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Evangelho do dia

Sábado da 25ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Eu sou a salvação do povo, diz o Senhor. Se clamar por mim em qualquer provação, eu o ouvirei e serei seu Deus para sempre.

Deus habita no meio do seu povo e o protege como “muralha de fogo ao seu redor”. Renovemos nossa confiança no Senhor, que nos guarda qual pastor a seu rebanho e em Jesus nos revela seu projeto de salvação.

Primeira Leitura: Zacarias 2,5-9.14-15

Leitura da profecia de Zacarias – 5Levantei os olhos e eis que vi um homem com um cordel de medir na mão. 6Perguntei-lhe: “Aonde vais?” Respondeu-me: “Vou medir Jerusalém, para ver qual é a sua largura e o seu comprimento”. 7Eis que apareceu o anjo que falava em mim, enquanto lhe vinha ao encontro um outro anjo, 8que lhe disse: “Corre a falar com esse moço, dizendo: a população de Jerusalém precisa ficar sem muralha, em vista da multidão de homens e animais que vivem no seu interior. 9Eu serei para ela, diz o Senhor, muralha de fogo ao seu redor e mostrarei minha glória no meio dela. 14Rejubila, alegra-te, cidade de Sião, eis que venho para habitar no meio de ti, diz o Senhor. 15Muitas nações se aproximarão do Senhor, naquele dia, e serão o seu povo. Habitarei no meio de ti”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: Jr 31

O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.

1. Ouvi, nações, a palavra do Senhor / e anunciai-a nas ilhas mais distantes: / “Quem dispersou Israel vai congregá-lo / e o guardará qual pastor a seu rebanho!” – R.

2. Pois, na verdade, o Senhor remiu Jacó / e o libertou do poder do prepotente. / Voltarão para o monte de Sião, † entre brados e cantos de alegria / afluirão para as bênçãos do Senhor. – R.

3. Então a virgem dançará alegremente, / também o jovem e o velho exultarão; / mudarei em alegria o seu luto, / serei consolo e conforto após a guerra. – R.

Evangelho: Lucas 9,43-45

Aleluia, aleluia, aleluia.

Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; / fez brilhar, pelo Evangelho, a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 43todos estavam admirados com todas as coisas que Jesus fazia. Então Jesus disse a seus discípulos: 44“Prestai bem atenção às palavras que vou dizer: o Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. 45Mas os discípulos não compreendiam o que Jesus dizia. O sentido lhes ficava escondido, de modo que não podiam entender; e eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus tem momentos de sucesso no meio do povo e desperta a admiração de todos, mas tem o olhar fixo na obra decisiva da salvação. Pela segunda vez, de forma resumida, Jesus avisa seus discípulos sobre seu fi m trágico. Esta informação não entra na cabeça deles. Esse tipo de anúncio não se enquadra com o que eles esperam de Jesus. Não conseguem conciliar poder com fraqueza: como pode cair “nas mãos dos homens” aquele que expulsa as forças malignas? Para eles, era incompreensível essa espécie de contradição. Só entenderão após a ressurreição, quando Jesus “abrirá a inteligência deles, para compreenderem as Escrituras. Então lhes dirá: ‘Está escrito que o Messias tinha de sofrer e ressuscitar dos mortos no terceiro dia’” (cf. Lc 24,45).

Oração
Ó Jesus Messias, tuas poderosas obras causavam grande admiração em teus discípulos. Por isso, não compreendiam que serias entregue “nas mãos dos homens”. Voltas a explicar-lhes que, para nos salvar, tu te submeteste aos limites humanos. Pelo mau uso da liberdade é que os homens te crucificaram. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

São Cléopas – discípulo de Jesus

Cléopas é um dos dois discípulos que no dia da ressurreição de Jesus, voltando a Emaús ao término das celebrações pascais, foram alcançados na estrada e acompanhados pelo Ressuscitado, que reconheceram somente depois de terem sido advertidos e terem generosamente oferecido hospitalidade. “Nós esperávamos que fosse ele quem redimiria Israel; mas…”. Nas palavras que os dois discípulos dirigem ao desconhecido há um tom de frustração comum a todos os apóstolos naquela hora de provação. “É verdade que algumas mulheres, que são dos nossos, nos assustaram”.

Deste reflexo de esperança, o desconhecido faz penetrar a luz da Boa Nova, explicando-lhes as Escrituras e depois, aceitando o convite deles: “Fica conosco, porque a noite está chegando e o dia está para acabar”; revela-se “ao partir o pão”, o gesto eucarístico da última ceia, à qual também Cléopas devia estar presente. Mas não é só este o privilégio do qual podia orgulhar-se. Se dermos uma olhada à etimologia do seu nome, descobrimos que Cléopas e Alfeu são a transcrição e a pronúncia do mesmo nome hebraico Halphai, ou dois nomes usados pela mesma pessoa. Presume-se por isso que Cléopas-Alfeu seja o pai de Tiago, o Menor, e José, irmãos, isto é, primos do Senhor. No evangelho de João, Maria, mãe de Tiago e José, é chamada esposa de Cléopas, e irmã, em sentido mais ou menos próprio, da Mãe de Jesus.

O historiador palestinense Hegesipo afirma que Cléopas é irmão de são José e pai de Judas e Simão, eleito, este último, para suceder a Tiago Menor, como bispo de Jerusalém. Fazendo os cálculos, podemos identificar no emocionado discípulo de Emaús o Cléopas que João chama marido da irmã de Nossa Senhora, aquela Maria de Cléopas, presente com as outras piedosas mulheres no drama do Calvário.

Como Maria de Cléopas é mãe de Tiago Menor, de José, de Judas e de Simão, naturalmente Cléopas é o pai deles. Pai de três apóstolos! Segundo Eusébio e são Jerônimo, Cléopas era natural de Emaús. Em Emaús, conforme uma antiga tradição, Cléopas, “testemunha da Ressurreição”, foi trucidado por seus conterrâneos, intolerantes do seu zelo e da sua certeza de fé no Messias ressuscitado. São Jerônimo nos assegura que já no século IV sua casa tinha sido transformada em igreja. O Martirológio Romano inseriu seu nome na data de hoje e confirmou seu martírio ocorrido pelas mãos dos judeus.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Sexta-feira da 25ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Eu sou a salvação do povo, diz o Senhor. Se clamar por mim em qualquer provação, eu o ouvirei e serei seu Deus para sempre.

Solidário com seu povo, Deus o encoraja a reconstruir o templo, tarefa que há de beneficiar a todos, pois nesse lugar Ele estabelecerá a paz. Rezemos para que esta liturgia revigore nossa adesão ao Cristo morto e ressuscitado.

Primeira Leitura: Ageu 1,15-2,9

Leitura da profecia de Ageu – 15No segundo ano do reinado de Dario, 2,1no dia vinte e um do sétimo mês, fez-se ouvir a palavra do Senhor mediante o profeta Ageu: 2″Vai dizer a Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Josedec, sumo sacerdote, e ao resto do povo: 3há dentre vós algum sobrevivente que tenha visto esta casa em seu primitivo esplendor? E como a vedes agora? Não parece aos vossos olhos uma sombra do que era? 4Mas agora toma coragem, Zorobabel, diz o Senhor, coragem, Josué, filho de Josedec, sumo sacerdote; coragem, povo todo desta terra, diz o Senhor dos exércitos; ponde mãos à obra, pois eu estou convosco, diz o Senhor dos exércitos. 5Eu assumi um compromisso convosco, quando saístes do Egito, e meu espírito permaneceu no meio de vós: não temais. 6Isto diz o Senhor dos exércitos: ainda um momento, e eu hei de mover o céu e a terra, o mar e a terra firme. 7Sacudirei todos os povos, e começarão a chegar tesouros de todas as nações, hei de encher de esplendor esta casa, diz o Senhor dos exércitos. 8Pertence-me a prata, pertence-me o ouro, diz o Senhor dos exércitos. 9O esplendor desta nova casa será maior que o da primeira, diz o Senhor dos exércitos; e neste lugar estabelecerei a paz, diz o Senhor dos exércitos”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 42(43)

Espera em Deus! Louvarei novamente / o meu Deus salvador!

1. Fazei justiça, meu Deus, e defendei-me / contra a gente impiedosa; / do homem perverso e mentiroso, / libertai-me, ó Senhor! – R.

2. Sois vós o meu Deus e meu refúgio: / por que me afastais? / Por que ando tão triste e abatido / pela opressão do inimigo? – R.

3. Enviai vossa luz, vossa verdade: / elas serão o meu guia; / que me levem ao vosso monte santo, / até a vossa morada! – R.

4. Então irei aos altares do Senhor, / Deus da minha alegria. / Vosso louvor cantarei ao som da harpa, / meu Senhor e meu Deus! – R.

Evangelho: Lucas 9,18-22

Aleluia, aleluia, aleluia.

Veio o Filho do Homem, a fim de servir / e dar sua vida em resgate por muitos (Mc 10,45). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Aconteceu que Jesus 18estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então, Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” 19Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”. 20Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Terminada sua oração individual, Jesus faz aos discípulos a pergunta fundamental: “Quem sou eu?”. E a faz em dois tempos, para que a resposta deles se destaque sobre as opiniões do povo. A pergunta é um desafio, não simples curiosidade. Ultrapassando o nível de resposta do povo, Pedro responde como cabeça de todos: “Tu és o Messias de Deus!”, isto é, o Ungido de Deus que vem implantar a era da justiça e da paz (cf. Is 11,1-9). Os discípulos, porém, terão de percorrer longo caminho até compreenderem a verdadeira identidade de Jesus: ele é o Messias que vai realizar sua missão como Servo sofredor. Os chefes do povo (anciãos, chefes dos sacerdotes e doutores da Lei), que mantêm a sociedade injusta, vão matá-lo. Ele, porém, ressuscitará e dará continuidade a seu projeto por meio de seus seguidores.

Oração
Ó Jesus, Messias de Deus, reconhecemos que não basta ter informações sobre quem tu és. É necessário que assumamos teu modo de vida, que sejamos teus fiéis seguidores, conscientes de que percorres um caminho de sofrimento até a entrega total de tua vida mediante tua morte na cruz. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

São Pedro Nolasco – religioso

Na história das deportações encontramos um capítulo tristíssimo e infelizmente não último, que se refere às devastações dos sarracenos ao longo das costas italianas e espanholas para saquear e capturar homens e mulheres, levados à força aos confins da África para serem vendidos como escravos e depois restituídos aos parentes mediante volumosa soma de resgate. Nesta calamidade insere-se um capítulo de exultante caridade e devoção mariana. Em Barcelona, na noite entre 1º e 2 de agosto de 1218, Nossa Senhora teria aparecido a Pedro Nolasco, um jovem de vinte e nove anos, para convidá-lo a fundar uma Ordem religiosa com o fim principal de resgatar os prisioneiros.

Pedro Nolasco, nascido na região francesa de Languedoc em 1189, de família nobre, ficou órfão de pai aos quinze anos, pôs-se a seguir Simão de Montfort na cruzada contra os albigenses. Na luta contra os guerreiros hereges, cai o rei de Aragão, Pedro II, deixando o primogênito e herdeiro do trono, Tiago, com apenas seis anos de idade. Pedro Nolasco teve a incumbência de Mestre e tutor do futuro rei de Aragão, ao qual deu uma educação religiosa caracterizada por filial devoção mariana. Foi neste período que Pedro Nolasco, já empenhado com todos os meios no resgate dos cristãos, caídos nas mãos dos mouros, teve a visão de Nossa Senhora. Nasceu assim a ordem religiosa dos Mercedários, assim chamados porque, particularmente devotos de Nossa Senhora, a honram sob o título de santa Maria da Misericórdia, ou das Mercês dos escravos.

A regra deles, redigida sob a direção de são Raimundo de Penafort, os obriga a quarto voto: a oferecer-se como escravo dos muçulmanos, quando necessário, para livrar um cristão em perigo de apostasia. Dos vinte e seis mil prisioneiros libertados por mercedários, no seu primeiro século de vida, nada menos que 890 foram resgatados e reconduzidos à pátria por Pedro Nolasco. Mas ele não se limitava a estabelecer com os mouros o preço do resgate. A um preço bem mais árduo de sofrimentos, torturas, prisões, Pedro Nolasco pregava o Evangelho aos infiéis, arriscando a própria vida.

Morreu no dia de Natal de 1258, murmurando as palavras do salmo: “O Senhor remiu o seu povo”. A primeira imagem de Nossa Senhora que tocou o solo americano foi a da Virgem das Mercês, pintada por ordem de Isabel, a Católica, e doada aos mercedários que partiam em missão para são Domingos. A festa de hoje é dedicada à Virgem das Mercês, enquanto a memória de são Pedro Nolasco é lembrada no Martirológio Romano a 31 de janeiro.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Quinta-feira da 25ª semana do Tempo Comum

SÃO PIO DE PIETRELCINA PRESBÍTERO

(branco, pref. Comum, ou dos santos, – ofício da memória)

Eu vos darei pastores segundo o meu coração, que vos conduzam com inteligência e sabedoria (Jr 3,15).

Francisco Forgione, o padre Pio, nasceu na Itália em 1887 e lá faleceu em 1968. Herdeiro espiritual de São Francisco de Assis, foi o primeiro presbítero a ter impressos no corpo os estigmas da crucificação. Dedicou-se à evangelização e ao cuidado dos enfermos, em favor dos quais alcançou curas corporais e renovação espiritual. Celebrando sua memória, peçamos ao Senhor a cura de nossas enfermidades.

Primeira Leitura: Ageu 1,1-8

Início da profecia de Ageu – 1No segundo ano do reinado de Dario, no sexto mês, no primeiro dia, foi dirigida a palavra do Senhor, mediante o profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Josedec, sumo sacerdote: 2“Isto diz o Senhor dos exércitos: Este povo diz: ‘Ainda não chegou o momento de edificar a casa do Senhor’”. 3A palavra do Senhor foi assim dirigida, por intermédio do profeta Ageu: 4“Acaso para vós é tempo de morardes em casas revestidas de lambris, enquanto esta casa está em ruínas? 5Isto diz agora o Senhor dos exércitos: Considerai, com todo o coração, a conjuntura que estais passando: 6tendes semeado muito e colhido pouco; tendes-vos alimentado e não vos sentis satisfeitos, bebeis e não vos embriagais; estais vestidos e não vos aqueceis; quem trabalha por salário guarda-o em saco roto. 7Isto diz o Senhor dos exércitos: Considerai, com todo o coração, a difícil conjuntura que estais passando: 8mas subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa; ela me será aceitável, nela me glorificarei, diz o Senhor”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 149

O Senhor ama seu povo de verdade.

1. Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / e o seu louvor na assembleia dos fiéis! / Alegre-se Israel em quem o fez, / e Sião se rejubile no seu rei! – R.

2. Com danças glorifiquem o seu nome, / toquem harpa e tambor em sua honra! / Porque, de fato, o Senhor ama seu povo / e coroa com vitória os seus humildes. – R.

3. Exultem os fiéis por sua glória / e, cantando, se levantem de seus leitos / com louvores do Senhor em sua boca; / eis a glória para todos os seus santos. – R.

Evangelho: Lucas 9,7-9

Aleluia, aleluia, aleluia.

Sou o caminho, a verdade e a vida; / ninguém vem ao Pai senão por mim (Jo 14,6). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 7o tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros, ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9Então Herodes disse: “Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” E procurava ver Jesus. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus vem para realizar e propor nova mentalidade e, por isso, novo estilo de vida. Por suas atitudes coerentes e por seu poder de expulsar as forças do mal e curar doenças, em pouco tempo, Jesus havia cativado e arrastado atrás de si numerosas multidões. Embora ele insistisse para não publicarem seus feitos, sua fama logo se espalhou por toda parte e chegou aos ouvidos de Herodes, homem forte do governo. Fosse o profeta Elias que voltava, fosse João Batista, ressuscitado dos mortos, ambas as lembranças eram um tormento para a cabeça do cruel Herodes, que fica confuso. “Queria ver Jesus”, talvez para livrar-se do pesadelo de sua vida desregrada. Na paixão de Jesus, Herodes fará de tudo para arrancar-lhe uma palavra. Em vão. Tratava-se de mera curiosidade, não desejo de se tornar discípulo.

Oração
Ó Jesus Mestre, Herodes Antipas se incomoda com as informações que circulam a teu respeito. Mera curiosidade pessoal, sem intenção de se tornar teu discípulo. Livra- nos, Senhor, dos prepotentes, que dificultam ou impedem a expansão do teu Reino de justiça, amor e paz. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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São Lino – papa e mártir

Após a perseguição de Nero, durante a qual sofreram o martírio os apóstolos Pedro e Paulo, a história da Igreja romana, por mais de um século, apresenta-se envolvida por uma densa escuridão, quebrada de vez em quando por algum raio de luz. No último quartel do século II temos um testemunho respeitável sobre os primeiros doze bispos que se sucederam ininterruptamente na sede apostólica. É o bispo de Lião, santo Ireneu, que esteve certamente, pelo menos uma vez, em Roma, quem nos fornece este elenco no seu Contra os hereges: “Depois de terem fundado e estabelecido a Igreja (de Roma), os bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo confiaram-na à administração de Lino, de quem fala são Paulo na carta a Timóteo. Sucedeu-lhe Anacleto…”.

A lista dada por santo Ireneu não é a única. Pelo ano 160, Hegesipo, originário da Palestina, visitou as Igrejas mais importantes com a nobre intenção de conhecer a tradição da pregação apostólica. Após sua visita a Roma, escreve: “Elaborei a ordem de sucessão até Aniceto”. Lino foi papa por doze anos, aproximadamente de 64 a 76, ou de 67 a 76, se fixarmos o martírio de são Pedro em 67, no término e não no início da perseguição de Nero. Estas cifras não têm valor absoluto, pois nas duas listas indicadas prevalece o interesse doutrinal, e somente no começo do século III, com Júlio Africano e Hipólito, começou-se a levar em conta a cronologia.

Além do dado cronológico, temos acerca dos sucessores imediatos dos apóstolos, logo de são Lino, outra nota importante, fornecida esta por são Clemente, na Carta da Igreja romana às Igrejas de Corinto. Nessa Carta, são Clemente insiste na união que reina na Igreja romana e que contrasta fortemente com o cisma que campeia na comunidade de Corinto. Recordando as origens da hierarquia eclesiástica, sublinha: “Os apóstolos provaram no espírito as suas primícias e as instituíram como bispos e como diáconos dos futuros crentes. Em seguida, estabeleceram esta regra: que após a morte deles, homens provados haveriam de suceder-lhe no ministério”.

São Lino, originário da Túscia, provavelmente de Volterra, é portanto o homem provado, que por santidade de vida e capacidade de governo, foi escolhido pelo próprio são Pedro para suceder-lhe. Foi por isso seu direto colaborador e a estima de que gozou na comunidade romana foi muito grande.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Quarta-feira da 25ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Eu sou a salvação do povo, diz o Senhor. Se clamar por mim em qualquer provação, eu o ouvirei e serei seu Deus para sempre.

O Senhor não abandona seu povo, que lhe confessa as próprias maldades e implora seu perdão. Cheios de confiança, bendigamos e invoquemos nosso Deus, cujo Reino nos dispomos a anunciar.

Primeira Leitura: Esdras 9,5-9

Leitura do livro de Esdras – 5Na hora da oblação da tarde, eu, Esdras, levantei-me da minha prostração. E, com as vestes e o manto rasgados, caí de joelhos, estendi as mãos para o Senhor, meu Deus. 6E disse: “Meu Deus, estou coberto de vergonha e confusão ao levantar a minha face para ti, porque nossas iniquidades multiplicaram-se acima de nossas cabeças e nossas faltas se acumularam até o céu. 7Desde os tempos de nossos pais até este dia, uma grande culpa pesa sobre nós: por causa de nossas iniquidades, nós, nossos reis e nossos sacerdotes, fomos entregues às mãos dos reis estrangeiros, à espada, ao cativeiro, à pilhagem e à vergonha, como acontece ainda hoje. 8Mas agora, por um breve instante, o Senhor nosso Deus concedeu-nos a graça de preservar dentre nós um resto e de permitir que nos fixemos em seu lugar santo. Assim o nosso Deus deu brilho aos nossos olhos e concedeu-nos um pouco de vida no meio de nossa servidão. 9Pois éramos escravos, mas em nossa servidão o nosso Deus não nos abandonou. Antes, conseguiu para nós o favor dos reis da Pérsia, deu-nos bastante vida para podermos reconstruir o templo do nosso Deus e restaurar suas ruínas, e concedeu-nos um abrigo seguro em Judá e em Jerusalém”. -Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: Tb 13

Bendito seja Deus, que vive eternamente!

1. Vós sois grande, Senhor, para sempre, / e vosso reino se estende nos séculos! / Porque vós castigais e salvais, / fazeis descer aos abismos da terra / e de lá nos trazeis novamente: / de vossa mão nada pode escapar. – R.

2. Vós que sois de Israel, dai-lhe graças / e por entre as nações celebrai-o! / O Senhor dispersou-vos na terra / para narrardes sua glória entre os povos / e fazê-los saber, para sempre, / que não há outro Deus além dele. – R.

3. Castigou-nos por nossos pecados, / seu amor haverá de salvar-nos. / Compreendei o que fez para nós, / dai-lhe graças com todo o respeito! – R.

4. Bendizei o Senhor, seus eleitos, / fazei festa e alegres louvai-o! – R.

Evangelho: Lucas 9,1-6

Aleluia, aleluia, aleluia.

Convertei-vos e crede no Evangelho, / pois o Reino de Deus está chegando! (Mc 1,15) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 1Jesus convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças 2e enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. 3E disse-lhes: “Não leveis nada para o caminho: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem mesmo duas túnicas. 4Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí; e daí é que partireis de novo. 5Todos aqueles que não vos acolherem, ao sairdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés como protesto contra eles”. 6Os discípulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa-nova e fazendo curas em todos os lugares. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Após certo período de ensinamento aos apóstolos, Jesus os envia em missão. Dá-lhes poder e autoridade sobre as coisas que oprimem as pessoas. Objetivamente, o que deverão fazer? Anunciar o Reino de Deus, isto é, que Jesus está presente e traz seu projeto de vida e liberdade para todos. Além disso, Jesus lhes dá o poder de curar as doenças. É um projeto inédito, revolucionário, que vai mexer com as estruturas da sociedade. Jesus e seus apóstolos não fecharão os olhos diante das injustiças que o povo sofre; não omitirão a verdade, mas proporão a transparência nos relacionamentos. São pregoeiros de uma sociedade assentada sobre a prática do amor, da justiça e da fraternidade. Ao enviar seus apóstolos, Jesus prevê conflitos, porque nem todos estão abertos para acolher o Reino de Deus e dele fazer parte.

Oração
Ó Jesus, missionário do Pai, aos doze apóstolos dás “poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças”. Assim autorizados, eles percorrem os vilarejos, anunciando a Boa Notícia e realizando curas por toda parte. Envia, Senhor, novos apóstolos para os novos tempos. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santos Maurício e companheiros – mártires

Pelos meados do século III, Orígenes escrevia que os novos recrutas do cristianismo provinham das classes populares, de modo espe-cial, “entre os tecelões e sapateiros, populares”. Mas também as famílias da burguesia provincial forneciam à religião de Cristo novos fiéis: advogados, magistrados, funcionários imperiais e legionários engrossavam as fileiras do cristianismo. A presença dos cristãos na milícia desmentia a suspeita de que eles não fossem bons cidadãos, embora alguns deles praticassem a objeção de consciência, quando se tratou, como no caso de Maurício e companheiros, pertencentes à legião tebana, não de defender o império dos seus inimigos, mas da própria fé no único Deus, recusando um sacrifício aos deuses, equivalente à apostasia.

A mentalidade cristã não podia naturalmente coincidir com a pagã. Embora respeitando as leis e sendo leais ao império, não punham a pátria terrena acima de tudo. Certo desinteresse pela extensão do império foi frequentemente trocado pela aversão e punido com extremo rigor. A prova disso é o episódio que tem como protagonista Maurício, Exupério, Cândido e todos os seus comilicianos cristãos, submetidos à flagelação e depois decapitados por se recusarem a prosseguir contra a Gália numa expedição que iria punir os cristãos ou (conforme outra narração) por se recusarem a sacrificar aos deuses antes de marchar contra os rebeldes bagaudi. A primeira versão é tirada da Paixão dos mártires, escrita pelo bispo de Lião, Euquério, em 450. Segundo esta narração, Maurício e companheiros pertenciam à legião tebana, que Maximiano Hércules, associado ao governo em 286, como colega do imperador Diocleciano, transferira com outras tropas do Egito à Gália para barrar a difusão do cristianismo. Chegados a Agaunum (atual São Maurice, no Valese), junto a Martigny, Maurício e companheiros não quiseram prosseguir por uma razão muito compreensível.

Maximiano, após ter feito aplicar aos revoltosos humilhante flagelação pública, por dizimação, não tendo conseguido dobrar-lhes a obediência, fez decapitar a legião toda (milhares de soldados; segundo a paixão, talvez seis mil, é mais provável que tenha sido uma coorte). Não obstante o juízo contrastante dos estudiosos sobre a Paixão escrita pelo bispo Euquério, existem testemunhos muito antigos do culto dos mártires de Agaunum, onde as escavações efetuadas em 1893 descobriram os restos de uma basílica primitiva do século IV.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Terça-feira da 25ª semana do Tempo Comum

SÃO MATEUS, APÓSTOLO

(vermelho, glória, pref. dos apóstolos, – ofício da festa)

Ide e de todas as nações fazei discípulos, diz o Senhor, batizando-os e ensinando-os a observar todos os mandamentos que vos dei (Mt 28,19s).

Mateus era cobrador de impostos e, a convite de Jesus, largou sua profissão e mudou o rumo de sua vida, passando a fazer parte dos primeiros seguidores do Nazareno. Seu nome consta nas quatro listas dos apóstolos, três das quais nos Evangelhos e uma nos Atos dos Apóstolos. A ele se atribui a redação de um dos quatro Evangelhos.

Primeira Leitura: Efésios 4,1-7.11-13

Leitura da carta de São Paulo aos Efésios – Irmãos, 1eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: 2com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. 3Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz. 4Há um só corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança à qual fostes chamados. 5Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, 6um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos. 7Cada um de nós recebeu a graça na medida em que Cristo lha deu. 11E foi ele quem instituiu alguns como apóstolos, outros como profetas, outros ainda como evangelistas, outros, enfim, como pastores e mestres. 12Assim, ele capacitou os santos para o ministério, para edificar o corpo de Cristo, 13até que cheguemos todos juntos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado do homem perfeito e à estatura de Cristo em sua plenitude. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 18(19A)

Seu som ressoa e se espalha em toda a terra.

1. Os céus proclamam a glória do Senhor, / e o firmamento, a obra de suas mãos; / o dia ao dia transmite essa mensagem, / a noite à noite publica essa notícia. – R.

2. Não são discursos nem frases ou palavras, / nem são vozes que possam ser ouvidas; / seu som ressoa e se espalha em toda a terra, / chega aos confins do universo a sua voz. – R.

Evangelho: Mateus 9,9-13

Aleluia, aleluia, aleluia.

A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos; / vos louva, ó Senhor, o coro dos apóstolos. – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 9Jesus viu um homem, chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” 12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Mateus era cobrador de impostos. Ao chamado de Jesus responde prontamente. Admirável é seu desprendimento, pois ele promove em casa uma refeição de despedida, para a qual convida muitos colegas de profissão. Por prestar serviço aos ocupantes romanos, os cobradores de impostos eram malvistos e até mesmo desprezados pelos judeus. Jesus, que veio para oferecer a salvação a todos, não se deixa levar por esses preconceitos. Mateus escreveu o Evangelho que leva seu nome. É o Evangelho do Reino de Deus, do cumprimento em Cristo da Antiga Aliança. É o Evangelho do Sermão da Montanha, das parábolas do Reino e do juízo universal. Escrevendo para judeu-cristãos, insiste no messianismo de Jesus e na realização perfeita das promessas do Antigo Testamento.

Oração
Ó Jesus Mestre, para compor o primeiro núcleo de tua comunidade, escolheste o publicano Mateus. Assim agindo, valorizaste os cobradores de impostos, já que eram desprezados e tachados de pecadores por muitos de seus conterrâneos. Tu lhes renovaste a esperança, pois vieste justamente chamar os pecadores. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

São Mateus – apóstolo e evangelista

Mateus, coletor de impostos, apóstolo e evangelista: foge do dinheiro para um serviço de perfeita pobreza: a proclamação da mensagem cristã. O evangelho a ele atribuído nos fala mais amplamente que os outros três do uso certo do dinheiro: “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam, mas ajuntai para vós tesouros nos céus”. “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Foi Judas, porém, e não Mateus que teve o encargo de caixa da pequena comunidade apostólica. Mateus deixa o dinheiro para seguir o Mestre, enquanto Judas o trai por trinta dinheiros. Quando falam do episódio do coletor de impostos chamado a seguir Jesus, os outros evangelistas, Marcos e Lucas, falam de Levi. Mateus ao contrário prefere denominar-se com o nome mais conhecido de Mateus e usa o apelido de publicano, que soa como usurário ou avarento, “para demonstrar aos leitores — observa são Jerônimo — que ninguém deve desesperar da salvação, se houver conversão para vida melhor”. Mateus, o rico coletor, respondeu ao chamado do Mestre com entusiasmo. No seu evangelho ele esconde humildemente este alegre particular, mas a informação foi divulgada por Lucas: “Levi preparou ao Mestre uma grande festa na própria casa; numerosa multidão de publicanos e outra gente sentavam-se à mesa com eles”. Depois, no silêncio e com discrição, livrou-se do dinheiro, fazendo o bem. É dele de fato que nos refere a ad-moestação do Mestre: “Quando deres esmola, não saiba a tua esquerda o que faz a tua direita, para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará”.

Após o episódio do chamado, o evangelho lembra Mateus uma única vez, falando da eleição dos apóstolos. Da atividade de Mateus após o Pentecostes, conhecemos somente as admiráveis páginas do seu evangelho, dirigido particularmente aos judeus e que é caracterizado por cinco grandes discursos de Jesus sobre o reino de Deus. Foi escrito com toda a certeza antes da destruição de Jerusalém, ocorrida no ano 70. Uma tradição antiga recorda que Mateus, como chefe missionário, não teria comparecido diante dos juízes para dar testemunho. Outras fontes, ao invés, menos verídicas, difundem-se na narração dos sofrimentos e do martírio de Mateus, apedrejado, queimado e decapitado na Etiópia, de onde as relíquias do santo teriam sido transportadas, primeiro para Paestum, no Golfo de Salerno, e no século X para Salerno, onde até hoje são honradas.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS