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Santo do dia

São Luís de França, rei

Preferia assinar Luís de Poissy, isto é, com o nome da localidade em que foi batizado, afirmando que a dignidade mais alta tinha recebido lá. Não se importava com as outras honras, mas como o seu povo o houvesse coroado rei com doze anos apenas, quis desempenhar as funções de rei com escrupulosa perfeição, colocando juntas duas coisas que a nós, mortais comuns, parecem até inconciliáveis: ascética e poder. Sob as vestimentas de seda trazia o cilício da penitência. Muitos achavam exagerado o tempo que ele dedicava à oração. “É engraçado — comentava o jovem soberano — reprovam como crime a minha devoção, mas não diriam uma palavra de crítica se eu gastasse todo esse tempo na caça ou no jogo”.

Nasceu em 1214. Sua mãe, a virtuosa Branca de Castela, regente da França durante a minoridade de Luís, havia-lhe dado sólida formação cristã. Monarca pacifista, teve de pegar as armas primeiro contra os ingleses, que derrotou, depois contra os vassalos rebeldes, que submeteu. De várias partes, até de Roma, recebia conselhos interesseiros de fazer guerra ao imperador Frederico II, mas o ajuizado rei não se deixou levar, ao contrário, fez-se apaziguador entre o papa e o imperador. Dedicou-se com muita energia à renovação da justiça e da economia do seu país.

Exemplar o seu modelo de exercer a justiça: “Se um pobre — repetia aos seus filhos — está encrencado em uma ação judicial contra um rico, defenda a causa do pobre enquanto a verdade não vier à tona”. Construiu hospitais, asilos, escolas, favoreceu a universidade de Sorbona, dando à França o primado da cultura europeia, encorajou o desenvolvimento das ordens mendicantes. Depois, prosseguindo no ideal religioso, empreendeu uma cruzada para a libertação dos lugares santos. Conquistou Damieta em 1249, mas um ano após caiu prisioneiro dos egípcios, na batalha de Mansourath. Seu exército tinha sido dizimado pela peste e pela fome. Pelo seu resgate foi pago um preço altíssimo, e seu insucesso custou-lhe uma sublevação dos elementos hostis a ele, na França. Luís mudando a expedição militar em peregrinação, ficou quatro anos na Terra Santa. Depois, reentrando na pátria, tentou de novo a expedição, partindo desta vez do lado oposto, da Tunísia. Atingido pela peste, morreu às portas de Túnis, a 25 de agosto de 1270. Vinte e sete anos mais tarde era elevado às honras dos altares. Uma de suas irmãs, Isabel, é venerada como bem-aventurada.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Quinta-feira da 21ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e escutai-me; salvai, meu Deus, o servo que confia em vós. Tende compaixão de mim, clamo por vós o dia inteiro (Sl 85,1ss).

Somos chamados a viver em permanente estado de vigilância – entendida não como passividade, mas como vida de amor a Deus e aos irmãos. Peçamos ao Senhor a graça de aguardar com alegria o dia em que o veremos face a face.

Primeira Leitura: 1 Tessalonicenses 3,7-13

Leitura da primeira carta de São Paulo aos Tessalonicenses – Irmãos, 7ficamos confortados, em meio a toda angústia e tribulação, pela notícia acerca de vossa fé. 8Agora, sentimo-nos reviver, porque vós estais firmes no Senhor. 9Como podemos agradecer a Deus por toda a alegria que nos invade, diante do nosso Deus, por causa de vós? 10Noite e dia rezamos efusivamente para vos rever e completar o que ainda falta na vossa fé. 11Que o próprio Deus e nosso Pai e nosso Senhor Jesus dirijam os nossos passos até vós. 12O Senhor vos conceda que o amor entre vós e para com todos aumente e transborde sempre mais, a exemplo do amor que temos por vós. 13Que assim ele confirme os vossos corações numa santidade sem defeito aos olhos de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 89(90)

Saciai-nos de manhã com vosso amor!

1. Vós fazeis voltar ao pó todo mortal / quando dizeis: “Voltai ao pó, filhos de Adão!” / Pois mil anos para vós são como ontem, / qual vigília de uma noite que passou. – R.

2. Ensinai-nos a contar os nossos dias / e dai ao nosso coração sabedoria! / Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? / Tende piedade e compaixão de vossos servos! – R.

3. Saciai-nos de manhã com vosso amor, / e exultaremos de alegria todo o dia! / Que a bondade do Senhor e nosso Deus / repouse sobre nós e nos conduza! / Tornai fecundo, ó Senhor, nosso trabalho, / fazei dar frutos o labor de nossas mãos! – R.

Evangelho: Mateus 24,42-51

Aleluia, aleluia, aleluia.

Vigiai, diz Jesus, vigiai, / pois, no dia em que não esperais, / o vosso Senhor há de vir (Mt 24,42.44). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 42“Ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. 43Compreendei bem isto: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44Por isso, também vós ficai preparados! Porque, na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá. 45Qual é o empregado fiel e prudente que o senhor colocou como responsável pelos demais empregados, para lhes dar alimento na hora certa? 46Feliz o empregado cujo senhor o encontrar agindo assim quando voltar. 47Em verdade vos digo, ele lhe confiará a administração de todos os seus bens. 48Mas se o empregado mau pensar: ‘Meu senhor está demorando’ 49e começar a bater nos companheiros, a comer e a beber com os bêbados, 50então o senhor desse empregado virá no dia em que ele não espera e na hora que ele não sabe. 51Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus nos alerta para sermos vigilantes enquanto vivemos neste mundo. Sabendo que o Senhor pode vir a qualquer momento, uma coisa é necessária: “Estejam vigilantes”. Em nossa caminhada cristã, não podemos relaxar; precisamos estar despertos e atentos para acolher o Senhor a todo instante. Esse tema é essencial à condição humana e, portanto, ao cristianismo, que nos ensina a viver e morrer como fi lhos e filhas de Deus. A segunda parte do texto aplica-se aos dirigentes cristãos. Enquanto esperam por Jesus e seu Reino de justiça, não podem desanimar ou desacreditar do projeto de Deus, entregando-se à prática da injustiça. Ao contrário, devem continuar alimentando a comunidade para que se fortaleça e continue firme na busca da justiça.

Oração
Ó Jesus, Filho do Homem, aos discípulos, em geral, e às lideranças religiosas de todos os tempos, recomendas a vigilância. Não sabemos quando virás. Somos convidados a não desanimar na caminhada cristã. Concede-nos, Senhor, empenho e perseverança na prática da justiça e do amor. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

São José Calasanz, presbítero

Nasceu em Peralta de la Sal, diocese de Urgel, em Aragão, no ano 1557. Ordenado sacerdote aos 28 anos, manifestou logo grande inclinação para a vida eremítica. Os seus superiores, para curá-lo, lançaram-no no meio do povo, nomeando-o vigário-geral da diocese. E como a cura não parecesse eficaz, mandaram-no a Roma na qualidade de teólogo em companhia do cardeal Marco Antônio Colonna. Porém, mais que aos cuidados do cardeal, que sabia cuidar por si mesmo da sua própria cultura, dedicou-se com espírito de apóstolo à instrução dos meninos do Trastevere, na paróquia de santa Doroteia, onde era vigário cooperador.

Naquele tempo não existiam problemas escolares na mesa do prefeito de Roma, pela simples razão de que as escolas eram negócio privado. Quem tinha dinheiro suficiente pagava o professor para dar aulas em casa, ou mandava os filhos aos célebres studi (universidades), ou às escolas comunais, instituídas pelos municípios livres, em muitas cidades do norte. Estas últimas faltavam em Roma e nisso pensou José Calasanz. Feita com as poucas economias de que dispunha a primeira escola gratuita aberta aos filhos dos pobres, viu-se encorajado a fazer mais pela afluência de tantos voluntários, que se ofereceram para lecionar gratuitamente aos meninos. Fundou assim a Congregação dos Clérigos Regulares das Pias Escolas, vinculados não só pelos votos de pobreza, castidade e obediência, mas também por quarto voto, que os compromete com a instrução dos jovens.

Esta esperada e benéfica instituição teve imediatamente a notoriedade que bem merecia: a Congregação se espalhou em todos os países europeus, trazendo no entanto mais dores que alegrias ao santo fundador. As provas, às quais Deus submete os seus santos, para separar a boa semente da do joio, não demoraram a afligir José: acusado de incapacidade pelos seus próprios filhos, após a imposição de um visitador desonesto o santo foi destituído do seu cargo e a Congregação desceu ao nível de uma simples confraria, quer dizer, praticamente ficou suprimida. Com admirável paciência e serenidade, José Calasanz arregaçou as mangas e com a obstinação dos pioneiros reergueu o edifício que havia desabado. A Congregação ressurgiu das cinzas, mas com os mesmos programas sociais: de cultivar as jovens inteligências dos meninos de periferia. José morreu na bela idade de noventa anos, a 25 de agosto de 1648 e foi canonizado em 1757.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Quarta-feira da 21ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e escutai-me; salvai, meu Deus, o servo que confia em vós. Tende compaixão de mim, clamo por vós o dia inteiro (Sl 85,1ss).

Quem anuncia a Palavra deve fazê-lo com zelo e coerência. A hipocrisia é um grande mal e pode levar a comunidade à morte. Peçamos a graça de sermos coerentes com o Evangelho e acolher com generosidade a Palavra de Deus em nossa vida.

Primeira Leitura: 1 Tessalonicenses 2,9-13

Leitura da primeira carta de São Paulo aos Tessalonicenses – 9Irmãos, certamente ainda vos lembrais dos nossos trabalhos e fadigas. Trabalhamos dia e noite para não sermos pesados a nenhum de vós. Foi assim que anunciamos o Evangelho de Deus. 10Vós sois testemunhas, e Deus também, de quão santo, justo, irrepreensível foi o nosso proceder para convosco, os fiéis. 11Bem sabeis que, como um pai a seus filhos, 12nós exortamos a cada um de vós e encorajamos e insistimos para que vos comporteis de modo digno de Deus, que vos chama ao seu Reino e à sua glória. 13Por isso agradecemos a Deus sem cessar por vós terdes acolhido a pregação da Palavra de Deus não como palavra humana, mas como aquilo que, de fato, é: Palavra de Deus, que está produzindo efeito em vós que abraçastes a fé. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 138(139)

Senhor, vós me sondais e me conheceis.

1. Em que lugar me ocultarei de vosso espírito? / E para onde fugirei de vossa face? / Se eu subir até os céus, ali estais; / se eu descer até o abismo, estais presente. – R.

2. Se a aurora me emprestar as suas asas, / para eu voar e habitar no fim dos mares, / mesmo lá vai me guiar a vossa mão / e segurar-me com firmeza a vossa destra. – R.

3. Se eu pensasse: “A escuridão venha esconder-me / e que a luz ao meu redor se faça noite!” / Mesmo as trevas para vós não são escuras, / a própria noite resplandece como o dia. – R.

Evangelho: Mateus 23,27-32

Aleluia, aleluia, aleluia.

O amor de Deus se realiza em todo aquele / que guarda sua Palavra fielmente (1Jo 2,5). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus: 27“Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! 28Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça. 29Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, 30e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. 31Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. 32Completai, pois, a medida de vossos pais!” – Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus revela a incoerência dos doutores da Lei e fariseus. Não são o que mostram exteriormente. Ao contrário, o exterior deles oculta o interior, e Jesus o ilustra com duas imagens: a primeira é a figura do sepulcro belo por fora e cheio de podridão por dentro; a segunda faz referência aos túmulos que as lideranças religiosas edificavam para os profetas. Prestaram-lhes homenagem como a pessoas beneméritas, no entanto, eles próprios os haviam eliminado. Na linguagem coloquial, Jesus teria dito aos doutores da Lei e fariseus: essa cara de anjo não me engana! Com efeito, estão se organizando para matar o maior dos profetas, o Messias, e na sequência os discípulos dele. Façam-no! Quem sabe batendo forte na canga de suas consciências, Jesus consiga fazê-los desistir de seus planos malignos.

Oração
Divino Mestre, Jesus Cristo, repreendes os doutores da Lei e os fariseus porque “por fora parecem justos para as pessoas, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e injustiça”. São “sepulcros caiados”. Ajuda-nos, Senhor, a ser justos, misericordiosos e transparentes em pensamentos e atitudes. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

São Bartolomeu, apóstolo

Nas quatro enumerações dos apóstolos, é apresentado com o nome de Bartolomeu. Bar Tholmai, filho de Tholmai (em hebraico Tholmai quer dizer arado ou agricultor). São João não traz o nome de Bartolomeu, mas o de Natanael, por isso os estudiosos concordam em identificar Bartolomeu com Natanael. Foi o apóstolo Filipe quem lhe apresentou Cristo: “Encontramos aquele de quem escreveram Moisés, na Lei, e os profetas: Jesus de Nazaré”. “De Nazaré? — replica Natanael — pode vir algo de bom de Nazaré?”. Natanael era de Caná, que dista 14 quilômetros de Nazaré e é proverbial o menosprezo que existe entre povoados vizinhos.

O Mestre, porém, ofereceu logo uma ponte entre ele e o jovem de Caná: “Eis um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento”. Ao ouvir esse elogio, Natanael manifestou a sua surpresa: “De onde me conheces? Jesus lhe respondeu: ‘Antes que Filipe te chamasse, eu te vi, quando estavas sob a figueira.’ ” O que se passou debaixo da figueira ficará segredo entre o límpido apóstolo e o Messias. Após aquele breve colóquio, Bartolomeu (Natanael) manifestou sua incondicionada adesão a Cristo: “Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel!”. E Jesus: “Crês só porque te disse: eu te vi debaixo da figueira? Verás coisas maiores que estas”. Natanael-Bartolomeu viu de fato os prodígios operados pelo Mestre, ouviu a sua mensagem, assistiu a sua paixão e glorificação, depois se tornou arauto da Boa Nova, aceitando com o mesmo entusiasmo as consequências de testemunho comprometido.

De suas atividades apostólicas não temos notícias certas. As lições do breviário romano apresentam informações de antiga tradição armênia: “O apóstolo Bartolomeu, que era da Galileia, foi para a Índia. Pregou àquele povo a verdade do Senhor Jesus segundo o evangelho de são Mateus. Depois que naquela região converteu muitos a Cristo, sustentando não poucas fadigas e superando muitas dificuldades, passou para a Armênia maior… onde levou à fé cristã o rei Polímio e sua esposa e a mais de doze cidades. Essas conversões, no entanto, provocaram enorme inveja dos sacerdotes locais, que por meio do irmão do rei Polímio, conseguiram a ordem de tirar a pele de Bartolomeu e depois decapitá-lo”.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Terça-feira da 21ª semana do Tempo Comum

SÃO BARTOLOMEU, APÓSTOLO

(vermelho, glória, pref. dos apóstolos, – ofício da festa)

Anunciai todos os dias a salvação de Deus, proclamai a sua glória às nações (Sl 95,2s).

Bartolomeu, conhecido como Natanael, era de Caná da Galileia. Seu encontro com Jesus é narrado no Evangelho de João (cf. Jo 1,45-51). Após o fecundo diálogo, sentiu ardente desejo de seguir o Mestre. Entrou para o grupo dos Doze, e seu nome está incluído na lista oficial do colégio apostólico. Sob inspiração desse apóstolo, motivemo-nos a testemunhar nossa fé com palavras e obras.

Primeira Leitura: Apocalipse 21,9-14

Leitura do Apocalipse de São João – 9Um anjo falou comigo e disse: “Vem! Vou mostrar-te a noiva, a esposa do Cordeiro”. 10Então me levou em espírito a uma montanha grande e alta. Mostrou-me a cidade santa, Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, 11brilhando com a glória de Deus. Seu brilho era como o de uma pedra preciosíssima, como o brilho de jaspe cristalino. 12Estava cercada por uma muralha maciça e alta, com doze portas. Sobre as portas estavam doze anjos, e nas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel. 13Havia três portas do lado do oriente, três portas do lado norte, três portas do lado sul e três portas do lado do ocidente. 14A muralha da cidade tinha doze alicerces, e sobre eles estavam escritos os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 144(145)

Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso!

1. Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, / e os vossos santos com louvores vos bendigam! / Narrem a glória e o esplendor do vosso reino / e saibam proclamar vosso poder! – R.

2. Para espalhar vossos prodígios entre os homens / e o fulgor de vosso reino esplendoroso. / O vosso reino é um reino para sempre, / vosso poder, de geração em geração. – R.

3. É justo o Senhor em seus caminhos, / é santo em toda obra que ele faz. / Ele está perto da pessoa que o invoca, / de todo aquele que o invoca lealmente. – R.

Evangelho: João 1,45-51

Aleluia, aleluia, aleluia.

Mestre, tu és o Filho de Deus, / és rei de Israel! (Jo 1,49) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – 45Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”. 46Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Vem ver!” 47Jesus viu Natanael, que vinha para ele, e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel”. 50Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Identificado com Natanael, São Bartolomeu é mencionado nas quatro listas dos apóstolos (cf. Mt 10,1- 4; Mc 3,13-16; Lc 6,12-16; At 1,13). Conheceu Jesus pelo testemunho de seu amigo e conterrâneo Filipe, ambos de Betsaida: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: é Jesus, o filho de José. Ele vem de Nazaré” (v. 45). Foi a respeito dele que Jesus teceu sincero elogio: “Eis aí um israelita verdadeiro, em quem não existe falsidade” (v. 47). Ao notar o conhecimento profundo que Jesus tinha a seu respeito, Natanael fez sua declaração de fé no Messias: “Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel” (v. 49). A história nada registra de certo sobre sua vida. Segundo algumas tradições armênias, nessa região Bartolomeu teria sofrido o martírio, após longo trabalho de evangelização.

Oração
Ó Jesus, enviado do Pai celeste, escolheste o apóstolo Bartolomeu para auxiliar-te na implantação do Reino. Volta, Senhor, a passar pelos nossos lares, convidando pessoas de boa vontade, dispostas a doar a própria vida, com vista a transformar a sociedade e melhorar a convivência humana. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

PAULUS

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Santa Rosa de Lima, virgem

Isabel Flores y de Oliva, a primeira santa do Novo Mundo, nasceu em Lima em 1586, de pais espanhóis, que se mudaram para a rica colônia do Peru. O nome Rosa foi um apelido posto pela empregada índia, Mariana. A mulher, maravilhada pela extraordinária beleza da menina, exclamou admirada: “Você é bonita como uma rosa!”, e desde aquele instante começou a chamá-la Rosa e não Isabel. Mais tarde quando Isabel entrou na Ordem Terceira dominicana, quis se chamar Rosa de Santa Maria, e com esse nome fez também seu ingresso no rol dos santos. Santa Rosa de Lima, a mais bela flor do Peru, canonizada em 1671, é venerada não só como padroeira da sua pátria, mas de toda a América Latina e das Ilhas Filipinas.

O que mais se admira nas vicissitudes humanas desta santa, morta aos trinta e um anos, é um inconcebível desejo de sofrimento. Um exame superficial da sua singular personalidade poderia fazer pensar que se trataria de desejo masoquista. Mas esse mundo, aparentemente infeliz, encerra em si, como garrafa cheia de bom vinho frisante, o segredo da autêntica alegria.

No Peru não havia conventos e Isabel Flores impôs a si mesma uma regra de vida austera, segundo o seu modo de ver. Ela dizia a quem a confortava durante a doença: “Se os homens soubessem o que é viver em graça, não se assustariam com nenhum sofrimento e padeceriam de bom grado qualquer pena porque a graça é o fruto da paciência”. Depois, não conseguindo explicar seus sentimentos, acrescentava: “Posso explicar só com o silêncio. O prazer e a felicidade que o mundo pode me oferecer são simplesmente sombra em comparação ao que sinto”. Mas admitia: “Eu não acreditava que uma criatura pudesse ser acometida de tão grandes sofrimentos. Meu Deus, podes aumentar os sofrimentos, contanto que aumentes meu amor por ti”.

Levada à miséria com a sua família, ganhou a vida com o duro trabalho da lavoura e costura, até alta noite. Aos vinte anos rejeitando um bom casamento, pediu e obteve a licença de emitir os votos reli-giosos em casa, como terciária dominicana. Construiu para si uma pequena cela no fundo do quintal. A cama era um saco de estopa. Cingiu a cintura com cilício doloroso, massacrando seu corpo com duras penitências. Como ficasse sozinha doente, foi acolhida pelo casal Maza, em 1614. Sabia que lhe restava pouco tempo de vida, ou melhor: conhecia o dia de sua morte. Todo ano, na festa de são Bartolo-meu, passava o dia inteiro em oração: “Este é o dia das minhas núpcias eternas”, dizia. De fato morreu no dia 24 de agosto de 1617.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Segunda-feira da 21ª semana do Tempo Comum

SANTA ROSA DE LIMA

PADROEIRA DA AMÉRICA LATINA

(branco, glória, pref. das virgens, – ofício da festa)

Alegremo-nos todos no Senhor, celebrando este dia festivo em honra da virgem Santa Rosa de Lima. Conosco alegram-se os anjos e glorificam o Filho de Deus.

Rosa nasceu em Lima, no Peru, em 1586 e lá faleceu em 1617. Fez parte da Ordem Terceira Dominicana. Extremamente caridosa, especialmente para com os índios e os negros, era modelo de vida penitente e de oração contínua. É a primeira santa do continente americano e padroeira da América Latina. Por sua inspiração, aprendamos a unir vida contemplativa e vida ativa.

Primeira Leitura: 2 Coríntios 10,17-11,2

Leitura da segunda carta de São Paulo aos Corín­tios – Irmãos, 17quem se gloria, glorie-se no Senhor. 18Pois é aprovado só aquele que o Senhor recomenda, e não aquele que se recomenda a si mesmo. 11,1Oxalá pudésseis suportar um pouco de insensatez da minha parte. Na verdade, vós me suportais. 2Sinto por vós um amor ciumento, semelhante ao amor que Deus vos tem. Fui eu que vos desposei a um único esposo, apresentando-vos a Cristo como virgem pura. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 148

Vós, jovens, vós, moças e rapazes, / louvai todos o nome do Senhor!

1. Louvai o Senhor Deus nos altos céus, / louvai-o no excelso firmamento! / Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, / louvai-o, legiões celestiais! – R.

2. Reis da terra, povos todos, bendizei-o, / e vós, príncipes e todos os juízes; / e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, † anciãos e criancinhas, bendizei-o! / Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos. – R.

3. A majestade e esplendor de sua glória / ultrapassam em grandeza o céu e a terra. / Ele exaltou seu povo eleito em poderio, / ele é o motivo de louvor para os seus santos. / É um hino para os filhos de Israel, / este povo que ele ama e lhe pertence. – R.

Evangelho: Mateus 13,44-46

Aleluia, aleluia, aleluia.

Ficai em meu amor, assim fala o Senhor; / quem em mim permanece e no qual permaneço, esse dá muito fruto! (Jo 15,9.5) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44“O Reino dos céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Isabel Flores é o nome da filha de imigrantes espanhóis que se estabeleceram em Lima, Peru. Nasceu em 1586. Por sua formosura, desde pequena era chamada “Rosa”. Todos adivinhavam que ela cresceria em beleza e graça. Com efeito, ainda criança sentiu o chamado de Deus para uma vida totalmente consagrada a ele. Ingressou na Ordem Terceira Dominicana. Dedicou-se intensamente ao cuidado dos “pobres índios”. Levou uma vida de muita penitência e profunda piedade eucarística e mariana. Manteve constante serenidade em meio às provações dolorosas que acompanharam sua trajetória. Favorecida com extraordinários dons místicos, morreu em Lima, aos 31 anos de idade. Canonizada em 1671, foi a primeira santa elevada às honras do altar no continente sul-americano e depois proclamada Padroeira da América Latina.

Oração
Senhor Jesus, teu Evangelho falou profundamente ao coração da bela Rosa de Lima. Ela, de fato, renunciou aos apelos do mundo, para viver, no silêncio e na oração, os valores do Reino de Deus. Sua vida de caridade e penitência nos motive a corrigir nossos defeitos e intensificar a prática do bem. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Nossa Senhora Rainha

A festividade de hoje, paralela à de Cristo Rei, foi instituída por Pio XII em 1955. Era celebrada, até a recente reforma do calendário litúrgico, a 31 de maio, como coroação da singular devoção mariana do mês a ela dedicado. Para o dia 22 de agosto estava reservada a comemoração do Imaculado Coração de Maria, em cujo lugar entrou a festa de Maria Rainha para aproximar a realeza da Virgem à sua gloriosa Assunção ao céu. Este lugar de singularidade e de proeminência, ao lado de Cristo Rei, deriva-lhe dos vários títulos, ilustrados por Pio XII na carta encíclica À Rainha do Céu (11 de outubro de 1954): Mãe da Cabeça e dos membros do Corpo místico, augusta soberana e rainha da Igreja, que a torna participante não só da dignidade real de Jesus, mas também do seu influxo vital e santificador sobre os membros do Corpo místico.

O latim regina, como rex, deriva de regere, isto é reger, governar, dominar. Do ponto de vista humano é difícil atribuir a Maria a função de dominadora, ela que se proclamou a serva do Senhor e passou toda a sua vida no mais humilde escondimento. Lucas, nos Atos dos Apóstolos, coloca Maria no meio dos Onze, após a Ascensão, recolhida com eles em oração; mas não é ela que dá ordens, e sim Pedro. E todavia precisamente naquela circunstância ela constitui o vínculo que mantém unidos ao Ressuscitado aqueles homens ainda não robustecidos pelos dons do Espírito Santo. Maria é rainha porque é Mãe de Cristo, o Rei. É rainha porque excede todas as criaturas em santidade: “Ela encerra toda a bondade das criaturas”, diz Dante na Divina Comédia.

Todos os cristãos veem e veneram nela a superabundante generosidade do amor divino, que a cumulou de todos os bens. Mas ela distribui real e maternalmente tudo o que recebeu do Rei, protege com o seu poder os filhos adquiridos em virtude da sua corredenção, e os alegra com os seus dons, pois o rei determinou que toda graça passe por suas mãos de rainha. Por isso, a Igreja convida os fiéis a invocá-la não só com o doce nome de mãe, mas também com o reverente de rainha, como no céu a saúdam com felicidade e amor os anjos, os patriarcas, os profetas, os apóstolos, os mártires, os confessores, as virgens. Maria foi coroada com o duplo diadema de virgindade e de maternidade divina: “O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso o Santo que nascer será chamado Filho de Deus”.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

21° Domingo do Tempo Comum

(verde, glória, creio – 1ª semana do saltério)

Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e escutai-me; salvai, meu Deus, o servo que confia em vós. Tende compaixão de mim, clamo por vós o dia inteiro (Sl 85,1ss).

Estamos reunidos para nos nutrirmos da Palavra e do Pão que o próprio Jesus nos oferece – alimentos de vida eterna. Como Igreja amada por Cristo e membros de seu corpo, somos convidados a professar nossa fé nele, a fim de servi-lo na liturgia e na vida. Rezemos hoje especialmente por todos os que se dedicam aos vários serviços na comunidade.

Primeira Leitura: Josué 24,1-2.15-18

Leitura do livro de Josué – Naqueles dias, 1Josué reuniu em Siquém todas as tribos de Israel e convocou os anciãos, os chefes, os juízes e os magistrados, que se apresentaram diante de Deus. 2Então Josué falou a todo o povo: 15“Se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao Senhor”. 16E o povo respondeu, dizendo: “Longe de nós abandonarmos o Senhor para servir a deuses estranhos. 17Porque o Senhor, nosso Deus, ele mesmo é quem nos tirou, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da escravidão. Foi ele quem realizou esses grandes prodígios diante de nossos olhos e nos guardou por todos os caminhos por onde peregrinamos e no meio de todos os povos pelos quais passamos. 18Portanto, nós também serviremos ao Senhor, porque ele é o nosso Deus”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 33(34)

Provai e vede quão suave é o Senhor!

1. Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, / seu louvor estará sempre em minha boca. / Minha alma se gloria no Senhor; / que ouçam os humildes e se alegrem! – R.

2. O Senhor pousa seus olhos sobre os justos, / e seu ouvido está atento ao seu chamado; / mas ele volta a sua face contra os maus, / para da terra apagar sua lembrança. – R.

3. Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta / e de todas as angústias os liberta. / Do coração atribulado ele está perto / e conforta os de espírito abatido. – R.

4. Muitos males se abatem sobre os justos, / mas o Senhor de todos eles os liberta. / Mesmo os seus ossos ele os guarda e os protege, / e nenhum deles haverá de se quebrar. – R.

5. A malícia do iníquo leva à morte, / e quem odeia o justo é castigado. / Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos, / e castigado não será quem nele espera. – R.

Segunda Leitura: Efésios 5,21-32

Leitura da carta de São Paulo aos Efésios – Irmãos, 21vós que temeis a Cristo, sede solícitos uns para com os outros. 22As mulheres sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor. 23Pois o marido é a cabeça da mulher, do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja, ele, o salvador do seu corpo. 24Mas como a Igreja é solícita por Cristo, sejam as mulheres solícitas em tudo pelos seus maridos. 25Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. 26Ele quis assim torná-la santa, purificando-a com o banho da água unida à Palavra. 27Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida, sem mancha nem ruga, nem defeito algum, mas santa e irrepreensível. 28Assim é que o marido deve amar a sua mulher, como ao seu próprio corpo. Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo. 29Ninguém jamais odiou a sua própria carne. Ao contrário, alimenta-a e cerca-a de cuidados, como o Cristo faz com a sua Igreja; 30e nós somos membros do seu corpo! 31Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. 32Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja. – Palavra do Senhor.

Evangelho: João 6,60-69

Aleluia, aleluia, aleluia.

Ó Senhor, vossas palavras são espírito e vida; / as palavras que dizeis, bem que são de eterna vida (Jo 6,63.68). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 60muitos dos discípulos de Jesus que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?” 61Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? 62E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? 63O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. 64Mas entre vós há alguns que não creem”. Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo. 65E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”. 66A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. 67Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?” 68Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o santo de Deus”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Diante do discurso sobre “pão da vida”, os discípulos de Jesus entram em crise e resmungam. Escandalizados, afirmam: “Essas palavras são duras demais”. Jesus não recua, não muda o rumo da prosa, não adoça o conteúdo de sua fala. Ao contrário, prossegue dizendo que eles fi carão mais escandalizados quando virem o Filho do Homem sendo exaltado, glorificado por sua morte na cruz. Desiludidos, muitos abandonam o Mestre. Pedro, ao invés, em nome dos apóstolos, declara fidelidade: “A quem iremos nós? Tu tens palavras de vida eterna”. Ao entrar no ambiente divino, somos envolvidos pelo mistério, e muitas coisas não compreendemos. Então é o momento de renovar nossa fé em Jesus Cristo, o Santo de Deus.

Oração
Ó Jesus, Mestre e Senhor, afasta de nós o turbilhão de vozes enganosas e de propostas contrárias aos teus planos de amor, justiça e paz. Dá-nos a firme convicção de que devemos acreditar em ti e seguir-te fielmente, porque “tens palavras de vida eterna”. És o Santo de Deus. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS