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Evangelho do dia

Sexta-feira da 6ª Semana da Páscoa

(branco – ofício do dia)

Vós nos resgatastes, Senhor, pelo vosso sangue, de todas as raças, línguas, povos e nações e fizestes de nós um reino e sacerdotes para o nosso Deus, aleluia! (Ap 5,9s)

Deus a todo tempo nos encoraja, dizendo: “Não tenhas medo… porque estou contigo”. Alimentados por essa certeza, nossa missão se torna mais desimpedida e alegre. Confiemos sempre no Senhor.

Primeira Leitura: Atos 18,9-18

Leitura dos Atos dos Apóstolos – Estando Paulo em Corinto, 9uma noite o Senhor disse-lhe em visão: “Não tenhas medo; continua a falar e não te cales, 10porque eu estou contigo. Ninguém te porá a mão para fazer mal. Nesta cidade há um povo numeroso que me pertence”. 11Assim Paulo ficou um ano e meio entre eles, ensinando-lhes a Palavra de Deus. 12Na época em que Galião era procônsul na Acaia, os judeus insurgiram-se em massa contra Paulo e levaram-no diante do tribunal, 13dizendo: “Este homem induz o povo a adorar a Deus de modo contrário à Lei”. 14Paulo ia tomar a palavra quando Galião falou aos judeus, dizendo: “Judeus, se fosse por causa de um delito ou de uma ação criminosa, seria justo que eu atendesse a vossa queixa. 15Mas, como é questão de palavras, de nomes e da vossa Lei, tratai disso vós mesmos. Eu não quero ser juiz nessas coisas”. 16E Galião mandou-os sair do tribunal. 17Então todos agarraram Sóstenes, o chefe da sinagoga, e espancaram-no diante do tribunal. E Galião nem se incomodou com isso. 18Paulo permaneceu ainda vários dias em Corinto. Despedindo-se dos irmãos, embarcou para a Síria, em companhia de Priscila e Áquila. Em Cencreia, Paulo rapou a cabeça, pois tinha feito uma promessa. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 46(47)

O Senhor é o grande rei de toda a terra.

1. Povos todos do universo, batei palmas, / gritai a Deus aclamações de alegria! / Porque sublime é o Senhor, o Deus altíssimo, / o soberano que domina toda a terra. – R.

2. Os povos sujeitou ao nosso jugo / e colocou muitas nações aos nossos pés. / Foi ele que escolheu a nossa herança, / a glória de Jacó, seu bem-amado. – R.

3. Por entre aclamações Deus se elevou, / o Senhor subiu ao toque da trombeta. / Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa, / salmodiai, ao som da harpa, ao nosso rei! – R.

Evangelho: João 16,20-23

Aleluia, aleluia, aleluia.

Era preciso que Cristo sofresse e ressuscitasse dos mortos, / para entrar em sua glória (Lc 24,46.26). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20“Em verdade, em verdade vos digo, vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará; vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria. 21A mulher, quando deve dar à luz, fica angustiada porque chegou a sua hora; mas, depois que a criança nasceu, ela já não se lembra dos sofrimentos, por causa da alegria de um homem ter vindo ao mundo. 22Também vós agora sentis tristeza, mas eu hei de ver-vos novamente, e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos poderá tirar a vossa alegria. 23Naquele dia, não me perguntareis mais nada”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

A vida é cercada de mistérios e situações que nos são difíceis de compreender. O texto do Evangelho de hoje (e dos últimos dias) fala de uma angústia real e concreta que já é experimentada pelos discípulos de Jesus por causa da sua partida. Porém, essa angústia será transformada em alegria mais adiante, eis a promessa feita por Jesus. Esse tempo de espera é extremamente doloroso e incômodo, pois se vive num estado de suspensão e incertezas. O que fazer? Embora não haja resposta pronta, é possível que mantenhamos a fé e, desse ponto, esperemos o momento em que a alegria tomará o seu lugar. No momento da angústia – que não é fácil – precisamos viver essa hora; contudo, com o coração esperançoso, sem que nos abatamos por completo. Vale a pena repetir que não se trata de um caminho fácil, mas de um caminho que requer fé amadurecida e comprometida com o Mestre.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santo Agostinho de Cantuária, bispo

A Grã-Bretanha, evangelizada desde os tempos apostólicos (o primeiro missionário que lá desembarcou teria sido, segundo uma lenda, José de Arimateia), havia recaído na idolatria após a invasão dos saxões no século V e no VI. Quando o rei do Kent, Etelberto, desposou a princesa cristã Berta, filha do rei de Paris, ela mandou que fosse edificada uma igreja e alguns padres católicos viessem celebrar os sagrados ritos. Recebendo a notícia, o papa Gregório Magno julgou que os tempos estavam maduros para a evangelização da ilha. A missão foi confiada ao prior do mosteiro beneditino de santo André, Agostinho, cuja principal qualidade não deve ter sido a coragem, mas em compensação era muito humilde e dócil.

Partiu de Roma à frente de quarenta monges em 597. Fez uma parada na ilha de Lerins. As informações sobre o temperamento belicoso dos saxões amedrontaram-no de tal modo que voltou a Roma para suplicar ao papa que mudasse de programa. Para encorajá-lo Gregório nomeou-o abade e pouco depois, para fazê-lo dar o passo decisivo, apenas chegando na Gália, fez que fosse sagrado bispo. A viagem ocorreu igualmente em breves etapas. Por fim, com a chegada da primavera, lançaram-se ao largo e chegaram à ilha britânica de Thenet, onde o rei, movido pela boa esposa, foi pessoalmente encontrá-los.

Os missionários aproximavam-se do cortejo real em procissão ao canto das ladainhas, segundo o ritual introduzido recentemente em Roma. Para todos foi uma feliz surpresa. O rei acompanhou os monges até à residência já fixada em Canterbury, no meio da estrada entre Londres e o mar, onde surgiu a célebre abadia que tomará o nome de Agostinho, coração e sacrário do cristianismo inglês. A obra missionária dos monges teve êxito inesperado, pois o próprio rei pediu o batismo, arrastando com o seu exemplo milhares de súditos a abraçarem a religião cristã.

Em Roma a notícia foi recebida com alegria pelo papa, que expressou sua satisfação nas cartas escritas a Agostinho e à rainha. Juntamente com um grupo de novos colaboradores, o santo pontífice enviou a Agostinho o pálio e a nomeação de arcebispo primaz da Inglaterra, mas ao mesmo tempo admoestava-o paternalmente a não se ensoberbecer pelos sucessos obtidos e pela honra do alto cargo que lhe conferia. Seguindo as tradições do papa quanto à repartição dos territórios eclesiásticos, Agostinho erigiu outras duas sedes episcopais, a de Londres e a de Rochester, consagrando bispos Melito e Justo. O santo missionário morreu a 26 de maio de 604 e foi sepultado em Canterbury na igreja que traz o seu nome.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Quinta-feira da 6ª Semana da Páscoa

SÃO FILIPE NÉRI, PRESBÍTERO

(branco, pref. pascal, ou dos pastores, – ofício da memória)

Repousa sobre mim o Espírito do Senhor; ele me ungiu para levar a Boa-Nova aos pobres e curar os corações contritos, aleluia! (Lc 4,18)

Filipe nasceu na Itália em 1515 e lá faleceu em 1595. Exerceu o apostolado do acolhimento a todo tipo de miséria. Era o padre que consolava e semeava alegria por toda parte. Atrás do seu constante bom humor, escondia a humildade. Criou várias comunidades de jovens e promovia animadas reuniões e o canto coral. Fundou a Confederação do Oratório, que formou grandes teólogos, educadores, musicistas, cientistas e evangelizadores.

Primeira Leitura: Atos 18,1-8

Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, 1Paulo deixou Atenas e foi para Corinto. 2Aí encontrou um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, que acabava de chegar da Itália, e sua esposa, Priscila, pois o imperador Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo entrou em contato com eles. 3E, como tinham a mesma profissão – eram fabricantes de tendas -, Paulo passou a morar com eles e trabalhavam juntos. 4Todos os sábados, Paulo discutia na sinagoga, procurando convencer judeus e gregos. 5Quando Silas e Timóteo chegaram da Macedônia, Paulo dedicou-se inteiramente à Palavra, testemunhando diante dos judeus que Jesus era o Messias. 6Mas, por causa da resistência e blasfêmias deles, Paulo sacudiu as vestes e disse: “Vós sois responsáveis pelo que acontecer. Eu não tenho culpa; de agora em diante, vou dirigir-me aos pagãos”. 7Então, saindo dali, Paulo foi para a casa de um pagão, um certo Tício Justo, adorador do Deus único, que morava ao lado da sinagoga. 8Crispo, o chefe da sinagoga, acreditou no Senhor com toda a sua família; e muitos coríntios que escutavam Paulo acreditavam e recebiam o batismo. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 97(98)

O Senhor fez conhecer seu poder salvador / perante as nações.

1. Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! / Sua mão e o seu braço forte e santo / alcançaram-lhe a vitória. – R.

2. O Senhor fez conhecer a salvação, / e às nações, sua justiça; / recordou o seu amor sempre fiel / pela casa de Israel. – R.

3. Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus. / Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / alegrai-vos e exultai! – R.

Evangelho: João 16,16-20

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu não vos deixarei órfãos: eu irei, mas voltarei, / e o vosso coração muito há de se alegrar (Jo 14,18). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16“Pouco tempo ainda e já não me vereis. E outra vez pouco tempo e me vereis de novo”. 17Alguns dos seus discípulos disseram então entre si: “O que significa o que ele nos está dizendo: ‘Pouco tempo e não me vereis, e outra vez pouco tempo e me vereis de novo’, e: ‘Eu vou para junto do Pai’?” 18Diziam, pois: “O que significa esse pouco tempo? Não entendemos o que ele quer dizer”. 19Jesus compreendeu que eles queriam interrogá-lo; então, disse-lhes: “Estais discutindo entre vós porque eu disse: ‘Pouco tempo e já não me vereis, e outra vez pouco tempo e me vereis’? 20Em verdade, em verdade vos digo, vós chorareis e vos lamentareis, mas o mundo se alegrará. Vós ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus continua a alertar seus discípulos sobre sua partida e consequente ausência. Seus discípulos não compreendem bem o que Jesus está dizendo e, de fato, de algum modo, as palavras de Jesus são revestidas de certo mistério. A opção que Jesus assumiu em sua vida atraiu seguidores e também, digamos dessa forma, desafetos. Se alguns se sentem confusos e entristecidos com o anúncio da partida de Jesus; outros, por sua vez, se alegram. Se o projeto anunciado e vivido por Jesus traz vida para muitos; outros, porém, sentem-se ameaçados e descontentes, pois julgam que a maneira como vivem é a melhor e que nada deve ser mudado, principalmente os privilégios adquiridos. Mais uma vez, no Evangelho segundo João, nos deparamos com forças antagônicas, ou seja, aspectos luminosos e sombrios se contrapõem, e cabe a cada um fazer a própria escolha e assumir as consequências desse ou daquele caminho.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

São Filipe Néri, presbítero

Antes de morrer, octogenário, Filipe Néri queimou os manuscritos dos seus livros guardados na gaveta. Muito tempo antes, aos 24 anos de idade, fizera um pacote de todos os livros que então possuía (exceto a Bíblia e a Suma Teológica de Santo Tomás) e os levara para vender na praça distribuindo depois o dinheiro obtido aos pobres. Desde aquele instante somente Deus haveria de ocupar seus pensamentos e coração. “Se quisermos nos dedicar inteiramente ao nosso próximo — repetia — não devemos reservar a nós mesmos nem tempo nem espaço”. Filipe Néri recolheu consigo os meninos turbulentos dos subúrbios romanos e os educava divertindo-os. A quem se queixava do barulho que faziam, respondia: “Contanto que não pratiquem o mal, ficaria satisfeito até se me quebrassem paus na cabeça”. Para ajudar os mais necessitados não hesitava em pedir esmolas nas estradas. Um dia, um indivíduo sentindo-se importunado, deu-lhe um soco. “Este é para mim — foi a resposta sorridente do santo — agora me dê algum dinheiro para os meus meninos”.

Em pleno clima de reforma e contrarreforma, o santo expressou sua opinião a esse respeito, com uma frase muito eficaz: “É possível restaurar as instituições com a santidade, e não restaurar a santidade com as instituições”.

Filipe nasceu em Florença em 1515. Vivaz, alegre e otimista por temperamento (tanto que mereceu o apelido de Pipo, o bom), tentou várias profissões, entre as quais a de comerciante em São Germano, perto de Cassino, aos dezoito anos. Estudante em Roma, abandonou os estudos vendendo os livros para dedicar-se totalmente a atividades beneficentes. Ordenado padre aos 36 anos, criou pouco depois o Oratório, congregação religiosa de padres, empenhados de modo particular na educação dos jovens.

Sem parecer, Filipe tinha sólida cultura: promoveu os estudos de história eclesiástica, encaminhando a esta disciplina um dos seus sacerdotes, Barônio. Depois dos 75 anos de idade limitou sua atividade ao confessionário e à direção espiritual. Possuía o segredo da simpatia e da amizade. No leito de morte sentia-se culpado ao pensar que estava deitado numa caminha macia e limpa, enquanto Cristo morreu pregado na cruz. Após a morte, a 26 de maio de 1595, os médicos averiguaram sobre seu tórax, uma esquisita curva das costelas, como a dar espaço maior ao grande coração do apóstolo de Roma.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

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Evangelho do dia

Terça-feira da 6ª Semana da Páscoa

(branco – ofício do dia)

Senhor, eu vos louvarei entre os povos, anunciarei vosso nome aos meus irmãos, aleluia! (Sl 17,50; 21,23)

O anúncio da mensagem divina por vezes encontra consideráveis obstáculos, que o evangelizador se esforça por superar. Glorifiquemos o “Senhor do céu e da terra” com nossos dons e com todos os meios à nossa disposição.

Primeira Leitura: Atos 17,15.22-18,1

Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, 15os que conduziram Paulo levaram-no até Atenas. De lá, voltando, transmitiram a Silas e Timóteo a ordem de que fossem ter com ele o mais cedo possível. E partiram. 22De pé, no meio do Areópago, Paulo disse: “Homens atenienses, em tudo eu vejo que vós sois extremamente religiosos. 23Com efeito, passando e observando os vossos lugares de culto, encontrei também um altar com esta inscrição: ‘Ao Deus desconhecido’. Pois bem, esse Deus que vós adorais sem conhecer é exatamente aquele que eu vos anuncio. 24O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe; sendo Senhor do céu e da terra, ele não habita em santuários feitos por mãos humanas. 25Também não é servido por mãos humanas, como se precisasse de alguma coisa; pois é ele que dá a todos vida, respiração e tudo o mais. 26De um só homem ele fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, tendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites de sua habitação. 27Assim fez, para que buscassem a Deus e para ver se o descobririam, ainda que às apalpadelas. Ele não está longe de cada um de nós, 28pois nele vivemos, nos movemos e existimos, como disseram alguns dentre vossos poetas: ‘Somos da raça do próprio Deus’. 29Sendo, portanto, da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade seja semelhante a ouro, prata ou pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem. 30Mas Deus, sem levar em conta os tempos da ignorância, agora anuncia aos homens que todos e em todo lugar se arrependam, 31pois ele estabeleceu um dia em que irá julgar o mundo com justiça por meio do homem que designou diante de todos, oferecendo uma garantia, ao ressuscitá-lo dos mortos”. 32Quando ouviram falar da ressurreição dos mortos, alguns caçoavam e outros diziam: “Nós te ouviremos falar disso em outra ocasião”. 33Assim Paulo saiu do meio deles. 34Alguns, porém, uniram-se a ele e abraçaram a fé. Entre eles estava também Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e outros com eles. 18,1Paulo deixou Atenas e foi para Corinto. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 148

Da vossa glória estão cheios o céu e a terra.

1. Louvai o Senhor Deus nos altos céus, / louvai-o no excelso firmamento! / Louvai-o, anjos seus, todos louvai-o, / louvai-o, legiões celestiais! – R.

2. Reis da terra, povos todos, bendizei-o, / e vós, príncipes e todos os juízes; / e vós, jovens, e vós, moças e rapazes, / anciãos e criancinhas, bendizei-o! – R.

3. Louvem o nome do Senhor, louvem-no todos, / porque somente o seu nome é excelso! / A majestade e esplendor de sua glória / ultrapassam em grandeza o céu e a terra. – R.

4. Ele exaltou seu povo eleito em poderio, / ele é o motivo de louvor para os seus santos. / É um hino para os filhos de Israel, / este povo que ele ama e lhe pertence. – R.

Evangelho: João 16,12-15

Aleluia, aleluia, aleluia.

Rogarei ao meu Pai e ele há de enviar-vos um outro Paráclito, / que há de permanecer eternamente convosco (Jo 14,16). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12“Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. 13Quando, porém, vier o Espírito da verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará. 14Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso disse que o que ele receberá e vos anunciará é meu”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

As palavras do evangelista João podem parecer de difícil compreensão, mas é possível que nos aproximemos delas de forma que possamos entendê-las de maneira satisfatória. O caminho percorrido por Jesus teve altos e baixos. Suas palavras foram acolhidas por muitos; contudo, muitas pessoas não foram capazes de acolhê-las. Estar com Jesus e seguir seus passos é altamente comprometedor; compreender profundamente o que Jesus propõe, em geral, não se dá de uma hora para outra, pois o seguimento não se baseia na alegria do primeiro encontro, embora esse momento seja muito importante, mas na constância do caminho assumido. O Espírito da Verdade (o Espírito Santo) assegura a continuidade do projeto do Pai revelado em Jesus porque cremos que o Espírito da Verdade é um com o Pai e o Filho. O Espírito conduz com sua luz e sabedoria a caminhada daqueles que se mantêm fiéis a Jesus.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

São Gregório VII, papa

Sua vocação era a vida monástica. Mesmo no sólio pontifício usava o capuz beneditino. Hildebrando de Soana, toscano, nascido em 1028, parece ter iniciado sua vida monástica em Cluny. Após ter colaborado com os papas são Leão IX, que o nomeou abade de são Paulo, e Alexandre II, foi proclamado papa pelo povo. Era o dia 22 de abril de 1073. Oito dias depois os cardeais confirmaram a eleição, que ele aceitou com “muita dor, gemido e pranto”. Feito papa com o nome de Gregório VII, realizou com muita coragem o programa de reformas, que ele mesmo planejara como colaborador de seus predecessores: luta contra a simonia e contra a intromissão do poder civil na nomeação dos bispos, dos abades e dos próprios pontífices, restauração de severa disciplina para o celibato. Encontrou violentas resistências também da parte do clero.

No concílio de Mogúncia os clérigos gritaram: “Se ao papa não bastam os homens para governar as Igrejas locais, que dê um jeito de procurar anjos”. O papa confiava seus sofrimentos aos amigos com cartas que revelavam toda a sua sensibilidade, sujeita a profundos desconfortos, mas sempre pronta à voz do dever: “Estou cercado de grande dor e de tristeza universal — escrevia em janeiro de 1075 ao amigo santo Hugo, abade de Cluny — porque a Igreja Oriental deserta da fé; e se olho das partes do Ocidente, ou meridional, ou setentrional, com muito custo encontro bispos legítimos pela eleição e pela vida, que dirijam o povo cristão por amor de Cristo, e não por ambição secular”.

No ano seguinte teve de enfrentar o duro desentendimento com o imperador Henrique IV, que se humilhou em Canossa, mas, logo depois, retomou as rédeas do império, vingou-se com a eleição de um antipapa e marchou contra Roma. Gregório VII, abandonado pelos próprios cardeais, refugiou-se no Castelo Santo Ângelo, de onde foi libertado pelo duque normando Roberto de Guiscardo. O papa foi depois, em exílio voluntário, para Salerno, e aí morreu, um ano depois, pronunciando a célebre sentença: “Amei a justiça e odiei a iniquidade, por isso morro no exílio”.

Seu corpo foi sepultado na catedral de Salerno. Foi canonizado em 1606. Acostumados a ver neste papa um lutador empenhado com um braço de ferro contra o irrequieto imperador, não devemos esquecer o humilde servo da Esposa de Cristo, a Igreja, por cujo decoro trabalhou e sofreu a fim de que “permanecesse livre, casta e católica”. São as últimas palavras que ele escreveu na carta do exílio de Salerno, para convidar os fiéis a “socorrer a mãe”, a Igreja.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Terça-feira da 6ª Semana da Páscoa

(branco – ofício do dia)

Alegremo-nos, exultemos e demos glória a Deus, porque o Senhor todo-poderoso tomou posse do seu reino, aleluia! (Ap 19,7.6)

Mesmo em meio a incompreensões e perseguições, o evangelizador continua a anunciar, em todas as circunstâncias, o poder salvador da Palavra de Deus. A liturgia nos convida a viver, com alegria e convicção, nossa condição de cristãos.

Primeira Leitura: Atos 16,22-34

Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, 22a multidão dos filipenses levantou-se contra Paulo e Silas; e os magistrados, depois de lhes rasgarem as vestes, mandaram açoitar os dois com varas. 23Depois de açoitá-los bastante, lançaram-nos na prisão, ordenando ao carcereiro que os guardasse com toda a segurança. 24Ao receber essa ordem, o carcereiro levou-os para o fundo da prisão e prendeu os pés deles no tronco. 25À meia-noite, Paulo e Silas estavam rezando e cantando hinos a Deus. Os outros prisioneiros os escutavam. 26De repente, houve um terremoto tão violento, que sacudiu os alicerces da prisão. Todas as portas se abriram e as correntes de todos se soltaram. 27O carcereiro acordou e viu as portas da prisão abertas. Pensando que os prisioneiros tivessem fugido, puxou da espada e estava para suicidar-se. 28Mas Paulo gritou com voz forte: “Não te faças mal algum! Nós estamos todos aqui”. 29Então o carcereiro pediu tochas, correu para dentro e, tremendo, caiu aos pés de Paulo e Silas. 30Conduzindo-os para fora, perguntou: “Senhores, que devo fazer para ser salvo?” 31Paulo e Silas responderam: “Crê no Senhor Jesus e sereis salvos tu e todos os de tua família”. 32Então Paulo e Silas anunciaram a Palavra do Senhor ao carcereiro e a todos os da sua família. 33Na mesma hora da noite, o carcereiro levou-os consigo para lavar as feridas causadas pelos açoites. E, imediatamente, foi batizado junto com todos os seus familiares. 34Depois fez Paulo e Silas subirem até sua casa, preparou-lhes um jantar e alegrou-se com todos os seus familiares por ter acreditado em Deus. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 137(138)

Ó Senhor, me estendeis o vosso braço e me ajudais.

1. Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, / porque ouvistes as palavras dos meus lábios! / Perante os vossos anjos vou cantar-vos / e ante o vosso templo vou prostrar-me. – R.

2. Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, / porque fizestes muito mais que prometestes; / naquele dia em que gritei, vós me escutastes / e aumentastes o vigor da minha alma. – R.

3. Estendereis o vosso braço em meu auxílio / e havereis de me salvar com vossa destra. / Completai em mim a obra começada; / ó Senhor, vossa bondade é para sempre! / Eu vos peço: não deixeis inacabada / esta obra que fizeram vossas mãos! – R.

Evangelho: João 16,5-11

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu hei de enviar-vos o Espírito da verdade; / ele vos conduzirá a toda a verdade (Jo 16,7.13). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5“Agora, parto para aquele que me enviou e nenhum de vós me pergunta ‘para onde vais?’ 6Mas, porque vos disse isso, a tristeza encheu os vossos corações. 7No entanto, eu vos digo a verdade: é bom para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o Defensor; mas, se eu me for, eu vo-lo mandarei. 8E quando vier, ele demonstrará ao mundo em que consistem o pecado, a justiça e o julgamento: 9o pecado, porque não acreditaram em mim; 10a justiça, porque vou para o Pai, de modo que não mais me vereis; 11e o julgamento, porque o chefe deste mundo já está condenado”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus continua preparando os seus discípulos para a sua ausência e, ao mesmo tempo, os consola com a promessa de envio do Advogado – o Defensor. A caminhada de fé supõe confiança e clareza. Jesus jamais iludiu ou enganou seus seguidores, e isso vale para nós hoje da mesma forma que valeu no passado. Na prática, nossa caminhada de fé requer escuta, compreensão e acolhida daquilo que Jesus ensinou e mostrou com sua vida. Trata-se de um caminho pessoal de crescimento e, ao mesmo tempo, de um caminho comunitário. Nossa fé comporta, portanto, estes dois movimentos: o pessoal e o eclesial, ou seja, caminhamos também como Igreja. A partir do nosso testemunho de vida, o mundo poderá entender e acolher também o projeto de Jesus e, desse modo, a salvação virá ao mundo e a cada pessoa a cada dia.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

São Vicente de Lerins, abade

Depois que a Igreja teve campo livre com o edito do imperador Constantino e pôde sair abertamente, começando a fazer parte de direito da nova sociedade que nascia das cinzas do secular império romano, muitos cristãos sentiam desejo ardente de “desapego do mundo” e o chamado ao “deserto”, isto é, à tranquilidade da vida contemplativa, que se traduziu em várias formas de vida monástica e comunitária. São Jerônimo viveu muito tempo em uma gruta próxima de Belém, Paulino de Nola despojou-se de todas as riquezas para viver num quartinho perto do túmulo do mártir são Félix. Muitos escolhiam o deserto propriamente dito, como santo Antão abade, outros colocavam entre si e a tumultuosa sociedade o mar e se refugiavam numa pequena ilha.

Entre os principais refúgios monásticos do século V estava a ilha de Lerins, no Mediterrâneo, perto de Cannes. Fundado por santo Honorato, futuro bispo de Arsel, o mosteiro de Lerins se tornou viveiro de bispos, de santos e de escritores. Recordamos Euquério, que, antes de se tornar bispo de Lião, permaneceu longamente na ilhota, com a esposa e os filhos, e lá escreveu dois livros com sugestivos títulos: Elogio à solidão e O desprezo do mundo. Mas o nome mais célebre que saiu deste canteiro de santos é são Vicente de Lerins.

Não temos muitas notícias de sua vida. A sua celebridade está ligada a um livrinho sobre a tradição da Igreja, intitulado: Commonitorium, chamado por são Roberto Belarmino: “livro todo de ouro”. Trata-se de manual de regras de comportamento a seguir para viver integralmente a mensagem evangélica. Não havia grandes novidades. Em 434 (o ano em que viu a luz o precioso livrinho), o monge fornecia aos futuros teólogos o famoso cânon da ortodoxia, isto é, o meio de medir o valor de uma afirmação teológica: “Devemos nos ater ao que foi sempre crido, por todos e em toda a parte”. Mas são Vicente deseja progresso: “É necessário que cresçam e que vigorosamente progridam a compreensão, a ciência e a sabedoria da parte de cada um e de todos, seja de um só homem como de toda a Igreja, à medida que passam as idades e os séculos”.

Viveu nos tempos da luta da Igreja contra a heresia pelagiana. Nasceu na França setentrional, talvez na Bélgica, e se estabeleceu definitivamente em Lerins, e lá morreu em paz por volta de 450.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Segunda-feira da 6ª Semana da Páscoa

(branco – ofício do dia)

O Cristo, ressuscitado dos mortos, já não morre; a morte não tem mais poder sobre ele, aleluia! (Rm 6,9)

O testemunho de Paulo resulta na conversão de Lídia, que se tornou eficaz multiplicadora da mensagem cristã. O Espírito da verdade faça de nós zelosos anunciadores do Evangelho.

Primeira Leitura: Atos 16,11-15

Leitura dos Atos dos Apóstolos – 11Embarcamos em Trôade e navegamos diretamente para a ilha de Samotrácia. No dia seguinte, ancoramos em Neápolis, 12de onde passamos para Filipos, que é uma das principais cidades da Macedônia e que tem direitos de colônia romana. Passamos alguns dias nessa cidade. 13No sábado, saímos além da porta da cidade para um lugar junto ao rio, onde nos parecia haver oração. Sentados, começamos a falar com as mulheres que estavam aí reunidas. 14Uma delas chamava-se Lídia; era comerciante de púrpura, da cidade de Tiatira. Lídia acreditava em Deus e escutava com atenção. O Senhor abriu o seu coração para que aceitasse as palavras de Paulo. 15Após ter sido batizada, assim como toda a sua família, ela convidou-nos: “Se vós me considerais uma fiel do Senhor, permanecei em minha casa”. E forçou-nos a aceitar. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 149

O Senhor ama seu povo de verdade.

1. Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / e o seu louvor na assembleia dos fiéis! / Alegre-se Israel em quem o fez, / e Sião se rejubile no seu rei! – R.

2. Com danças glorifiquem o seu nome, / toquem harpa e tambor em sua honra! / Porque, de fato, o Senhor ama seu povo / e coroa com vitória os seus humildes. – R.

3. Exultem os fiéis por sua glória / e, cantando, se levantem de seus leitos / com louvores do Senhor em sua boca. / Eis a glória para todos os seus santos. – R.

Evangelho: João 15,26-16,4

Aleluia, aleluia, aleluia.

O Espírito Santo, a verdade, / dará testemunho de mim; / depois também vós, neste mundo, / de mim ireis testemunhar (Jo 15,26s). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26“Quando vier o Defensor que eu vos mandarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim. 27E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o começo. 16,1Eu vos disse estas coisas para que a vossa fé não seja abalada. 2Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que aquele que vos matar julgará estar prestando culto a Deus. 3Agirão assim porque não conheceram o Pai nem a mim. 4Eu vos digo isso para que vos lembreis de que eu o disse, quando chegar a hora”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

As palavras de Jesus a seus discípulos, no Evangelho de hoje, são revestidas de ao menos dois aspectos: consolo e advertência. Jesus confirma aos seus que virá sobre eles o Espírito da Verdade da parte do próprio Jesus e do Pai. Esse Espírito da Verdade já nos indica o que se dará em Pentecostes, ou seja, após cinquenta dias do evento da ressurreição. Os discípulos de Jesus são confirmados em sua missão por meio do Espírito Santo, que permite que eles recordem todo o ensinamento recebido e sintam-se fortalecidos quanto à missão a que darão continuidade. Por outro lado, é possível constatar que haverá contratempos. Basta que retomemos o que aconteceu com o Mestre. Jesus foi profundamente incompreendido pelas autoridades do seu tempo e, por isso, tomado como malfeitor, foi condenado à morte de cruz. Portanto, é preciso que nos preparemos: seguir os passos de Jesus exige coragem e fé.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

São João Batista de Rossi, presbítero

João Batista de Rossi representa o triunfo da vontade sobre a fragilidade física, do generoso empenho apostólico sobre os obstáculos da doença. Atingido pela epilepsia e por doença nos olhos, multiplicou o trabalho quotidiano para beneficiar os pobres da cidade de Roma e dos internados nos albergues. Nasceu em Votágio, província de Gênova, a 22 de fevereiro de 1698, mas aos 13 anos se estabeleceu definitivamente em Roma, com um primo padre, cônego de santa Maria em Cosmedin, para poder frequentar o liceu clássico com os jesuítas do Colégio Romano. Em 1714, se encaminhou às ordens sagradas, recebendo a tonsura e completando os estudos teológicos em Minerva com os dominicanos. Ordenado sacerdote a 8 de março de 1721, não aguardara esta oportunidade para dar início ao seu intenso apostolado. Nos anos precedentes dirigira vários grupos de estudantes. Por causa desta experiência pôde criar a Pia União dos Sacerdotes Seculares, anexa ao albergue de santa Gala, por ele dirigido e que por dois séculos, até 1935, agruparia os mais belos nomes do clero romano, tendo alguns deles subido às honras dos altares.

Além do albergue de santa Gala (fundado por Marcos Antônio Anastácio Odescalchi, primo de Inocêncio XI), destinado só a homens, quis ampliar o raio de seu apostolado, fundando o albergue para as mulheres, dedicado a são Luís Gonzaga, seu santo predileto. Orientado pelo seu confessor, o servo de Deus Francisco Maria Galluzzi, não obstante a precária saúde, redobrou a sua atividade. Parecia onipresente, pois estava em todos os lugares onde precisavam de conforto, instrução, socorro, em qualquer hora do dia ou da noite. Não era raro vê-lo nas praças de Roma improvisando um sermão para os desocupados e a tarde quando o povo voltava do trabalho.

A simpatia que ganhava do povo humilde dos subúrbios atraía ao seu confessionário longas filas de penitentes. Era mestre de espiritualidade e onde quer que pusesse a mão numa iniciativa, imprimia ritmo de santo fervor. Eleito cônego de santa Maria em Cosmedin, foi dispensado da obrigação do coro para poder dedicar-se com maior liberdade à suas tarefas apostólicas. Nos últimos meses de vida a recrudescência do mal submeteu-o a verdadeiro calvário. Morreu a 23 de maio de 1764 e foi beatificado por Pio IX, que fora seu sucessor na Pia União dos Sacerdotes Seculares de santa Gala. Leão XIII o canonizou a 8 de dezembro de 1881.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS