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Santo do dia

Santo Evaristo – papa e mártir

É preciso dizer logo que temos muito poucas informações certas a respeito de santo Evaristo, um dos primeiros sucessores de Pedro. Santo Ireneu e santo Eusébio indicam-no como sucessor imediato de são Clemente, e por isso foi por volta do ano 100 que ele se tornou papa, ou mais exatamente bispo de Roma. Esse esclarecimento faz-se oportuno, pois então o título de papa, ou seja pai, era conferido a qualquer autoridade religiosa: só a partir do século VI ficou reservado ao pontífice romano. É incerta a data precisa do início do pontificado de santo Evaristo. Júlio Africano apresenta-o como papa de 97 a 105, enquanto o Liber Pontificalis esclarece que foi papa durante nove anos e dez meses, exercendo o pontificado sob os imperadores Domiciano († 96), Nerva (96-98), Trajano († 117), e mais precisamente do consulado de Valente e Vetus (96) ao de Galo e Bradua (108).

O mesmo Liber informa que era grego originário de Antioquia, enquanto seu pai, de nome Judas, era judeu de Belém. É ainda o mesmo Liber que atesta o martírio de santo Evaristo, e este testemunho é acolhido pelo Martirológio Romano, que escreve precisamente: “Em Roma, santo Evaristo, papa e mártir, que, sob o Imperador Adriano empurpurou com o seu sangue a Igreja de Deus”. Mas a notícia está bastante falha nos fundamentos, a tal ponto que os redatores do novo calendário julgaram oportuno redigir a seguinte nota: “A memória de santo Evaristo, introduzida no calendário romano no século XI, seja eliminada: por título algum santo Evaristo pode ser contado entre os mártires, e o dia da sua morte não é conhecido”.

Ainda mais lendárias aparecem as notícias de duas disposições tomadas por santo Evaristo no exercício do seu pontificado: a distribuição dos sacerdotes de Roma nos vinte e cinco títulos ou igrejas paroquiais da cidade, que teriam sido instituídas já por são Cleto; e que os diáconos estivessem ao lado do bispo enquanto este pregava e proclamava o prefácio da missa, para testemunhar, em caso de necessidade, a ortodoxia e também para conferir maior solenidade à celebração.

A santo Evaristo foi atribuída também certa regulamentação das cerimônias solenes que acompanham a consagração das igrejas e que são inspiradas na dedicação do templo de Salomão, mas é informação que não tem muito fundamento histórico.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Terça-feira da 30ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face (Sl 104,3s).

Caminhamos assinalados pela esperança. A criação inteira espera “participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus”. Que a Palavra e a Eucaristia nos fortaleçam e ajudem a superar os obstáculos do dia a dia.

Primeira Leitura: Romanos 8,18-25

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos – Irmãos, 18eu entendo que os sofrimentos do tempo presente nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós. 19De fato, toda a criação está esperando ansiosamente o momento de se revelarem os filhos de Deus. 20Pois a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua livre vontade, mas por sua dependência daquele que a sujeitou; 21também ela espera ser libertada da escravidão da corrupção e, assim, participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus. 22Com efeito, sabemos que toda a criação, até o tempo presente, está gemendo como que em dores de parto. 23E não somente ela, mas nós também, que temos os primeiros frutos do Espírito, estamos interiormente gemendo, aguardando a adoção filial e a libertação para o nosso corpo. 24Pois já fomos salvos, mas na esperança. Ora, o objeto da esperança não é aquilo que a gente está vendo; como pode alguém esperar o que já vê? 25Mas se esperamos o que não vemos, é porque o estamos aguardando mediante a perseverança. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 125(126)

Maravilhas fez conosco o Senhor!

1. Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, / parecíamos sonhar; / encheu-se de sorriso nossa boca, / nossos lábios, de canções. – R.

2. Entre os gentios se dizia: “Maravilhas / fez com eles o Senhor!” / Sim, maravilhas fez conosco o Senhor, / exultemos de alegria! – R.

3. Mudai a nossa sorte, ó Senhor, / como torrentes no deserto. / Os que lançam as sementes entre lágrimas / ceifarão com alegria. – R.

4. Chorando de tristeza, sairão, / espalhando suas sementes; / cantando de alegria, voltarão, / carregando os seus feixes! – R.

Evangelho: Lucas 13,18-21

Aleluia, aleluia, aleluia.

Graças te dou, ó Pai, / Senhor do céu e da terra, / pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, / escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 18Jesus dizia: “A que é semelhante o Reino de Deus e com que poderei compará-lo? 19Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. A semente cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos”. 20Jesus disse ainda: “Com que poderei ainda comparar o Reino de Deus? 21Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

O Reino de Deus não se impõe na base da força, da eficácia, do número, mas como semente e fermento. É uma realidade discreta: é o sopro do Espírito que vai penetrando e transformando tudo a partir de dentro. A religião do Reino de Deus tem como protagonistas o homem e a mulher, isto é, o povo que, movido pelo Espírito de Deus, diz palavras e realiza ações concretas e libertadoras. Portanto, a Igreja deve ser percebida não pelos belos edifícios nem pelo barulho e presença massiva nos meios de comunicação, mas pela ação suave e persistente do Espírito Santo, ação capaz de fermentar toda a comunidade e levá-la a assumir os serviços relativos às necessidades de todos, sobretudo dos marginalizados. Essa é a comunidade viva que Deus espera. Esse é o Reino vivo e atuante de Deus.

Oração
Ó Jesus Mestre, diante do reino deste mundo, o Reino de Deus era quase imperceptível. Isso poderia desanimar teus discípulos. Então, com as imagens da semente de mostarda e do fermento, revelas que teu Reino terá imenso desenvolvimento e incalculável abrangência. Sejamos teus fiéis seguidores. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

São Gaudêncio – bispo

Amigo de santo Ambrósio, excelente orador, foi autor de discursos e tratados que o revelam grande erudito e mestre de vida cristã. Gaudêncio, oitavo bispo de Bréscia, é um dos maiores protagonistas do século IV. “Tu tens uma inteligência tão viva — escrevia-lhe Rufino de Aquileia — e grande gentileza de espírito, que é preciso escrever e publicar tudo o que dizes em colóquios ou na pregação nas igrejas”. Mas Gaudêncio, nascido mais ou menos na metade do século IV, era também muito modesto e julgava poder instruir o seu povo somente de viva voz. Nunca sonharia escrever considerações sobre a Sagrada Escritura, se não tivesse sido insistentemente suplicado por ilustre cidadão de Bréscia, Benévolo, que, impedido por doença de participar das solenidades pascais do ano 404, pediu ao amigo bispo que lhe fornecesse os dez sermões pronunciados na igreja naquela oportunidade.

Os temas dos seus discursos referem-se a algumas passagens-chave do Antigo e sobretudo do Novo Testamento, com atualizações que revelam em Gaudêncio as qualidades de pastor mais do que de exegeta. Em sermão de Natal há vibrante reprovação à atitude dos ricos que exploram os bens de todos e não aceitam reparti-los com os que vivem na indigência. Como escrevesse a um amigo que sofria, no prefácio falava do providencial desígnio na provação da doença e da dor física ou moral.

Os seus discursos, copiados e divulgados, foram utilizados por outros pastores de almas. Alguém escreveu a Gaudêncio pedindo-lhe explicações, e assim o bispo de Bréscia foi constrangido a aprofundar outros temas, a dar maior corpo à sua biblioteca. Escritor sem querer, Gaudêncio foi também bispo contra a sua inclinação, uma vez que é o próprio santo Ambrósio quem no-lo atesta. Tiveram de recorrer até à chantagem para que aceitasse a sucessão do bispo Filástrio, que morreu em 387.

Ambrósio, que pronunciou o discurso de circunstância durante a sua consagração, realizada no ano 390, levou-o consigo a Milão para um ciclo de homilias aos seus fiéis. Gaudêncio também integrou a delegação enviada em 406 pelo papa Inocêncio I a Constan-tinopla para defender a causa de João Crisóstomo, forçado ao exílio pela imperatriz Eudóxia. Crisóstomo escreveu a Gaudêncio expressando-lhe a própria gratidão. A morte ceifou o bispo de Bréscia em 410, uma data fatídica para Roma.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Segunda-feira da 30ª semana do Tempo Comum

SANTO ANTÔNIO GALVÃO PRESBÍTERO

(branco, pref. comum, ou dos pastores, – ofício da memória)

Eu vos darei pastores segundo o meu coração, que vos conduzam com inteligência e sabedoria (Jr 3,15).

Antônio de Santana nasceu em 1739 e faleceu em 1822. Já durante o noviciado com os Franciscanos, destacou-se pela piedade e virtudes exemplares. Foi padre e membro da Academia Paulista de Letras. Homem de intensa vida de oração, empenhou-se para aliviar os sofrimentos alheios; tinha o dom da cura. É o primeiro santo que nasceu, viveu e morreu no Brasil. Foi canonizado pelo papa Bento 16 em 2007.

Primeira Leitura: Romanos 8,12-17

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos – 12Irmãos, temos uma dívida, mas não para com a carne, para vivermos segundo a carne. 13Pois, se viverdes segundo a carne, morrereis, mas se, pelo espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis. 14Todos aqueles que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. 15De fato, vós não recebestes um espírito de escravos, para recairdes no medo, mas recebestes um espírito de filhos adotivos, no qual todos nós clamamos: Abá – ó Pai! 16O próprio Espírito se une ao nosso espírito para nos atestar que somos filhos de Deus. 17E, se somos filhos, somos também herdeiros – herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo; se realmente sofremos com ele, é para sermos também glorificados com ele. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 67(68)

Nosso Deus é um Deus que salva, é um Deus libertador!

1. Eis que Deus se põe de pé, e os inimigos se dispersam! / Fogem longe de sua face os que odeiam o Senhor! / Mas os justos se alegram na presença do Senhor, / rejubilam satisfeitos e exultam de alegria! – R.

2. Dos órfãos ele é pai e das viúvas protetor; / é assim o nosso Deus em sua santa habitação. / É o Senhor quem dá abrigo, dá um lar aos deserdados, / quem liberta os prisioneiros e os sacia com fartura. – R.

3. Bendito seja Deus, bendito seja, cada dia, / o Deus da nossa salvação, que carrega os nossos fardos! / Nosso Deus é um Deus que salva, é um Deus libertador; / o Senhor, só o Senhor, nos poderá livrar da morte! – R.

Evangelho: Lucas 13,10-17

Aleluia, aleluia, aleluia.

Vossa Palavra é a verdade; / santificai-nos na verdade! (Jo 17,17) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 10Jesus estava ensinando numa sinagoga em dia de sábado. 11Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. 12Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. 13Jesus colocou as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou e começou a louvar a Deus. 14O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: “Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, mas não em dia de sábado”. 15O Senhor lhe respondeu: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? 16Esta filha de Abraão, que satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão em dia de sábado?” 17Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia. – Palavra da salvação.

Reflexão:

O esquema se repete, como se repete a incompreensão dos chefes religiosos. Jesus ensina na sinagoga, em dia de sábado. Está presente uma mulher encurvada, símbolo do povo sobrecarregado de pesados fardos. Sem que ela profira alguma palavra, Jesus, com uma ordem e imposição das mãos, a liberta de sua enfermidade: “No mesmo instante ela se endireitou”. Liberta e agora feliz, ela se põe a glorificar a Deus. Desconforto para o chefe da sinagoga, que, apegado a seu legalismo hipócrita, tenta impedir que os outros glorifiquem a Deus como seres capazes de estar de pé. Jesus argumenta que essa “filha de Abraão” é mais importante do que uma religião que não liberta e só traz peso para as pessoas. Os inimigos de Jesus ficam sem graça, e a multidão “se alegrava por todas as maravilhas que Jesus realizava”.

Oração
Ó Jesus Libertador, livras da enfermidade a mulher encurvada, símbolo do povo oprimido. O chefe da sinagoga fica indignado porque fazes cura no dia do repouso sabático. Explicas que libertar os oprimidos é ato agradável a Deus. O povo simples o entende e se alegra pelas maravilhas que realizas. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santo Antônio Maria Claret – bispo

Quinto entre dez filhos de modesto tecelão de Catalunha, Antônio Maria y Clará, nasceu em Sallent, na diocese espanhola de Vic, em 1807. Este excepcional homem de ação, quando jovem, sentia-se atraído para a vida contemplativa, e bem quisera ser cartuxo, mas foi desaconselhado por sacerdote que percebeu seus grandes dons de missionário. Aos vinte e dois anos entrou no seminário de Vic e saiu sacerdote aos vinte e oito, com a nomeação de vigário para a sua cidade natal. Ficou aí pouco tempo. Para seguir a própria vocação missionária, foi a Roma pôr-se à disposição da congregação de Propaganda Fide.

Essa escolha não pareceu muito boa e então ingressou no noviciado da Companhia de Jesus, que teve de interromper por causa de uma doença. Voltou à Espanha e foi missionário em sua pátria, dedicando-se à evangelização das zonas rurais. Serviu-se de um meio que se teria revelado, numa época diferente, de muita eficácia: a imprensa. Voltando a Vic deu início à sua mais importante obra: a fundação de uma congregação missionária dedicada ao Coração Imaculado de Maria (cujos membros são ainda hoje conhecidos com o nome de padres claretianos). Era o ano de 1849.

Pouco tempo depois foi eleito arcebispo de Cuba, então sob o domínio espanhol, cuja sede estava há 14 anos vacante. O novo bispo adotou na ilha os seus originais métodos de apostolado. Incansável viajante, fez sentir sua presença em toda parte com a palavra e com os escritos: uma benéfica chuva de boa imprensa fecundou a ilha. Para os analfabetos havia a palavra oral e a imagem de Nossa Senhora. Administrou a confirmação a trezentos mil cristãos e regularizou trinta mil casamentos. Ativo e prático, olhou também a parte de promoção humana e civil, instituindo uma escola agrá-ria, escrevendo ele próprio pequenos tratados sobre o cultivo dos campos.

Um atentado grave pôs em risco a sua vida. Foi chamado à pátria em 1857, porque a rainha da Espanha quis tê-lo como confessor. O dinâmico bispo não se adaptou bem à vida na corte. Procurou estender sua jornada de trabalho prestando serviço em várias paróquias. Em 1867 teve de seguir os destinos da casa real, exilada na França, após uma revolução. Olhou com particular simpatia o mundo dos artistas, para os quais chegou a fundar uma academia sob a proteção de são Miguel. Morreu aos sessenta e três anos, a 24 de outubro de 1870. Pio XII o incluiu no catálogo dos santos durante o ano santo de 1950.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

30° Domingo do Tempo Comum

(verde, glória, creio – 2ª semana do saltério)

Exulte o coração dos que buscam a Deus. Sim, buscai o Senhor e sua força, procurai sem cessar a sua face (Sl 104,3s).

Somos chamados a exultar em Deus e dar-lhe graças pelas maravilhas realizadas por ele na pessoa de Jesus, que nos livra da ignorância e do erro e cura nossas cegueiras. Neste dia das missões, o papa Francisco nos alerta sobre a “necessidade de missionários da esperança, capazes de lembrar profeticamente que ninguém se salva sozinho”.

Primeira Leitura: Jeremias 31,7-9

Leitura do livro do profeta Jeremias – 7Isto diz o Senhor: “Exultai de alegria por Jacó, aclamai a primeira das nações; tocai, cantai e dizei: ‘Salva, Senhor, teu povo, o resto de Israel’. 8Eis que eu os trarei do país do Norte e os reunirei desde as extremidades da terra; entre eles há cegos e aleijados, mulheres grávidas e parturientes: são uma grande multidão os que retornam. 9Eles chegarão entre lágrimas e eu os receberei entre preces; eu os conduzirei por torrentes de água, por um caminho reto onde não tropeçarão, pois tornei-me um pai para Israel, e Efraim é o meu primogênito”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 125(126)

Maravilhas fez conosco o Senhor, / exultemos de alegria!   

1. Quando o Senhor reconduziu nossos cativos, / parecíamos sonhar; / encheu-se de sorriso nossa boca, / nossos lábios, de canções. – R.

2. Entre os gentios se dizia: “Maravilhas / fez com eles o Senhor!” / Sim, maravilhas fez conosco o Senhor, / exultemos de alegria! – R.

3. Mudai a nossa sorte, ó Senhor, / como torrentes no deserto. / Os que lançam as sementes entre lágrimas / ceifarão com alegria. – R.

4. Chorando de tristeza, sairão, / espalhando suas sementes. / Cantando de alegria, voltarão, / carregando os seus feixes! – R.

Segunda Leitura: Hebreus 5,1-6

Leitura da carta aos Hebreus – 1Todo sumo sacerdote é tirado do meio dos homens e instituído em favor dos homens nas coisas que se referem a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. 2Sabe ter compaixão dos que estão na ignorância e no erro, porque ele mesmo está cercado de fraqueza. 3Por isso, deve oferecer sacrifícios tanto pelos pecados do povo quanto pelos seus próprios. 4Ninguém deve atribuir-se esta honra, senão o que foi chamado por Deus, como Aarão. 5Deste modo, também Cristo não se atribuiu a si mesmo a honra de ser sumo sacerdote, mas foi aquele que lhe disse: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei”. 6Como diz em outra passagem: “Tu és sacerdote para sempre, na ordem de Melquisedeque”. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Marcos 10,46-52

Aleluia, aleluia, aleluia.

Jesus Cristo, salvador, destruiu o mal e a morte; / fez brilhar, pelo Evangelho, a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 46Jesus saiu de Jericó junto com seus discípulos e uma grande multidão. O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho. 47Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” 48Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” 49Então Jesus parou e disse: “Chamai-o”. Eles o chamaram e disseram: “Coragem, levanta-te, Jesus te chama!” 50O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus. 51Então Jesus lhe perguntou: “O que queres que eu te faça?” O cego respondeu: “Mestre, que eu veja!” 52Jesus disse: “Vai, a tua fé te curou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho. – Palavra da salvação.

Reflexão:

O mendigo cego, sentado à beira do caminho, não se sente confortável. Por isso, sem nenhum constrangimento, conhecendo ou intuindo o poder de Jesus de Nazaré, clama por socorro. Nem todos lhe dão apoio; alguns tentam abafar seus gritos. Em nossa sociedade, conhecemos atitudes semelhantes. Muitos fazem ouvidos moucos aos apelos das minorias e, mais grave ainda, procuram eliminá-las. No entanto, sempre sintonizado com a dura realidade humana, Jesus consulta o cego sobre sua real vontade. É fundamental que a pessoa se disponha a sair da situação precária em que se encontra. Ao obter resposta positiva, Jesus realiza uma mudança histórica na vida desse homem. Por sua fé e condição de movimentar-se livremente, o homem se torna discípulo de Jesus e com ele segue para Jerusalém.

Oração
Ó Jesus, Filho de Davi, sentados à beira do caminho, sem rumo nem direção, deixamos de socorrer os necessitados, não construímos uma sociedade justa e fraterna. Tem piedade de nós, Senhor. Livra-nos de uma vida sem sabor. Devolve-nos a alegria de viver e de trabalhar para o teu Reino. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Sábado da 29ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me (Sl 16,6.8).

Viver em Cristo Jesus é criar condições para sentir as frutuosas orientações do Espírito de Deus, que mora em nós. Na liturgia e na vida, fiquemos atentos aos seus apelos.

Primeira Leitura: Romanos 8,1-11

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos – Irmãos, 1não há mais condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus. 2Pois a lei do Espírito que dá a vida em Jesus Cristo te libertou da lei do pecado e da morte. 3Com efeito, aquilo que era impossível para a Lei, já que ela estava enfraquecida pela carne, Deus o realizou; tendo enviado seu próprio Filho numa condição semelhante àquela da humanidade pecadora, e por causa justamente do pecado, condenou o pecado em nossa condição humana, 4para que toda a justiça exigida pela Lei seja cumprida em nós que não procedemos segundo a carne, mas segundo o Espírito. 5Os que vivem segundo a carne aspiram pelas coisas da carne; os que vivem segundo o Espírito aspiram pelas coisas do Espírito. 6Na verdade, as aspirações da carne levam à morte, e as aspirações do Espírito levam à vida e à paz. 7Tudo isso porque as tendências da carne são inimizade contra Deus, não se submetem – nem poderiam submeter-se – à Lei de Deus. 8Os que vivem segundo a carne não podem agradar a Deus. 9Vós não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o Espírito de Deus mora em vós. Se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Cristo. 10Se, porém, Cristo está em vós, embora vosso corpo esteja ferido de morte por causa do pecado, vosso espírito está cheio de vida, graças à justiça. 11E, se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos mora em vós, então aquele que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos vivificará também vossos corpos mortais por meio do seu Espírito que mora em vós. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 23(24)

É assim a geração dos que buscam vossa face, / ó Senhor, Deus de Israel.

1. Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, / o mundo inteiro com os seres que o povoam; / porque ele a tornou firme sobre os mares / e sobre as águas a mantém inabalável. – R.

2. “Quem subirá até o monte do Senhor, / quem ficará em sua santa habitação?” / “Quem tem mãos puras e inocente coração, / quem não dirige sua mente para o crime. – R.

3. Sobre este desce a bênção do Senhor / e a recompensa de seu Deus e salvador”. / “É assim a geração dos que o procuram / e do Deus de Israel buscam a face.” – R.

Evangelho: Lucas 13,1-9

Aleluia, aleluia, aleluia.

Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, / mas que ele volte, se converta e tenha vida (Ez 33,11). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – 1Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam. 2Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus por terem sofrido tal coisa? 3Eu vos digo que não. Mas, se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo. 4E aqueles dezoito que morreram quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? 5Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”. 6E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. 7Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’ 8Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. 9Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás!’” – Palavra da salvação.

Reflexão:

“Se vocês não se converterem…” Estamos diante de um forte apelo à mudança de vida. A advertência é do próprio Jesus, que tem trabalhado intensamente com vista a implantar o Reino de Deus. Tem encontrado resistência, indiferença e, por vezes, afronta diante de sua mensagem de paz e amor. A admoestação de Jesus vale para galileus e judeus, para toda a Igreja. Para todos ele acrescenta a parábola da fi gueira, imagem da paciência de Deus. Há um fi o de confiança e esperança por parte de Jesus em relação a todos. Ele, como administrador do Reino (vinha), fará ainda algumas tentativas, desdobrará seus esforços, dará a vida por todos. Terão chance de salvar-se, mas precisam adotar a proposta do Reino: justiça, liberdade e vida para todos. Nossa comunidade dá os frutos que Deus espera?

Oração
Ó Jesus, divino Mestre, fazes vigoroso apelo para que as pessoas mudem de vida, assumindo os valores do Reino. Ao mesmo tempo, com a parábola da fi gueira, mostras a face tolerante de Deus, que continua dando novas oportunidades para que cada um de nós possa se converter. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

São João de Capistrano – presbítero

João de Capistrano tinha setenta anos, em 1456, quando se encontrava às portas de Belgrado, ameaçada pelo exército turco, a encorajar as tropas cristãs armado só de grande cruz de madeira e de robus-ta voz: “Seja avançando, seja retrocedendo, tanto atingindo como atingidos — gritava — invoquem o nome de Jesus. Só nele existe salvação”. Era o dia 21 de julho. Três meses depois, 23 de outubro, frei João de Capistrano morria em Ilok (Villaco, na Áustria).

Nascera em Capistrano, na província de Áquila, em 1386. Era belo rapaz, de cabelos loiros, “os quais — relembrava — pareciam fios de ouro, e eu os usava compridos, conforme a moda do meu país”. Pela sua origem e aspecto nórdico, apelidaram-no João alemão. Estudou direito civil e eclesiástico em Perúgia, laureando-se excelente jurista. Teve logo a nomeação de juiz e governador da cidade. Quando Perúgia foi ocupada pelos Malatesta, além do alto cargo, João perdeu também a liberdade.

Na prisão encontrou tempo para meditar sobre as vaidades das honras mundanas, e saindo do cárcere, já transformado interiormente, obteve a anulação do matrimônio e foi bater na porta do convento franciscano de Assis. Vestiu assim o hábito dos observantes, isto é, dos seguidores de são Francisco, que tinham acolhido a reforma propugnada por são Bernardino, de quem João Capistrano foi discípulo e amigo. Teve início então para o dinâmico frade aquela múltipla atividade apostólica que por quarenta anos o empenhou em vários lugares da Europa. Infatigável organizador de obras de caridade, mensageiro da paz, conselheiro, missionário entre os hussitas, na Baviera, na Turquia, na Saxônia, na Eslésia e na Polônia.

Os papas, que o tiveram como conselheiro, confiaram-lhe missões diplomáticas nos vários Estados italianos, de Milão à Sicília. O rei Fernando III o quis na Áustria, e sua Ordem o mandou como visitador à Terra Santa e aos Países Baixos. Organizador da Cruzada contra os turcos, esteve na Hungria e nos Balcãs. Com tenacidade e com o entusiasmo próprio da gente mediterrânea, levou a termo iniciativas que a outros pareceriam impossíveis. Mas as vitórias mais significativas foram conquistadas nas trincheiras da ortodoxia, na defesa da verdade contra a heresia, do genuíno espírito franciscano do compromisso dos renovadores, da paz civil e religiosa nos pontos quentes da Europa nos quais esteve presente com surpreendente celeridade, não obstante dispusesse só de um burro como meio de locomoção. Morreu a 23 de outubro de 1456 e foi canonizado em 1690.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Sexta-feira da 29ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me (Sl 16,6.8).

Nossa vitória sobre o mal nos vem pela bondade de Deus em Jesus Cristo, que nos chama a discernir a justiça e a injustiça das situações. Sejamos gratos ao Senhor, que nos libertou da escravidão do pecado.

Primeira Leitura: Romanos 7,18-25

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos – Irmãos, 18estou ciente que o bem não habita em mim, isto é, na minha carne. Pois eu tenho capacidade de querer o bem, mas não de realizá-lo. 19Com efeito, não faço o bem que quero, mas faço o mal que não quero. 20Ora, se faço aquilo que não quero, então já não sou eu que estou agindo, mas o pecado que habita em mim. 21Portanto, descubro em mim esta lei: quando quero fazer o bem, é o mal que se me apresenta. 22Como homem interior, ponho toda a minha satisfação na lei de Deus; 23mas sinto em meus membros outra lei, que luta contra a lei da minha razão e me aprisiona na lei do pecado, essa lei que está em meus membros. 24Infeliz que eu sou! Quem me libertará deste corpo de morte? 25Graças sejam dadas a Deus, por Jesus Cristo, nosso Senhor. -Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 118(119)

Ensinai-me a fazer vossa vontade!

1. Dai-me bom senso, retidão, sabedoria, / pois tenho fé nos vossos santos mandamentos! – R.

2. Porque sois bom e realizais somente o bem, / ensinai-me a fazer vossa vontade! – R.

3. Vosso amor seja um consolo para mim, / conforme a vosso servo prometestes. – R.

4. Venha a mim o vosso amor e viverei, / porque tenho em vossa lei o meu prazer! – R.

5. Eu jamais esquecerei vossos preceitos, / por meio deles conservais a minha vida. – R.

6. Vinde salvar-me, ó Senhor, eu vos pertenço! / Porque sempre procurei vossa vontade. – R.

Evangelho: Lucas 12,54-59

Aleluia, aleluia, aleluia.

Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, / pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, / escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 54Jesus dizia às multidões: “Quando vedes uma nuvem vinda do ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece. 55Quando sentis soprar o vento do sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece. 56Hipócritas! Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente? 57Por que não julgais por vós mesmos o que é justo? 58Quando, pois, tu vais com o teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto estais a caminho. Senão ele te levará ao juiz, o juiz te entregará ao guarda e o guarda te jogará na cadeia. 59Eu te digo, daí tu não sairás, enquanto não pagares o último centavo”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Todas as pessoas, sobretudo as autoridades, deveriam reconhecer os sinais da chegada do Reino de Deus por meio das palavras e atos de Jesus. Mais que fazer uma revolução política, econômica e social, Jesus denunciou todos os contravalores criados pela ideologia do poder, da riqueza e do prestígio, colocando em seu lugar os valores da fraternidade e da partilha, que geram liberdade e vida para todos. Somente o projeto de Jesus pode libertar o povo da escravidão e da morte. No final, Jesus adverte: É importante valorizar o momento presente. É tempo de possível reconciliação com Deus e com o próximo. Quando chegar a hora do julgamento, será tarde demais. Os contemporâneos de Jesus não discerniram os sinais da presença de Jesus e do seu Reino.

Oração
Senhor Jesus, teus concidadãos sabiam interpretar os movimentos da natureza. Ignoravam, porém, o tempo de Deus, justamente esse em que realizavas as obras do Pai no meio deles. Torna-nos, Senhor, sensíveis às manifestações de Deus em nossa vida, para nos convertermos enquanto é tempo. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

São João Paulo II

Karol Józef Wojtyła, conhecido como João Paulo II desde sua eleição ao papado em 16 de outubro de 1978, nasceu em Wadowice, uma pequena cidade a 50 quilômetros de Cracóvia, Polônia, em 18 de maio de 1920. Era o segundo dos filhos de Karol Wojtyła e Emilia Kaczorowska. Sua mãe faleceu em 1929. Seu irmão mais velho, Edmund (médico), morreu em 1932 e seu pai (suboficial do exército), em 1941. Aos 9 anos fez a Primeira Comunhão, e aos 18 recebeu a Confirmação (Crisma). Terminados os estudos de ensino médio na escola Marcin Wadowita, de Wadowice, matriculou-se em 1938 na Universidade Jagelônica da Cracóvia e em uma escola de teatro.

Quando as forças de ocupação nazista fecharam a Universidade, em 1939, o jovem Karol teve de trabalhar em uma pedreira e logo em uma fábrica química (Solvay), para ganhar a vida e evitar a deportação para a Alemanha. A partir de 1942, ao sentir a vocação ao sacerdócio, seguiu as aulas de formação no Seminário clandestino de Cracóvia, dirigido pelo Arcebispo de Cracóvia, Cardeal Adam Stefan Sapieha. Ao mesmo tempo, foi um dos promotores do «Teatro Rapsódico», também clandestino.

Após a Segunda Guerra Mundial, continuou seus estudos no seminário maior de Cracóvia, novamente aberto, e na Faculdade de Teologia da Universidade Jagelônica, até sua ordenação sacerdotal em Cracóvia no dia 1º de novembro de 1946. Seguidamente, foi enviado pelo Cardeal Sapieha a Roma, onde, sob a direção do dominicano francês Garrigou-Lagrange, doutorou-se no ano de 1948 em teologia, com uma tese sobre o tema da fé nas obras de São João da Cruz. Naquele período, aproveitou suas férias para exercer o ministério pastoral entre os imigrantes poloneses da França, Bélgica e Holanda.

Em 1948 voltou à Polônia e foi vigário em diversas paróquias de Cracóvia e capelão dos universitários até 1951, quando reiniciou seus estudos filosóficos e teológicos. Em 1953, apresentou na Universidade Católica de Lublin uma tese intitulada «Avaliação da possibilidade de fundar uma ética católica sobre a base do sistema ético de Max Scheler». Depois passou a ser professor de Teologia Moral e Ética Social no Seminário Maior de Cracóvia e na Faculdade de Teologia de Lublin.

Em 4 de julho de 1958, foi nomeado pelo Papa Pio XII Bispo Auxiliar de Cracóvia. Recebeu a ordenação episcopal em 28 de setembro de 1958 na Catedral de Wawel (Cracóvia), das mãos do Arcebispo Eugeniusz Baziak. Em 13 de janeiro de 1964, foi nomeado Arcebispo de Cracóvia pelo Papa Paulo VI, que o fez Cardeal em 26 de junho de 1967.

Além de participar do Concílio Vaticano II (1962-1965), com uma contribuição importante na elaboração da Constituição «Gaudium et spes», o Cardeal Wojtyła tomou parte em todas as assembleias do Sínodo dos Bispos. Desde o começo de seu pontificado, em 16 de outubro de 1978, o Papa João Paulo II realizou 104 viagens pastorais fora da Itália, e 146 pelo interior desse país.

Também, como Bispo de Roma, visitou 317 das 333 paróquias romanas. Entre seus documentos principais se incluem: 14 Encíclicas, 15 Exortações Apostólicas, 11 Constituições Apostólicas e 45 Cartas Apostólicas. O Papa também publicou cinco livros: Cruzando o limiar da esperança (outubro de 1994); Dom e mistério: no quinquagésimo aniversário de minha ordenação sacerdotal (novembro de 1996); Tríptico romano – Meditações, livro de poesias (março de 2003); Levantai-vos! Vamos! (maio de 2004) e Memória e identidade (fevereiro de 2005).

João Paulo II presidiu 147 cerimônias de beatificação – nas quais proclamou 1.338 beatos – e 51 canonizações, com um total de 482 santos. Celebrou 9 consistórios, durante os quais criou 231 (além de 1 in pectore) Cardeais. Também presidiu 6 assembleias plenárias do Colégio Cardinalício. Presidiu 15 Assembleias do Sínodo dos Bispos: 6 ordinárias (1980, 1983, 1987, 1990, 1994, 2001), 1 geral extraordinária (1985), e 8 especiais (1980, 1991, 1994, 1995, 1997, 1998 e 1999).

Nenhum outro Papa encontrou-se com tantas pessoas como João Paulo II: em números, mais de 17.600.100 peregrinos participaram das mais de 1.160 Audiências Gerais que se celebram nas quartas-feiras. Esse número não inclui as outras audiências especiais e as cerimônias religiosas [mais de 8 milhões de peregrinos durante o Grande Jubileu do ano 2000] e os milhões de fiéis que o Papa encontrou durante as visitas pastorais efetuadas na Itália e no restante do mundo. Devem-se recordar também as numerosas personalidades de governo com as quais manteve encontros durante 38 visitas oficiais e as 738 audiências ou encontros com chefes de Estado e 246 audiências e encontros com primeiros-ministros.

João Paulo II faleceu no dia 2 de abril de 2005, sábado, às 21h37min. (horário de Roma), no Palácio Apostólico do Vaticano, vigília do Domingo in Albis e da Divina Misericórdia, por ele instituído. Os funerais solenes na Praça de São Pedro e a sepultura nas Grutas Vaticanas foram celebrados no dia 8 de abril. Seu pontificado, de quase 27 anos, foi o terceiro mais longo da história da Igreja. Foi o 264º Pontífice da Igreja Católica, o primeiro de origem eslava.

A causa de beatificação de João Paulo II começou mais cedo que de costume, mas o seu processo seguiu os passos normais previstos para qualquer causa, confirmou a Santa Sé.
Uma nota informativa da Congregação para as Causas dos Santos explica quais foram os passos que permitiram elevar Karol Wojtyla à honra dos altares no dia 1º de maio de 2011, Domingo da Divina Misericórdia. O dicastério vaticano esclarece que “a causa, por dispensa pontifícia, começou antes de passarem cinco anos da morte do Servo de Deus, como é exigido pela normativa vigente. Esta medida foi solicitada pela imponente fama de santidade que João Paulo II teve em vida, na morte e depois da morte. No mais, todas as disposições canônicas comuns das causas de beatificação e canonização foram observadas integralmente”.

De junho de 2005 a abril de 2007, foi realizada a investigação diocesana principal romana e as rogatoriais em várias dioceses, sobre a vida, as virtudes, a fama de santidade e os milagres. A validade jurídica dos processos canônicos foi reconhecida pela Congregação para as Causas dos Santos com o Decreto de 4 de maio de 2007. Em junho de 2009, examinada a Positio, nove consultores teólogos da Congregação deram parecer positivo ao heroísmo das virtudes do Servo de Deus. Em novembro, seguindo o procedimento habitual, a mesma Positio foi submetida ao juízo dos Cardeais e Bispos da Congregação para as Causas dos Santos, cuja sentença foi afirmativa. Em 19 de dezembro de 2009, o Sumo Pontífice Bento XVI autorizou a promulgação do decreto sobre a heroicidade das virtudes.

Em vista da beatificação do venerável Servo de Deus João Paulo II, a postulação da causa apresentou para exame da Congregação para as Causas dos Santos a cura do mal de Parkinson da Irmã Marie Simon Pierre, religiosa das Irmãzinhas das Maternidades Católicas.

Como de praxe, as numerosas atas da investigação canônica, regularmente instruída, junto com os detalhados exames médico-legais, foram submetidos ao exame científico da Consulta Médica da Congregação para as Causas dos Santos, em 21 de outubro de 2010. Os peritos, depois de estudarem com a habitual minúcia os testemunhos processuais e toda a documentação, concluíram que a cura era cientificamente inexplicável.

Os consultores teólogos, depois de revisadas as conclusões médicas, iniciaram em 14 de dezembro de 2010 a ponderação teológica do caso. Reconheceram por unanimidade a unicidade, a antecedência e a invocação coral dirigida ao Servo de Deus João Paulo II, cuja intercessão tinha sido eficaz para a cura milagrosa. Por último, em 11 de janeiro de 2011, ocorreu a sessão ordinária de Cardeais e Bispos da Congregação para as Causas dos Santos, que emitiu um parecer unânime e afirmativo, considerando milagrosa a cura da Irmã Marie Simon Pierre, como realizada por Deus de modo cientificamente inexplicável, depois de rogada a intercessão do Papa João Paulo II, invocado com confiança tanto pela pessoa curada como por muitos outros fiéis.

O Rito de Beatificação foi presidido pelo Santo Padre Bento XVI, no dia 1º de maio de 2011, na Praça de São Pedro, no Vaticano, no II Domingo da Páscoa – conhecido como da Divina Misericórdia – , festa litúrgica instituída pelo próprio João Paulo II.

A religiosa Marie Simon Pierre, do Instituto das Pequenas Irmãs das Maternidades Católicas, foi diagnosticada com mal de Parkinson em 2001. Segundo o testemunho da Freira, a cura do mal, pela intercessão de João Paulo II, aconteceu entre 2 e 3 de junho de 2005, quando ela tinha 44 anos. Com a notícia do falecimento de Wojtyła – também ele afetado pela doença –, Irmã Marie e suas companheiras de Congregação começaram a invocar o falecido Pontífice para que intercedesse pela cura. Com o anúncio do falecimento de João Paulo, a Freira diz que sentiu como se o mundo tivesse vindo abaixo. Em 14 de maio – um dia após a dispensa pontífice dos cinco anos de espera para o início da causa –, as Irmãs de todas as comunidades francesas e africanas começam a pedir incessantemente a intercessão de João Paulo II para a cura de Irmã Marie.

Em 2 de junho de 2005, cansada e oprimida pela dor, a religiosa manifesta à Superiora a intenção de ser liberada do trabalho profissional, junto a um hospital, como enfermeira. No entanto, a Superiora convida-a a confiar na intercessão de João Paulo II. Irmã Marie passa uma noite tranquila e, ao despertar, se sente curada. As dores desaparecem e não sente nenhuma rigidez nas articulações. Era o dia 3 de junho de 2005: Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Ao procurar seu médico, ele constata a cura.

Processo de Beatificação

 * 28/04/2005: Bento XVI concedeu dispensa do tempo de cinco anos de espera para o início da Causa de Beatificação e Canonização de João Paulo II. A causa foi aberta oficialmente em 28 de junho pelo Vigário-Geral para a Diocese de Roma, Cardeal Camillo Ruini.

O Vaticano explica que a dispensa pontifícia dos cinco anos de espera entre a morte do candidato a santo e o início da Causa aconteceu devido à “imponente fama de santidade de que gozava João Paulo II em vida, na morte e depois da morte”.

* 2/04/2007: Dois anos após a morte, na Basílica de São João do Latrão, em Roma, o Cardeal Camillo Ruini declarou concluída a primeira fase diocesana do processo de beatificação de João Paulo II, confiando os resultados à Congregação para as Causas dos Santos. Isso acontece mediante uma cerimônia jurídico-processual durante a qual são lidas, em latim, as palavras para a passagem dos documentos, compostos por 130 testemunhos a favor e contra a beatificação, além da conclusão de teólogos e historiadores a respeito.

* 1º/04/2009: Os relatos de possíveis milagres pela intercessão do Papa polonês sob avaliação da Congregação para as Causas dos Santos somam mais de 250.

* 19/12/2009: Com um decreto assinado pelo Papa Bento XVI, são reconhecidas as virtudes heroicas e Karol Wojtyla é proclamado Venerável.

* 21/10/2010: Uma comissão médica da Congregação para as Causas dos Santos recebe os atos da investigação canônica, bem como os detalhes das perícias médico-legais, para exame científico. Os peritos, após estudar com o habitual cuidado os testemunhos processuais e toda a documentação, expressam-se favoravelmente quanto à inexplicabilidade científica da cura.

* 14/12/2010: Os Consultores teólogos, após terem acesso às conclusões médicas, procedem à avaliação teológica do caso e, unanimemente, reconhecem a unicidade, antecedência e caráter coral da invocação destinada ao Servo de Deus João Paulo II, cuja intercessão foi eficaz para a cura prodigiosa.

* 11/01/2011: A sessão ordinária dos Cardeais e dos Bispos da Congregação para as Causas dos Santos emite unanimemente uma sentença afirmativa sobre a cura milagrosa da Irmã Marie Simon Pierre, como realizada por Deus de modo cientificamente inexplicável, após intercessão do Sumo Pontífice João Paulo II, confiadamente invocado tanto pela curada quanto por muitos outros fiéis.

* 1º/05/2011: O Sumo Pontífice Bento XVI na Praça de São Pedro, em Roma, declara Bem-aventurado o Papa João Paulo II, definindo sua Memória litúrgica para o dia 22 de outubro, dia em que inaugurou seu pontificado, em 1978.

Processo de canonização

Em abril de 2013, uma comissão de médicos consultada pela Congregação para as Causas dos Santos aprovou o segundo milagre atribuído ao Bem-aventurado João Paulo II, necessário no processo de canonização: a cura de uma mulher na noite de sua beatificação, em maio de 2011. Não são conhecidos mais detalhes desta cura e do processo. Dois meses depois, este segundo milagre atribuído à intercessão de João Paulo II foi aprovado pela comissão teológica da Congregação, em mais um passo para a sua canonização. Em 2 de julho de 2013, a comissão de cardeais e bispos da Congregação aprovou a atribuição do segundo milagre ao Bem-aventurado João Paulo II. Três dias depois, o Papa Francisco aprovou o decreto reconhecendo este segundo milagre, autorizando assim sua canonização. A cerimônia de canonização deu-se no dia 27 de abril de 2014, dia em que foi comemorada a Festa da Divina Misericórdia, estabelecida por João Paulo II. Neste mesmo dia, também foi canonizado o Papa João XXIII, numa cerimônia conjunta.

FONTE: PAULUS