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Evangelho do dia

Quarta-feira da 1ª Semana do Advento

(roxo, pref. do Advento I, – ofício do dia da 1ª semana do saltério)

O Senhor vai chegar, não tardará: há de iluminar o que as trevas ocultam e se manifestará a todos os povos (Hab 2,3; 1Cor 4,5).

Após a fome, virá a abundância. Quem nos garante é o próprio Deus, que oferecerá a todos os povos um “banquete de ricas iguarias”. Acolhamos o convite do Senhor com plena disponibilidade.

Primeira Leitura: Isaías 25,6-10

Leitura do livro do profeta Isaías – Naquele dia, 6o Senhor dos exércitos dará neste monte, para todos os povos, um banquete de ricas iguarias, regado com vinho puro, servido de pratos deliciosos e dos mais finos vinhos. 7Ele removerá, neste monte, a ponta da cadeia que ligava todos os povos, a teia em que tinha envolvido todas as nações. 8O Senhor Deus eliminará para sempre a morte, e enxugará as lágrimas de todas as faces, e acabará com a desonra do seu povo em toda a terra; o Senhor o disse. 9Naquele dia se dirá: “Este é o nosso Deus, esperamos nele, até que nos salvou; este é o Senhor, nele temos confiado: vamos alegrar-nos e exultar por nos ter salvo”. 10E a mão do Senhor repousará sobre este monte. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 22(23)

Na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos.

1. O Senhor é o pastor que me conduz; / não me falta coisa alguma. / Pelos prados e campinas verdejantes / ele me leva a descansar. / Para as águas repousantes me encaminha / e restaura as minhas forças. – R.

2. Ele me guia no caminho mais seguro / pela honra do seu nome. / Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, / nenhum mal eu temerei. / Estais comigo com bastão e com cajado, / eles me dão a segurança! – R.

3. Preparais à minha frente uma mesa, / bem à vista do inimigo; / com óleo vós ungis minha cabeça, / e o meu cálice transborda. – R.

4. Felicidade e todo bem hão de seguir-me / por toda a minha vida; / e na casa do Senhor habitarei / pelos tempos infinitos. – R.

Evangelho: Mateus 15,29-37

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eis que o Senhor há de vir / a fim de salvar o seu povo; / felizes são todos aqueles / que estão prontos para ir-lhe ao encontro. – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 29Jesus foi para as margens do mar da Galileia, subiu a montanha e sentou-se. 30Numerosas multidões aproximaram-se dele, levando consigo coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros doentes. Então os colocaram aos pés de Jesus. E ele os curou. 31O povo ficou admirado quando viu os mudos falando, os aleijados sendo curados, os coxos andando e os cegos enxergando. E glorificaram o Deus de Israel. 32Jesus chamou seus discípulos e disse: “Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que está comigo, e nada tem para comer. Não quero mandá-los embora com fome, para que não desmaiem pelo caminho”. 33Os discípulos disseram: “Onde vamos buscar, neste deserto, tantos pães para saciar tão grande multidão?” 34Jesus perguntou: “Quantos pães tendes?” Eles responderam: “Sete e alguns peixinhos”. 35E Jesus mandou que a multidão se sentasse pelo chão. 36Depois pegou os sete pães e os peixes, deu graças, partiu-os e os dava aos discípulos, e os discípulos, às multidões. 37Todos comeram e ficaram satisfeitos; e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus está cercado de gente pobre, doente e com fome. A todas essas pessoas ele dava atenção: curava os doentes e alimentava os famintos. Dois problemas que atingem as pessoas em sua dignidade: doença e fome. Esses dois problemas deveriam ser as primeiras e principais preocupações de toda autoridade que se propõe a assumir qualquer
cargo público. Doença e fome são dois problemas que vêm de longa distância e, até hoje, em muitos países, ainda causam muito sofrimento. Se houvesse boa vontade das autoridades e da sociedade em geral, parte desse sofrimento poderia ser amenizado. Ao envolver os discípulos, Jesus nos mostra que esse é também um problema para a Igreja. Ela não pode ficar neutra nem indiferente diante de tanta miséria e descaso.

Oração
Ó Jesus, divino Mestre, contemplamos admirados tua solicitude com a multidão, seus pobres e enfermos. Além de curares os doentes, organizas a partilha de alimento para todos. Desperta, Senhor, o zelo dos governantes em favor da saúde pública e dos serviços hospitalares de nossas cidades. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santo Elígio – bispo

Os ourives, os faqueiros, os ferradores, os ferreiros, os seleiros, os comerciantes de cavalos, os carreteiros, os cocheiros, os garageiros, os mecânicos e os metalúrgicos honram santo Elígio como seu celeste patrono. Conta-se que durante a sua vida terrena Elígio, nascido em Chaptelat no Limosine pelo ano de 588, de nobre família galo-romana, exerceu essas várias profissões, além de tudo, naturalmente, a de bispo. Como ourives e ferreiro a lenda procura mostrá-lo como tendo dado provas de rara honestidade. Clotário II ter-lhe-ia encomendado um trono todo de ouro (às vezes a ambição olha mais as aparências que a funcionalidade) e Elígio, que em Lião trabalhara como aprendiz junto com o superintendente de confecções de moedas reais, empenhou-se tanto e com tamanha honestidade que com o precioso metal oferecido pela tesouraria real em vez de um trono fez dois.

Isso valeu-lhe a promoção a diretor da Casa da Moeda em Marselha: testemunham-no algumas peças portadoras de sua assinatura. Não era diretor, no sentido moderno da palavra, daqueles que dirigem os trabalhos da grande mesa de nogueira, com secretária e telefone: Elígio continuava a trabalhar na sua forja, manejando martelo e tenazes. Desse modo o representam muitos pintores. Uma lenda conta que o castíssimo ferrador teria resolvido a seu modo uma tentação diabólica, prendendo com as tenazes o nariz de uma linda moça que o seduzia, sob cujas aparências vira a presença do demônio.

No período em que foi diretor da Casa da Moeda, Elígio continuou a trabalhar com muito zelo em obras importantes como o túmulo de são Martinho de Tours, o mausoléu de são Dionísio de Paris, o cálice de Cheles, embora os historiadores não estejam de acordo na atribuição a ele da paternidade desses trabalhos. O que vai sem dúvida atribuído a seus méritos são as numerosas obras de caridade feitas neste período, resgatando muitos prisioneiros, aos quais restituía a liberdade, e a construção de uma abadia, em 632, em Solignac, que confiou à direção de são Remaclo. Em 633, construiu um mosteiro feminino em Paris.

Em 639, morto o rei, demitiu-se de todos os cargos, para entrar na vida eclesiástica. Dois anos após era consagrado bispo e teve o governo da diocese de Noyon-Tournai, que dirigiu por uns vinte anos, dedicando-se a muitas atividades apostólicas: fundações de mosteiros e viagens missionárias a Flandres e entre os frisões. A morte o colheu durante uma dessas viagens de pregação, na Holanda, a 1º de dezembro de 660.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS