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Santo do dia

Santa Catarina de Alexandria – virgem e mártir

No início do século IV houve troca brusca da parte do poder romano em relação ao cristianismo. Diocleciano, já velho e doentio, deu início à mais cruel das perseguições. No Egito, chamado de China do mundo antigo, a perseguição chegou à mais terrível crueldade: homens, mulheres e crianças eram condenados a suplícios que a fértil e macabra fantasia dos algozes inventava para tornar mais atrozes os sofrimentos dos condenados, a tal ponto que muitos pagãos ficavam com dó e procuravam ajudar os cristãos. Nós agora lemos com certa curiosidade e incredulidade as Paixões, isto é, o balanço das últimas horas dos mártires, os processos e as condenações, suas respostas aos juízes. São frutos quase sempre de piedosas fantasias, contos lendários, conservados com o fim de edificação.

Assim é também o que se refere à santa que hoje comemoramos, a nobre Catarina de Alexandria, cujo martírio atingiu mais a fantasia popular enquanto parecia tratar-se de menina de alta sociedade, inteligente, bela de rosto e de alma. Maximino Daia teria se apaixonado tanto por Catarina a ponto de querer divorciar-se de sua mulher para se casar com ela. Com a firme rejeição de Catarina, pôs cinquenta filósofos para convencê-la de que Cristo, que tinha morrido na cruz, não podia ser Deus. Mas Catarina fazendo uso da arte retórica, e sobretudo dos bons conhecimentos filosóficos e teológicos, acabou por ganhar para a sua parte aqueles sábios, que iluminados pela graça, aderiram ao cristianismo: duplamente vencido aos olhos dos pagãos, eles receberam a coroa dos mártires, porque Maximino os fez trucidar.

Quanto a Catarina, não conseguindo dobrá-la aos seus desejos, Maximino procurou fazê-la triturar pelas rodas de um carro com pontas de ferro, que ao contato com o corpo da menina, dobraram-se como se fossem de vime. Por causa desse episódio os que lidam com rodas elegeram-na como padroeira.

Levada para fora da cidade, Catarina foi decapitada, mas do pescoço cortado, em vez de sangue, saiu, como de certas ervas, leite, merecendo com isso segundo título de protetora daquelas que, tendo pouco leite, devem amamentar seus pequenos. Os prodígios não acabaram aqui: do céu desceram os anjos, que transportaram o corpo da mártir para o monte Sinai, onde mais tarde teria nascido um convento a ela consagrado.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Quinta-feira da 34ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

O Senhor fala de paz a seu povo e a seus amigos e a todos os que se voltam para ele (Sl 84,9).

Na vida de quem teme a Deus não faltam aflições, inimigos e ciladas. O Senhor, porém, protege seus servidores. Alimentemos, pela participação na Eucaristia e pela constante oração, nossa comunhão com ele.

Primeira Leitura: Daniel 6,12-28

Leitura da profecia de Daniel – Naqueles dias, 12aproximaram-se os chefes do reino e encontraram Daniel orando e fazendo preces a seu Deus. 13Foram ter com o rei e falaram a propósito do decreto: “Ó rei, acaso não assinaste um decreto segundo o qual toda pessoa que, nos próximos trinta dias, dirija oração a qualquer divindade ou homem que não sejas tu, ó rei, seria atirada na cova dos leões?” O rei respondeu: “O que dizeis é verdade, como manda a lei dos medos e persas, e que não se pode violar”. 14Então eles disseram perante o rei: “Daniel, um dos cativos de Judá, não fez caso de ti, ó rei, nem do decreto que assinaste, mas três vezes por dia ele faz suas preces e orações”. 15Ao ouvir isso, o rei ficou muito desapontado e tomou a resolução de salvar Daniel, empenhando-se em libertá-lo antes do pôr do sol. 16Mas aqueles homens instaram com o rei e disseram: “Não te esqueças, ó rei, de que é lei dos medos e persas que não se pode mudar nenhum decreto que o rei tenha promulgado”. 17Então o rei deu ordem para buscar Daniel e lançá-lo na cova dos leões. E disse a ele: “O teu Deus, a quem prestas culto com perseverança, haverá de salvar-te”. 18Trouxeram uma pedra e colocaram-na sobre a boca da cova, que o rei marcou com seu anel e os dos grandes da corte, para que nada se tentasse contra Daniel. 19O rei retirou-se para o palácio e foi dormir sem cear, e não quis que lhe trouxessem comida; além disso, não conseguiu conciliar o sono. 20Ao raiar do dia, levantou-se o rei e foi apressadamente à cova dos leões; 21aproximando-se da cova, chamou por Daniel com voz aflita e disse: “Daniel, servo do Deus vivo, teu Deus, a quem prestas culto com perseverança, pôde salvar-te dos leões?” 22E Daniel respondeu ao rei: “Ó rei, vive para sempre! 23O meu Deus enviou seu anjo e fechou a boca dos leões; os leões não me fizeram mal, porque, na presença dele, foi provada a minha inocência; tampouco pratiquei qualquer crime contra ti, ó rei”. 24Com isso, alegrou-se grandemente o rei e mandou tirar Daniel da cova; quando o retiraram, nenhuma lesão mostrava ele, porque acreditara em seu Deus. 25O rei mandou vir os homens que acusaram Daniel e os fez lançar na cova dos leões, juntamente com seus filhos e suas mulheres; estes não tinham chegado ao fundo da cova, e já os leões caíam sobre eles, esmagando-lhes os ossos. 26Então o rei Dario escreveu a todos os povos, nações e línguas que habitavam a terra: “Que vossa paz se multiplique. 27Está decretado por mim que, em todo o território do meu império, todos respeitem e temam o Deus de Daniel: ele é o Deus vivo que permanece para sempre, seu reino não será destruído e seu poder durará eternamente; 28ele é o libertador e o salvador, que opera sinais e maravilhas no céu e na terra. Foi ele quem salvou Daniel das garras dos leões!” – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: Dn 3

Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!

1. Orvalhos e garoas, bendizei o Senhor! † Geada e frio, bendizei o Senhor! / Gelos e neves, bendizei o Senhor! – R.

2. Noites e dias, bendizei o Senhor! / Luzes e trevas, bendizei o Senhor! – R.

3. Raios e nuvens, bendizei o Senhor! / Ilhas e terra, bendizei o Senhor! – R.

Evangelho: Lucas 21,20-28

Aleluia, aleluia, aleluia.

Levantai vossa cabeça e olhai, / pois a vossa redenção se aproxima! (Lc 21,28) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20“Quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, ficai sabendo que a sua destruição está próxima. 21Então, os que estiverem na Judeia devem fugir para as montanhas; os que estiverem no meio da cidade devem afastar-se; os que estiverem no campo não entrem na cidade, para que se cumpra tudo o que dizem as Escrituras. 23Infelizes das mulheres grávidas e daquelas que estiverem amamentando naqueles dias, pois haverá uma grande calamidade na terra e ira contra este povo. 24Serão mortos pela espada e levados presos para todas as nações, e Jerusalém será pisada pelos infiéis, até que o tempo dos pagãos se complete. 25Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra, as nações ficarão angustiadas, com pavor do barulho do mar e das ondas. 26Os homens vão desmaiar de medo só em pensar no que vai acontecer ao mundo, porque as forças do céu serão abaladas. 27Então eles verão o Filho do Homem vindo numa nuvem com grande poder e glória. 28Quando essas coisas começarem a acontecer, levantai-vos e erguei a cabeça, porque a vossa libertação está próxima”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

A destruição de Jerusalém (ano 70) marcará o início de nova fase do povo de Deus. Ela inaugura a época dos pagãos, que significa a chegada do Reino de Deus: “Jerusalém será pisada, até que se completem os tempos dos gentios”. O projeto do Pai não é monopólio de um só povo, mas de todos os povos, que formarão o novo povo de Deus. Os sinais cósmicos são símbolos da queda de uma ordem social injusta. O Filho do Homem triunfará sobre os opressores. Seu grande poder de vida se opõe aos “poderes” de morte que vacilam e caem. Diante desta reviravolta da situação, os seguidores de Jesus têm de levantar a cabeça, porque sua libertação “está próxima”. Jesus vem libertar os seus. A nova história já começou, e nós fazemos parte de sua construção.

Oração
Ó Jesus Libertador, em cores vivas anuncias a destruição de Jerusalém, cidade que matou os antigos profetas e descartou tua amável presença. Revelas, ao mesmo tempo, que teus discípulos podem se abrir à esperança, afastando todo medo: “Ergam a cabeça, pois a libertação de vocês está próxima”. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

São Columbano – abade

Os monges irlandeses foram grandes viajantes, indo para longínquas terras impulsionados pelo desejo de pregar o Evangelho. São Columba, pela metade do século VI, converteu ao cristianismo os pites, cujo território recebeu o nome de Escócia (nome até então limitado a Irlanda). Pouco depois, o quase homônimo são Columbano (conhecido também com os nomes de Colum, Colman, Palumba ou Columba), deixou por sua vez a Irlanda para ir ao continente. Nascido em 528, fez a sua preparação humanística e religiosa em um mosteiro da Irlanda do Norte, em Bangor, sob a direção de são Comgall. É o período em que a Irlanda, chamada “a ilha dos santos”, conta com riquíssima proliferação de santos missionários. Com são Columbano partiram para a Europa um grupo de seis discípulos para aí difundir a vida monástica irlandesa: são Quiliano em Arras, são Gallo no lago de Constância, onde a célebre abadia por ele fundada perpetua o seu nome, são Fursy em Peronne, são Romualdo em Malines, são Livino em Gand, são Virgílio em Salisburgo.

Poucos conhecem a origem irlandesa de são Frediano, venerado em Lucas, santo Urso em Aosta, são Donato em Fiesole, são Folco em Placência, santo Emiliano em Faenza, são Cataldo na Púglia e no coração da Sicília. O próprio são Columbano chegou à Itália e fundou em Bobbio o quinto dos seus célebres mosteiros: os primeiros ele os havia fundado em Luxeuil e em Fontaines na Borgonha, em seguida, em Faremoutiers e em Jouarre. Numa hora de declínio da primitiva cristandade, devido às invasões dos povos germânicos, o florescimento das missões irlandesas de são Columbano foi uma transfusão de linfa generosa por toda a Europa.

São Columbano teve por isso o apelido de “gigante da estatura europeia”. Foi missionário movido por autêntico espírito apostólico e por grande caridade, embora seu temperamento fosse julgado extremamente duro. Foi expulso de Luxeuil, por causa da sua inflexibilidade, pela avó do jovem rei Thierri, que sucedeu ao magnânimo Gontrano. Antes de embarcar de Nantes escreveu uma bela carta aos seus monges com frases ardentes como esta: “Se tirarem a liberdade de alguém, tiram-lhe a dignidade”.

A embarcação, que devia levá-lo para a Irlanda, encontrou vento contrário e o santo missionário, interpretando aquilo como indica-ção da Providência, pôs-se a caminho para o sul, chegando à Itália, onde o rei longobardo Agilulfo e a rainha Teodolinda permi-ti-ram-lhe fundar o mosteiro de Bobbio, em 614, um ano antes de sua morte.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Quarta-feira da 34ª semana do Tempo Comum

SANTO ANDRÉ DUNG-LAC

PRESBÍTERO E MÁRTIR

(vermelho, pref. comum, ou dos mártires, – ofício da memória)

A cruz de nosso Senhor Jesus Cristo deve ser a nossa glória: nele está nossa vida e ressurreição; para os salvos, como nós, ela é poder de Deus (Gl 6,14; 1Cor 1,18).

André, presbítero, liderava um grupo de 117 cristãos que, entre os anos 1830 e 1870, sofreram o martírio no Vietnã. Foi pároco e missionário em diversas partes do país e morreu decapitado por ordem do governo local. Ele e seus companheiros foram canonizados pelo papa São João Paulo 2º em 1988. Possa o sangue dos mártires gerar, por toda parte, novos e fervorosos seguidores de Cristo.

Primeira Leitura: Daniel 5,1-6.13-14.16-17.23-28

Leitura da profecia de Daniel – Naqueles dias, 1o rei Baltasar ofereceu um grande banquete aos mil dignitários de sua corte, tomando vinho em companhia deles. 2Já embriagado, Baltasar mandou trazer os vasos de ouro e prata que seu pai Nabucodonosor tinha tirado do templo de Jerusalém, para beberem deles o rei e os grandes do reino, suas mulheres e concubinas. 3Foram, pois, trazidos os vasos de ouro e prata, retirados do templo de Jerusalém, e deles se serviram o rei e os grandes do reino, suas mulheres e concubinas; 4bebiam vinho e engrandeciam seus deuses de ouro e prata, de bronze e ferro, de madeira e pedra. 5Naquele mesmo instante, apareceram dedos de mão humana que iam escrevendo, diante do candelabro, sobre a superfície da parede do palácio, e o rei via os dedos da mão que escrevia. 6Alterou-se o semblante do rei, confundiram-se suas ideias e ele sentiu vacilarem os ossos dos quadris e tremerem os joelhos. 13Então Daniel foi introduzido à presença do rei, e este lhe disse: “És tu Daniel, um dos cativos de Judá, trazidos de Judá pelo rei, meu pai? 14Ouvi dizer que possuis o espírito dos deuses e que em ti se acham ciência, entendimento e sabedoria em grau superior. 16Ora, ouvi dizer também que sabes decifrar coisas obscuras e deslindar assuntos complicados; se, portanto, conseguires ler o escrito e dar-me sua interpretação, tu te vestirás de púrpura, e levarás ao pescoço um colar de ouro, e serás o terceiro homem do reino”. 17Em resposta, disse Daniel perante o rei: “Fiquem contigo teus presentes e presenteia um outro com tuas honrarias; contudo, vou ler, ó rei, o escrito e fazer-te a interpretação. 23Tu te levantaste contra o Senhor do céu; os vasos de sua casa foram trazidos à tua presença e deles bebestes vinho, tu e os grandes do reino, tuas mulheres e concubinas; ao mesmo tempo, celebravas os deuses de prata e ouro, de bronze e ferro, de madeira e pedra, deuses que não veem nem ouvem e nada entendem – e ao Deus que tem em suas mãos tua vida e teu destino não soubeste glorificar. 24Por isso, foram mandados por ele os dedos da mão, que fez este escrito. 25Assim se lê o escrito que foi traçado: mâne, técel, pársin. 26E esta é a explicação das palavras: mâne – Deus contou os dias de teu reinado e deu-o por concluído; 27técel – foste pesado na balança e achado com menos peso; 28pársin – teu reino foi dividido e entregue aos medos e persas”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: Dn 3

Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!

1. Lua e sol, bendizei o Senhor! / Astros e estrelas, bendizei o Senhor! – R.

2. Chuvas e orvalhos bendizei o Senhor! / Brisas e ventos, bendizei o Senhor! – R.

3. Fogo e calor, bendizei o Senhor! / Frio e ardor, bendizei o Senhor! – R.

Evangelho: Lucas 21,12-19

Aleluia, aleluia, aleluia.

Permanece fiel até a morte, / e a coroa da vida eu te darei! (Ap 2,10) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12“Antes que essas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. 13Essa será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé. 14Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa, 15porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. 16Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. 17Todos vos odiarão por causa do meu nome. 18Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. 19É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida!” – Palavra da salvação.

Reflexão:

O livro dos Atos dos Apóstolos comprova, mediante inúmeros fatos, a veracidade desse discurso de Jesus. É a reviravolta provocada pela implantação do Reino de Deus. Por que a pregação do Evangelho causa tanta agitação na sociedade? Porque há um grupo de poderosos que se recusam a mudar suas atitudes de prepotência, exploração e opressão do povo. Querem manter seus privilégios. Então, é travada uma luta sem tréguas entre os discípulos de Jesus, que corajosamente pregam a Boa-Nova, e aqueles que preferem conviver com a injustiça. Cristãos e cristãs são reprimidos, aprisionados, levados aos tribunais para prestar conta de suas atitudes e de sua fé. Mas têm a garantia da assistência de Jesus: “Eu darei a vocês palavras e sabedoria, às quais nenhum dos adversários conseguirá resistir ou rebater”.

Oração
Ó Mestre, apresentas, com clareza, a realidade que teus discípulos irão vivenciar por causa do teu nome. De um lado, inevitáveis e duras perseguições; de outro, a garantia de total assistência divina. Concede-nos, Senhor, fortaleza para resistir às adversidades e confiança em tua incessante proteção. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

São Clemente I – papa e mártir

Dos sucessores imediatos de Pedro na cátedra de Roma, o terceiro, de nome Clemente — escreve santo Ireneu no ano 180 — “vira os apóstolos e conversara com eles, ouvira a voz da pregação deles e tivera a tradição deles diante dos olhos”. Não é a única notícia que santo Ireneu nos dá do papa Clemente. Por ele sabemos que o autor da importante carta escrita pela Igreja de Roma à de Corinto é o papa Clemente. Fontes menos credenciadas atribuem a Clemente vários outros escritos entre eles uma carta sobre a virgindade, ou até mesmo um romance autobiográfico, obra evidentemente apócrifa, que testemunha todavia a clara luz que iluminou os nove anos do seu pontificado do ano 88 ao 97.

Foi dito que sua carta aos coríntios é a “epifania do primado romano”, enquanto este primeiro documento papal (protótipo de todas as cartas encíclicas que seriam escritas no decurso dos séculos) afirma a autoridade do sucessor de são Pedro, bispo de Roma, sobre outras igrejas de origem apostólica. A carta, escrita entre os anos de 93 e 97, enquanto estava ainda com vida o apóstolo são João, é dirigida à Igreja de Corinto, dividida por um cisma interno, porque um grupo de fiéis contestava a autoridade dos presbíteros. O papa Clemente confiava: “Vós nos dareis júbilo e alegria se, obedecendo às advertências por nós escritas com a graça do Espírito Santo, rasgardes a ilícita paixão da inveja”.

Com este primeiro ato do magistério, são Clemente deixou o único traço de sua vida. Não se está certo, por outro lado, que o Clemente citado na epístola aos filipenses por são Paulo seja o futuro sucessor de são Pedro; e é improvável que este seja o mártir Tito Flávio Clemente, porque escritores como Ireneu, Eusébio e Jerônimo (e o próprio ofício litúrgico do santo) ignoram o martírio do papa Clemente, a respeito do qual a fantasia popular teceu o enredo de inverossímil lenda: são Clemente, por ter convertido Teodora, esposa de influente oficial do imperador Nerva, teria incorrido na sua vingança. Acusado de feitiçaria, sedução e mandado a uma ilha para carregar barris de água, teria feito nascer um rio com simples toque de picareta. Mais que convencidos de estarem lidando com feiticeiro, os pagãos ataram-lhe uma âncora ao pescoço, jogando-o ao mar, que se retraiu para entregar aos cristãos o corpo do mártir para veneração.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Terça-feira da 34ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

O Senhor fala de paz a seu povo e a seus amigos e a todos os que se voltam para ele (Sl 84,9).

Os reinos deste mundo são frágeis e passageiros. Só o Todo-poderoso pode construir um reino estável: viva esperança para o povo oprimido. Bendigamos ao Senhor “pelos séculos sem fim”.

Primeira Leitura: Daniel 2,31-45

Leitura da profecia de Daniel – Naqueles dias, disse Daniel a Nabucodonosor: 31“Tu, ó rei, olhavas, e pareceu-te ver uma estátua grande, muito alta, erguida à tua frente, de aspecto aterrador. 32A cabeça da estátua era de ouro fino, peito e braços eram de prata, ventre e coxas, de bronze; 33sendo as pernas de ferro, e os pés, parte de ferro e parte de barro. 34Estavas olhando quando uma pedra, sem ser empurrada por ninguém, se desprendeu de algum lugar e veio bater na estátua, em seus pés de ferro e barro, fazendo-os em pedaços; 35então, a um só tempo, despedaçaram-se ferro, barro, bronze, prata e ouro, tudo ficando como a palha miúda das eiras, no verão, que o vento varre sem deixar vestígios; mas a pedra que atingira a estátua transformou-se num grande monte e encheu toda a terra. 36Este foi o sonho; vou dar também a interpretação, ó rei, em tua presença. 37Tu és um grande rei, e o Deus do céu te deu a realeza, o poder, a autoridade e a glória; 38ele entregou em tuas mãos os filhos dos homens, os animais do campo e as aves do céu, onde quer que habitem, e te constituiu senhor de todos eles: tu és a cabeça de ouro. 39Depois de ti, surgirá outro reino, que é inferior ao teu, e ainda um terceiro, que será de bronze e dominará toda a terra. 40O quarto reino será forte como ferro; e assim como o ferro tudo esmaga e domina, do mesmo modo, à semelhança do ferro, ele esmagará e destruirá todos aqueles reinos. 41Viste os pés e dedos dos pés, parte de barro e parte de ferro, porque o reino será dividido; terá a força do ferro, conforme viste o ferro misturado com barro cozido. 42Viste também que os dedos dos pés eram parte de ferro e parte de barro, porque o reino em parte será sólido e em parte quebradiço. 43Quanto ao ferro misturado com barro cozido, haverá decerto ligações por via de casamentos, mas sem coesão entre as partes, assim como o ferro não faz liga com o barro. 44No tempo desses reinos, o Deus do céu suscitará um reino que nunca será destruído, um reino que não passará a outro povo; antes, esmagará e aniquilará todos esses reinos, e ele permanecerá para sempre. 45Quanto à pedra que, sem ser tocada por mãos, se desprendeu do monte e despedaçou o barro cozido, o ferro, o bronze, a prata e o ouro, o grande Deus faz saber ao rei o que acontecerá depois, no futuro. O sonho é verdadeiro, e sua interpretação, fiel”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: Dn 3

Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!

1. Obras do Senhor, bendizei o Senhor! / Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim! / Céus do Senhor, bendizei o Senhor! / Anjos do Senhor, bendizei o Senhor! – R.

2. Águas do alto céu, bendizei o Senhor! / Potências do Senhor, bendizei o Senhor! – R.

Evangelho: Lucas 21,5-11

Aleluia, aleluia, aleluia.

Permanece fiel até a morte, / e a coroa da vida eu te darei! (Ap 2,10) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 5algumas pessoas comentavam a respeito do templo que era enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas. Jesus disse: 6“Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra. Tudo será destruído”. 7Mas eles perguntaram: “Mestre, quando acontecerá isso? E qual vai ser o sinal de que essas coisas estão para acontecer?” 8Jesus respondeu: “Cuidado para não serdes enganados, porque muitos virão em meu nome, dizendo: ‘Sou eu!’ E ainda: ‘O tempo está próximo’. Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e revoluções, não fiqueis apavorados. É preciso que essas coisas aconteçam primeiro, mas não será logo o fim”. 10E Jesus continuou: “Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país. 11Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

A imponência do templo oferece segurança aos chefes religiosos, que continuam identificados com as estruturas sociais, políticas e religiosas. Jesus esclarece que tudo será destruído; não restará pedra sobre pedra. Querem então saber quando acontecerá a destruição. Jesus não apresenta nenhuma data, mas adverte contra os falsos Messias que surgirão dizendo: “Sou eu… o tempo está próximo”. Não sigam essa gente. Com a invasão e tomada de Jerusalém pelos romanos no ano 70, muitos pensavam que tinha chegado o fim do mundo. Jesus esclarece que “não será logo o fim”. Será o fim apenas de uma fase da história. Jesus amplia o discurso e adverte seus discípulos de que sempre haverá guerras, terremotos, fome e epidemias, que marcam uma fase seguinte na história da humanidade.

Oração
Ó Jesus, divino Mestre, contigo aprendemos que nada neste mundo é para sempre. Mesmo o templo, que parecia indestrutível, acabará em ruínas. Ajuda-nos, Senhor, a concentrar nossos interesses e energias sobre valores perenes, como a prática da justiça, do amor e da solidariedade. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santa Cecília – virgem e mártir

A popularidade da devoção para com a virgem e mártir romana fez com que o novo calendário litúrgico conservasse sua memória, embora faltem testemunhos anteriores ao século VI. Esta devoção e também o patrocínio de santa Cecília sobre a música sagrada devem-se de fato à sua Paixão, que é posterior a 486. Nesse relato, Cecília é identificada com uma santa homônima, sepultada nas catacumbas de são Calisto e que teria sofrido o martírio durante o império de Alexandre Severo, pelo ano de 230. “O culto de santa Cecília — lê-se na Liturgia das Horas —, em honra da qual no século V foi construída em Roma uma basílica, difundiu-se por causa de sua Paixão. Nela Cecília é exaltada como o modelo mais perfeito de mulher cristã, que por amor de Cristo professou a virgindade e sofreu o martírio”.

Cecília, nobre e rica, ia diariamente assistir à missa celebrada pelo papa Urbano nas catacumbas da via Ápia, aguardada por multidão de pobres, que conheciam a sua generosidade. Cecília, noiva de Valeriano, no dia das núpcias, “enquanto os órgãos tocavam, ela cantava em seu coração somente para o Senhor” (deste trecho da sua Paixão teve origem o patrocínio de Cecília sobre a música sagrada); depois, quando chegou à noite, a jovem disse a Valeriano: “Nenhuma mão humana pode me tocar, pois sou protegida por um anjo. Se tu me respeitares, ele amará a ti, como me ama”.

O esposo decepcionado, não teve alternativa: seguiu o conselho de Cecília. Fez-se instruir e batizar pelo papa Urbano e depois participou do mesmo ideal de pureza da esposa, recebendo em recompensa a mesma sorte gloriosa: a palma do martírio, ao qual, pela graça de Deus, foi associado também o irmão de Valeriano, Tibúrcio. Apesar dessa narrativa parecer fruto de piedosa fantasia, os mártires Valeriano e Tibúrcio, sepultados nas catacumbas de Pretestato, são historicamente certos. Após o processo, referido com abundância de detalhes pelo autor da Paixão, Cecília, condenada à decapitação, recebeu três golpes do algoz sem que sua cabeça caísse: ela pedira e obtivera a graça de rever o papa Urbano antes de morrer.

Aguardando essa visita, ela continuou ainda três dias professando a fé. Não podendo proferir palavras, expressou com os dedos seu credo em Deus Uno e Trino. É nesta atitude que Maderno a esculpiu na célebre estátua.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Segunda-feira da 34ª semana do Tempo Comum

SANTA CECÍLIA

VIRGEM E MÁRTIR

(vermelho, pref. comum, ou dos santos, – ofício da memória)

Louvem as virgens o nome do Senhor, porque só ele é excelso; sua glória excede a terra e o céu (Sl 148,12ss).

Cecília viveu na Itália no século 3º. Dedicou-se à caridade para com os pobres e foi vítima das perseguições contra os cristãos. É uma das sete mulheres mencionadas na 1ª Oração Eucarística, chamada de Cânon Romano. É invocada como padroeira da música e do canto sacro. Rezemos por todos os que, nas comunidades, nos ajudam a celebrar cantando.

Primeira Leitura: Daniel 1,1-6.8-20

Início da profecia de Daniel – 1No terceiro ano do reinado de Joaquim, rei de Judá, Nabucodonosor, rei da Babilônia, avançou sobre Jerusalém e pôs-lhe cerco; 2o Senhor entregou em suas mãos Joaquim, rei de Judá, e parte dos vasos da casa de Deus, e ele os levou para a terra de Senaar, para o templo de seus deuses, depositando os vasos no tesouro dos deuses. 3Então o rei ordenou ao chefe dos eunucos, Asfenez, para que trouxesse, dentre os filhos de Israel, alguns jovens de estirpe real ou de família nobre, 4sem defeito físico e de boa aparência, preparados com boa educação, experientes em alguma ciência e instruídos, e que pudessem estar no palácio real, onde lhes deveriam ser ensinadas as letras e a língua dos caldeus. 5O rei fixou-lhes uma ração diária da comida e do vinho de sua mesa, de tal modo que, assim alimentados e educados durante três anos, eles pudessem no fim entrar para o seu serviço. 6Havia, entre esses moços, filhos de Judá, Daniel, Ananias, Misael e Azarias. 8Ora, Daniel decidiu secretamente não comer nem beber da mesa do rei por convicções religiosas e pediu ao chefe dos eunucos que o deixasse abster-se para não se contaminar. 9Deus concedera que Daniel obtivesse simpatia e benevolência por parte do mordomo. Este disse-lhes: “Tenho medo do rei, meu senhor, que determinou alimentação e bebida para todos vós; 10se vier a perceber em vós um aspecto mais abatido que o dos outros moços da vossa idade, estareis condenando minha cabeça perante o rei”. 11Mas disse Daniel ao guarda que o chefe dos eunucos tinha designado para tomar conta dele, de Ananias, Misael e Azarias: 12“Por favor, faze uma experiência com estes teus criados por dez dias, e nos sejam dados legumes para comer e água para beber; 13e que à tua frente seja examinada nossa aparência e a dos jovens que comem da mesa do rei, e, conforme achares, assim resolverás com estes teus criados”. 14O homem, depois de ouvir essa proposta, experimentou-os por dez dias. 15Depois desses dez dias, eles apareceram com melhor aspecto e mais robustos do que todos os outros jovens que se alimentavam com a comida do rei. 16O guarda, desde então, retirava a comida e bebida deles para dar-lhes legumes. 17A esses quatro jovens Deus concedeu inteligência e conhecimento das letras e das ciências, e a Daniel, o dom da interpretação de todos os sonhos e visões. 18Terminado, pois, o prazo que o rei tinha fixado para a apresentação dos jovens, foram estes trazidos à presença de Nabucodonosor pelo chefe dos eunucos. 19Depois de o rei lhes ter falado, não se achou ninguém, dentre todos os presentes, que se igualasse a Daniel, Ananias, Misael e Azarias. E passaram à companhia do rei. 20Em todas as questões de sabedoria e entendimento que lhes dirigisse, achava o rei neles dez vezes mais valor do que em todos os adivinhos e magos que havia em todo o reino. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: Dn 3

A vós louvor, honra e glória eternamente!

1. Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais. / A vós louvor, honra e glória eternamente! / Sede bendito, nome santo e glorioso. / A vós louvor, honra e glória eternamente! – R.

2. No templo santo onde refulge a vossa glória. / A vós louvor, honra e glória eternamente! / E em vosso trono de poder vitorioso. / A vós louvor, honra e glória eternamente! – R.

3. Sede bendito, que sondais as profundezas. / A vós louvor, honra e glória eternamente! / E superior aos querubins vos assentais. / A vós louvor, honra e glória eternamente! – R.

4. Sede bendito no celeste firmamento. / A vós louvor, honra e glória eternamente! / Obras todas do Senhor, glorificai-o. / A ele louvor, honra e glória eternamente! – R.

Evangelho: Lucas 21,1-4

Aleluia, aleluia, aleluia.

Vigiai, diz Jesus, vigiai, / pois, no dia em que não esperais, / o vosso Senhor há de vir (Mt 24,42.44). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 1Jesus ergueu os olhos e viu pessoas ricas depositando ofertas no tesouro do templo. 2Viu também uma pobre viúva que depositou duas pequenas moedas. 3Diante disso, ele disse: “Em verdade vos digo que essa pobre viúva ofertou mais do que todos. 4Pois todos eles depositaram, como oferta feita a Deus, aquilo que lhes sobrava. Mas a viúva, na sua pobreza, ofertou tudo quanto tinha para viver”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Os ricos depositam moedas no tesouro do templo, e uma viúva pobre ali coloca duas pequenas moedas. Os gestos são semelhantes, mas um abismo de diferença separa os ricos e a viúva pobre. Ela entrega tudo o que tem para viver, doa a própria vida. Os ricos, ao invés, ofertam suas sobras, sem que isso interfira na sua porção de alimento, nem nas vestes, nem na saúde. E ainda cabe uma dúvida: teriam eles dado generosamente aquela quantia? Não passou pela cabeça de nenhum deles uma onda de vaidade, o desejo de aparecer? Conforta-nos saber que Deus conhece o íntimo de todos os seus filhos e filhas, e nada lhe passa despercebido. Só o Senhor tem condição de avaliar a sinceridade dos nossos atos. Estará em boas mãos tudo o que for feito gratuitamente para Deus.

Oração
Senhor Jesus Cristo, entre os ricos que depositavam, no tesouro do templo, “parte do que tinham de sobra”, observaste uma viúva que ofertou “tudo o que tinha para viver”. Concede-nos, Senhor, desapego dos bens terrenos e generosidade para partilhá-los com os necessitados. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Apresentação de Nossa Senhora

A memória da apresentação da Bem-aventurada Virgem Maria tem importância, não só porque é nela que é comemorado um dos mistérios da vida daquela que Deus escolheu como Mãe do seu Filho e como Mãe da Igreja, nem só porque nesta apresentação de Maria lembra-se a apresentação de Cristo ao Pai celeste ou melhor de todos os cristãos, mas também porque ela constitui um gesto concreto de ecumenismo, de diálogo com os nossos irmãos do Oriente. Isto salta à vista seja pela nota de comentário dos redatores do novo calendário, seja pela nota da Liturgia das Horas, que diz: “Neste dia da dedicação (543) da igreja de Santa Maria Nova, construída junto ao templo de Jerusalém, celebremos juntamente com os cristãos do Oriente aquela dedicação que Maria fez a Deus de si mesma desde a infância, movida pelo Espírito Santo, de cuja graça tinha sido repleta na sua Imaculada Conceição”.

O fato da apresentação de Maria no Templo, como se sabe, não foi contado por nenhum livro sagrado, enquanto vem proposto com fartura de detalhes pelos apócrifos, isto é, por aqueles escritos muito antigos e por muitos aspectos parecidos com os livros da Bíblia, que todavia a igreja sempre deixou de considerar como inspirados por Deus e, portanto, como Sagrada Escritura. Ora, segundo esses apócrifos, a apresentação de Maria no templo não foi sem solenidade: tanto no momento da sua oferta como durante o tempo de sua permanência no Templo verificaram-se alguns fatos prodigiosos: Maria, conforme a promessa feita pelos seus pais, foi conduzida ao Templo aos três anos, acompanhada por grande número de meninas judias que seguravam tochas acesas, com a presença das autoridades de Jerusalém e entre cantos angélicos.

Para subir ao Templo havia 15 degraus, que Maria subiu sozinha, embora fosse tão pequena. Os apócrifos dizem ainda que Maria no Templo se alimentava com uma comida extraordinária trazida diretamente pelos anjos e que ela não residia com as outras meninas.

Na realidade a apresentação de Maria deve ter sido muito modesta e ao mesmo tempo mais gloriosa. Foi de fato através deste serviço ao Senhor no Templo que Maria preparou o seu corpo, mas sobretudo a sua alma, para receber o Filho de Deus, realizando em si mesma a palavra de Cristo: “Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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34° Domingo do Tempo Comum

NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO

(branco, glória, creio, prefácio próprio – ofício da solenidade)

O Cordeiro que foi imolado é digno de receber o poder, a divindade, a sabedoria, a força e a honra. A ele glória e poder através dos séculos (Ap 5,12; 1,6).

Concluindo o ano litúrgico, celebramos a solenidade de Cristo, Rei do Universo. Enquanto os reinos deste mundo oprimem e excluem, o Reino eterno instaurado por Jesus tão somente liberta e inclui. Rezemos pelos cristãos leigos e leigas neste seu dia, a fim de que se esforcem para escutar e viver a verdade que provém da voz do nosso Rei.

Primeira Leitura: Daniel 7,13-14

Leitura do livro do profeta Daniel – 13“Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá.” – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 92(93)

Deus é rei e se vestiu de majestade, / glória ao Senhor!

1. Deus é rei e se vestiu de majestade, / revestiu-se de poder e de esplendor! – R.

2. Vós firmastes o universo inabalável, † vós firmastes vosso trono desde a origem, / desde sempre, ó Senhor, vós existis! – R.

3. Verdadeiros são os vossos testemunhos, † refulge a santidade em vossa casa / pelos séculos dos séculos, Senhor! – R.Segunda Leitura: Apocalipse 1,5-8

Leitura do livro do Apocalipse – 5Jesus Cristo é a testemunha fiel, o primeiro a ressuscitar dentre os mortos, o soberano dos reis da terra. A Jesus, que nos ama, que por seu sangue nos libertou dos nossos pecados 6e que fez de nós um reino, sacerdotes para seu Deus e Pai, a ele a glória e o poder, em eternidade. Amém. 7Olhai! Ele vem com as nuvens, e todos os olhos o verão, também aqueles que o traspassaram. Todas as tribos da terra baterão no peito por causa dele. Sim. Amém! 8“Eu sou o Alfa e o Ômega”, diz o Senhor Deus, “aquele que é, que era e que vem, o Todo-poderoso”. – Palavra do Senhor.

Evangelho: João 18,33-37

Aleluia, aleluia, aleluia.

É bendito aquele que vem vindo, / que vem vindo em nome do Senhor, / e o Reino que vem seja bendito, / ao que vem e a seu Reino, o louvor! (Mc 11,9s) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 33Pilatos chamou Jesus e perguntou-lhe: “Tu és o rei dos judeus?” 34Jesus respondeu: “Estás dizendo isso por ti mesmo ou outros te disseram isso de mim?” 35Pilatos falou: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?” 36Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui”. 37Pilatos disse a Jesus: “Então tu és rei?” Jesus respondeu: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Em sua resposta a Pilatos, Jesus não diz que é “rei dos judeus”, afirma simplesmente que é rei, porque seu reinado ultrapassa nações e reinos terrenos. Jesus é rei-servidor de toda a humanidade: “O meu reino não é deste mundo”. Para pertencer ao Reino de Jesus, é necessário ser da verdade e ouvir sua voz. Verdade aqui significa o plano salvador de Deus, que se manifesta em favor dos seres humanos. A grande verdade que Jesus proclama é que “Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho único…” (Jo 3,16). E o que Jesus exige de seus seguidores é a prática do amor fraterno: “Eu dou a vocês um mandamento novo: Amem-se uns aos outros. Assim como eu amei vocês, que vocês se amem uns aos outros” (Jo 13,34). Desse modo, o Reino de Jesus suplanta o egoísmo, a injustiça e a violência. Seu Reino é regido pela lei do amor.

Oração
Ó Jesus, Rei do Universo, teu Reino é alicerçado na prática da justiça, no constante exercício da fraternidade e na busca incessante da paz. És um Rei que não exploras nem oprimes. Ao contrário, és um Rei que sacrificas tua vida para que todos tenham vida, e a tenham em abundância. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS