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Evangelho do dia

Quarta-feira do Tempo do Natal

(branco, pref. da Epifania ou do Natal, – ofício do dia)

O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu (Is 9,2).

Entrar e permanecer no clima do amor de Deus é atitude que alimenta nossa confiança, também no dia do julgamento, pois “no amor não há temor”. Celebremos, renovando nossa plena confiança no Senhor.

Primeira Leitura: 1 João 4,11-18

Leitura da primeira carta de São João – 11Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco, e seu amor é plenamente realizado entre nós. 13A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. 14E nós vimos, e damos testemunho, que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus. 16E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor permanece com Deus, e Deus permanece com ele. 17Nisto se realiza plenamente o seu amor para conosco: em nós termos plena confiança no dia do julgamento, porque, tal como Jesus, nós somos neste mundo. 18No amor não há temor. Ao contrário, o perfeito amor lança fora o temor, pois o temor implica castigo, e aquele que teme não chegou à perfeição do amor. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 71(72)

As nações de toda a terra / hão de adorar-vos, ó Senhor!

1. Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, / vossa justiça ao descendente da realeza! / Com justiça ele governe o vosso povo, / com equidade ele julgue os vossos pobres. – R.

2. Os reis de Társis e das ilhas hão de vir / e oferecer-lhe seus presentes e seus dons; / e também os reis de Seba e de Sabá / hão de trazer-lhe oferendas e tributos. / Os reis de toda a terra hão de adorá-lo, / e todas as nações hão de servi-lo. – R.

3. Libertará o indigente que suplica / e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. / Terá pena do indigente e do infeliz / e a vida dos humildes salvará. – R.

Evangelho: Marcos 6,45-52

Aleluia, aleluia, aleluia.

Louvai o Senhor Jesus, todos os povos, / aceito pela fé no mundo inteiro! (1Tm 3,16) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Depois de saciar os cinco mil homens, 45Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 46Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. 47Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. 48Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles, andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. 49Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. 50Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” 51Então subiu com eles na barca. E o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, 52porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Acabada a festa, retiram-se os músicos, afirma o adágio popular. Jesus despede a multidão saciada e obriga os discípulos a entrar na barca e atravessar o lago. A barca indica missão. Jesus vai ao monte para rezar. Além de agradecer ao Pai a partilha generosa do alimento, Jesus pede em favor de seus discípulos que ainda não lhe compreendem a condição de Homem-Deus. De fato, caminhar sobre as águas é prerrogativa divina, mas os discípulos imaginam ver um fantasma. A voz de Jesus e a expressão “Sou eu” os tranquilizam. Mesmo assim, os discípulos ainda não têm fé total em Jesus. Do mesmo modo que os discípulos, nós também não aprendemos a descobrir que Jesus está comprometido com os acontecimentos de nossa vida.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santa Ângela de Foligno – religiosa

A Igreja atribui-lhe o título de beata e sua memória é celebrada hoje pela Ordem franciscana da cidade de Foligno. O povo porém invoca-a com o nome de santa há muitos séculos. Ângela nasceu em 1248 na pequena cidade de Foligno. É uma das primeiras místicas italianas. Quando jovem, como sua contemporânea Margarida de Cortona, entregou-se às vaidades femininas, tendo teor de vida tranquila e folgada numa casa não de muito luxo, mas decorosa, juntamente com seu marido e filhos.

Não lhe faltaram também graves culpas morais culminadas numa série de comunhões e confissões sacrílegas. Aos 37 anos de idade, porém, mudou radicalmente seus costumes de vida. A morte do marido e dos filhos trouxe-lhe grandes dores e provações. Nessas trágicas circunstâncias mostrou uma força de alma acima do comum. No ano de 1285 são Francisco lhe apareceu em sonho e exortou-a a percorrer com coragem o caminho da perfeição. Ângela ingressou na Ordem Terceira de são Francisco e no ano de 1291 emitiu os votos religiosos. Empreendeu a peregrinação até Assis. Essa peregrinação deixou-lhe na alma um traço profundo. Foi durante essa viagem que Ângela teve experiências místicas desconcertantes, cuja testemunha foi o seu próprio confessor e parente, o beato Arnaldo de Foligno. Ele temeu, e pensando tratar-se de fenômenos diabólicos, obrigou a santa a contar-lhe suas experiências interiores.

A necessidade de iluminar as profundezas desta alma invadida pela graça deu assim origem a um dos mais preciosos livros sobre as experiências místicas de uma alma favorecida por Deus de modo especial. A autobiografia que a santa ditava em dialeto úmbrio era imediatamente traduzida em cristalino latim escolástico. Em trinta passagens Ângela ditou o que acontecia na sua alma, desde o momento da conversão até 1296, quando essas manifestações místicas tornaram-se menos frequentes e deram lugar a novas manifestações espirituais, de modo especial àquelas da maternidade espiritual que concentrou ao redor de Ângela um verdadeiro cenáculo de almas desejosas de perfeição.

Para elas a bem-aventurada enviava numerosas cartas e redigia-lhes também as Instruções salutares. A pobreza, a humildade, a caridade e a paz eram os seus grandes temas: “O supremo bem da alma é a paz verdadeira e perfeita… Quem quer, portanto, perfeito repouso trate de amar a Deus com todo o coração, pois Deus mora no coração. Ele é o único que dá e que pode dar a paz”.

A mestra dos teólogos morreu em Foligno em 1309.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Terça-feira do Tempo do Natal

(branco, pref. da Epifania ou do Natal, – ofício do dia)

Bendito o que vem em nome do Senhor: Deus é o Senhor, ele nos ilumina (Sl 117,26s).

O amor de Deus por nós se manifesta de modo sensível, pois ele enviou seu Filho único ao mundo “para que tenhamos vida por meio dele”. Transformemos o amor de Deus em ações benéficas em favor do próximo.

Primeira Leitura: 1 João 4,7-10

Leitura da primeira carta de São João – 7Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 71(72)

Os reis de toda a terra / hão de adorar-vos, ó Senhor!

1. Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, / vossa justiça ao descendente da realeza! / Com justiça ele governe o vosso povo, / com equidade ele julgue os vossos pobres. – R.

2. Das montanhas venha a paz a todo o povo, / e desça das colinas a justiça! / Este rei defenderá os que são pobres, / os filhos dos humildes salvará. – R.

3. Nos seus dias, a justiça florirá / e grande paz, até que a lua perca o brilho! / De mar a mar estenderá o seu domínio, / e desde o rio até os confins de toda a terra! – R.

Evangelho: Marcos 6,34-44

Aleluia, aleluia, aleluia.

O Espírito do Senhor repousa sobre mim / e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho (Lc 4,18). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 34Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. 35Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e já é tarde. 36Despede o povo, para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer”. 37Mas Jesus respondeu: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos perguntaram: “Queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar-lhes de comer?” 38Jesus perguntou: “Quantos pães tendes? Ide ver”. Eles foram e responderam: “Cinco pães e dois peixes”. 39Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. 40E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas. 41Depois Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. 42Todos comeram, ficaram satisfeitos 43e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. 44O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Pessoas em grande número, movidas pela fome de ouvir a Palavra de Jesus, permanecem com ele num lugar deserto. Cheio de compaixão, porque elas parecem ovelhas sem pastor, Jesus tem disposição para ensinar-lhes muitas coisas. Bem de tardezinha, a fome se apodera de todos, e surge um impasse: como alimentar tanta gente? Jesus não se apresenta como super-homem, capaz de fazer tudo sozinho. Rejeita a sugestão de comprar e propõe a partilha. Organiza cuidadosamente o povo e, usando o que eles têm (cinco pães e dois peixes, cuja soma simboliza a totalidade), sacia a fome de todos. Os dons de Deus são abundantes e, se forem repartidos, satisfazem a todos e ainda sobra muita coisa. A nós, discípulos do Mestre, cabe colaborarmos para que a ninguém falte o pão material e o pão espiritual. O dom de Deus é maior do que a capacidade humana. Aprendamos com Jesus a não ser egoístas, mas solidários, partilhando o que temos e somos com nossos irmãos e irmãs, sobretudo os mais pobres e sofredores.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santa Genoveva – virgem

O nome de santa Genoveva e a devoção a ela não devem ser confundidos com sua homônima lendária de Brabante. Ela é muito popular na França, especialmente em Paris, de onde é a padroeira. A vida da santa parisiense é narrada na Vida de Genoveva, escrita cerca de vinte anos após a sua morte. Essa biografia, considerada hoje como documento autêntico, embora não de todo genuíno, tem o tom modesto de quem escreve para fins edificantes, mas consegue colocar a santa numa moldura histórica precisa.

Nascida em Nanterre (nas proximidades de Paris) pelo ano 422, foi consagrada a Deus aos seis anos por são Germano de Auxerre, quando se dirigia à Inglaterra, onde se alastrava a heresia pelagiana. Aos quinze anos Genoveva consagrava-se definitivamente a Deus. Passou a fazer parte de um grupo de jovens consagradas a Deus. Ves-tiam um hábito que as distinguia das outras mulheres, mas não viviam em convento. Moravam em suas próprias casas dedicando-se às obras de caridade e de penitência. Genoveva levava tudo muito a sério: jejuava frequentemente e, quando podia, retirava-se procurando renovar sua vida espiritual.

Tinha apenas trinta anos quando se envolveu na vida política: em 451 Paris estava sob a ameaça dos hunos de Átila. Os parisienses queriam fugir, mas Genoveva os convenceu a ficarem na cidade, confiando na proteção divina. Assim aconteceu, mas a santa correu o risco de ser linchada pelos mais medrosos. Expulsos os bárbaros, sobreveio a carestia. Genoveva tomou então um barco, foi pelo Sena e procurou alimentos junto aos camponeses, depois os distribuiu generosamente. Uma digna ancestral de santa Joana D’Arc! Valeu-se da sua amizade com o rei Clóvis para obter anistia para numerosos prisioneiros políticos.

Quando morreu, em 502 mais ou menos, edificaram sobre seu túmulo, modesto oratório de madeira que foi a semente de célebre abadia construída por Luís XV, depois transformada em basílica. Era particularmente invocada por ocasiões de grandes calamidades, como epidemias, para implorar a chuva ou contra as inundações do Sena. Os jacobinos da Revolução francesa destruíram-lhe parcialmente as relíquias e profanaram a basílica transformando-a no famoso Panteon, mausoléu dos franceses ilustres. Porém, o culto de santa Genoveva continuou na igreja de santo Estêvão do Monte.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Segunda feira do Tempo do Natal

(branco, pref. da Epifania ou do Natal, – ofício do dia da 2ª semana do saltério)

Raiou para nós um dia de bênção: vinde, nações, e adorai o Senhor; grande luz desceu sobre a terra!

O que Deus Pai espera de nós é que, pelo Espírito, “creiamos no nome do seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros”. Para isso, cabe-nos acolher o apelo de Jesus: “Convertei-vos”.

Primeira Leitura: 1 João 3,22-4,6

Leitura da primeira carta de São João – Caríssimos, 22qualquer coisa que pedimos recebemos dele, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é do seu agrado. 23Este é o seu mandamento: que creiamos no nome do seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, de acordo com o mandamento que ele nos deu. 24Quem guarda os seus mandamentos permanece com Deus e Deus permanece com ele. Que ele permanece conosco, sabemo-lo pelo Espírito que ele nos deu. 4,1Caríssimos, não acrediteis em qualquer espírito, mas examinai os espíritos para ver se são de Deus, pois muitos falsos profetas vieram ao mundo. 2Este é o critério para saber se uma inspiração vem de Deus: todo espírito que leva a professar que Jesus Cristo veio na carne é de Deus; 3e todo espírito que não professa a fé em Jesus não é de Deus – é o espírito do anticristo. Ouvistes dizer que o anticristo virá; pois bem, ele já está no mundo. 4Filhinhos, vós sois de Deus e vós vencestes o anticristo. Pois convosco está quem é maior do que aquele que está no mundo. 5Os vossos adversários são do mundo; por isso, agem conforme o mundo, e o mundo lhes presta ouvidos. 6Nós somos de Deus. Quem conhece a Deus escuta-nos; quem não é de Deus não nos escuta. Nisso reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 2

Eu te darei por tua herança os povos todos.

1. O decreto do Senhor promulgarei, † foi assim que me falou o Senhor Deus: / “Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei!” / Podes pedir-me, e em resposta eu te darei, † por tua herança, os povos todos e as nações, / e há de ser a terra inteira o teu domínio. – R.

2. E agora, poderosos, entendei; / soberanos, aprendei esta lição: / com temor servi a Deus, rendei-lhe glória / e prestai-lhe homenagem com respeito! – R.

Evangelho: Mateus 4,12-17.23-25

Aleluia, aleluia, aleluia.

Jesus pregava a Boa-nova, o Reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo (Mt 4,23). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 12ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. 13Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, 14no território de Zabulon e ­­Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15“Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! 16O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. 17Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos céus está próximo”. 23Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. 24E sua fama espalhou-se por toda a Síria. Levavam-lhe todos os doentes, que sofriam diversas enfermidades e tormentos: endemoninhados, epiléticos e paralíticos. E Jesus os curava. 25Numerosas multidões o seguiam, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia e da região além do Jordão. -Palavra da salvação.

Reflexão:

A luz simboliza vida, beleza, retidão moral e tudo o que há de bom. A luz também representa o divino: Deus é luz! Jesus é a luz do mundo, que veio para iluminar as trevas do pecado. A ausência de luz simboliza a morte, o pecado e o mal. Quando Jesus começou a pregar o Evangelho na Galileia, o evangelista Mateus nos diz que a luz surgiu sobre a “Galileia das nações”. Os habitantes dessa região ainda “estavam assentados na região sombria da morte”, pois não conheciam o verdadeiro Deus, e se sujeitavam às superstições, imoralidades e à falta de esperança das religiões pagãs. Com a sua pregação, Jesus ilumina a todos com a luz do seu ensinamento, convida à conversão e anuncia o Reino de Deus. Jesus conforta as pessoas com sua mensagem sobre o Deus, Pai amoroso que acolhe a todos e cura de todo tipo de enfermidade. Hoje, Jesus continua curando nossas doenças, físicas e espirituais. Basta que estejamos abertos à sua Palavra de amor.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Solenidade da Epifania do Senhor

(branco, glória, creio, prefácio da Epifania – ofício da solenidade)

Eis que veio o Senhor dos senhores; em suas mãos, o poder e a realeza (Ml 3,1; 1Cr 19,12).

Com os magos, guiados pela estrela, viemos adorar e acolher o Salvador da humanidade. Luz dos povos, Jesus se manifesta aos homens e mulheres, de todas as nações, que se abrem aos planos de Deus e se põem em busca de unidade, justiça e paz. Celebremos proclamando sua glória e oferecendo-lhe a alegria e o amor que trazemos no coração.

Primeira Leitura: Isaías 60,1-6

Leitura do livro do profeta Isaías – 1Levanta-te, acende as luzes, Jerusalém, porque chegou a tua luz, apareceu sobre ti a glória do Senhor. 2Eis que está a terra envolvida em trevas, e nuvens escuras cobrem os povos; mas sobre ti apareceu o Senhor, e sua glória já se manifesta sobre ti. 3Os povos caminham à tua luz, e os reis, ao clarão de tua aurora. 4Levanta os olhos ao redor e vê, todos se reuniram e vieram a ti; teus filhos vêm chegando de longe com tuas filhas, carregadas nos braços. 5Ao vê-los, ficarás radiante, com o coração vibrando e batendo forte, pois com eles virão as riquezas de além-mar e mostrarão o poderio de suas nações; 6será uma inundação de camelos e dromedários de Madiã e Efa a te cobrir; virão todos os de Sabá, trazendo ouro e incenso e proclamando a glória do Senhor. -Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 71(72)

As nações de toda a terra hão de adorar-vos, ó Senhor!

1. Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus, / vossa justiça ao descendente da realeza! / Com justiça ele governe o vosso povo, / com equidade ele julgue os vossos pobres. – R.

2. Nos seus dias, a justiça florirá / e grande paz, até que a lua perca o brilho! / De mar a mar estenderá o seu domínio, / e desde o rio até os confins de toda a terra! – R.

3. Os reis de Társis e das ilhas hão de vir / e oferecer-lhe seus presentes e seus dons; / e também os reis de Seba e de Sabá / hão de trazer-lhe oferendas e tributos. / Os reis de toda a terra hão de adorá-lo, / e todas as nações hão de servi-lo. – R.

4. Libertará o indigente que suplica / e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. / Terá pena do indigente e do infeliz, / e a vida dos humildes salvará. – R.

Segunda Leitura: Efésios 3,2-3.5-6

Leitura da carta de São Paulo aos Efésios – 2Irmãos, se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso respeito 3e como, por revelação, tive conhecimento do mistério. 5Esse mistério, Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas, mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: 6os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do mesmo corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo por meio do Evangelho. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Mateus 2,1-12

Aleluia, aleluia, aleluia.

Vimos sua estrela no Oriente / e viemos adorar o Senhor (Mt 2,2). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – 1Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”. 3Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém. 4Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. 5Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: 6‘E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo’”. 7Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido. 8Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”. 9Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino. 10Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. 11Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. 12Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho. -Palavra da salvação.

Reflexão:

A solenidade de hoje põe diante de nós o empenho de três magos, guiados pela estrela, para encontrar o rei recém-nascido. Eles deixaram sua terra e partiram em viagem para estar com o Messias, isto é, o enviado de Deus para salvar o povo. Pesquisaram escritos, procuraram sinais no céu, fizeram viagem longa e cansativa para estar diante daquele que acolhe todas as pessoas que o procuram com boas intenções. Jesus é fonte de alegria para quem o procura de coração sincero, como fizeram os magos. Ao mesmo tempo, é motivo de perturbação para quem se sente ameaçado, como foi para Herodes e para os que estavam ao seu redor. Percebemos assim que Jesus, desde o nascimento, é “sinal de contradição”, pois é ameaça para uns e salvação para muitos. A cena do Evangelho é uma ocasião propícia para nos perguntarmos a respeito da qualidade do esforço que fazemos para chegar até Jesus. A dedicação que devemos ter para nos avizinhar do Mestre não é necessariamente uma peregrinação a um lugar distante. É um caminho necessário, podemos chamar de estrada do coração: passear por nossos sentimentos, pelas ideias que cultivamos, pelas emoções que nos dominam. Procuremos ao longo do ano deixar-nos guiar pela Estrela-Jesus que nos conduz no caminho certo.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Santos Basílio Magno e Gregório Nazianzeno Bispos e doutores da Igreja (memória)

Hoje diríamos que são Basílio era um homem de sorte, pois sua família contava com grande número de santos: sua avó Macrina, a mãe Emélia, a irmã Macrina e os irmãos Pedro, bispo de Sebaste e Gregório, bispo de Nissa. Além disso foi amigo íntimo de outro santo: Gregório Nazianzeno. Eles estão juntos no calendário litúrgico porque tiveram as mesmas aspirações à santidade, os mesmos níveis culturais e alimentaram a mesma chama de vocação à vida monástica. Aliás, são Basílio é pioneiro da vida cenobítica no Oriente: no ano 358 juntamente com o seu amigo, num retiro solitário em Neocesareia no Ponto, redigiu duas importantes Regras que orientam a vida dos monges, que por causa dele foram chamados basilianos.

Como aconteceu também a outras ilustres personagens, pôde desfrutar bem pouco tempo da solidão e do silêncio, tão caros ao seu coração. Ordenado sacerdote e depois chamado para reger a diocese de Cesareia da Capadócia, teve de empenhar-se na defesa do dogma cristão contra o arianismo, que se tornara forte graças ao apoio do imperador Valente. Basílio recolheu assim a herança de santo Atanásio e, como este, soube apoiar-se na autoridade do pontífice romano para debelar o erro. Não foi, porém, seu empenho doutrinal que lhe mereceu, em vida, o apelido de Magno (grande). Isso foi por causa da sua intensa atividade pastoral, de suas vibrantes homilias, de seus vigorosos opúsculos, como a Carta aos jovens e rico Epistolário.

O tema por ele preferido e enfocado era o da caridade concreta: ajudar aos irmãos necessitados. Dirigia-se a um interlocutor imaginário: “A quem fiz injustiça conservando o que é meu? Dizes tu? Diga-me, sinceramente, o que te pertence? De quem o recebeste? Se cada um se contentasse com o necessário e desse aos pobres o supérfluo, não haveria nem ricos nem pobres”. Ele não se contentava com palavras: às portas da cidade de Cesareia deu vida a um verdadeiro reino da caridade com hospícios, asilos, hospitais, laboratórios e escolas artesanais.

São Gregório Nazianzeno nasceu no mesmo ano que são Basílio (330). Sobreviveu dez anos ao amigo (morreu em 379). Homem de estudo e poeta, pela sua excelente doutrina e inflamada eloquência recebeu a alcunha de teólogo. É famoso o seu apaixonado Discurso de adeus, proferido quando teve de abandonar Constantinopla por causa das tramas de seus adversários. Escreveu em seus Poemas morais: “Tudo é instável para que amemos as coisas estáveis”.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Maria Santíssima, Mãe de Deus (solenidade)

A solenidade de Maria Santíssima, Mãe de Deus, é a primeira festa mariana que apareceu na Igreja ocidental. Originariamente a festa nasceu para substituir o costume pagão das strenae (dádivas), cujos ritos não condiziam com a santidade das celebrações cristãs. A Natividade de Santa Maria começou a ser festejada em Roma no século IV, provavelmente junto com a dedicação de uma das primeiras igrejas marianas de Roma: a de Santa Maria Antiga no Foro Romano, ao sul do templo dos Castores. Sua liturgia estava ligada à do Natal. O dia primeiro de janeiro foi chamado de na oitava do Senhor. Lembrando o rito que se cumpriu oito dias após o nascimento de Jesus, proclamava-se o evangelho da circuncisão. A circuncisão dava nome também à festa que inaugurava o ano novo. A última reforma do calendário trouxe ao dia primeiro de janeiro a festa da maternidade divina. Desde 1931 essa festa era celebrada no dia onze de outubro, lembrando o concílio de Éfeso (431) que proclamou solenemente uma das verdades mais caras do povo cristão: Maria é verdadeira Mãe de Cristo, que é verdadeiro Filho de Deus.

Nestório teve a ousadia de declarar: “Porventura pode Deus ter mãe? Nesse caso não podemos condenar a mitologia grega, que atribui mãe aos deuses”. São Cirilo de Alexandria, porém, havia replicado: “Dir-se-á: a virgem é mãe da divindade? Ao que respondemos: o Verbo vivo, subsistente, é gerado pela própria substância de Deus Pai, existe desde toda a eternidade… Mas ele se encarnou no tempo e por isso pode-se dizer que nasceu da mulher”. Jesus, Filho de Deus, nasceu de Maria.

É deste sublime e exclusivo privilégio que derivam à Virgem todos os títulos que lhe atribuímos. Também podemos fazer, entre a santidade individual de Maria e sua maternidade divina, distinção sugerida pelo próprio Jesus Cristo: “Uma mulher levantou a voz do meio da multidão e lhe disse: ‘bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos que te amamentaram’. Mas Jesus replicou: ‘Mais bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a praticam’ ” (Lc 11,27).

Na realidade, “Maria, filha de Adão, consentindo na palavra divina, se fez Mãe de Jesus. E abraçando a vontade salvífica de Deus com todo o coração, não retida por nenhum pecado, consagrou-se totalmente como serva do Senhor à pessoa e obra do seu Filho, servindo sob ele e com ele, por graça de Deus onipotente, ao mistério da redenção” (Lumen gentium, 56).

Deus se fez carne por meio de Maria, começou a fazer parte de um povo, constituiu o centro da história. Ela é o ponto de união entre o céu e a terra. Sem Maria desencarna-se o Evangelho, desfigura-se e transforma-se em ideologia, em racionalismo espiritualista.

Paulo VI assinala a amplidão do serviço de Maria com palavras que têm eco muito atual em nosso Continente: “Ela é a mulher forte que conheceu a pobreza e o sofrimento, a fuga e o exílio (cf. Mt 2,13-23); situações estas que não podem escapar à atenção de quem quiser dar apoio, com espírito evangélico, às energias libertadoras do homem e da sociedade. Apresentar-se-á Maria como a mulher que com a sua ação favoreceu a fé da comunidade apostólica em Cristo e cuja função materna se dilatou, vindo a assumir, no Calvário, dimensões universais” (Puebla, 301 e 302).

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

(branco, glória, creio, prefácio de Maria I – ofício da solenidade)

Salve, ó Santa Mãe de Deus, vós destes à luz o Rei que governa o céu e a terra pelos séculos eternos (Sedúlio).

Cheios de esperança, iniciamos o novo ano civil em nome de Maria, Mãe de Deus e nossa, e com esta solenidade celebramos também o Dia Mundial da Paz. Aquela paz que ela encontrou meditando sobre os fatos da vida e abrindo-se ao abraço infinito do amor divino. Nossa Mãe nos acompanhe ao longo de todo o ano e nos ensine a construir a paz.

Primeira Leitura: Números 6,22-27

Leitura do livro dos Números – 22O Senhor falou a Moisés, dizendo: 23“Fala a Aarão e a seus filhos: Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: 24‘O Senhor te abençoe e te guarde! 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e se compadeça de ti! 26O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!’ 27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 66(67)

Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.

1. Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, / e sua face resplandeça sobre nós! / Que na terra se conheça o seu caminho / e a sua salvação por entre os povos. – R.

2. Exulte de alegria a terra inteira, / pois julgais o universo com justiça; / os povos governais com retidão / e guiais, em toda a terra, as nações. – R.

3. Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, / que todas as nações vos glorifiquem! / Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, / e o respeitem os confins de toda a terra! – R.

Segunda Leitura: Gálatas 4,4-7

Leitura da carta de São Paulo aos Gálatas – Irmãos, 4quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, 5a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva. 6E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abá – ó Pai! 7Assim já não és escravo, mas filho; e se és filho, és também herdeiro: tudo isso por graça de Deus. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Lucas 2,16-21

Aleluia, aleluia, aleluia.

De muitos modos, Deus outrora nos falou pelos profetas; / nestes tempos derradeiros, nos falou pelo seu Filho (Hb 1,1s). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 16os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura. 17Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. 19Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração. 20Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. 21Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido. – Palavra da salvação.

Reflexão:

No primeiro dia do ano, sempre há esperança de que o ano que começa seja melhor. Temos de olhar sempre para a frente, confiantes. A alegria que animou os pastores quando se encontraram com a Família de Nazaré deve contagiar-nos também a nós, assim como todos os que ouviram os pastores. A alegria aumenta ao celebrar a grande festa de Maria, Mãe de Deus e nossa. Encontrar-se com Maria, ao lado de José, cuidando de Jesus, foi motivo de alegria para os pastores, gente simples e trabalhadora que cuidava do rebanho. Olhando o exemplo deles, podemos nos inspirar e, ao longo deste ano, contemplar o grande mistério do amor de Deus para com cada um de nós. Deus amou tanto a humanidade que quis se tornar um de nós. Os pastores foram os primeiros a receber a boa notícia da chegada do Messias, e os primeiros a divulgá-la. Procuremos, ao longo do ano, divulgar as boas notícias que acontecem ao nosso redor; sem, contudo, fechar os olhos às injustiças, à miséria, à dor que atingem muitos de nossos irmãos e irmãs. A exemplo de Maria, meditemos em nosso coração as maravilhas de Deus em nosso favor.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS