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Santo do dia

São Galdino, bispo

Foi arcebispo de Milão numa época muito delicada para a Igreja e para a história da Lombardia. Homem de grandes virtudes e de empenho religioso, social e político. Nasceu em Milão, na Porta Oriental, no início do século XII. Abraçou a carreira eclesiástica tornando-se chanceler e arcediago da diocese de Milão. Precisamente como arcediago esteve ao lado do arcebispo Oberto de Pirovano em sua oposição decisiva ao antipapa Vítor IV e ao imperador Frederico Barba-Roxa que o defendia.

Como também o município de Milão ousasse opor-se ao poder imperial, em 1162 a cidade foi arrasada. No entanto Oberto tinha-se refugiado ao lado do papa legítimo, Alexandre III, Orlando Bandinelli. Quando o arcebispo Oberto morreu em Benevento, o papa nomeou logo seu sucessor, Galdino, que ele mesmo sagrou bispo a 18 de abril de 1166 e que o elevou à púrpura cardinalícia. Tornou-se o primeiro cardeal da Igreja milanesa. Ele apoiou os empreendimentos da liga lombarda dos municípios (a Liga de Pontida) e se preocupou com a vida religiosa da diocese.

Testemunhou concretamente a caridade de Cristo, interessando-se pelos pobres, particularmente pelos que se envergonhavam de estender as mãos para pedir esmola, e pelos que tinham sido encarcerados como devedores e que não podiam pagar: para estes instituiu aquilo que mais tarde foi chamado de “pão de são Galdino”. Outra grande preocupação dele era a ortodoxia dos cristãos con-fiados às suas solicitudes pastorais. Morreu quando pregava no púlpito.

Conta de fato o seu primeiro biógrafo, o monge Hilarião: “Ardendo de zelo contra os hereges, foi como de costume à igreja de santa Tecla, para ali celebrar os ofícios divinos… Antes que se lesse o Evangelho ao povo, subiu ao púlpito e fez um belíssimo discurso contra os cátaros e seus sequazes… quando terminou de falar… na presença de muito clero e de muito povo entregou o espírito ao Senhor”.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Quinta-feira da 3ª Semana da Páscoa

(branco – ofício do dia)

Cantemos ao Senhor, pois fez brilhar a sua glória. O Senhor é minha força e meu canto, ele foi para mim a salvação, aleluia (Ex 15,1s).

Com as luzes da ressurreição do Senhor e da catequese da Igreja, crescemos no entendimento das Escrituras, que nos apontam para Cristo. Participando do seu banquete, somos saciados por Ele, pão vivo descido do céu, que nos garante a comunhão com o Pai e a plenitude da ressurreição.

Primeira Leitura: Atos 8,26-40

Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, 26um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: “Prepara-te e vai para o sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza. O caminho é deserto”. Filipe levantou-se e foi. 27Nisso apareceu um eunuco etíope, ministro de Candace, rainha da Etiópia, e administrador-geral do seu tesouro, que tinha ido em peregrinação a Jerusalém. 28Ele estava voltando para casa e vinha sentado no seu carro, lendo o profeta Isaías. 29Então o Espírito disse a Filipe: “Aproxima-te desse carro e acompanha-o”. 30Filipe correu, ouviu o eunuco ler o profeta Isaías e perguntou: “Tu compreendes o que estás lendo?” 31O eunuco respondeu: “Como posso, se ninguém mo explica?” Então convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele. 32A passagem da Escritura que o eunuco estava lendo era esta: “Ele foi levado como ovelha ao matadouro; e qual um cordeiro diante do seu tosquiador, ele emudeceu e não abriu a boca. 33Eles o humilharam e lhe negaram justiça; e seus descendentes, quem os poderá enumerar? Pois sua vida foi arrancada da terra”. 34E o eunuco disse a Filipe: “Peço que me expliques de quem o profeta está dizendo isso. Ele fala de si mesmo ou se refere a algum outro?” 35Então Filipe começou a falar e, partindo dessa passagem da Escritura, anunciou Jesus ao eunuco. 36Eles prosseguiram o caminho e chegaram a um lugar onde havia água. Então o eunuco disse a Filipe: “Aqui temos água. O que impede que eu seja batizado?”(37) 38O eunuco mandou parar o carro. Os dois desceram para a água, e Filipe batizou o eunuco. 39Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe. O eunuco não o viu mais e prosseguiu sua viagem, cheio de alegria. 40Filipe foi parar em Azoto. E, passando adiante, evangelizava todas as cidades até chegar a Cesareia. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 65(66)

Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

1. Nações, glorificai ao nosso Deus, / anunciai em alta voz o seu louvor! / É ele quem dá vida à nossa vida / e não permite que vacilem nossos pés. – R.

2. Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: / vou contar-vos todo bem que ele me fez! / Quando a ele o meu grito se elevou, / já havia gratidão em minha boca! – R.

3. Bendito seja o Senhor Deus que me escutou, † não rejeitou minha oração e meu clamor / nem afastou longe de mim o seu amor! – R.

Evangelho: João 6,44-51

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu sou o pão vivo descido do céu, / quem deste pão come sempre há de viver (Jo 6,51). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44“Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45Está escrito nos Profetas: ‘Todos serão discípulos de Deus’. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído vem a mim. 46Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo, quem crê possui a vida eterna. 48Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer nunca morrerá. 51Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Pai e Filho trabalham em perfeita sintonia, com o mesmo objetivo: levar as pessoas a crer em Jesus, para que tenham vida plena. Não é possível ao ser humano alcançar diretamente a Deus; o que dele temos é uma vaga noção. Quem tem condições de nos revelar o Pai é seu Filho Jesus Cristo, que dele procede. O Pai apresenta ao mundo o Filho amado; Jesus, por sua vez, nos fala de sua origem: “Só aquele que vem de Deus é que viu o Pai”. Prosseguindo o discurso sobre o pão descido do céu, Jesus dá um passo a mais, dizendo que o pão que ele dará é sua carne. Na cultura bíblica, carne é o mesmo que pessoa humana: “O Verbo se fez carne”. Ele é o Cordeiro de Deus que vai se sacrificar por amor, morrendo na cruz. Há aqui forte alusão à Eucaristia, alimento espiritual do cristão.(Dia a dia com o Evangelho 2024)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santos Roberto de Turlande, Roberto de Molesme e Estêvão Harding, abades

Estes três abades foram protagonistas de uma mesma história de renovação religiosa que teve como centro a França do século XI e que confirma a operação do Espírito Santo na Igreja. Em cada época ele suscita pessoas que, com a volta às origens, procuram contato mais vivo com a palavra de Deus e o serviço aos irmãos. São Roberto de Turlande nasceu na Alvérnia, de família senhoril, pelo ano de 1001. Ainda muito jovem foi confiado aos cônegos de são Julião de Brioude e tornou-se padre e cônego. Embora já houvesse construído às próprias custas um hospital para os pobres e peregrinos ele continuava a aspirar a um testemunho de vida mais explícito. Por isso se dispôs a entrar em Cluny, então em pleno vigor, mas os confrades e os protegidos opuseram-se.

Decidiu então fazer uma peregrinação a Roma a fim de pedir luzes ao Senhor. Foi também a Montecassino e teve confirmação de sua vocação monástica. Voltando a Brioude, juntamente com dois leigos, retirou-se em 1043, para lugar solitário que depois receberia o nome de La Chaise-Dieu (Cadeira de Deus). Pobreza e inserção na Igreja local deveriam ser as características do grupo de monges e de mosteiros que brotaram de são Roberto. Ele morreu entre a veneração geral a 17 de abril de 1067 e foi canonizado em 1070 por Alexandre II.

São Roberto de Molesme e santo Estêvão Harding viram sua fama eclipsada por são Bernardo, mas não se pode esquecer que foram eles os iniciadores de uma das Ordens Religiosas mais vivas na Igreja, a dos cistercienses. Roberto de Molesme nasceu em 1028-29, foi como um grão de trigo que tem de morrer para produzir fruto e sua morte veio pelas mãos de seus próprios confrades. Fundada Molesme, viu-se cercado de numerosos irmãos, que não alimentavam a sua mesma aspiração de renúncia às riquezas e ao prestígio. Tentou então dar vida a uma nova fundação: isso ele fez em Citeaux com a colaboração de santo Estêvão Harding, nascido na Inglaterra meridional em 1060, mas os confrades invejosos fizeram-no voltar a Molesme, sem todavia consentir que ele realizasse as reformas necessárias.

Talvez tenha sido o seu sacrifício (semelhante ao de Abraão) que permitiu a Estêvão Harding, primeiro, e sobretudo a são Ber-nardo, depois, encaminhar e consolidar a experiência reformadora do convento de Cister, com a sua vida pobre e austera, numa rigorosa fidelidade à Regra beneditina, da qual se retomava também o convite a manter-se com o trabalho das próprias mãos.

Extraído do livro:

Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Quarta-feira da 3ª Semana da Páscoa

(branco – ofício do dia)

Vosso louvor é transbordante em minha boca, a alegria cantará sobre meus lábios, aleluia (Sl 70,8.23).

No caminho com Jesus ressuscitado, em meio às dificuldades e crises da vida, ele se mostra como o pão da vida que nos fortalece e preenche de alegria. Confiados por ele ao Pai celeste, participaremos todos da plenitude da ressurreição no último dia.

Primeira Leitura: Atos 8,1-8

Leitura dos Atos dos Apóstolos – 1Naquele dia começou uma grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém. E todos, com exceção dos apóstolos, se dispersaram pelas regiões da Judeia e da Samaria. 2Algumas pessoas piedosas sepultaram Estêvão e observaram grande luto por causa dele. 3Saulo, porém, devastava a Igreja: entrava nas casas e arrastava para fora homens e mulheres, para atirá-los na prisão. 4Entretanto, aqueles que se tinham dispersado iam por toda parte, pregando a Palavra. 5Filipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. 6As multidões seguiam com atenção as coisas que Filipe dizia. E todos unânimes o escutavam, pois viam os milagres que ele fazia. 7De muitos possessos saíam os espíritos maus, dando grandes gritos. Numerosos paralíticos e aleijados também foram curados. 8Era grande a alegria naquela cidade. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 65(66)

Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira.

1. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / cantai salmos a seu nome glorioso, / dai a Deus a mais sublime louvação! / Dizei a Deus: “Como são grandes vossas obras! – R.

2. Toda a terra vos adore com respeito / e proclame o louvor de vosso nome!” / Vinde ver todas as obras do Senhor: / seus prodígios estupendos entre os homens! – R.

3. O mar ele mudou em terra firme, / e passaram pelo rio a pé enxuto. / Exultemos de alegria no Senhor! / Ele domina para sempre com poder! – R.

Evangelho: João 6,35-40

Aleluia, aleluia, aleluia.

Quem vê o Filho e nele crê, este tem a vida eterna, / e eu o farei ressuscitar no último dia, diz Jesus (Jo 6,40). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 35“Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede. 36Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais. 37Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. 38Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. 40Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Os contemporâneos de Jesus veem o milagre da multiplicação dos pães e peixes (alimento material), mas não acreditam nele, não aceitam o dom de sua pessoa: “Vocês me viram e não acreditam”. No entanto, ele afirma de si mesmo: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem acredita em mim nunca mais terá sede”. Ao dizer “Eu sou”, Jesus assume o nome do Deus libertador do Antigo Testamento (cf. Ex 3,14). Ele é o dom de Deus para a vida da humanidade. Jesus fala de uma vida definitiva, que ele quer transmitir. A condição para receber essa vida definitiva não é a aceitação intelectual de verdades e doutrinas. Trata-se de adesão profunda à pessoa de Jesus, que nos comunica vida plena. A salvação só estará completa com a ressurreição.(Dia a dia com o Evangelho 2024)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santa Bernadete Soubirous, virgem

No dia 11 de fevereiro comemora-se a festividade de Nossa Senhora de Lourdes, honrada com particular celebração litúrgica, lembrando-nos as aparições da Virgem Maria a uma menina de 14 anos que não sabia ler nem escrever, mas rezava todos os dias o rosário. Bernadete Soubirous nasceu em Lourdes em 1844 de pais muito pobres. Por meio dela Nossa Senhora fez jorrar a fonte do milagre, junto à qual peregrinos vindo de todas as partes do mundo reanimam sua fé e sua esperança. Muitos regressam de Lourdes curados também dos males físicos. A Senhora, durante as aparições, lhes havia dito: “Não lhes prometo a felicidade neste mundo, mas no outro”.

Bernadete não se interessou por glória humana. O dia em que o bispo de Lourdes, na presença de 50.000 peregrinos, colocou a estátua da Virgem sobre a rocha de Massabielle, Bernadete foi obrigada a ficar em sua cela de freira, atingida por um ataque de asma. Quando a dor física se tornava mais insuportável, ela suspirava: “Não, não procuro alívio, mas somente força e paciência”. Sua breve existência transcorreu na humilde aceitação do sofrimento físico, como uma generosa resposta ao convite da Imaculada de pagar com a penitência o resgate de tantas almas que vivem prisioneiras do mal.

Enquanto ao lado da gruta das aparições se estava construindo um vasto santuário para acolher os numerosos peregrinos e os enfermos para aliviá-los, Bernadete pareceu sumir na sombra. Após ter passado seis anos no Instituto de Lourdes, pertencente às irmãs de caridade de Nevers, foi admitida ao noviciado das mesmas irmãs em Nevers. Seu ingresso foi adiado por motivo de saúde. Na profissão religiosa recebeu o nome de irmã Maria Bernarda. Nos 15 anos de vida conventual não conheceu privilégio algum a não ser o do sofrimento. As próprias superioras tratavam-na com frieza, como por um desígnio da Providência que fecha às almas eleitas a compreensão e muitas vezes a benevolência das almas medíocres. Por primeiro exerceu as funções de enfermeira no interior do convento, depois de sacristã, até que o agravar-se do mal obrigou-a a ficar na cama, durante 9 anos entre a vida e a morte.

A quem a confortava respondia com um sorriso radiante dos momentos de bem-aventurança em que estava com a branca Senhora de Lourdes: “Maria é tão bela que todos os que a veem gostariam de morrer para revê-la”. Bernadete, humilde pastora que contemplou com os próprios olhos o rosto da Virgem Imaculada, morreu a 16 de abril de 1879. No dia 8 de dezembro de 1933 Pio XI elevou-a à honra dos altares.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Terça-feira da 3ª Semana da Páscoa

(branco – ofício do dia)

Louvai o nosso Deus, todos os seus servos e todos os que o temeis, pequenos e grandes, pois chegou a salvação, o poder, o Reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, aleluia (Ap 19,5; 12,10).

Jesus é o pão da vida, que sacia a humanidade faminta de paz e salvação. Alimentados pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, teremos coragem para perseverar no caminho da fé e não temeremos os que se recusam a ouvir o anúncio da liberdade,  a qual Cristo nos ofereceu por sua morte e ressurreição.

Primeira Leitura: Atos 7,51-8,1

Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, Estêvão disse ao povo, aos anciãos e aos doutores da Lei: 51“Homens de cabeça dura, insensíveis e incircuncisos de coração e ouvido! Vós sempre resististes ao Espírito Santo e, como vossos pais agiram, assim fazeis vós! 52A qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram aqueles que anunciavam a vinda do Justo, do qual, agora, vós vos tornastes traidores e assassinos. 53Vós recebestes a Lei por meio de anjos e não a observastes!” 54Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. 55Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus. 56E disse: “Estou vendo o céu aberto e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus”. 57Mas eles, dando grandes gritos e tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; 58arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo. 59Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamou, dizendo: “Senhor Jesus, acolhe o meu espírito”. 60Dobrando os joelhos, gritou com voz forte: “Senhor, não os condenes por este pecado”. E, ao dizer isso, morreu. 8,1Saulo era um dos que aprovavam a execução de Estêvão. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 30(31)

Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

1. Sede uma rocha protetora para mim, / um abrigo bem seguro que me salve! / Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; / por vossa honra, orientai-me e conduzi-me! – R.

2. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, / porque vós me salvareis, ó Deus fiel! / Quanto a mim, é ao Senhor que me confio, / vosso amor me faz saltar de alegria. – R.

3. Mostrai serena a vossa face ao vosso servo / e salvai-me pela vossa compaixão! / Na proteção de vossa face os defendeis, / bem longe das intrigas dos mortais. – R.

Evangelho: João 6,30-35

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu sou o pão da vida, / quem vem a mim não terá fome; assim nos fala o Senhor (Jo 6,35). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Naquele tempo, a multidão perguntou a Jesus: 30“Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? 31Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”. 32Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. 34Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. 35Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

As multidões pedem a Jesus um sinal grandioso, à semelhança do maná, “o pão que veio do céu” e que os antepassados comeram no deserto. Não levam em conta a “multiplicação” dos pães e peixes do dia anterior. Jesus procura trazê-los à nova realidade: “o verdadeiro pão que vem do céu” é uma pessoa, é ele próprio, o Messias, o Filho de Deus. A missão do Messias não é dar espetáculo, não é impressionar com fatos extraordinários. Seu grande sinal é dar a vida. Não só mediante sua morte na cruz. Sua vida, ele a entrega diariamente em favor do povo, sobretudo do povo marginalizado e oprimido: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem acredita em mim nunca mais terá sede”. Jesus é o pão que nos traz vida em abundância. Precisamos entrar em comunhão com ele.(Dia a dia com o Evangelho 2024)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

São Benedito José Labre, peregrino

“Neste mundo somos todos peregrinos no vale de lágrimas; caminhamos sempre pela estrada segura da religião, na fé, esperança, caridade, humildade, oração, paciência e mortificação cristãs, para chegarmos à nossa pátria”. Essa era uma das máximas preferidas de são Benedito José Labre, que corresponde inteiramente ao testemunho de sua vida. Dos 35 anos que viveu, pelo menos 13 passou-os como peregrino na estrada. Por isso apelidaram-no com justiça “o vagabundo de Deus” ou ainda “o cigano de Cristo”, expressões mais benignas que “o santo dos piolhos”, como também foi chamado.

Benedito José Labre nasceu em Amettes, próximo de Arras, no dia 26 de março de 1748, o primeiro de 15 filhos de modestos agricultores. Fez alguns estudos na escola do vilarejo e aprendeu os primeiros rudimentos de latim com um tio materno. Mais propenso à vida contemplativa que ao ministério sacerdotal, solicitou em vão aos pais a licença para se fazer monge trapista. Só aos 18 anos pôde fazer pedido de ingresso à tropa de santa Aldegonda, mas o parecer dos monges foi contrário. A mesma recusa recebeu dos monges cistercienses de Montagne na Normandia, aonde chegou após ter percorrido a pé 60 léguas em pleno inverno. Apenas seis semanas durou sua estada na Cartuxa de Neuville, e pouco mais demorou-se na abadia cisterciense de Sept-Fons, da qual porém sempre carregaria a túnica e o escapulário de noviço.

Aos 22 anos tomou a grande decisão: seu mosteiro seria a estrada e mais precisamente as estradas de Roma. No saco de pobre peregrino carregava todos os seus tesouros: o Novo Testamento, a Imitação de Cristo e o breviário que rezava todos os dias. No peito carregava um crucifixo, no pescoço um terço e nas mãos um rosário. Comia apenas um pedaço de pão e alguma erva. Não pedia a caridade e, se a recebia, apressava-se a repartir com os outros pobres, mesmo se corresse o risco de que o doador, percebendo, ficasse desgostoso, como realmente aconteceu um dia em que levou até pancadas. De noite repousava entre as ruínas do Coliseu e durante o dia passava em orações contemplativas e em peregrinações aos vários santuários: o seu santuário preferido foi o de Loreto.

Morreu extenuado dos maus-tratos e da absoluta falta de higiene aos 16 de abril de 1783, nos fundos da casa do açougueiro Zacarelli, perto da igreja de santa Maria dos Montes, onde foi sepultado com um grande afluxo de povo. Foi canonizado em 1881 pelo papa Leão XIII.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Segunda-feira da 3ª Semana da Páscoa

(branco – ofício do dia)

Ressurgiu o Bom Pastor que deu a vida por suas ovelhas e quis morrer pelo seu rebanho, aleluia.

Reunidos como discípulos e discípulas do Ressuscitado, somos convidados a crescer no caminho da fé e segui-lo livres da busca de favores e interesses pessoais. Desse modo, não resistiremos à ação do Espírito Santo e manifestaremos ao mundo a obra de salvação realizada pela Páscoa de Cristo.

Primeira Leitura: Atos 6,8-15

Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, 8Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9Mas alguns membros da chamada Sinagoga dos Libertos, junto com cirenenses e alexandrinos e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com Estêvão. 10Porém não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. 11Então subornaram alguns indivíduos, que disseram: “Ouvimos este homem dizendo blasfêmias contra Moisés e contra Deus”. 12Desse modo, incitaram o povo, os anciãos e os doutores da Lei, que prenderam Estêvão e o conduziram ao sinédrio. 13Aí apresentaram falsas testemunhas, que diziam: “Este homem não cessa de falar contra este lugar santo e contra a Lei. 14E nós o ouvimos afirmar que Jesus Nazareno ia destruir este lugar e ia mudar os costumes que Moisés nos transmitiu”. 15Todos os que estavam sentados no sinédrio tinham os olhos fixos sobre Estêvão e viram seu rosto como o rosto de um anjo. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 118(119)

Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo.

1. Que os poderosos reunidos me condenem; / o que me importa é o vosso julgamento! / Minha alegria é a vossa Aliança, / meus conselheiros são os vossos mandamentos. – R.

2. Eu vos narrei a minha sorte e me atendestes, / ensinai-me, ó Senhor, vossa vontade! / Fazei-me conhecer vossos caminhos / e então meditarei vossos prodígios! – R.

3. Afastai-me do caminho da mentira / e dai-me a vossa lei como um presente! / Escolhi seguir a trilha da verdade, / diante de mim eu coloquei vossos preceitos. – R.

Evangelho: João 6,22-29

Aleluia, aleluia, aleluia.

O homem não vive somente de pão, / mas de toda Palavra da boca de Deus (Mt 4,4). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João – Depois que Jesus saciara os cinco mil homens, seus discípulos o viram andando sobre o mar. 22No dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar constatou que havia só uma barca e que Jesus não tinha subido para ela com os discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos. 23Entretanto, tinham chegado outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão depois de o Senhor ter dado graças. 24Quando a multidão viu que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus em Cafarnaum. 25Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” 26Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade eu vos digo, estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. 28Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” 29Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

As multidões vão à procura de Jesus do outro lado do lago. Ele vai ao encontro delas e, sem rodeios, lhes diz: “Eu lhes garanto: Vocês estão me procurando, não porque viram sinais, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos”. Acorrem ao milagreiro, não ao enviado de Deus. Tinham visto, de fato, a partilha abundante de pães e peixes, tanto que desejavam fazê-lo rei. Queriam ter alguém que, de maneira fácil, lhes desse comida e resolvesse sozinho o problema da fome da humanidade. Não é essa a missão de Jesus. Sua missão é convidar as pessoas a tomar uma decisão radical: “Esta é a obra de Deus: que vocês acreditem naquele que ele enviou”. Isso significa aderir a Jesus e à sua proposta de vida plena para todos.(Dia a dia com o Evangelho 2024)

FONTE: PAULUS

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3º Domingo da Páscoa

(branco, glória, creio – 3ª semana do saltério)

Aclamai a Deus, terra inteira, cantai salmos a seu nome, glorificai-o com louvores, aleluia (Sl 65,1s).

O Ressuscitado caminha conosco e manifesta-se como presença viva e real a cada um dos seus seguidores, fazendo brilhar em nós o esplendor de sua face. Abramos a inteligência para entendermos tudo o que Ele nos diz e deixemos que o amor de Deus se realize plenamente em nós pela celebração desta Eucaristia.

Primeira Leitura: Atos 3,13-15.17-19

Cristo ressuscitado, o Santo, o Justo, autor da vida e nosso eterno defensor junto ao Pai, convida-nos a ouvir e guardar sua Palavra, fonte de paz e de perdão.

Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, Pedro se dirigiu ao povo, dizendo: 13“O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos antepassados glorificou o seu servo Jesus. Vós o entregastes e o rejeitastes diante de Pilatos, que estava decidido a soltá-lo. 14Vós rejeitastes o Santo e o Justo e pedistes a libertação para um assassino. 15Vós matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos, e disso nós somos testemunhas. 17E agora, meus irmãos, eu sei que vós agistes por ignorância, assim como vossos chefes. 18Deus, porém, cumpriu desse modo o que havia anunciado pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo haveria de sofrer. 19Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam perdoados”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 4

Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face!

1. Quando eu chamo, respondei-me, ó meu Deus, minha justiça! † Vós que soubestes aliviar-me nos momentos de aflição, / atendei-me por piedade e escutai minha oração! – R.

2. Compreendei que nosso Deus faz maravilhas por seu servo / e que o Senhor me ouvirá quando lhe faço a minha prece! – R.

3. Muitos há que se perguntam: “Quem nos dá felicidade?” / Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face! – R.

4. Eu tranquilo vou deitar-me e na paz logo adormeço, / pois só vós, ó Senhor Deus, dais segurança à minha vida! – R.

Segunda Leitura: 1 João 2,1-5

Leitura da primeira carta de São João – 1Meus filhinhos, escrevo isto para que não pequeis. No entanto, se alguém pecar, temos junto do Pai um defensor: Jesus Cristo, o Justo. 2Ele é a vítima de expiação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos pecados do mundo inteiro. 3Para saber que o conhecemos, vejamos se guardamos os seus mandamentos. 4Quem diz: “Eu conheço a Deus”, mas não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele. 5Naquele, porém, que guarda a sua palavra, o amor de Deus é plenamente realizado. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Lucas 24,35-48

Aleluia, aleluia, aleluia.

Senhor Jesus, revelai-nos o sentido da Escritura, / fazei o nosso coração arder quando nos falardes (Lc 24,32). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 35os dois discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. 36Ainda estavam falando quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!” 37Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. 38Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados e por que tendes dúvidas no coração? 39Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. 40E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. 41Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” 42Deram-lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e comeu diante deles. 44Depois, disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. 45Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras 46e lhes disse: “Assim está escrito: ‘O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia, 47e no seu nome serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém’. 48Vós sereis testemunhas de tudo isso”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus ressuscitado continua aparecendo aos apóstolos e discípulos, no final do Evangelho de Lucas. A eles, ainda medrosos e cheios de dúvida, o Ressuscitado mostra os sinais da crucificação e come com eles, para removê-los da incredulidade. Jesus lhes diz: “Paz para vocês!”. É desejo de plenitude de vida. Assustam-se e pensam ver um espírito. A resposta: “Um espírito não tem carne nem ossos como vocês estão vendo que eu tenho”. As comunidades lucanas entenderam que o nosso Deus não é apenas um espírito, ou então um fantasma. O Ressuscitado tem carne e ossos e tem fome. É o Crucificado que permanece entre nós, com as marcas dos cravos. Não é um Deus “desencarnado”. As primeiras comunidades iniciaram sua caminhada na fé e no testemunho do Ressuscitado em meio a dúvidas e incertezas. Mas, aos poucos, foram crescendo e amadurecendo na fé e no compromisso. Crer e aderir ao Ressuscitado não é algo que acontece de forma mágica, de um dia para outro. É um processo que nos amadurece aos poucos, a partir da mesa da partilha. Na partilha do pão, Jesus é reconhecido. O Ressuscitado marca sua presença na comunidade reunida que celebra e partilha a Palavra e o pão; na família unida em torno da mesa; nos grupos organizados em defesa da vida; nas políticas públicas em prol da superação da fome e da miséria.(Dia a dia com o Evangelho 2024)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santo Hermenegildo, mártir

Os acontecimentos que cercam a vida de santo Hermenegildo são tão interessantes como um romance. Mas causaram muitas perplexidades entre os historiadores e hagiógrafos: alguns a contragosto reconhecem-lhe a santidade. A sua rebelião armada contra o pai não é de modo algum justificada por muitos. O desacordo começou logo com os primeiros quatro biógrafos: enquanto João, abade de Biclaro e depois bispo de Gerona, é hostil e santo Isidoro de Sevilha é ao menos perplexo, são Gregório de Tours oferece uma atenta narração e são Gregório Magno tece um verdadeiro panegírico. A verdade, como sempre, está no meio. O meio é praticamente este: Hermenegildo era filho de Leovigildo, que em 567 sucedeu a Atanagildo e foi o primeiro visigodo a ter a insígnia do título de rei e legado imperial na Espanha.

Os visigodos, que Clóvis havia definitivamente abandonado na Espanha, tinham abraçado o cristianismo, mas de forma herética, a ariana, que lhes foi proposta na segunda metade do século IV pelo bispo Ulfila. Os francos, seus vizinhos, porém, eram cristãos católicos. Por motivos políticos, os visigodos se uniam com eles em matrimônio. Também Hermenegildo, cuja mãe Teodósia era católica, recebera educação ariana, mas desposou uma princesa católica. Esta, Ingonda, era sobrinha da segunda mulher de Leovigildo, Goswinta, viúva de Atanagildo e ariana “revoltada”: a tradicional hostilidade entre católicos e arianos tinha compreensivelmente aumentado em Goswinta pelo fato de sua filha, tia de Ingonda, ter sido morta tragicamente pela mão de um príncipe “católico”.

Goswinta tentou em vão, por bem ou por mal, “converter” Ingonda: um dia, após haver duramente batido nela, despiu-a e arrastou-a a uma piscina para rebatizá-la, contra a sua vontade. Para fazer cessar as tensões, Leovigildo exilou o filho Hermenegildo para Sevilha. Aqui o jovem abraçou o catolicismo e, talvez com a aprovação de são Leandro, irmão de santo Isidoro, pôs em prática um plano de insurreição contra o pai, pedindo a ajuda dos bizantinos e suevos. Foi derrotado, porém, e se rendeu diante das garantias propostas pela mediação de seu irmão Recaredo.

Jogado ao cárcere de Valência e em Tarragona, aqui se desenvolveu o último ato do drama. No dia de Páscoa, 25 de março de 585, Hermenegildo recusou-se a receber a Comunhão das mãos de um bispo ariano mandado por seu pai. Por este motivo foi imediatamente executado. Dada essa circunstância, ele foi verdadeiro mártir. Pelas pressões de Filipe II, em 1586, Xisto V fixou a memória de santo Hermenegildo mártir a 13 de abril.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS