em Roma durante a perseguição de Nero, é incerto não só o dia, mas até o ano da morte dos dois apóstolos. Enquanto para são Paulo existe certa concordância entre testemunhas antigas indicando o ano 67, para são Pedro há muitas discordâncias, e os estudiosos parecem preferir agora o ano 64, ano em que, como atesta também o historiador pagão Tácito, “uma enorme multidão” de cristãos pereceu na perseguição que se seguiu ao incêndio de Roma.

Parece também que a festa do dia 29 de junho tenha sido a cristianização de celebração pagã que exaltava as figuras de Rômulo e Remo, os dois mitos fundadores da Cidade Eterna. São Pedro e são Paulo, de fato, embora não tenham sido os primeiros a trazer a fé a Roma, foram realmente os fundadores da Roma cristã: um antigo hino litúrgico definia-os como pais de Roma; um dos hinos do novo breviário fala de Roma que foi “fundada em tal sangue”. A palavra e o sangue são a semente com que os santos Pedro e Paulo, unidos com Cristo, geraram e geram a Roma cristã e a Igreja inteira.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Terça-feira da 13ª semana do Tempo Comum

SANTO IRINEU BISPO E MÁRTIR

(vermelho, pref. comum, dos mártires ou dos pastores, – ofício da memória)

Farei surgir um sacerdote fiel, que agirá segundo o meu coração e a minha vontade, diz o Senhor (1Sm 2,35).

Irineu nasceu em Esmirna, na atual Turquia, no 2º século. Foi discípulo do grande bispo São Policarpo, de quem recebeu a tradição mais imediata do apóstolo João, e tornou-se bispo de Lião, na atual França. Na qualidade de pastor e apaixonado teólogo de Cristo e da Igreja, combateu as heresias com singular determinação. Morreu mártir por volta do ano 200. Fez jus a seu nome, que significa “pacífico”, exercendo importante mediação entre o Oriente e Roma. A seu exemplo, sejamos construtores de união e de paz.

Primeira Leitura: Amós 3,1-8; 4,11-12

Leitura da profecia de Amós – 1Ouvi, filhos de Israel, a palavra que disse o Senhor para vós e para todas as tribos que eu retirei do Egito: 2“Dentre todas as nações da terra, somente a vós reconheci; por isso usarei o castigo por todas as vossas iniquidades. 3Se duas pessoas caminham juntas, não é porque estão de acordo? 4Se o leão ruge na selva, não é porque encontrou a presa? Se no covil rosna o filhote do leão, não é porque agarrou sua parte? 5Acaso, sem armadilha, se prende uma ave no chão? Acaso dispara a armadilha antes de capturar a presa? 6Se ressoa na cidade o toque da trombeta, não fica a população apavorada? Se acontece uma desgraça na cidade, não foi o Senhor que fez? 7Pois nada fará o Senhor Deus que não revele o plano a seus servos, os profetas. 8Ruge o leão, quem não terá medo? Falou o Senhor Deus, quem não será seu profeta? 4,11Eu arrasei-vos, como arrasei Sodoma e Gomorra, e ficastes como um tição, retirado da fogueira; e, contudo, não voltastes para mim”, diz o Senhor. 12“Por isso, assim te tratarei, Israel; e, porque sabes como te vou tratar, prepara-te, Israel, para ajustar contas com o teu Deus”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 5

Na vossa justiça guiai-me, Senhor!

1. Não sois um Deus a quem agrade a iniquidade, / não pode o mau morar convosco; / nem os ímpios poderão permanecer / perante os vossos olhos. – R.

2. Detestais o que pratica a iniquidade / e destruís o mentiroso. / Ó Senhor, abominais o sanguinário, / o perverso e enganador. – R.

3. Eu, porém, por vossa graça generosa, / posso entrar em vossa casa. / E, voltado reverente ao vosso templo, / com respeito vos adoro. – R.

Evangelho: Mateus 8,23-27

Aleluia, aleluia, aleluia.

No Senhor ponho a minha esperança, / espero em sua palavra (Sl 129,5). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 23Jesus entrou na barca e seus discípulos o acompanharam. 24E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia. 25Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!” 26Jesus respondeu: “Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?” Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria. 27Os homens ficaram admirados e diziam: “Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?” – Palavra da salvação.

Reflexão:

O Evangelho de ontem termina com Jesus convidando seus discípulos a segui-lo. Entram no barco. De repente uma tempestade violenta ameaça o barco e os tripulantes. Há grande contraste entre a tranquilidade de Jesus dormindo e o desespero dos discípulos, prestes a ser tragados pelas ondas. Os discípulos invocam o Mestre para que intervenha. A barca é símbolo da comunidade que se apavora diante das dificuldades, incompreensões e perseguições, simbolizadas pelo mar. Jesus é apresentado como aquele que enfrenta as dificuldades do povo. As tempestades fazem parte da vida das comunidades e das famílias, colocando em dúvida a presença do Ressuscitado. A fé na presença dele nos encoraja a enfrentar os desafios que surgem na vida. Ainda hoje, muitas vezes, nos perguntamos por que Deus permite tanto sofrimento e por que ele não intervém.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Santo Ireneu, bispo e mártir

Pacificador de nome e de fato (o nome “Ireneu” vem do grego e significa pacífico e pacificador), santo Ireneu foi apresentado ao papa pelos cristãos da Gália com palavras de alto elogio: “Zelador do Testamento de Cristo”. Em Roma Ireneu honrou o seu nome, sugerindo moderação ao papa Vítor, aconselhando-o respeitosamente a não excomungar as Igrejas da Ásia que não queriam celebrar a Páscoa na mesma data das outras comunidades cristãs. Com os mesmos fins pacíficos este homem ponderado se aproximou dos bispos das outras comunidades cristãs para o triunfo da concórdia e da unidade, sobretudo exortando que se mantivessem ancorados na tradição apostólica para combater o racionalismo gnóstico. De seus escritos nos restam intactos os cinco livros do Contra os hereges, nos quais Ireneu aparece não só como o teólogo equilibrado e penetrante da Encarnação redentora, mas também como um dos pastores mais completos, mais apostólicos e mais católicos que serviram a Igreja. Percebe-se que suas argumentações contra os hereges, apesar de polêmicas, são alimentadas na oração e na caridade.

Ireneu era natural da Ásia Menor. Entre as suas recordações da juventude está o contato com Policarpo de Esmirna, o santo bispo “que foi instruído pelas testemunhas oculares da vida do Verbo”, em particular pelo apóstolo são João, que estabelecera sua sede em Esmirna. Ireneu, através de Policarpo, se liga aos Apóstolos. Deixada a Ásia Menor, ele havia passado algum tempo em Roma e depois se transferiu para Lião. Não pertenceu à fileira dos mártires da perseguição sobrevinda aos cristãos de Lião em 177, pois precisamente nesse tempo estava em Roma para apresentar ao papa Eleutério algumas questões de ordem doutrinal, especialmente a respeito da heresia montanista propagada por alguns fanáticos vindos do Oriente, que pregavam o desprezo das coisas do mundo e anunciavam iminente a volta final de Cristo. Voltando a Lião, Ireneu sucedeu, em 178, ao nonagenário bispo e mártir, são Fotino, e governou a igreja de Lião até a morte, que ocorreu pelo ano 200. Embora não esteja provado que tenha morrido mártir, a Igreja o venera como tal.

De qualquer modo ele foi verdadeira testemunha da fé num período de dura perseguição para a Igreja; seu campo de ação foi muito vasto, se se leva em conta que provavelmente não existia nenhum outro bispo na Gália e nas terras fronteiriças à Alemanha. Grego, aprendera as línguas dos novos povoadores para poder assim evangelizar as populações célticas.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Segunda-feira da 13ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria (Sl 46,2).

Deus ergue a voz contra os graves pecados do povo, que não valorizou as intervenções divinas, cheias de amor. Reconheçamos nossas culpas para renovar em nós a disposição de seguir o Senhor.

Primeira Leitura: Amós 2,6-10.13-16

Leitura da profecia de Amós – 6Isto diz o Senhor: “Pelos três crimes de Israel, pelos seus quatro crimes, não retirarei a palavra: porque eles vendem o justo por dinheiro e o indigente, pelo preço de um par de chinelos; 7pisam, na poeira do chão, a cabeça dos pobres e impedem o progresso dos humildes; filho e pai vão à mesma mulher, profanando meu santo nome; 8deitando-se junto a qualquer altar, usando roupas que foram entregues em penhor, bebem vinho, à custa de pessoas multadas, na casa de Deus. 9Entretanto, eu tinha aniquilado, diante deles, os amorreus, homens espadaúdos como cedros e robustos como carvalhos, destruindo-lhes os frutos na ramada e arrancando-lhes as raízes. 10Fui eu que vos fiz sair da terra do Egito e vos guiei pelo deserto, durante quarenta anos, para ocupardes a terra dos amorreus. 13Pois bem, eu vos calcarei aos pés como calca o chão a carroça carregada de feixes; 14o mais ágil não conseguirá fugir, o mais forte não achará força, o valente não salvará a vida; 15o arqueiro não resistirá de pé, o corredor veloz não terá pernas para escapar, nem se salvará o cavaleiro; 16o mais corajoso dentre os corajosos fugirá nu naquele dia”, diz o Senhor. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 49(50)

Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!

1. “Como ousas repetir os meus preceitos / e trazer minha Aliança em tua boca? / Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos / e deste as costas às palavras dos meus lábios! – R.

2. Quando vias um ladrão, tu o seguias / e te juntavas ao convívio dos adúlteros. / Tua boca se abriu para a maldade / e tua língua maquinava a falsidade. – R.

3. Assentado, difamavas teu irmão, / e ao filho de tua mãe injuriavas. / Diante disso que fizeste, eu calarei? / Acaso pensas que eu sou igual a ti? / É disso que te acuso e repreendo / e manifesto essas coisas aos teus olhos. – R.

4. Entendei isto, todos vós que esqueceis Deus, † para que eu não arrebate a vossa vida, / sem que haja mais ninguém para salvar-vos! / Quem me oferece um sacrifício de louvor, / este, sim, é que me honra de verdade. / A todo homem que procede retamente / eu mostrarei a salvação que vem de Deus.” – R.

Evangelho: Mateus 8,18-22

Aleluia, aleluia, aleluia.

Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: / Não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 18vendo uma multidão ao seu redor, Jesus mandou passar para a outra margem do lago. 19Então um mestre da Lei aproximou-se e disse: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás”. 20Jesus lhe respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. 21Um outro dos discípulos disse a Jesus: “Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai”. 22Mas Jesus lhe respondeu: “Segue-me e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus oferece instruções para quem deseja segui-lo como discípulo-missionário. Ao doutor da Lei que se oferece para segui-lo, Jesus lhe mostra que ele vive pobre e de forma despojada: não tem onde repousar a cabeça. Com sua resposta, o Mestre parece convidar o doutor da Lei a repensar se realmente está disposto a abandonar seus privilégios e viver de forma pobre. Seguir Jesus não é aderir a uma doutrina, por mais atraente que seja, mas é seguir uma pessoa, é um modo de vida que exige desapego. Um seu discípulo pede permissão para enterrar o próprio pai. A resposta do Mestre não despreza o dever sagrado de enterrar os mortos, mas revela que os interesses pelo Reino devem estar acima de quaisquer outras preocupações humanas. Seguir Jesus é estar disposto a abandonar as atividades que, mesmo sendo boas, se tornam obstáculo para o seguimento.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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13° Domingo do Tempo Comum

(verde, glória, creio – 1ª semana do saltério)

Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria (Sl 46,2).

Na Eucaristia fortalecemos nossa caminhada com Jesus, que nos conduz rumo à liberdade e à vida segundo o Espírito. O Filho de Deus nos chama ao seu seguimento e nos ensina a não deixar que outras propostas nos desviem do caminho por ele indicado. Celebremos com alegria, em comunhão com o 10º Encontro Mundial das Famílias.

Primeira Leitura: 1 Reis 19,16.19-21

Leitura do primeiro livro dos Reis – Naqueles dias, disse o Senhor a Elias: 16“Vai e unge a Eliseu, filho de Safat, de Abel-Meula, como profeta em teu lugar”. 19Elias partiu dali e encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando a terra com doze juntas de bois; e ele mesmo conduzia a última. Elias, ao passar perto de Eliseu, lançou sobre ele o seu manto. 20Então Eliseu deixou os bois e correu atrás de Elias, dizendo: “Deixa-me primeiro ir beijar meu pai e minha mãe, depois te seguirei”. Elias respondeu: “Vai e volta! Pois o que te fiz eu?” 21Ele retirou-se, tomou a junta de bois e os imolou. Com a madeira do arado e da canga assou a carne e deu de comer à sua gente. Depois, levantou-se, seguiu Elias e pôs-se ao seu serviço. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 15(16)

Ó Senhor, sois minha herança para sempre!

1. Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! † Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor: / nenhum bem eu posso achar fora de vós!” / Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, / meu destino está seguro em vossas mãos! – R.

2. Eu bendigo o Senhor, que me aconselha / e até de noite me adverte o coração. / Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, / pois, se o tenho a meu lado, não vacilo. – R.

3. Eis por que meu coração está em festa, † minha alma rejubila de alegria / e até meu corpo no repouso está tranquilo; / pois não haveis de me deixar entregue à morte / nem vosso amigo conhecer a corrupção. – R.

4. Vós me ensinais vosso caminho para a vida; † junto a vós, felicidade sem limites, / delícia eterna e alegria ao vosso lado! – R.

Segunda Leitura: Gálatas 5,1.13-18

Leitura da carta de São Paulo aos Gálatas – Irmãos, 1é para a liberdade que Cristo nos libertou. Ficai, pois, firmes e não vos deixeis amarrar de novo ao jugo da escravidão. 13Sim, irmãos, fostes chamados para a liberdade. Porém, não façais dessa liberdade um pretexto para servirdes à carne. Pelo contrário, fazei-vos escravos uns dos outros pela caridade. 14Com efeito, toda a Lei se resume neste único mandamento: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. 15Mas, se vos mordeis e vos devorais uns aos outros, cuidado para não serdes consumidos uns pelos outros. 16Eu vos ordeno: procedei segundo o Espírito. Assim, não satisfareis aos desejos da carne. 17Pois a carne tem desejos contra o espírito, e o espírito tem desejos contra a carne. Há uma oposição entre carne e espírito, de modo que nem sempre fazeis o que gostaríeis de fazer. 18Se, porém, sois conduzidos pelo Espírito, então não estais sob o jugo da Lei. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Lucas 9,51-62

Aleluia, aleluia, aleluia.

Fala, Senhor, que te escuta teu servo! / Tu tens palavras de vida eterna! (1Sm 3,9; Jo 6,68) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – 51Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém 52e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, para preparar hospedagem para Jesus. 53Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. 54Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?” 55Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. 56E partiram para outro povoado. 57Enquanto estavam caminhando, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. 58Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. 59Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. 60Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. 61Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. 62Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Começa aqui a grande viagem de Jesus para Jerusalém, onde a cruz o aguarda. Ao longo do percurso, acontecem encontros, milagres, controvérsias. O verdadeiro discípulo é o que segue o Mestre no caminho da renúncia a si mesmo e da solidariedade ativa com os pobres, os pequenos, os excluídos. Jesus reprova o espírito de intolerância de Tiago e João, e mantém sua firme resolução de caminhar para Jerusalém, onde entregará a própria vida em favor da humanidade. Três cenas marcam o início da caminhada. No primeiro e terceiro casos, os homens tomam a iniciativa: “Eu te seguirei”. Ao primeiro, o Mestre lhe mostra que o seguimento a ele não será fácil, pois ele sequer tem lugar onde repousar a cabeça. Ao terceiro, que deseja se despedir dos familiares, Jesus o desafia: ou seguir a nova família do Mestre ou continuar com sua família de sangue. No segundo caso, é Jesus quem chama: “Siga-me”. O convidado pede um tempo para enterrar o pai. Deixar os mortos seria atitude de se desvencilhar do passado. O diálogo com os três possíveis seguidores demonstra a prioridade do Reino. Nas três situações requerem-se: prontidão, desprendimento de outros vínculos, disposição para enfrentar o desconforto. Em vista da nova vida do Reino de Deus.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Sábado da 12ª semana do Tempo Comum

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

(branco, pref. de Maria, – ofício da memória)

Meu coração exulta porque me salvais. Cantarei ao Senhor pelo bem que me fez (Sl 12,6).

A grandeza do Coração de Maria, exaltada desde Santo Agostinho, ganhou singular destaque por obra de São João Eudes, no século 17. O papa Pio 12, em 1942, consagrou toda a humanidade ao Coração de Maria e estendeu a celebração a toda a Igreja. Celebremos com o ardente desejo de que nosso coração se torne repleto de amor a Deus e ao próximo.

Primeira Leitura: Isaías 61,9-11

Leitura do livro do profeta Isaías – 9A descendência do meu povo será conhecida entre as nações, e seus filhos se fixarão no meio dos povos; quem os vir há de reconhecê-los como descendentes abençoados por Deus. 10Exulto de alegria no Senhor e minha alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa ou uma noiva com suas joias. 11Assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e a sua glória diante de todas as nações. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 1Sm 2

Meu coração se regozija no Senhor.

1. Exulta no Senhor meu coração / e se eleva a minha fronte no meu Deus; / minha boca desafia os meus rivais / porque me alegro com a vossa salvação. – R.

2. O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, / mas os fracos se vestiram de vigor. / Os saciados se empregaram por um pão, / mas os pobres e os famintos se fartaram. / Muitas vezes deu à luz a que era estéril, / mas a mãe de muitos filhos definhou. – R.

3. É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, / faz descer à sepultura e faz voltar; / é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, / é o Senhor quem nos humilha e nos exalta. – R.

4. O Senhor ergue do pó o homem fraco, / do lixo ele retira o indigente, / para fazê-los assentar-se com os nobres / num lugar de muita honra e distinção. – R.

Evangelho: Lucas 2,41-51

Aleluia, aleluia, aleluia.

Bendita é a Virgem Maria, / que guardava a Palavra de Deus, / meditando-a no seu coração (Lc 2,19). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – 41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém sem que seus pais o notassem. 44Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46Três dias depois, o encontraram no templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. 47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. 49Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” 50Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas essas coisas. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Enfocada já desde os Padres da Igreja, a grandeza do coração de Maria recebe devoção especial durante a Idade Média. A passagem da devoção privada ao culto público do Coração de Maria é obra de São João Eudes (1601-1680). Em 1942, o papa Pio XII estendeu esta festa a toda a Igreja. O caminho para Jerusalém é imagem da caminhada de fé, vivida por Maria no seu coração. Os pais sempre alimentam projetos com relação ao futuro dos filhos. Com doze anos, Jesus entra responsavelmente na sociedade cultual e social do povo da Aliança. O que fará ele de sua vida? Jesus deve realizar o projeto do Pai, projeto para o qual nasceu. Jerusalém (mencionada três vezes) é a meta rumo à qual Jesus caminha em total obediência à vontade do Pai. Com Jesus devem caminhar também sua mãe e todo discípulo seu.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Natividade de são João Batista

João, chamado o batizador, é filho de Zacarias e de Isabel, ambos de estirpe sacerdotal. Sabemos pelas palavras do anjo Gabriel, que João (cujo nome significa “Deus é propício”) foi concedido aos dois cônjuges em idade avançada. Já vaticinado na Escritura como o precursor do Messias, João encarna o caráter forte de Elias. A sua missão de fato será semelhante “no espírito e no poder” àquela do profeta Elias, enviado para preparar “um povo perfeito” para o advento do Messias. A criança que vai nascer percebe a presença de Jesus “estremecendo de alegria” no ventre materno por ocasião da visita de Maria à prima Isabel. Enviado por Deus para “endireitar os caminhos do Senhor”, foi santificado pela graça divina antes mesmo que seus olhos se abrissem à luz. “Eis — diz Isabel, repleta do Espírito Santo, a Maria — quando tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria em meu ventre”.

Conforme a cronologia sugerida pelo anjo Gabriel (este é o sexto mês para Isabel), o nascimento do precursor foi fixado pela Igreja latina três meses após a Anunciação e seis meses antes do Natal. A celebração da Natividade do Batista é, com a do nascimento de Jesus e de Maria, a única festa litúrgica que a Igreja dedica ao nascimento de um santo. São João Batista é o primeiro santo venerado na Igreja universal com festa litúrgica particular, em data antiquíssima. Santo Agostinho nos diz que o santo era comemorado a 24 de junho na Igreja africana.

Igualmente antiga é a celebração da vigília do santo, conhecida já pelo Sacramentário Leonino, suprimida somente pelo novo calendário. Isso atesta o grande interesse que em todas as épocas sus-citou este austero profeta, definido pelo próprio Cristo como “o maior entre os nascidos de mulher”.

Na história da Redenção, João Batista está entre as personalidades mais singulares: é o último profeta e o primeiro apóstolo, enquanto precede o Messias e lhe dá testemunho. “É mais que profeta — disse ainda Jesus. É dele que está escrito: eis que envio o meu mensageiro à tua frente; ele preparará o teu caminho diante de ti”. Castigador da hipocrisia e da imoralidade, pagou com o martírio o rigor moral que ele não só pregava, mas punha em prática, sem ceder também diante da ameaça de morte. A 29 de agosto a Igreja lembra, com uma segunda comemoração litúrgica, o martírio do Batista, protótipo do monge e do missionário.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS