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Evangelho do dia

Festa de São Tomé, Apóstolo

(vermelho, glória, pref. dos apóstolos, – ofício da festa)

Vós sois o meu Deus e eu vos dou graças; vós sois o meu Deus e eu vos exalto: eu vos dou graças porque sois o meu salvador (Sl 117,28).

Celebremos a festa de São Tomé, que, conhecido por sua proverbial incredulidade, passou da falta de fé para a fé profunda em Cristo, manifestada na exclamação: “Meu Senhor e meu Deus!” O diálogo entre ele e o Ressuscitado nos inspira a crer sem termos visto.

Primeira Leitura: Efésios 2,19-22

Leitura da carta de São Paulo aos Efésios – Irmãos, 19já não sois mais estrangeiros nem migrantes, mas concidadãos dos santos. Sois da família de Deus. 20Vós fostes integrados no edifício que tem como fundamento os apóstolos e os profetas, e o próprio Jesus Cristo como pedra principal. 21É nele que toda a construção se ajusta e se eleva para formar um templo santo no Senhor. 22E vós também sois integrados nessa construção, para vos tornardes morada de Deus pelo Espírito. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 116(117)

Ide por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.

1. Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, / povos todos, festejai-o! – R.

2. Pois comprovado é seu amor para conosco, / para sempre ele é fiel! – R.Evangelho: João 20,24-29

Aleluia, aleluia, aleluia.

Acreditaste, Tomé, porque me viste. / Felizes os que creem sem ter visto (Jo 20,29). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – 24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. 26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. 27Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29Jesus lhe disse: “Acreditaste porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” – Palavra da salvação.

Reflexão:

Tomé aparece nas quatro listas que contêm os nomes dos apóstolos (cf. Mt 10,1-4; Mc 3,13-16; Lc 6,12-16; At 1,13). Foi ele que, com toda franqueza, disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais, como podemos conhecer o caminho?” (Jo 14,5). Tal pergunta deu margem para Jesus proferir solene definição de si mesmo: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém chega ao Pai, a não ser por mim” (Jo 14,6). Tomé ficou conhecido, sobretudo, como símbolo da incredulidade: exigiu provas para crer que Jesus tinha ressuscitado. Depois, diante da evidência, expressou sua comovida profissão de fé: “Meu Senhor e meu Deus” (v. 28). Após Pentecostes, segundo o bispo e historiador Eusébio de Cesareia, Tomé evangelizou a Pérsia e a Índia, onde também sofreu o martírio. que o exemplo deste apóstolo revigore nossa fé em Jesus Cristo.

Oração
Ó Jesus, meu Senhor e meu Deus, desafias teu apóstolo Tomé, e todos nós, a acreditar sem ter visto: “Felizes os que não viram e acreditaram”. Esta é a condição de todo cristão: crer no testemunho dos que conviveram contigo e por ti entregaram a própria vida. Amém.

(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Solenidade de São Pedro e São Paulo – Missa de Vigília

(vermelho, glória, creio, prefácio próprio – ofício da solenidade)

MISSA DA VIGÍLIA

O apóstolo Pedro, e Paulo, o doutor das nações, nos ensinaram, Senhor, a vossa lei.

Nesta vigília da solenidade de São Pedro e São Paulo, queremos agradecer a Deus a vida e a missão desses dois apóstolos, que pregaram o Evangelho com a palavra e a vida e seguiram com amor o caminho de Jesus.

Primeira Leitura: Atos 3,1-10

Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, 1Pedro e João subiram ao templo para a oração das três horas da tarde. 2Então trouxeram um homem, coxo de nascença, que costumavam colocar todos os dias na porta do templo, chamada Formosa, a fim de que pedisse esmolas aos que entravam. 3Quando viu Pedro e João entrando no templo, o homem pediu uma esmola. 4Os dois olharam bem para ele, e Pedro disse: “Olha para nós!” 5O homem fitou neles o olhar, esperando receber alguma coisa. 6Pedro então lhe disse: “Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda!” 7E, pegando-lhe a mão direita, Pedro o levantou. Na mesma hora, os pés e os tornozelos do homem ficaram firmes. 8Então ele deu um pulo, ficou de pé e começou a andar. E entrou no templo junto com Pedro e João, andando, pulando e louvando a Deus. 9O povo todo viu o homem andando e louvando a Deus. 10E reconheceram que era ele o mesmo que pedia esmolas, sentado na porta Formosa do templo. E ficaram admirados e espantados com o que havia acontecido com ele. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 18A(19)

Seu som ressoa e se espalha em toda a terra.

1. Os céus proclamam a glória do Senhor, / e o firmamento, a obra de suas mãos; / o dia ao dia transmite essa mensagem, / a noite à noite publica essa notícia. – R.

2. Não são discursos nem frases ou palavras, / nem são vozes que possam ser ouvidas; / seu som ressoa e se espalha em toda a terra, / chega aos confins do universo a sua voz. – R.

Segunda Leitura: Gálatas 1,11-20

Leitura da carta de São Paulo aos Gálatas – Irmãos, 11asseguro-vos que o Evangelho pregado por mim não é conforme a critérios humanos. 12Com efeito, não o recebi nem aprendi de homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo. 13Certamente ouvistes falar como foi outrora a minha conduta no judaísmo, com que excessos perseguia e devastava a Igreja de Deus 14e como progredia no judaísmo mais do que muitos judeus de minha idade, mostrando-me extremamente zeloso das tradições paternas. 15Quando, porém, aquele que me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça 16se dignou revelar-me o seu Filho, para que eu o pregasse entre os pagãos, não consultei carne nem sangue 17nem subi, logo, a Jerusalém para estar com os que eram apóstolos antes de mim. Pelo contrário, parti para a Arábia e, depois, voltei ainda a Damasco. 18Três anos mais tarde, fui a Jerusalém para conhecer Cefas e fiquei com ele quinze dias. 19E não estive com nenhum outro apóstolo, a não ser Tiago, o irmão do Senhor. 20Escrevendo estas coisas, afirmo, diante de Deus, que não estou mentindo. – Palavra do Senhor.

Evangelho: João 21,15-19

Aleluia, aleluia, aleluia.

Ó Senhor, tu sabes tudo, / tu bem sabes que eu te amo! (Jo 21,17) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Jesus se manifestou aos seus discípulos 15e, depois de comer com eles, perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros”. 16E disse de novo a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro disse: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus lhe disse: “Apascenta as minhas ovelhas”. 17Pela terceira vez, perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas. 18Em verdade, em verdade te digo, quando eras jovem, tu te cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir”. 19Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: “Segue-me”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Pistas para a reflexão

I leitura: A missão dos apóstolos é a mesma de Jesus: devolver dignidade às pessoas impedidas de ter vida autônoma. Pedro estende a mão ao coxo, levanta-o e devolve-lhe a saúde e a dignidade. Para o homem enfermo, foi uma boa notícia: recuperou a saúde, a dignidade e a autonomia. A comunidade é convidada a continuar a prática libertadora de Jesus, estendendo as mãos ao necessitado. II leitura: Paulo apresenta como que sua “confissão e autodefesa”: começa falando de seu passado – zeloso no judaísmo e perseguidor da Igreja -, a seguir lembra que sua vocação é de origem divina, assim como o Evangelho por ele pregado. É importante destacar a mudança de vida do apóstolo: sempre é tempo de transformar a vida para melhor, deixando para trás o que não é da vontade de Deus. 

Evangelho: Depois de ter sido perguntado por três vezes se amava Jesus, Pedro se entristece, sem entender o significado desse questionamento. Após ter certeza de que era amado por Pedro, Jesus o convida a conduzir a Igreja. Somente quem ama de verdade consegue assumir compromisso com Jesus e seu projeto, tendo sua vida conduzida pelo próprio Espírito. Tudo o que se faz deveria ser feito com amor, assim a vida se tornaria mais leve e agradável.(Reflexões retiradas da Liturgia Diária)

FONTE: PAULUS

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Notícias

O Papa aos cientistas: mestres de uma nova geração de construtores de paz

“A realidade histórica é cada vez mais uma realidade única e deve ser servida pela pluralidade de conhecimentos para o crescimento de uma nova cultura que promova a dignidade e o desenvolvimento de cada homem e de cada mulher”. São palavras do Papa Francisco em uma mensagem aos participantes do encontro internacional de cientistas “A Ciência pela Paz”

O Papa Francisco enviou uma mensagem em vídeo para os participantes do Encontro Internacional “A Ciência pela Paz” que se realiza nos dias 2 e 3 de julho por ocasião do Jubileu do Santuário de São Gabriel que se encontra ao lado do Instituto Nacional de Física Nuclear, organizado pela Universidade de Teramo.

Não pode e não deve haver oposição entre fé e ciência

Francisco iniciou agradecendo os organizadores e participantes do encontro “Ciência pela Paz”: “Este encontro é um grande presente de esperança para toda a humanidade”.

“Mais do que nunca como neste momento vemos a necessidade de um relançamento da pesquisa científica a fim de enfrentar os desafios da sociedade contemporânea”

“E fico feliz que seja a comunidade diocesana de Teramo que esteja promovendo este encontro, dando assim testemunho de que não pode e não deve haver uma oposição entre fé e ciência”.

Pesquisa a serviço de todos

Em seguida recordou as palavras da Fratelli tutti: “É ‘urgente conhecer a realidade para construir juntos’. Para que o desejo de conhecimento, que se esconde no coração de cada homem e de cada mulher, possa crescer e se desenvolver, a pesquisa científica deve colocar seu conhecimento a serviço de todos, buscando sempre novas formas de colaboração, o intercâmbio de resultados e de construção de redes”. Além disso, “não se deve ocultar o risco de um progresso científico ser considerado a única abordagem possível para se entender um aspecto da vida, da sociedade e do mundo” (FT 204). E o Papa pondera ao falar sobre a pandemia:

“A experiência da emergência sanitária, mais do que nunca, e de certo modo com maior urgência, pede ao mundo da ciência para repensar as perspectivas da prevenção, da terapia e da organização da saúde, levando em conta as repercussões antropológicas ligadas à convivência social e a qualidade das relações entre familiares e, acima de tudo, entre as gerações”

A realidade histórica 

Também recorda que: “Nenhum conhecimento científico deve caminhar sozinho e sentir-se autossuficiente. A realidade histórica é cada vez mais uma realidade única e deve ser servida pela pluralidade de conhecimentos que, em sua especificidade, contribuem para o crescimento de uma nova cultura capaz de construir a sociedade, promovendo a dignidade e o desenvolvimento de cada homem e de cada mulher”.

Por fim, o Pontífice encoraja os presentes ao desafio: “Diante de novos desafios, a vocês, queridos amigos da ciência, é confiada – sim, a vocês! – a tarefa de testemunhar que é possível construir um novo vínculo social, comprometendo-se a fazer a pesquisa científica próxima de toda a comunidade, da local à internacional, e que juntos é possível superar qualquer conflito”.

“A ciência é um grande recurso para a construção da paz!”

Concluindo o Papa faz um pedido:

“Peço-lhes que acompanhem a formação das novas gerações, ensinando-lhes a não ter medo do esforço de pesquisa. Também o Mestre se faz procurar: Ele infunde em todos a certeza de que quando se busca com honestidade se encontra a verdade. Esta mudança de época precisa de novos discípulos do conhecimento, e vocês, queridos cientistas, são os mestres de uma nova geração de construtores de paz”.

FONTE: VATICAN NEWS

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Notícias

Encontro Mundial das Famílias com o Papa: Todos poderão participar!

O Papa recorda na videomensagem que “o encontro terá uma modalidade multicêntrica e disseminada, favorecendo a participação das comunidades diocesanas do mundo inteiro”.

Numa videomensagem, divulgada nesta sexta-feira (02/07), o Papa Francisco recorda a modalidade extraordinária do X Encontro Mundial das Famílias que se realizará em Roma, de 22 a 26 de junho de 2022. O tema desse grande evento é O amor em família: vocação e caminho de santidade.

“Após o adiamento de um ano, por causa da pandemia, o desejo de nos revermos é grande”, ressalta o Pontífice na mensagem de vídeo, destacando que “nos encontros anteriores, a maior parte das famílias ficava em casa e o encontro era visto como uma realidade distante, no máximo acompanhada pela televisão, ou desconhecida para maioria das famílias”. Segundo o Papa, desta vez o encontro se “realizará com uma fórmula inédita: será uma oportunidade da Providência para proporcionar um evento mundial capaz de envolver todas as famílias que quiserem sentir-se parte da comunidade eclesial”.

O encontro terá uma modalidade multicêntrica e disseminada, favorecendo a participação das comunidades diocesanas do mundo inteiro. Roma será a sede principal, com alguns delegados da Pastoral familiar que participarão do Festival das Famílias, do Congresso Pastoral e da Santa Missa, que serão transmitidos ao mundo inteiro.

Francisco sublinha que nos dias do Encontro Mundial das Famílias, “cada diocese poderá ser o centro de um Encontro local para as suas famílias e comunidades. Desta forma, todos poderão participar, até mesmo aqueles que não puderem vir a Roma.”

Na medida do possível, convido as comunidades diocesanas a organizar iniciativas a partir do tema do encontro, utilizando os símbolos que a Diocese de Roma está preparando. Peço que sejam dinâmicos, ativos e criativos, para se organizarem com as famílias, em sintonia com o que acontecerá em Roma.

Segundo Francisco, “trata-se de uma ocasião valiosa para nos dedicarmos com entusiasmo à pastoral familiar: esposos, famílias e pastores, todos juntos”.

“Portanto, coragem, queridos pastores e queridas famílias, ajudem-se mutuamente para organizar encontros nas dioceses e paróquias de todos os continentes”, conclui o Papa, desejando um “bom caminho rumo ao próximo Encontro Mundial das Famílias”.

FONTE: VATICAN NEWS

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Santo do dia

São Bernardino Realino, Presbítero

A cidade de Lecce teve um privilégio: o de haver eleito o próprio santo protetor não só antes que fosse proclamado santo oficialmente pela Igreja, mas até mesmo antes que o protetor em questão deixasse esta vida. De fato, antes que o piedoso jesuíta Bernardino Realino morresse, o conselho municipal de Lecce foi à cabeceira do moribundo para pedir-lhe aceitar oficialmente a proteção da cidade. Provavelmente os cidadãos de Lecce, que tiveram a sorte de hospedar um santo homem procurado por discípulos de todas as partes da Itália, temiam que a proteção do futuro santo fosse reclamada pela cidade de Capri, onde Bernardino Realino nascera a 1º de dezembro de 1530.

Nos seus anos de juventude Bernardino colheu lisonjeiros sucessos literários, frutos de vivo amor aos estudos humanísticos, iniciados entre as paredes domésticas, sob a guia de bons preceptores, e prosseguidos primeiro em Módena, na Academia, depois na universidade de Bolonha, onde frequentou por três anos os cursos de filosofia e medicina, para passar depois aos de direito civil e eclesiástico nos quais se doutorou em 1556. Pela brilhante carreira administrativa empreendida sob a proteção do governador de Milão, a quem seu pai prestava serviço, Bernardino Realino pode ser invocado como protetor de certas categorias de cidadãos, que julgam poder contar com poucos santos: Bernardino foi de fato prefeito em Felizzano de Monferrato (para garantir a imparcialidade na administração da cidade, o prefeito era importado de outras regiões), foi advogado fiscal em Alexandria, em seguida de novo prefeito de Cassine, depois pretor em Castel Leone, e por fim desceu a Nápoles na qualidade de auditor e lugar-tenente geral.

As imagens devocionais do santo no-lo representam recebendo o Menino Jesus nos braços. Foi de fato após a aparição de Nossa Senhora e do Menino Jesus que Bernardino abandonou a brilhante carreira administrativa para abraçar a Companhia de Jesus, em 1564; três anos depois recebeu a ordenação sacerdotal e foi nomeado diretor espiritual e mestre dos noviços. Enviado a Lecce em 1574 para a fundação de um colégio, permaneceu nesta cidade até a morte, ocorrida a 2 de julho de 1616. Eleito, como dissemos no começo, protetor da cidade antes da morte, foi beatificado em 1895 por Leão XIII e canonizado por Pio XII a 22 de junho de 1947, e proposto como exemplo de educador.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Sexta-Feira da 13° Semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria (Sl 46,2).

Para realizar seu plano salvador, Deus conta com a colaboração ativa do ser humano, ao qual não cabe ficar sentado, esperando que Deus faça tudo. Renovemos nossa disposição interior para seguir Jesus.

Primeira Leitura: Gênesis 23,1-4.19; 24,1-8.62-67

Leitura do livro do Gênesis – 1Sara viveu cento e vinte e sete anos 2e morreu em Cariat Arbe, que é Hebron, em Canaã. Abraão veio fazer luto por Sara e chorá-la. 3Depois, levantou-se de junto da morta e falou aos hititas: 4“Sou um estrangeiro e hóspede no vosso meio. Cedei-me como propriedade entre vós um lugar de sepultura, onde possa sepultar minha esposa que morreu”. 19Assim, Abraão sepultou Sara, sua mulher, na caverna do campo de Macpela, em frente de Mambré, que é Hebron, na terra de Canaã. 24,1Abraão já era velho, de idade avançada, e o Senhor o havia abençoado em tudo. 2Abraão disse ao servo mais antigo da sua casa, administrador de todos os seus bens: “Põe a mão debaixo da minha coxa 3e jura-me pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não escolherás para meu filho uma mulher entre as filhas dos cananeus, no meio dos quais eu moro; 4mas tu irás à minha terra natal, buscar entre os meus parentes uma mulher para o meu filho Isaac”. 5E o servo respondeu: “E se a mulher não quiser vir comigo para esta terra, deverei levar teu filho para a terra de onde saíste?” 6Abraão respondeu: “Guarda-te de levar meu filho de volta para lá. 7O Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa do meu pai e da minha terra natal e que me falou e jurou, dizendo: ‘À tua descendência darei esta terra’, ele mesmo enviará seu anjo diante de ti e trarás de lá uma mulher para meu filho. 8Porém, se a mulher não quiser vir contigo, ficarás livre deste juramento; mas de maneira alguma levarás meu filho de volta para lá”. 62Isaac tinha voltado da região do poço de Laai-Rói e morava na terra do Negueb. 63Ao cair da tarde, Isaac saiu para o campo a passear. Levantando os olhos, viu camelos que chegavam. 64Rebeca também, erguendo os olhos, viu Isaac. Desceu do camelo 65e perguntou ao servo: “Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro?” O servo respondeu: “É o meu senhor”. Ela puxou o véu e cobriu o rosto. 66Então o servo contou a Isaac tudo o que tinha feito. 67Ele introduziu Rebeca na tenda de Sara, sua mãe, e recebeu-a por esposa. Isaac amou-a, consolando-se assim da morte da mãe. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 105(106)

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom.

1. Dai graças ao Senhor, porque ele é bom, / porque eterna é a sua misericórdia! / Quem contará os grandes feitos do Senhor? / Quem cantará todo o louvor que ele merece? – R.

2. Felizes os que guardam seus preceitos / e praticam a justiça em todo o tempo! / Lembrai-vos, ó Senhor, de mim, lembrai-vos / pelo amor que demonstrais ao vosso povo! – R.

3. Visitai-me com a vossa salvação, / para que eu veja o bem-estar do vosso povo, / e exulte na alegria dos eleitos, / e me glorie com os que são vossa herança. – R.

Evangelho: Mateus 9,9-13

Aleluia, aleluia, aleluia.

Vinde a mim, todos vós que estais cansados, / e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 9Jesus viu um homem, chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” 12Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Por prestar serviço aos ocupantes romanos, os cobradores de impostos eram malvistos ou mesmo desprezados pelos judeus. Jesus, que veio para oferecer a salvação a todos, não se deixa levar por esses preconceitos. Por isso chama justamente um cobrador de impostos para ser seu discípulo. Esse modo de pensar e agir de Jesus ganha evidência quando se dispõe a participar de uma refeição a que comparecem também cobradores de impostos e pecadores. Um prato cheio para os fariseus (o que faziam aí?), que censuram a atitude do Mestre por se misturar com essa gente. Jesus argumenta: os doentes é que precisam de médico! À força de observâncias, os fariseus se consideram sãos e justos: permanecem fechados à misericórdia do Senhor, da qual Mateus se torna verdadeira
testemunha.

Oração
Ó misericordioso Jesus, admiramos tua atitude de misturar-te com os pecadores, sem julgá-los nem condená-los. Ao contrário, estabeleces com eles boa convivência, já que “não são os sadios que precisam de médico, e sim os doentes”. Concede a cada um de nós, Senhor, um coração repleto de misericórdia. Amém.(/

Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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O agradecimento público do Papa ao seu motorista que se aposenta

Renzo Cestiè “é uma daquelas pessoas que leva avante a Igreja com o seu trabalho, com a sua benevolência e com a sua oração”.

Ao final das saudações aos fiéis e peregrinos presentes no Pátio São Dâmaso, o Papa Francisco surpreendeu a todos ao fazer um agradecimento especial:

“Aqui no Vaticano, há uma grande variedade de pessoas que trabalham: sacerdotes, cardeais, freiras e muitos leigos. Hoje, gostaria de agradecer a um leigo que está se aposentando: Renzo Cestiè. Ele começou a trabalhar aos 14 anos, vinha de bicicleta. Hoje, é o motorista do Papa: fez tudo isto.”

Francisco pediu uma salva de palmas aos fiéis por “Renzo e por sua fidelidade”.

“É uma daquelas pessoas que leva avante a Igreja com o seu trabalho, com a sua benevolência e com a sua oração. Eu lhe agradeço muito e aproveito também a oportunidade para agradecer a todos os leigos que trabalham conosco no Vaticano.”

FONTE: VATICAN NEWS

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O Papa com os Patriarcas orientais no dia de oração pelo Líbano

Um momento de intensa comunhão e fraternidade para invocar a paz no País dos Cedros reuniu Francisco com os responsáveis das Comunidades cristãs libanesas para o Dia dedicado ao Líbano.

Juntos pelo Líbano. O Dia de Oração pela Paz no país dos Cedros, convocado pelo Papa Francisco, teve início no Vaticano, na Casa Santa Marta, nesta manhã de quinta-feira, com a saudação dirigida pelo Papa aos responsáveis das Comunidades cristãs libanesas e aos membros das Delegações. Compartilharam os gestos e silêncios de Francisco o cardeal Bechara Boutros Rai, patriarca de Antioquia dos maronitas, Youhanna X, patriarca greco-ortodoxo de Antioquia e de todo o Oriente; Inácio Aphrem II, Patriarca sírio-ortodoxo de Antioquia, Aram I, Católicos da Cilícia dos Armênios; Inácio Youssef III, patriarca siro-católico de Antioquia; Youssef Absi, patriarca de Antioquia dos greco-melquitas; o reverendo Joseph Kassab, presidente do Conselho Supremo das Comunidades Evangélicas na Síria e no Líbano; e o bispo de Beirute dos Caldeus, Michel Kassarji. Também presentes o cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, dom Joseph Spiteri, núncio apostólico no Líbano, e o arcebispo Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados.

O Pontífice e os Patriarcas, em seguida, se dirigiram a pé da Casa Santa Marta até a Basílica vaticana entrando pela Porta da Oração. Poucos metros nos quais se condensaram o longo caminho de oração e reflexão sobre o Líbano que começou com a proposta de São João Paulo II, em 1991, de convocar um Dia para o Líbano e continuou com o Sínodo Especial celebrado em 1995 em Roma.

Diante do túmulo de Pedro

Em seguida, a cena se transferiu para dentro da Basílica para um breve momento de oração. Diante do túmulo do Apóstolo, o Pontífice e os responsáveis das Comunidades cristãs libanesas elevaram a sua súplica a Deus para invocar a paz para o Líbano. Descendo as escadas que levam à Confissão de Pedro, Francisco e os Patriarcas colocaram uma vela acesa diante do túmulo do Apóstolo, um sinal de esperança para o povo libanês, que há muito sofre por causa da instabilidade em vários níveis. O Papa e os responsáveis das comunidades cristãs libanesas se dirigiram então ao Palácio Apostólico para participar de três sessões de encontros a portas fechadas que marcarão o dia, moderadas pelo núncio Spiteri.

Oração ecumênica

O programa do Dia termina no início da noite, na Basílica do Vaticano, com a oração ecumênica marcada pela proclamação de algumas passagens da Palavra de Deus, alternadas com orações de invocação e cantos das diversas tradições rituais presentes no Líbano, com textos em árabe, siríaco, armênio, caldeu. Ao final da celebração, o sinal por excelência, o da paz, que não será trocado da maneira tradicional, em conformidade com as normas relacionadas à pandemia. Mas alguns jovens entregarão aos líderes cristãos uma lâmpada acesa, que será então colocada sobre um candelabro: é a esperança de paz para aquela terra. Enfim, as palavras de Francisco para concluir este dia de invocações e desejos em prol do Líbano.

FONTE: VATICAN NEWS

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Quinta-Feira da 13° Semana do Tempo Comum

13ª SEMANA COMUM

(verde – ofício do dia da 1ª semana do saltério)

Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria (Sl 46,2).

Deus é o Deus da vida, não da morte. Ele prova a fé de Abraão e o recompensa, salvando Isaac, esperança do povo eleito. Recordemos que nossa fé, dom de Deus, depende de nossa boa vontade para se exprimir.

Primeira Leitura: Gênesis 22,1-19

Leitura do livro do Gênesis – Naqueles dias, 1Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. 2E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar”. 3Abraão levantou-se bem cedo, selou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e seu filho Isaac. Depois de ter rachado lenha para o holocausto, pôs-se a caminho, para o lugar que Deus lhe havia ordenado. 4No terceiro dia, Abraão, levantando os olhos, viu de longe o lugar. 5Disse, então, aos seus servos: “Esperai aqui com o jumento, enquanto eu e o menino vamos até lá. Depois de adorarmos a Deus, voltaremos a vós”. 6Abraão tomou a lenha para o holocausto e a pôs às costas do seu filho Isaac, enquanto ele levava o fogo e a faca. E os dois continuaram caminhando juntos. 7Isaac disse a Abraão: “Meu pai”. ”Que queres, meu filho?”, respondeu ele. E o menino disse: “Temos o fogo e a lenha, mas onde está a vítima para o holocausto?” 8Abraão respondeu: “Deus providenciará a vítima para o holocausto, meu filho”. E os dois continuaram caminhando juntos. 9Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!” 12E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”. 13Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. 14Abraão passou a chamar aquele lugar: “O Senhor providenciará”. Donde até hoje se diz: “O monte onde o Senhor providenciará”. 15O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu 16e lhe disse: “Juro por mim mesmo – oráculo do Senhor – , uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste”. 19Abraão tornou para junto dos seus servos, e, juntos, puseram-se a caminho de Bersabeia, onde Abraão passou a morar. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 114(115)

Andarei na presença de Deus, / junto a ele na terra dos vivos.

1. Eu amo o Senhor, porque ouve / o grito da minha oração. / Inclinou para mim seu ouvido / no dia em que eu o invoquei. – R.

2. Prendiam-me as cordas da morte, † apertavam-me os laços do abismo; / invadiam-me angústia e tristeza, / eu então invoquei o Senhor: / “Salvai, ó Senhor, minha vida!” – R.

3. O Senhor é justiça e bondade, / nosso Deus é amor-compaixão. / É o Senhor quem defende os humildes: / eu estava oprimido, e salvou-me. – R.

4. Libertou minha vida da morte, † enxugou de meus olhos o pranto / e livrou os meus pés do tropeço. / Andarei na presença de Deus, / junto a ele na terra dos vivos. – R.

Evangelho: Mateus 9,1-8

Aleluia, aleluia, aleluia.

Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; / e a nós ele entregou essa reconciliação (2Cor 5,19). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 1entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. 2Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!” 3Então alguns mestres da Lei pensaram: “Esse homem está blasfemando!” 4Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: “Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? 5O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’ ou dizer: ‘Levanta-te e anda’? 6Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados” – disse, então, ao paralítico -, “levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”. 7O paralítico então se levantou e foi para a sua casa. 8Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus se vê diante de um paralítico trazido por mãos solidárias. Ao ver isso, valoriza-lhes a fé, mola propulsora que nos faz sair de nós mesmos e buscar a cura, a vida, a salvação. Jesus nada pergunta ao paralítico; com poucas palavras, liberta-o dos pecados. Desse modo, Jesus mostra claramente a natureza espiritual da sua obra no mundo onde o mal fundamental é o pecado. Agitam-se alguns doutores da Lei, que cochicham a respeito de Jesus: “Ele blasfema”. Jesus esclarece o equívoco: “O Filho do Homem tem na terra autoridade para perdoar pecados”. E dirigindo-se ao paralítico, ordena: “Levante-se…”. Se tem poder para perdoar pecados, também pode libertar dos males físicos. Os doutores da Lei ficam desconcertados e mudos. As multidões, ao invés, glorificam a Deus.

Oração
Ó Jesus, Filho do Homem, visível é a imensa fé dos que depõem o paralítico a teus pés. Surpreendente é tua escolha: antes de curá-lo, tu lhe concedes o perdão dos pecados. Para ele, libertação e alegria. Para as multidões aí presentes, um misto de medo, reverência e admiração. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Aarão

O perfil de Aarão já foi magistralmente traçado pela Bíblia, que por outra parte é a única fonte para sua biografia. Além do amplo e articulado desenvolvimento dos cinco primeiros livros da Sagrada Escritura (o Pentateuco) há dois trechos na carta aos hebreus e no livro do Eclesiástico. A carta aos hebreus refere-se diretamente ao sacerdote Aarão no início do quinto capítulo, quando começa a reflexão sobre o significado e extensão do sacerdócio de Cristo: “Porquanto, todo sumo sacerdote, tirado do meio dos homens, é constituído em favor dos homens em suas relações com Deus. A sua função é oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. É capaz de ter compreensão pelos que ignoram e erram, porque ele mesmo está cercado de fraqueza. Pelo que deve oferecer sacrifícios tanto pelos pecados do povo como pelos seus próprios. Ninguém, pois, se atribua esta honra, senão o que foi chamado por Deus, como Aarão” (Hb 5,1-4).

O livro do Eclesiástico enaltece a figura de Aarão inserindo-o nos primeiros lugares na galeria de homens ilustres, aos quais Jesus Ben Sirac dá importância singular. Na exaltação destes nossos antepassados por geração, de fato, o Autor sagrado pode sublinhar os aspectos que lhe parecem mais significativos para o entendimento da aliança que Deus empreendeu com seu povo. E o sacerdócio de Aarão (e dos seus sucessores, até o contemporâneo Simeão) é dos mais qualificados.

Irmão carnal de Moisés, foi glória para Aarão a de ser colaborador privilegiado (embora um tanto ciumento) do grande líder carismático que Deus enviou ao seu povo escravo no Egito para guiá-lo à terra prometida. “Exaltou (Deus) seu irmão Aarão, semelhante a ele da tribo de Levi. Fez com ele aliança eterna. Deu-lhe o sacerdócio do seu povo. E cumulou-o de felicidade e de glória”. O elogio prossegue com a descrição pormenorizada dos magníficos paramentos vestidos por Aarão no exercício do seu ministério. Honrou-o com esplêndidos ornamentos e veste de glória. “Moisés o consagrou e ungiu-o com o óleo santo. Constituiu uma aliança perene com ele e com seus descendentes, enquanto durar o céu: a de presidir o culto e exercer o sacerdócio e abençoar o povo em nome do Senhor”. Homem frágil e pecador, como todos, Aarão é todavia o modelo de colaboração com Deus para a realização de seu desígnio de amor.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS