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Angelus: a maior doença da vida é a falta de amor

Neste domingo (27) Francisco rezou a oração mariana do Angelus com os fiéis reunidos na Praça São Pedro. “Hoje, no Evangelho, Jesus se depara com as nossas duas situações mais dramáticas, morte e doença”, disse o Papa.

“A maior doença da vida é a falta de amor, é não ser capaz de amar. E a cura mais importante é a dos afetos”. Estas são palavras pronunciadas pelo Papa Francisco antes da oração mariana do Angelus ao meio-dia deste 13º Domingo do Tempo Comum, assomando à janela de seu escritório no Palácio Apostólico Vaticano, diante dos fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

“Hoje, no Evangelho, Jesus se depara com as nossas duas situações mais dramáticas, morte e doença”, disse o Papa. Delas ele liberta duas pessoas: uma menina, que morre enquanto o pai foi pedir ajuda a Jesus; e uma mulher, que perde sangue há muitos anos. Jesus se deixa tocar pela nossa dor e morte, e realiza dois sinais de cura para nos dizer que nem a dor nem a morte têm a última palavra. Ele nos diz que a morte não é o fim. Ele vence este inimigo, do qual não podemos nos libertar sozinhos”.

“Concentremo-nos, no entanto, neste período em que a doença ainda está no centro das crônicas, no outro sinal, a curada mulher”, sublinhou. “Mais do que sua saúde, eram seus afetos a serem comprometidos: ela tinha perda de sangue e, portanto, de acordo com a mentalidade da época, era considerada impura. Ela era, portanto, marginalizada, não podia ter relações, um marido, uma família e relações sociais normais. Ela vivia sozinha, com o coração ferido”.

“A história desta mulher sem nome, na qual todos nós podemos nos ver, é exemplar”, explicou o Papa Francisco. O texto diz que ela tinha feito muitas curas, “gastando todos os seus bens sem nenhuma vantagem”, ao contrário, piorando”.  “A maior doença da vida é o câncer, a tuberculose, a pandêmia? Não… disse o Papa. É a falta de amor é não conseguir amar. Esta pobre mulher estava doente pela falta de amor. E a cura mais importante é a dos afetos”, disse Bergoglio.

“Também nós, quantas vezes nos lançamos em remédios errados para satisfazer nossa falta de amor”. “Pensamos que a nos fazer felizes sejam o sucesso e o dinheiro, mas o amor não se compra é gratuito. Refugiamo-nos no virtual, mas o amor é concreto. Nós não nos aceitamos como somos e nos escondemos por detrás dos truques da exterioridade, mas o amor não é aparência. Procuramos soluções em magos e gurus, para depois nos encontrarmos sem dinheiro e sem paz”.

No entanto “nos refugiamos no virtual, mas o amor é concreto”, continuou o Papa.

Francisco disse ainda que muitas vezes “gostamos de ver as coisas ruins das outras pessoas. Quantas vezes caímos na tagarelice, que é fofocar sobre os outros. Que horizonte de vida é este”? “Não julgue a realidade pessoal e social dos outros”, reiterou ele, “não julgue e deixe os outros viverem”. “Olhe ao seu redor: você verá que tantas pessoas que vivem ao seu lado se sentem feridas e sozinhas, elas precisam se sentir amadas. Dê o passo. Jesus lhe pede um olhar que não se detém na exterioridade, mas vai ao coração; um olhar que não julga, deixemos de julgar os outros, Jesus nos pede um olhar que não julga, mas acolhedor. Porque só o amor cura a vida. Que Nossa Senhora, finalizou o Papa Francisco, consoladora dos aflitos, nos ajude a levar uma caricia aos feridos no coração que encontramos em nosso caminho”.

FONTE: VATICAN NEWS
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Santo do dia

São Cirilo de Alexandria, Bispo e Doutor da Igreja

Cirilo nasceu em 370. De 412 a 444, ano de sua morte, teve nas mãos, com toda a firmeza, as rédeas da Igreja do Egito, empenhando-se, ao mesmo tempo, numa das épocas mais difíceis da história da Igreja do Oriente, na luta pela ortodoxia, em nome do papa são Celestino. Nesta firmeza no serviço da doutrina e na coragem demonstrada na defesa da verdade católica está a santidade do batalhador bispo de Alexandria, embora tardiamente reconhecida, ao menos no Ocidente. De fato, somente no pontificado de Leão XIII o seu culto foi estendido a toda a Igreja latina e lhe foi atribuído o título de doutor.

Pela defesa da ortodoxia, contra o erro de Nestório, bispo de Constantinopla, arriscou ser mandado ao exílio e por alguns meses experimentou a humilhação do cárcere: “Nós — escreveu —, pela fé em Cristo, estamos prontos a sofrer tudo: algemas, cárcere, todos os incômodos da vida e a própria morte”. No concílio de Éfeso, no qual Cirilo foi um dos protagonistas, foi derrotado seu adversário Nestório, que fizera verdadeira tempestade na Igreja, pondo em discussão a maternidade divina de Maria.

Título de glória para o bispo de Alexandria foi o ter elaborado nesta ocasião uma autêntica e límpida teologia da Encarnação. “O Emanuel tem certamente duas naturezas: a divina e a humana. Todavia, o Senhor Jesus é um só, único e verdadeiro filho natural de Deus, ao mesmo tempo Deus e homem, não um homem deificado, semelhante aos que pela graça se tornaram partícipes da natureza divina, mas Deus verdadeiro que para a nossa salvação apareceu na forma humana”. Tem particular interesse a quarta homilia, pronunciada durante o Concílio de Éfeso, o célebre Sermão em louvor à Mãe de Deus. Neste importante exemplo de pregação mariana, que inicia rico florescimento de literatura em louvor da Virgem, Cirilo celebra as grandezas divinas da missão de Nossa Senhora, que é verdadeira Mãe de Deus, pela parte que teve na concepção e no parto da humanidade do Verbo feito carne.

Controversista de categoria, Cirilo transbordou os rios da sua fecunda oratória. Teólogo de olhar penetrante, foi ao mesmo tempo pastor vigilante das almas. De fato, ao lado dos tratados estritamente doutrinais, temos dele 156 homilias sobre são Lucas, de caráter pastoral e prático, e as mais conhecidas Cartas pastorais, expressas em 29 homilias pascais.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

13° Domingo do Tempo Comum

(verde, glória, creio – 1ª semana do saltério)

Povos todos, aplaudi e aclamai a Deus com brados de alegria (Sl 46,2).

Como filhas e filhos da luz criados à imagem de Deus, celebramos Aquele que transforma nosso pranto em alegria. Jesus, salvador da humanidade, convida-nos a assumir compromisso com a vida e com um mundo sem carências. Exaltemos o Senhor, que nos livra das invejas destrutivas e nos defende das insídias do inimigo.

Primeira Leitura: Sabedoria 1,13-15; 2,23-24

Leitura do livro da Sabedoria – 13Deus não fez a morte, nem tem prazer com a destruição dos vivos. 14Ele criou todas as coisas para existirem, e as criaturas do mundo são saudáveis: nelas não há nenhum veneno de morte, nem é a morte que reina sobre a terra: 15pois a justiça é imortal. 2,23Deus criou o homem para a imortalidade e o fez à imagem de sua própria natureza; 24foi por inveja do diabo que a morte entrou no mundo, e experimentam-na os que a ele pertencem. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 29(30)

Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes / e preservastes minha vida da morte!

1. Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes / e não deixastes rir de mim meus inimigos! / Vós tirastes minha alma dos abismos / e me salvastes quando estava já morrendo! – R.

2. Cantai salmos ao Senhor, povo fiel, / dai-lhe graças e invocai seu santo nome! / Pois sua ira dura apenas um momento, / mas sua bondade permanece a vida inteira; / se à tarde vem o pranto visitar-nos, / de manhã vem saudar-nos a alegria. – R.

3. Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! / Sede, Senhor, o meu abrigo protetor! / Transformastes o meu pranto em uma festa, / Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos! – R.

Segunda Leitura: 2 Coríntios 8,7.9.13-15

Leitura da segunda carta de São Paulo aos Coríntios – Irmãos, 7como tendes tudo em abundância – fé, eloquência, ciência, zelo para tudo, e a caridade de que vos demos o exemplo -, assim também procurai ser abundantes nesta obra de generosidade. 9Na verdade, conheceis a generosidade de nosso Senhor Jesus Cristo: de rico que era, tornou-se pobre por causa de vós, para que vos torneis ricos por sua pobreza. 13Não se trata de vos colocar numa situação aflitiva para aliviar os outros; o que se deseja é que haja igualdade. 14Nas atuais circunstâncias, a vossa fartura supra a penúria deles e, por outro lado, o que eles têm em abundância venha suprir a vossa carência. Assim haverá igualdade, como está escrito: 15“Quem recolheu muito não teve de sobra e quem recolheu pouco não teve falta”. -Palavra do Senhor.

Evangelho: Marcos 5,21-43 ou 21-24.35-43

[A forma breve está entre colchetes.]

Aleluia, aleluia, aleluia.

Jesus Cristo, Salvador, destruiu o mal e a morte; / fez brilhar, pelo Evangelho, a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – [Naquele tempo, 21Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés 23e pediu com insistência: “Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!” 24Jesus então o acompanhou. Uma numerosa multidão o seguia e o comprimia.25Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com uma hemorragia; 26tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. 27Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28Ela pensava: “Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada”. 29A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. 30Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: “Quem tocou na minha roupa?” 31Os discípulos disseram: “Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: ‘Quem me tocou?’” 32Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34Ele lhe disse: “Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença”. 35Ele estava ainda falando quando [chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga e disseram a Jairo: “Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?” 36Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: “Não tenhas medo. Basta ter fé!” 37E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando. 39Então, ele entrou e disse: “Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo”. 40Começaram então a caçoar dele. Mas ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41Jesus pegou na mão da menina e disse: “Talitá cum” – que quer dizer: “Menina, levanta-te!” 42Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.] – Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus rodeado pela multidão. Duas mulheres se destacam. Uma menina de doze anos conta com a intercessão de Jairo, seu pai, que “sem parar” suplica a Jesus: “Minha filhinha está morrendo. Vem e põe as mãos sobre ela, para que seja salva e viva”. Uma mulher adulta sofre de hemorragia há doze anos. Com profunda fé toca nas vestes do Senhor, certa de que ficará livre de sua enfermidade. E assim acontece. Jesus é pai dos marginalizados: “Filha, a tua fé te salvou…”. Quanto à filha de Jairo, não resiste à doença e falece. Jesus não se abala, somente exige fé: “Não tenha medo. Apenas creia”. E, acompanhado de Pedro, Tiago e João, ordena que a menina se levante. Diante do assombro dos familiares e dos amigos, ela volta a viver. Sensível à condição da menina, Jesus manda que lhe deem alimento.

Oração
Ó Jesus de Nazaré, duas mulheres puderam contar com tua atitude libertadora. Uma, já adulta, ficou curada de sua enfermidade; a outra, ainda adolescente, voltou a viver. Admirável e digna de imitação é a fé tanto da mulher enferma, quanto do pai da menina. Senhor, alimenta cada dia a nossa fé. Amém.

(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santos João e Paulo, Mártires

Existe uma Paixão que narra os feitos dos santos João e Paulo, irmãos de sangue e de fé, decapitados secretamente em sua casa no Célio e aí sepultados, na noite de 26 de junho de 362, durante a perseguição reavivada pelo imperador Juliano, o Apóstata. João e Paulo eram irmãos ricos e generosos para com os pobres. Juliano, que planejara pôr as mãos em seus bens, que lhes tinham sido confiados por Constantina, filha de Constantino, convidou os irmãos à corte. Mas ambos rejeitaram decididamente por causa da impiedade dele. O chefe da guarda imperial, Terenciano, foi então à casa deles no Célio com a intimação de oferecerem dentro de dez dias incenso à estátua de Júpiter.

Ao esgotar o décimo dia de espera, Terenciano, após uma última e vã tentativa de convencê-los de idolatria, como narra a Lenda áurea, “mandou que fossem degolados secretamente e fossem sepultados em sua própria casa”. O sucessor de Juliano, o imperador Joviniano, encarregou o senador Bizante de procurar os corpos dos irmãos João e Paulo e de construir uma igreja sobre seu túmulo. Parece todavia que a perseguição de Juliano Apóstata atingiu só os cristãos do Oriente, onde Juliano residia, e não os cristãos de Roma; alguns estudiosos acham por isso que se deva antecipar o martírio dos dois irmãos de mais de meio século e situá-lo no tempo da perseguição de Diocleciano.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Sábado da 12° Semana do Tempo Comum

12ª SEMANA COMUM*

(verde – ofício do dia)

O Senhor é a força de seu povo, fortaleza e salvação do seu ungido. Salvai, Senhor, vosso povo, abençoai vossa herança e governai para sempre os vossos servos (Sl 27,8s).

“Existe alguma coisa impossível para o Senhor?” – pergunta-nos o próprio Deus, em nossas dúvidas diante do seu modo de agir. Peçamos que o Senhor fortaleça nossa fé.

Primeira Leitura: Gênesis 18,1-15

Leitura do livro do Gênesis – Naqueles dias, 1o Senhor apareceu a Abraão junto ao carvalho de Mambré, quando ele estava sentado à entrada da sua tenda, no maior calor do dia. 2Levantando os olhos, Abraão viu três homens de pé, perto dele. Assim que os viu, correu ao seu encontro e prostrou-se por terra. 3E disse: “Meu Senhor, se ganhei tua amizade, peço-te que não prossigas viagem sem parar junto a mim, teu servo. 4Mandarei trazer um pouco de água para vos lavar os pés, e descansareis debaixo da árvore. 5Farei servir um pouco de pão para refazerdes vossas forças antes de continuar a viagem. Pois foi para isso mesmo que vos aproximastes do vosso servo”. Eles responderam: “Faze como disseste”. 6Abraão entrou logo na tenda onde estava Sara e lhe disse: “Toma depressa três medidas da mais fina farinha, amassa alguns pães e assa-os”. 7Depois, Abraão correu até o rebanho, pegou um bezerro dos mais tenros e melhores e deu-o a um criado, para que o preparasse sem demora. 8A seguir, foi buscar coalhada, leite e o bezerro assado e pôs tudo diante deles. Abraão, porém, permaneceu de pé, junto deles, debaixo da árvore, enquanto comiam. 9E eles lhe perguntaram: “Onde está Sara, tua mulher?” “Está na tenda”, respondeu ele. 10E um deles disse: “Voltarei sem falta, no ano que vem, por este tempo, e Sara, tua mulher, já terá um filho”. Ouvindo isso, Sara pôs-se a rir, da entrada da tenda, que estava atrás dele. 11Abraão e Sara já eram velhos, muito avançados em idade, e para ela já havia cessado o período regular das mulheres. 12Por isso, Sara se pôs a rir em seu íntimo, dizendo: “Acabada como estou, terei ainda tal prazer, sendo meu marido já velho?” 13E o Senhor disse a Abraão: “Por que riu Sara, dizendo consigo mesma: ‘Acaso ainda terei um filho, sendo tão velha?’ 14Existe alguma coisa impossível para o Senhor? No ano que vem, voltarei por este tempo, e Sara já terá um filho”. 15Sara protestou, dizendo: “Eu não ri”, pois estava com medo. Mas ele insistiu: “Sim, tu riste”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: Lc 1

O Senhor se lembrou de mostrar sua bondade.

1. A minha alma engrandece ao Senhor, / e se alegrou o meu espírito em Deus, meu salvador. – R.

2. Pois ele viu a pequenez de sua serva, / eis que agora as gerações hão de chamar-me de bendita. / O Poderoso fez por mim maravilhas / e santo é o seu nome! – R.

3. Seu amor, de geração em geração, / chega a todos os que o respeitam. / De bens saciou os famintos / e despediu, sem nada, os ricos. – R.

4. Acolheu Israel, seu servidor, / fiel ao seu amor, / como havia prometido aos nossos pais, / em favor de Abraão e de seus filhos para sempre. – R.

Evangelho: Mateus 8,5-17

Aleluia, aleluia, aleluia.

O Cristo tomou sobre si nossas dores, / carregou em seu corpo as nossas fraquezas (Mt 8,17). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 5quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6“Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. 7Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. 8O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um: ‘Vai!’, e ele vai; e a outro: ‘Vem!’, e ele vem; e digo ao meu escravo: ‘Faze isto!’, e ele faz”. 10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o seguiam: “Em verdade vos digo, nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11Eu vos digo, muitos virão do Oriente e do Ocidente e se sentarão à mesa no Reino dos céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, 12enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”. 13Então, Jesus disse ao oficial: “Vai! E seja feito como tu creste”. E naquela mesma hora o empregado ficou curado. 14Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele deitada e com febre. 15Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou e pôs-se a servi-lo. 16Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos com sua palavra e curou todos os doentes, 17para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: “Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Centurião, em cuja casa um judeu observante da Lei não podia entrar, era o chefe de cem soldados a serviço dos romanos. Um deles aproxima-se de Jesus e lhe pede a cura de seu empregado. Jesus diz que irá à casa dele. Porém, constatando o alto grau de fé do centurião, Jesus o elogia. Destaca-o como figura exemplar para todos os povos: “Em Israel não encontrei ninguém que tivesse tanta fé”. Jesus segue fazendo prodígios: cura a sogra de Pedro e, ao entardecer, cura todos os doentes que lhe são apresentados, além de expulsar muitos demônios. O Reino de Deus se manifesta concretamente em Jesus, que “assumiu nossas fraquezas e carregou nossas doenças”.

Oração
Ó Jesus Mestre, a distância, com uma simples frase, curas o empregado do centurião. Depois, dás saúde à sogra de Pedro. Enfim, “com uma palavra”, expulsas os espíritos e curas “todos os que estavam doentes”. Senhor, renova nossa vida com a força de tua palavra. Amém.

(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Sobre a saúde mental: missão que une ciência e cuidado solidário, afirma o Papa

A Itália promove a partir desta sexta-feira (25) a II Conferência Nacional da Saúde Mental, e o Pontífice enviou uma mensagem de encorajamento diante dos desafios enfrentados pelo país no âmbito da assistência aos mais de 3 milhões de adultos que precisam de atendimento na área. O Papa exorta o fortalecimento do sistema de saúde no setor, incluindo o apoio à pesquisa científica, mas vinculado à sensibilidade de uma “cultura de comunidade” para saber “se aproximar e cuidar do outro”.

Uma mensagem de encorajamento do Papa foi dirigida na manhã desta sexta-feira (25) aos participantes da II Conferência Nacional da Saúde Mental que, durante dois dias, em modalidade virtual, vai debater sobre os desafios e problemas enfrentados por quem sofre de distúrbios psíquicos na Itália. Inclusive em se tratando de um contexto pós-pandêmico que reforça a preocupação em oferecer condições adequadas de tratamentos, fazendo “prevalecer a cultura da comunidade sobre a mentalidade do descarte”.

Os desafios da Itália no atendimento aos pacientes

A segunda edição do simpósio acontece após 20 anos da primeira e marca a conclusão de um percurso de aprofundamento dentro de grupos técnicos do Ministério da Saúde. A Itália, segundo Nerina Dirindin, especialista do governo na área de saúde mental, afirma que o país, apesar de ser considerado pela OMS como “ponto de referência para a desinstitucionalização, o fechamento de manicômios e a ativação de uma rede de serviços territoriais”, as pessoas com distúrbios mentais “continuam recebendo respostas inadequadas”. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (ISTAT), mais de 3 milhões de adultos precisam de atendimento nessa área.

Uma realidade que ratifica ser de “máxima importância adquirir cada vez mais conhecimento das exigências profissionais e humanas necessárias para cuidar dos nossos irmãos e irmãs”, afirma o Papa na mensagem, para atender “às condições daqueles que sofrem de distúrbios mentais, oferecendo-lhes tratamento adequado” para o bem deles e da sociedade.

A missão que une ciência e cuidado solidário

Francisco, assim, exorta tanto o fortalecimento do sistema de saúde para a proteção de doenças mentais, incluindo o apoio à pesquisa científica, como a promoção de associações e do voluntariado que cuidam dos pacientes e das famílias. É dessa forma que não irá faltar “o calor e o afeto de uma comunidade”, diz o Pontífice, ao acrescentar:

“O próprio profissionalismo médico se beneficia do cuidado integral da pessoa. Cuidar do outro, de fato, não é apenas um trabalho qualificado, mas uma verdadeira missão que é plenamente realizada quando o conhecimento científico encontra a plenitude da humanidade e se traduz na ternura que sabe se aproximar e cuidar dos outros.”

O desejo do Papa também é para que a conferência possa inspirar as instituições, agências educacionais e de outras esferas da sociedade, “uma sensibilidade renovada” por aqueles que sofrem de problemas de saúde mental e são “marcados pela fragilidade”. É também uma questão de ajudar a “fazer prevalecer a cultura da comunidade sobre a mentalidade do descarte”, enfatiza Francisco.

Ao finalizar a mensagem, o Pontífice também recorda o quanto esses pacientes, “na sensibilidade que acompanha a fragilidade deles, sentiram com particular gravidade os efeitos psicológicos devastadores da pandemia”. Assim como os próprios profissionais de saúde que enfrentaram enormes desafios, mostrando a todos “a necessidade de ter fórmulas apropriadas de assistência à saúde para não deixar ninguém para trás e para cuidar de todos de uma forma inclusiva e participativa”. O último desejo do Papa, enfim, é para que os participantes da conferência continuem “no caminho fecundo do cuidado solidário”.

FONTE: VATICAN NEWS

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Papa aos luteranos: do conflito à comunhão

Durante o encontro com os representantes da Federação Luterana Mundial, Francisco encorajou “todos aqueles que estão comprometidos com o diálogo católico-luterano a prosseguirem com confiança na oração incessante, no exercício da caridade partilhada e na paixão pela busca por uma maior unidade”.

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta sexta-feira (25/06), no Vaticano, uma delegação da Federação Luterana Mundial. O Pontífice recordou sua visita a Lund, cidade onde a Federação foi fundada, no âmbito de sua viagem apostólica à Suécia, em 2016.

“Naquela inesquecível etapa ecumênica, experimentamos a força evangélica da reconciliação, atestando que «através do diálogo e do testemunho compartilhado não somos mais estranhos». Não mais estranhos, mas irmãos”, frisou o Papa.

“Em caminho do conflito à comunhão, no dia da comemoração da Confessio Augustana, vocês vieram a Roma para que cresça a unidade entre nós”, disse Francisco, desejando que “a reflexão comum sobre o Confessio Augustana, em vista dos 500 anos de sua leitura em 25 de junho de 2030, “traga benefício ao caminho ecumênico”. “Na época, a Confessio Augustana foi uma tentativa de neutralizar a ameaça de uma divisão no cristianismo ocidental”, recordou o Pontífice, lembrando que, em 1980, por ocasião dos 450 anos desse texto, luteranos e católicos afirmaram: «O que reconhecemos na Confessio Augustana como fé comum pode nos ajudar a confessar esta fé juntos de uma maneira nova também em nosso tempo». Confessar juntos o que temos em comum na fé”. Francisco recordou “as palavras do Apóstolo Paulo na Carta aos Efésios: “Um só corpo, […] um só batismo. Um só Deus”.

Um só Deus

Segundo o Papa, “no primeiro artigo, a Confessio Augustana professa a fé no Deus Uno e Trino, referindo-se ao Concílio de Nicéia”.

O credo de Nicéia é uma expressão vinculante de fé não só para católicos e luteranos, mas também para os irmãos ortodoxos e para muitas outras comunidades cristãs. É um tesouro comum: trabalhemos para que o aniversário de 1.700 anos daquele grande Concílio, que se realizará em 2025, possa dar um novo impulso ao caminho ecumênico, que é um dom de Deus e um percurso irreversível para nós.

Um só batismo

Segundo o Papa, “tudo aquilo que a graça de Deus nos dá a alegria de experimentar e partilhar, a crescente superação das divisões, a cura progressiva da memória, a colaboração reconciliada e fraterna entre nós, encontra seu fundamento no “único batismo para a remissão dos pecados”.

O santo batismo é o dom divino original, que está na base de todo nosso esforço religioso e de todo compromisso para alcançar a unidade plena. Sim, porque o ecumenismo não é um exercício de diplomacia eclesial, mas um caminho de graça. Ele não se apoia em mediações e acordos humanos, mas na graça de Deus, que purifica a memória e o coração, vence a rigidez e se orienta para uma comunhão renovada: não para acordos diminutivos ou sincretismos conciliantes, mas para uma unidade reconciliada nas diferenças. Nesta perspectiva, gostaria de encorajar todos aqueles que estão envolvidos no diálogo católico-luterano a prosseguir com confiança na oração incessante, no exercício da caridade partilhada e na paixão pela busca de uma maior unidade entre os vários membros do Corpo de Cristo.

Um só corpo

“Um só corpo. A este propósito a Regra de Taizé contém uma exortação bonita”, frisou o Papa: “«Tenham a paixão pela unidade do Corpo de Cristo». A paixão pela unidade amadurece através do sofrimento que se sente diante das feridas que infligimos ao Corpo do Senhor”.

Quando sentimos dor pela divisão dos cristãos, aproximamo-nos do que Jesus experimenta, continuando a ver os seus discípulos desunidos, as suas vestes rasgadas. Hoje, vocês me deram uma patena e um cálice provenientes das oficinas de Taizé. Agradeço-lhes por estes dons, que evocam a nossa participação na Paixão do Senhor. Na verdade, também nós vivemos uma certa paixão, em seu duplo significado: por um lado, o sofrimento, porque ainda não é possível nos reunirmos em torno do mesmo altar; de outro, o ardor em servir à causa da unidade, pela qual o Senhor rezou e ofereceu sua vida.

Por fim, o Papa exortou a prosseguir “com paixão em nosso caminho do conflito à comunhão”.

A próxima etapa será compreender os estreitos laços entre Igreja, ministério e Eucaristia. Será importante olhar com humildade espiritual e teológica para as circunstâncias que levaram às divisões, confiando que embora seja impossível anular os tristes acontecimentos do passado, é possível relê-los dentro de uma história reconciliada. A sua Assembleia Geral em 2023 poderá ser um passo importante para purificar a memória e valorizar muitos tesouros espirituais que o Senhor estabeleceu para todos durante os séculos. Queridos irmãos e irmãs, o percurso que vai do conflito à comunhão não é fácil, mas n       ão estamos sozinhos: Cristo nos acompanha.

Arcebispo Musa: a reconciliação tem o rosto de Jesus

As palavras do Papa Francisco foram precedidas pelas do arcebispo Panti FIlibus Musa, presidente da Federação Luterana Mundial. “Para nós a reconciliação tem um rosto: Jesus Cristo, e com Jesus o rosto do nosso próximo. O amor de Deus nos orienta para o próximo, a fé se torna ativa no amor. No encontro com os pobres e com os esquecidos e explorados pelo mundo, descobrimos que Cristo vem ao nosso encontro, nos alcança e nos torna uma só coisa”. “Luteranos e católicos procuram compreender hoje, globalmente, como viver a vontade de Deus que nos torna um”.

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Santos Guilherme de Vercelas e Máximo de Turim, Abade e Bispo

Quem visita o santuário mariano de Montevergine tem a sensação de estar fora do mundo, isto é, tem a sensação de estar num lugar onde os homens podem esquecer o ritmo barulhento do viver cotidiano e imergir na imóvel atmosfera da natureza. Aqui ancorou no longíquo século XII o peregrino Guilherme, à procura de solidão. Guilherme nasceu em Vercelas em 1085 de família nobre. Aos quinze anos, vestiu o hábito monástico, fez peregrinações pela Europa visitando os santuários mais famosos. Última meta de sua peregrinação devia ser a Terra Santa, mas foi dissuadido por são João de Matera, a quem havia visitado, e também porque os ladrões lhe haviam dado grande surra.

Esse providencial incidente levou-o para a desabitada montanha de Montevergine. Daí, após haver criado a Congregação beneditina de Montevergine, em 1128 partiu novamente à procura de solidão no monte Cognato e na planície de Goleto (onde morou por um ano inteiro num buraco de uma árvore gigantesca); a cada passo dele surgiam como límpidas fontes outras fundações monásticas, até que o abade Guilherme fechou os olhos à vida terrena a 24 de junho de 1142 no mosteiro de Goleto. Seu corpo foi transferido em 1807 para Montevergine. Em 1942 Pio XII declarava-o padroeiro principal da Irpínia.

São Máximo, bispo de Turim, que nasceu mais ou menos na metade do século IV no Piemonte e morreu entre 408 e 423, é considerado o fundador da diocese de Turim, erigida pela iniciativa de santo Ambrósio e de santo Eusébio de Vercelas, de quem o próprio são Máximo se declarava discípulo. Do seu grande empenho apostólico dão testemunho os numerosos Sermões e Homilias, escritos com estilo claro e persuasivo, nos quais percebe-se caráter manso e benévolo, que sabe todavia reprovar e advertir com firmeza e às vezes com sutil ironia. Ele exorta seus fiéis, amedrontados pela aproximação do exército dos bárbaros, a empunhar as armas do “jejum, da oração e da misericórdia” e aos medrosos que se apressavam a fugir da cidade diz: “É injusto e ímpio o filho que abandona a mãe no perigo. A pátria é sempre doce mãe”. Quando tratava dos temas de catequese dogmática, sua palavra iluminadora hauria plenamente das páginas da Sagrada Escritura, que interpretava com perfeita ortodoxia.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Sexta-Feira da 12° Semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

O Senhor é a força de seu povo, fortaleza e salvação do seu ungido. Salvai, Senhor, vosso povo, abençoai vossa herança e governai para sempre os vossos servos (Sl 27,8s).

Ao ser humano compete seguir as orientações do Senhor e cumprir fielmente sua vontade. Fiquemos atentos aos sinais de Deus em nossa vida, a fim de trilhar seus caminhos e experimentar sua salvação.

Primeira Leitura: Gênesis 17,1.9-10.15-22

Leitura do livro do Gênesis – 1Abrão tinha noventa e nove anos de idade quando o Senhor lhe apareceu e lhe disse: “Eu sou o Deus poderoso. Anda na minha presença e sê perfeito”. 9Deus disse ainda a Abraão: “Guarda a minha aliança, tu e a tua descendência para sempre. 10Esta é a minha aliança que devereis observar, aliança entre mim e vós e tua descendência futura: todo homem entre vós deverá ser circuncidado”. 15Deus disse também a Abraão: “Quanto à tua mulher, Sarai, já não a chamarás Sarai, mas Sara. 16Eu a abençoarei e também dela te darei um filho. Vou abençoá-la, e ela será mãe de nações, e reis de povos dela sairão”. 17Abraão prostrou-se com o rosto em terra e pôs-se a rir, dizendo consigo mesmo: “Será que um homem de cem anos vai ter um filho e que, aos noventa anos, Sara vai dar à luz?” 18E, dirigindo-se a Deus, disse: “Se ao menos Ismael pudesse viver em tua presença”. 19Deus, porém, disse: “Na verdade, é Sara, tua mulher, que te dará um filho, a quem chamarás Isaac. Com ele estabelecerei a minha aliança, uma aliança perpétua para a sua descendência. 20Atendo ao teu pedido, também, a respeito de Ismael. Eu o abençoarei e tornarei fecundo e extremamente numeroso. Será pai de doze príncipes e farei dele uma grande nação. 21Mas, quanto à minha aliança, eu a estabelecerei com Isaac, o filho que Sara te dará no ano que vem, por este tempo”. 22Tendo acabado de falar com Abraão, Deus se retirou. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 127(128)

Será assim abençoado todo aquele / que respeita o Senhor.

1. Feliz és tu se temes o Senhor / e trilhas seus caminhos! / Do trabalho de tuas mãos hás de viver, / serás feliz, tudo irá bem! – R.

2. A tua esposa é uma videira bem fecunda / no coração da tua casa; / os teus filhos são rebentos de oliveira / ao redor de tua mesa. – R.

3. Será assim abençoado todo homem / que teme o Senhor. / O Senhor te abençoe de Sião / cada dia de tua vida. – R.

Evangelho: Mateus 8,1-4

Aleluia, aleluia, aleluia.

O Cristo tomou sobre si nossas dores, / carregou em seu corpo as nossas fraquezas (Mt 8,17). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – 1Tendo Jesus descido do monte, numerosas multidões o seguiam. 2Eis que um leproso se aproximou e se ajoelhou diante dele, dizendo: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. 3Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, fica limpo”. No mesmo instante, o homem ficou curado da lepra. 4Então Jesus lhe disse: “Olha, não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e faze a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho para eles”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Poucos versículos, porém densos de conteúdo. Jesus causa uma reviravolta na sociedade do seu tempo. Os leprosos carregavam o peso da marginalização religiosa e social. Por sua condição de impuros, e conforme o que se ensinava na sinagoga, eles pensavam estar excluídos do acesso ao Reino de Deus. Um desses infelizes percebe em Jesus a predileção pelos abandonados, a manifestação da bondade de Deus, o cumprimento da promessa de libertação dos oprimidos. Rompe a barreira e encurta a distância que o separa do Mestre, que lhe favorece a aproximação e lhe atende o pedido: “Estendeu a mão e, tocando nele, Jesus disse: ‘Eu quero. Fique purificado’”. Em torno de Jesus fervilha a vida, o mal se retrai, irrompe o mundo novo: é o encontro da misericórdia de Deus com a fé do ser humano.

Oração
Ó Jesus, nosso Libertador, admirável é teu modo carinhoso de acolher o leproso; mais admirável ainda é tua liberdade em tocar nele, já que tal gesto era contrário às Leis da época. Tua salvação leva em consideração, antes de tudo, a pessoa que te busca de coração sincero. Amém.

(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Notícias

Papa Francisco à Igreja em Mar del Plata: obrigado por alugar hotéis para abrigar marginalizados

“O bispo Gabriel me contou que vocês alugaram dois hotéis para ter mais espaço para todos no inverno rigoroso e úmido da costa marplatense. Obrigado a todos”, disse Francisco em mensagem em vídeo divulgada nesta quinta-feira (24). O Pontífice agradece o trabalho voluntário anual realizado por programas da Caritas local como ‘La Noche de Caridad’ e ‘Hogar de Nazareth’.

“Gostaria de saudar de uma forma especial os servos da ‘La Noche de Caridad’ e do ‘Hogar de Nazareth’ da diocese de Mar del Plata pela atenção às pessoas sem moradia fixa. Obrigado pelo que fazem!”

O agradecimento do Papa Francisco enviado diretamente aos argentinos daquela região costeira da província de Buenos Aires veio através de uma mensagem em vídeo, em espanhol, divulgada nesta quinta-feira (24). O Pontífice disse que conversou com o bispo local, dom Gabriel Antonio Mestre, e soube das últimas novidades em prol dos moradores em situação de rua de Mar del Plata:

“O bispo Gabriel me contou que vocês alugaram dois hotéis para ter mais espaço para todos no inverno rigoroso e úmido da costa marplatense. Obrigado a todos, leigos, leigas, pastores, benfeitores da Igreja e a todos os setores, porque assistem Cristo na face dos irmãos mais pobres e marginalizados. Ali está Cristo. No centro do Evangelho estão os pobres. Obrigado, muito obrigado por aquilo que fazem!”

Tanto “La Noche de la Caridad” como o “Hogar de Nazareth” são dois programas assistenciais da Igreja em atuação na cidade de Mar del Plata, local de muita afluência de pessoas por ter um dos maiores portos da Argentina, além de ser um destino turístico popular pela sua localização na costa do Oceano Atlântico. Com a pandemia de Covid-19, a crise econômica e social da região se agravou, aumentando a vulnerabilidade as pessoas. Porém, segundo o diretor da Caritas local, Roberto Benzo, em entrevista à imprensa no final de março, devido à consciência da população, o número de pessoas em situação de rua não aumentou exponencialmente.

La Noche de la Caridad aluga hotel a desabrigados

Mesmo assim, se mantém necessária a assistência às pessoas em situação de rua, sobretudo com a chegada do inverno e as baixas temperaturas. Por isso, “La Noche de la Caridad” continua funcionando os 365 dias do ano produzindo e distribuindo viandas com comida quente aos desabrigados, que chegam também com uma mensagem de amor e esperança para confortá-los diante da situação difícil em que vivem.

Lá se vão 20 anos em que os voluntários entregam os pratos todas as noites a 160 pessoas. Anualmente, são quase 410 mil viandas que alimentam as pessoas em situação de rua em Mar del Plata e, desde o ano de fundação, em 2001, já entregaram 8 milhões de viandas aos necessitados. Os próprios voluntários das paróquias preparam a comida, entregam e também emprestam os seus corações: “Jesus nos diz… que cada vez que o faziam com o mais novo dos meus irmãos, faziam para mim”, disse Maria Cristina Churio, coordenadora do programa.

A mais recente novidade, compartilhada pelo próprio Papa Francisco, diz respeito ao hotel alugado por “La Noche de la Caridad” que vai abrigar 45 pessoas em situação de rua durante os três meses de inverno. Até o próximo dia 21 de setembro, os “hóspedes” especiais vão ganhar alojamento, janta e café da manhã, graças ao esforço dos voluntários e com a ajuda de padrinhos.

A dignidade oferecida por Hogar de Nazareth

Já o “Hogar de Nazareth”, outro programa da Caritas local, atua justamente para acolher as pessoas em situação de rua durante todos os dias do ano. Os desabrigados ganham merenda, janta e café da manhã, além de banho quente, artigos de higiene e roupa limpa. A casa solidária tem capacidade para abrigar até 60 pessoas e também ajuda na reinserção social, orientando sobre documentação pessoal e direcionando para cursos de capacitação.

Os programas da Caritas aceitam doações e a participação de voluntários, e trabalham com a colaboração dos governos nacional, provincial e municipal, “o que serve muito a todos”, destacou Roberto, já que “é um crescimento trabalhar juntos”.

FONTE: VATICAN NEWS