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Santo do dia

Santa Lídia

Lídia, primícia do cristianismo da Europa, natural de Tiatira, cidade da Ásia, era pagã, mas “temente a Deus”, isto é, prosélita da religião hebraica em Filipos na Macedônia, aonde o apóstolo Paulo, em companhia de Silas, Timóteo e Lucas, chegou na segunda viagem missionária, entre os anos 50 e 53. Os missionários de Cristo, após terem pisado o solo europeu, aguardaram o sábado para encontrar os correligionários judeus em um lugar, na margem do rio, onde presumiam que eles pudessem se reunir (na falta de sinagoga) para a oração em comum e a leitura de alguma página da Escritura. “No sábado — narra Lucas nos Atos dos Apóstolos — saímos porta afora, às margens do rio, onde supúnhamos que se fizesse oração. Sentados, dirigimos a palavra às mulheres que se haviam reunido. Uma delas, chamada Lídia, negociante de púrpura, da cidade de Tiatira, adoradora de Deus nos escutava. O Senhor lhe abriu o coração, de sorte que ela aderiu às palavras de Paulo”.

Supõe-se que Lídia fosse abastada e tivesse muita autoridade na família, uma vez que o tecido com que trabalhava era precioso e seu testemunho foi suficiente para que seus familiares pedissem o batismo, aceitando os missionários em casa como hóspedes bem-vindos. Os missionários de Cristo conseguiram assim sua primeira conquista em terra europeia: uma mulher, Lídia, protótipo e símbolo de todas as mulheres que trariam entre as paredes de seu lar a chama da fé em Cristo. A rica comerciante, dócil à graça, antepusera os interesses do espírito aos econômicos, abandonando o comércio para recolher-se com outras mulheres na proseuca (lugar de oração), junto às margens do rio Gangas.

Lídia, pela alegria trazida à sua alma pelas palavras do Apóstolo e pela graça batismal, pediu com doce insistência, ou melhor, obrigou os missionários a aceitarem a sua hospitalidade. Dessa maneira a casa de Lídia tornou-se o primeiro centro comunitário, a primeira igreja na Europa. Para a Igreja de Filipos, talvez também por mérito de Lídia, são Paulo teve palavras de comovente ternura, chamando estes irmãos em Cristo de “caríssimos e desejadíssimos, alegria e coroa”. Embora nos falte informação a respeito do culto de santa Lídia, os sinais da sua santidade são evidentes na sua pronta resposta à graça.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Quando você sofre de solidão, sua fé tem duas opções

Estou preparado para sofrer o esquecimento e o ódio injusto?

No Domingo de Ramos, muitos apoiavam Jesus e o aclamavam com ramos e cantos. Mas, dias mais tardes, na Quinta-feira Santa, ao cair da noite, vão deixá-lo sozinho.

Jesus experimentará, então, a absoluta solidão: “Meus Deus, por que me abandonastes?”. Ele sofre o abandono, a aniquilação. Em meio à dor de tanta solidão, encontra-se a sós com seu Pai.

E em seu coração, sente o que o profeta explica: “O Senhor Deus abriu-me o ouvido e eu não relutei, não me esquivei. Aos que me feriam, apresentei as espáduas, e as faces àqueles que me arrancavam a barba; não desviei o rosto dos ultrajes e dos escarros. Mas o Senhor Deus vem em meu auxílio: eis por que não me senti desonrado; enrijeci meu rosto como uma pedra, convicto de não ser desapontado.”

Jesus foi submetido a uma morte ignominiosa. A uma cruz dolorosa. Ao desprezo, ao abandono, ao esquecimento.

Ele tinha falado palavras cheias de sabedoria. Tinha curado doenças incuráveis. Tinha negado a si mesmo por amor. E, em contrapartida, recebeu só o esquecimento e o desprezo. “Crucifica-o”.

E a solidão de uma noite na casa de Caifás? Sua última noite. Pedro o seguiu até a casa. Depois, o negou. Sua mãe e as mulheres mantiveram-se firmes. Estavam próximas, chorando.

Os que lhe prometeram fidelidade eterna não foram capazes de se manterem firmes. Não é simples. Em meio à cruz é quando comprovo a profundidade da minha fé, sua maturidade.

Penso nas aniquilações que sofri. Aniquilar-se é transformar-se em nada. Deixar de ser importante. Sofrer a humilhação e o esquecimento. O desprezo e a crítica.

Estou preparado para sofrer o esquecimento e o ódio injusto? Creio que não. Nunca estou preparado. Passar do Domingo de Ramos à Sexta-feira Santa é difícil. Faz falta uma graça especial na alma. Uma força que vem do alto.

FONTE: ALETEIA

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Notícias

Papa aos jovens de Medjugorje: seguir Cristo é a verdadeira alegria

A mensagem de Francisco chega aos jovens reunidos na Mladifest, um encontro anual internacional de oração que se realiza de 1° a 6 de agosto na cidade da Bósnia-Herzegóvina. Confiando-os ao modelo de Maria e seu “Eis-me aqui”, o Papa os convida a acreditar na plenitude e na verdadeira felicidade que a entrega a Deus, livre de apegos, traz consigo.
“O que farei de bom para ter a vida eterna”? As palavras do jovem rico de que falam os Evangelhos sinóticos (cf. Mt 19,16-22; Mc 10,17-22; Lc 18,18-23), aquele que “partiu, ou melhor, correu ao encontro do Senhor, para ter a vida eterna, isto é, a felicidade”, são o tema guia do Festival dos Jovens em curso em Medjugorje até 6 de agosto. As saudações e a mensagem do Papa são dirigidas aos participantes, e ele toma estas palavras como ponto de partida e imediatamente indica o caminho: “É uma palavra – explica Francisco – que nos coloca diante do Senhor; e Ele fixa Seu olhar em nós, Ele nos ama e nos convida ‘Vem! Segue-me’!” (Mt 19,21).

Uma ocasião para ir ao encontro de Jesus

O Mladifest, recorda a todos o Papa, é de fato uma “semana de oração e de encontro com Jesus Cristo, em particular na sua Palavra viva, na Eucaristia, na adoração e no sacramento da Reconciliação”, que tem o poder de “nos colocar no caminho para o Senhor”. E assim este jovem do Evangelho, cujo nome não conhecemos, mas cuja alma conhecemos, torna-se o emblema de todos os que participam deste evento.

Ele, recorda o Papa, “educado e bem instruído”, era animado por uma “saudável inquietação que o incitava a buscar a verdadeira felicidade, a vida em sua plenitude”, por esta razão ele se colocou a caminho e em Jesus Cristo encontrou um guia “forte, credível e confiável” que “o dirigia a Deus, que é o único e supremo Bem do qual vem todo o outro bem”.  A vida eterna, o bem pelo qual ele anseia, certamente não é um bem material a ser conquistado com “a própria força”, mas através de etapas a serem percorridas que Francisco indica aos jovens.

As etapas da vida eterna: amar o próximo

A primeira etapa, indicada por Jesus, é o “amor concreto pelo próximo”, mas não o amor dado pela observância de preceitos, mas um amor “gratuito e total”.  De fato, Jesus está consciente do “desejo de plenitude que o jovem carrega em seu coração”, mas também de seu “ponto fraco”, que é seu apego a “muitos bens materiais”. Por esta razão, como segunda etapa, “ele lhe propõe passar da lógica do ‘mérito’ para a do ‘dom’:

“”Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro nos céus” (Mt 19,21). Jesus muda a perspectiva: ele o convida a não pensar em assegurar a vida após a morte, mas a dar tudo em sua vida terrena, imitando assim o Senhor. É um chamado à maturidade adicional, para passar dos preceitos observados para obter recompensas ao amor livre e total. Jesus lhe pede para deixar para trás tudo o que pesa no coração e atrapalha o amor. O que Jesus propõe não é tanto um homem despojado de tudo, quanto um homem livre e rico em relacionamentos.”

Livre de todos os apegos

Se – explica o Papa – o coração está cheio de bens, o Senhor e o próximo se tornam apenas “coisas”, porque “demais para ter e demais para querer” nos sufoca, “nos faz infelizes e incapazes de amar”.

Daí a terceira etapa que Jesus propõe ao jovem, e que é uma escolha radical: “Vem! Segue-me!” Trata-se de “ser discípulos de Jesus”, que significa – explica o Papa em sua Mensagem – não imitá-lo externamente, mas “conformar-se com Ele” no fundo, recebendo em troca “uma vida rica e feliz, cheia de rostos de muitos irmãos e irmãs, e pais e mães e filhos”, como diz o Evangelho:

“Seguir Cristo não é uma perda, mas um ganho incalculável, enquanto a renúncia é sobre o obstáculo que impede o caminho. O jovem rico, porém, tem seu coração dividido entre dois senhores: Deus e dinheiro. O medo de arriscar e perder seus bens o faz voltar para casa triste”

Ligar-se a Cristo para ser feliz: dizer sim sem reservas

Triste, então, porque “não encontrou a coragem para aceitar a resposta, que é a proposta de se ‘desamarrar’ de si mesmo e das riquezas para se ‘amarrar’ a Cristo, para caminhar com Ele e descobrir a verdadeira felicidade”. É isto então que o Papa, a partir do Evangelho, pede aos jovens que nesta semana desejam fazer um caminho interior:

Tenham a coragem de viver sua juventude, confiando-se ao Senhor e partindo com Ele. Deixai-vos conquistar por seu olhar amoroso que nos liberta da sedução dos ídolos, das falsas riquezas que prometem vida mas trazem a morte. Não tenham medo de acolher a Palavra de Cristo e de aceitar seu chamado. Não desanimem como o jovem rico do Evangelho; em vez disso, fixem o olhar em Maria, o grande modelo da imitação de Cristo, e confiem-se a Ela que, com seu “aqui estou eis-me aqui”, respondeu sem reservas ao chamado do Senhor.

Maria modelo para a vida de todos nós

Que Maria, a cuja materna intercessão o Papa confia os jovens presentes ao Festival, seja a fonte da “força” à qual nos inspiramos para dizer nosso “eis-me aqui”, mas também um modelo para “levar Cristo ao mundo” e para “transformar nossas vidas em um dom para os outros”. Como Ela, esforcemo-nos, pede o Papa, para estar atentos aos outros e descobrir na vontade de Deus “nossa alegria”, acolhendo-a mesmo que não seja fácil, mas na certeza de que “ela nos faz felizes”.

Sim, a alegria do Evangelho enche o coração e toda a vida dos que encontram Jesus”. Aqueles que se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo a alegria sempre nasce e renasce.

FONTE: VATICAN NEWS

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Notícias

Cruz da JMJ vai percorrer a Espanha em setembro e outubro

Incentivar os jovens a participar nos atos da JMJ Lisboa 2023 é uma das motivações para a peregrinação da Cruz no país que acolherá o encontro internacional, mas desta vez percorrerá toda a Península Ibérica.

Um calendário preciso das datas e cidades de toda a Espanha para onde irá a Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), na sua peregrinação pela Península Ibérica, até chegar a Lisboa em 2023.

A organização da JMJ, atualmente a cargo da Igreja portuguesa, quis, de uma forma muito especial, que a Cruz, símbolo que acompanha os jovens na preparação destes dias, pudesse peregrinar pelas dioceses espanholas nos meses de setembro e outubro de 2021.

Incentivar os jovens a participar nos atos da JMJ Lisboa 2023 é uma das motivações para a peregrinação da Cruz no país que acolherá o encontro internacional, mas desta vez percorrerá toda a Península Ibérica.

A Cruz da JMJ chegará à fronteira com a Espanha no domingo, 5 de setembro, ao meio-dia. Especificamente na Paróquia de María Auxiliadora de Fuentes de Oñoro, Diocese de Ciudad Rodrigo, onde se realizará uma cerimônia de acolhida e após seguirá para Ciudad Rodrigo.

Paradas de um dia nas pequenas cidades e entre dois e quatro dias em metrópoles como Madrid e Barcelona, ​​Sevilha ou Valência e uma viagem às Ilhas Canárias. E no dia 29 de outubro, encerramento da peregrinação da Cruz da JMJ, chegará a Ayamonte, na Diocese de Huelva, onde terá lugar a Celebração Eucarística por volta das 18h30. Na conclusão, às 19h30, o ato de despedida e às 20h30 a Cruz retorna a Portugal atravessando a fronteira pelo rio Guadiana.

A Jornada Mundial da Juventude tem dois símbolos que a acompanham e representam: a Cruz Peregrina e o ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani. Estes símbolos acompanham de maneira muito especial os jovens que se preparam para a Jornada Mundial da Juventude em seu país. Como em toda JMJ, os símbolos peregrinam por todas as dioceses do país que acolherá o grande evento.

Vatican News Service – ATD

FONTE: VATICAN NEWS

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Evangelho do dia

Segunda-feira da 18ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Meu Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardeis mais (Sl 69,2.6).

Jesus age movido pela compaixão com os sofredores e ensina aos discípulos que os problemas não se resolvem abandonando cada um à sua sorte. Que esta celebração nos ajude a ter um coração semelhante ao de Jesus.

Primeira Leitura: Números 11,4-15

Leitura do livro dos Números – Naqueles dias, 4os filhos de Israel começaram a lamentar-se, dizendo: “Quem nos dará carne para comer? 5Vêm-nos à memória os peixes que comíamos de graça no Egito, os pepinos e os melões, as verduras, as cebolas e os alhos. 6Aqui nada tem gosto ao nosso paladar, não vemos outra coisa a não ser o maná”. 7O maná era parecido com a semente do coentro e amarelado como certa resina. 8O povo se dispersava para o recolher e o moía num moinho ou socava num pilão. Depois o cozinhavam numa panela e faziam broas com gosto de pão amassado com azeite. 9À noite, quando o orvalho caía no acampamento, caía também o maná. 10Moisés ouviu, pois, o povo lamentar-se em cada família, cada um à entrada de sua tenda. 11Então, o Senhor tomou-se de uma cólera violenta, e Moisés, achando também tal coisa intolerável, disse ao Senhor: “Por que maltrataste assim o teu povo? Por que gozo tão pouco do teu favor, a ponto de descarregares sobre mim o peso de todo este povo? 12Acaso fui eu quem concebeu e deu à luz todo este povo, para que me digas: ‘Carrega-o ao colo, como a ama costuma fazer com a criança, e leva-o à terra que juraste dar a seus pais’? 13Onde conseguirei carne para dar a toda esta gente? Pois se lamentam contra mim, dizendo: ‘Dá-nos carne para comer!’ 14Já não posso suportar sozinho o peso de todo este povo: é grande demais para mim. 15Se queres continuar a tratar-me assim, peço-te que me tires a vida, se achei graça a teus olhos, para que eu não veja mais tamanha desgraça”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 80(81)

Exultai no Senhor, nossa força.

1. Mas meu povo não ouviu a minha voz, / Israel não quis saber de obedecer-me. / Deixei, então, que eles seguissem seus caprichos, / abandonei-os ao seu duro coração. – R.

2. Quem me dera que meu povo me escutasse! / Que Israel andasse sempre em meus caminhos! / Seus inimigos, sem demora, humilharia / e voltaria minha mão contra o opressor. – R.

3. Os que odeiam o Senhor o adulariam, / seria este seu destino para sempre; / eu lhe daria de comer a flor do trigo, / e com o mel que sai da rocha o fartaria. – R.

Evangelho: Mateus 14,13-21

Aleluia, aleluia, aleluia.

O homem não vive somente de pão, / mas de toda palavra da boca de Deus (Mt 4,4). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” 16Jesus, porém, lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” 17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18Jesus disse: “Trazei-os aqui”. 19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Informado da morte de João Batista, Jesus se afasta da cidade, símbolo da ganância e opressão, e se retira para um lugar deserto, onde vai celebrar o banquete da abundância de alimentos para todos. Sem demora, as multidões vão ao seu encontro, sinal de que Jesus tem sempre algo valioso a oferecer. De fato, alimenta-as com o pão da Palavra e com o pão material. Em breve, o pão que nutre o corpo se tornará, para os cristãos, o banquete eucarístico, alimento espiritual. Jesus mostra que a solução da fome não está no sistema de compra e venda, que leva ao acúmulo e exploração de alguns sobre a pobreza e a fome de muitos. Caberá aos discípulos, principalmente às lideranças do povo, organizar a sociedade e promover a igualdade entre todos. Assim ninguém passará necessidade, como numa família unida.

Oração
Senhor Jesus, em vez de despedir as multidões famintas, desafiaste teus discípulos a alimentá-las, sem recorrer ao comércio. Foi assim que, recolhendo o alimento que traziam, saciaste a fome de todos, e ainda sobrou muita comida. Ensina-nos a partilhar generosamente os bens que possuímos. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santo Eusébio de Vercelas, bispo

Amigo e colaborador de santo Atanásio de Alexandria e de santo Hilário de Poitiers, santo Eusébio foi um dos principais artífices da organização interna e externa da Igreja, então recentemente saída das perseguições. Nascido na Sardenha no começo do século IV, Eusébio, seguindo o exemplo de tantos provincianos abastados e dotados de muita inteligência, fora a Roma para completar os estudos e abraçar uma carreira de boa remuneração como a política ou o direito. Eusébio não era seu nome de nascimento. Com este nome recebeu o batismo em Roma, após sua conversão ao cristianismo. A razão disso é que foi o próprio papa Eusébio quem o batizou e o jovem sardo fez questão de ter esse nome, seguindo o exemplo dos libertos que assumiam, por gratidão aos patrões, os nomes destes, depois que eles os libertavam da escravidão.

De simples leitor da Igreja de Roma, em breve foi ordenado sacerdote e depois em 345, bispo com sede em Vercelas. Nos 26 anos de episcopado foi para a cidade piemontesa o que pouco depois haveria de ser para Milão santo Ambrósio: pastor zeloso, de múltiplas iniciativas, generosamente interessado na vida da Igreja, também além dos limites da sua diocese. Em Vercelas consagrou a primeira catedral, adaptando o antigo templo pagão dedicado à deusa Vesta e introduzindo novo ritual litúrgico. A intuição mais original, no setor da pastoral, foi a que se refere ao clero diocesano, que reuniu em vida comum nos vários povoados do seu território. Aquela experiência, por ele introduzida pela primeira vez no Ocidente, seria retomada doze séculos mais tarde pelos vários reformadores do clero. Nas acirradas batalhas teológicas, ele se alinhou entre os defensores da fé de Niceia e do seu irredutível paladino, santo Atanásio. Por opor-se ao arianismo, foi exilado pelo imperador Constâncio. O santo bispo foi despachado com algemas até à distante Palestina, onde permaneceu por seis anos fechado numa prisão de Citópolis. Libertado, foi visitar Atanásio, com quem esteve por breve período. Chegando à sua sede, colaborou com o bispo Hilário de Poitiers para curar as feridas produzidas pela heresia na Igreja do Norte. Eusébio é lembrado na história da literatura cristã antiga pela tradução para o latim dos Comentários aos Salmos, do homônimo Eusébio de Cesareia.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

18° Domingo do Tempo Comum

(verde, glória, creio – 2ª semana do saltério)

Meu Deus, vinde libertar-me, apressai-vos, Senhor, em socorrer-me. Vós sois o meu socorro e o meu libertador; Senhor, não tardes mais (Sl 69,2.6).

Verdadeiro Pão descido do céu, Jesus sacia nossa fome de vida, tornando-nos mulheres e homens novos e apontando-nos o caminho da santidade. Ele nos convida a buscar sempre esse alimento, que nos fortalece na caminhada. Neste início do mês vocacional, celebremos em comunhão com todos os ministros ordenados -especialmente com nossos padres.

Primeira Leitura: Êxodo 16,2-4.12-15

Leitura do livro do Êxodo – Naqueles dias, 2a comunidade dos filhos de Israel pôs-se a murmurar contra Moisés e Aarão no deserto, dizendo: 3“Quem dera que tivéssemos morrido pela mão do Senhor no Egito, quando nos sentávamos junto às panelas de carne e comíamos pão com fartura! Por que nos trouxestes a este deserto para matar de fome a toda esta gente?” 4O Senhor disse a Moisés: “Eis que farei chover para vós o pão do céu. O povo sairá diariamente e só recolherá a porção de cada dia, a fim de que eu o ponha à prova, para ver se anda ou não na minha lei. 12Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Dize-lhes, pois: ‘Ao anoitecer, comereis carne e, pela manhã, vos fartareis de pão. Assim sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus’”. 13Com efeito, à tarde, veio um bando de codornizes e cobriu o acampamento; e, pela manhã, formou-se uma camada de orvalho ao redor do acampamento. 14Quando se evaporou o orvalho que caíra, apareceu na superfície do deserto uma coisa miúda, em forma de grãos, fina como a geada sobre a terra. 15Vendo aquilo, os filhos de Israel disseram entre si: “Que é isto?” Porque não sabiam o que era. Moisés respondeu-lhes: “Isto é o pão que o Senhor vos deu como alimento”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 77(78)

O Senhor deu a comer o pão do céu.

1. Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos, / e transmitiram para nós os nossos pais, / não haveremos de ocultar a nossos filhos, † mas à nova geração nós contaremos: / as grandezas do Senhor e seu poder. – R.

2. Ordenou, então, às nuvens lá dos céus, / e as comportas das alturas fez abrir; / fez chover-lhes o maná e alimentou-os, / e lhes deu para comer o pão do céu. – R.

3. O homem se nutriu do pão dos anjos, / e mandou-lhes alimento em abundância. / Conduziu-os para a Terra Prometida, / para o monte que seu braço conquistou. – R.

Segunda Leitura: Efésios 4,17.20-24

Leitura da carta de São Paulo aos Efésios – Irmãos, 17eis, pois, o que eu digo e atesto no Senhor: não continueis a viver como vivem os pagãos, cuja inteligência os leva para o nada. 20Quanto a vós, não é assim que aprendestes de Cristo, 21se ao menos foi bem ele que ouvistes falar e se é ele que vos foi ensinado, em conformidade com a verdade que está em Jesus. 22Renunciando à vossa existência passada, despojai-vos do homem velho, que se corrompe sob o efeito das paixões enganadoras, 23e renovai o vosso espírito e a vossa mentalidade. 24Revesti o homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade. – Palavra do Senhor.

Evangelho: João 6,24-35

Aleluia, aleluia, aleluia.

O homem não vive somente de pão, / mas vive de toda palavra que sai / da boca de Deus, e não só de pão, / amém, aleluia, aleluia! (Mt 4,4) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, 24quando a multidão viu que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus em Cafarnaum. 25Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” 26Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade eu vos digo, estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. 28Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” 29Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. 30Eles perguntaram: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? 31Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: “Pão do céu deu-lhes a comer”. 32Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. 34Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. 35Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

A multidão alimentada por Jesus não compreendeu em profundidade o significado do pão partilhado. Associaram o pão distribuído com estômago satisfeito. De fato, entusiasmados, queriam coroá-lo rei deles. Não conseguiram passar do sinal (pão material) para a realidade, isto é, a própria pessoa de Jesus. Daí o convite do Mestre: “Trabalhem pelo alimento que dura para a vida eterna, alimento que o Filho do Homem dará a vocês”. E, prosseguindo na sua catequese, esclarece: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem acredita em mim nunca mais terá sede”. Jesus exige uma adesão a sua pessoa. Aderir a Jesus não pode ser resultado de euforia passageira. Aderir a Jesus é “arregaçar as mangas” e agir como participante efetivo na construção do Reino de Deus.

Oração
Ó Jesus, que disseste: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem acredita em mim nunca mais terá sede”, vem plenificar nossos corações sedentos de amor e nossas mentes necessitadas de tua sabedoria. Assenta nossa existência no caminho que conduz a Deus. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santo Afonso Maria de Ligório, bispo e doutor da Igreja

Nascido de uma das mais antigas e nobres famílias de Nápoles, a 27 de setembro de 1696, Afonso Maria de Ligório foi menino prodígio pela facilidade com que aprendeu todas as disciplinas, das línguas às ciências, da arte à música. (A devoção popular muito deve às suaves canções por ele escritas e musicadas. Até agora no tempo do Natal gostamos de escutar o seu Tu scendi dalle stelle — Tu desces das estrelas.) Aos 19 anos era já advogado formado. Mas em uma das grandes oportunidades escorregou na clássica casca de banana: um documento exibido após a sua exaltada defesa do acusado demonstrou que ele havia, embora involuntariamente, sustentado a falsidade.

Este acontecimento determinou a reviravolta mais profunda da sua vida: abandonou a toga e se pôs a serviço de uma justiça que não teme desmentido. Aos 30 anos era ordenado sacerdote e desenvolvia suas missões entre os mendigos da periferia de Nápoles e os camponeses. Aos 36 anos com a colaboração de um grupo de leigos, fundou a congregação do Santíssimo Salvador, cujo nome mais tarde definitivamente passou para Santíssimo Redentor (redentoristas).

Os membros dessa congregação ainda hoje se chamam redentoristas, e foram aprovados por Bento XIV em 1749. Aos 60 anos foi eleito bispo de Santa Águeda dos Godos e dirigiu a diocese por 19 anos, quando já quase cego e surdo pediu hospitalidade aos filhos espirituais, numa casa de Nócera, onde viveu até a morte, que o encontrou na beleza dos seus 91 anos. Nestes últimos doze anos de vida, para não faltar ao programa que se propusera quando jovem, de não perder tempo jamais, dedicou-se à redação de outros livros, enriquecendo a já numerosa coleção de obras ascéticas e teológicas que trazem a sua assinatura. Entre seus livros ascéticos mais conhecidos entre os cristãos estão A prática do amor a Jesus Cristo e Preparação para a morte. Suas prédicas tinham três temas constantes: o amor de Deus, a paixão de Jesus e a meditação sobre a morte e o mistério do além-túmulo.

Expressou sua devoção a Nossa Senhora com um feliz livrinho: As glórias de Maria. Obra fundamental, pelo influxo que exerceu na formação do clero até pouco tempo atrás, é a sua Teologia moral, texto de sólida doutrina que foi reação ao pessimismo religioso e ao rigor jansenista da época. Por isso ele foi declarado doutor da Igreja, e proposto como patrono dos confessores e teólogos de teologia moral. Santo Afonso morreu em Nócera a 19 de agosto de 1787 e foi canonizado em 1832.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS