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segunda-feira 3 agosto 2020
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15º Domingo do Tempo Comum

Primeira Leitura: Isaías 55,10-11

Leitura do livro do profeta Isaías – Isto diz o Senhor: ?Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra e fazê-la germinar e dar semente para o plantio e para a alimentação, assim a palavra que sair de minha boca não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi ao enviá-la”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 64(65)

A semente caiu em terra boa e deu fruto.

1. Visitais a nossa terra com as chuvas, / e transborda de fartura. / Rios de Deus que vêm do céu derramam águas, / e preparais o nosso trigo. – R.

2. É assim que preparais a nossa terra: / vós a regais e aplainais, / os seus sulcos com a chuva amoleceis / e abençoais as sementeiras. – R.

3. O ano todo coroais com vossos dons, / os vossos passos são fecundos; / transborda a fartura onde passais, / brotam pastos no deserto. – R.

4. As colinas se enfeitam de alegria, / e os campos, de rebanhos; / nossos vales se revestem de trigais: / tudo canta de alegria! – R.

Segunda Leitura: Romanos 8,18-23

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos – Irmãos, eu entendo que os sofrimentos do tempo presente nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós. De fato, toda a criação está esperando ansiosamente o momento de se revelarem os filhos de Deus. Pois a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua livre vontade, mas por sua dependência daquele que a sujeitou; também ela espera ser libertada da escravidão da corrupção e, assim, participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus. Com efeito, sabemos que toda a criação, até o tempo presente, está gemendo como que em dores de parto. E não somente ela, mas nós também, que temos os primeiros frutos do Espírito, estamos interiormente gemendo, aguardando a adoção filial e a libertação para o nosso corpo. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Mateus 13,1-23 ou 1-9

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. Outras sementes, porém, caíram em terra boa e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. Quem tem ouvidos ouça!”

Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que falas ao povo em parábolas?” Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos céus, mas a eles não é dado. Pois à pessoa que tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem será tirado até o pouco que tem. É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque, olhando, eles não veem e, ouvindo, eles não escutam nem compreendem. Desse modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir sem nada entender. Havereis de olhar sem nada ver. Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’. Felizes sois vós porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram, desejaram ouvir o que ouvis e não ouviram. Ouvi, portanto, a parábola do semeador: todo aquele que ouve a Palavra do Reino e não a compreende, vem o maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Esse é o que foi semeado à beira do caminho. A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a Palavra e logo a recebe com alegria; mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição por causa da Palavra, ele desiste logo. A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a Palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a Palavra, e ele não dá fruto. A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a Palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

O capítulo 13 do Evangelho de Mateus apresenta o ensinamento de Jesus sobre a dinâmica do Reino de Deus por meio de parábolas. A primeira parábola é a da semente ou da Palavra, segundo a explicação dada pelo próprio Mestre. A comunidade de Mateus provavelmente se questionava sobre o porquê de o Reino de Deus não se propagar como esperado. Aí a comunidade lembra a parábola de Jesus, na qual os terrenos que acolhem a semente são diferentes: um é duro/pisado, outro é espinhoso, outro é pedregoso e há também o fértil, que produz cem, sessenta e trinta. Portanto, a semente (a Palavra/o Reino) em si tem a força, mas pode não encontrar ambiente propício para frutificar. O semeador não é um incompetente que joga a semente à toa, mas é um “camponês pobre”, que planta no pequeno terreno que lhe resta, depois que se espalhou o latifúndio na Galileia. Assim como a semente, a Palavra de Deus produz resultado se encontra um coração aberto para acolhê-la e um semeador (comunidade) teimoso em lançá-la.




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