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Evangelho do dia

Segunda-feira da 20ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Ó Deus, nosso protetor, volvei para nós o vosso olhar e contemplai a face do vosso ungido, porque um dia em vosso templo vale mais que outros mil (Sl 83,10s).

Mesmo cercados por acontecimentos desfavoráveis, somos convidados a confiar naquele que nos diz: “Eu sou o Senhor Deus”. Abramos nosso espírito aos apelos divinos, que convidam todos a entrar no caminho da vida sem fim.

Primeira Leitura: Ezequiel 24,15-24

Leitura da profecia de Ezequiel – 15A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 16“Filho do homem, vou tirar de ti, por um mal súbito, o encanto de teus olhos. Mas não deverás lamentar-te nem chorar ou derramar lágrimas. 17Geme em silêncio, sem fazer o luto dos mortos. Põe o turbante na cabeça, calça as sandálias nos pés, sem encobrir a barba nem comer o pão dos enlutados”. 18Eu tinha falado ao povo pela manhã, e à tarde minha esposa morreu. Na manhã seguinte, fiz como me foi ordenado. 19Então, o povo perguntou-me: “Não nos vais explicar o que têm a ver conosco as coisas que tu fazes?” 20Eu respondi-lhes: “A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 21Fala à casa de Israel: Assim diz o Senhor Deus: Vou profanar o meu santuário, o objeto do vosso orgulho, o encanto de vossos olhos, o alento de vossas vidas. Os filhos e as filhas que lá deixastes tombarão pela espada. 22E fareis assim como eu fiz: não cobrireis a barba nem comereis o pão dos enlutados, 23levareis o turbante na cabeça, as sandálias nos pés, sem vos lamentar nem chorar. Definhareis por causa de vossas próprias culpas, gemendo uns para os outros. 24Ezequiel servirá para vós como sinal: fareis exatamente o que ele fez; quando isso acontecer, sabereis que eu sou o Senhor Deus”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: Dt 32

Esqueceram o Deus que os gerou.

1. Da rocha que te deu à luz te esqueceste, / do Deus que te gerou não te lembraste. / Vendo isso, o Senhor os desprezou, / aborrecido com seus filhos e suas filhas. – R.

2. E disse: “Esconderei deles meu rosto / e verei, então, o fim que eles terão, / pois tornaram-se um povo pervertido, / são filhos que não têm fidelidade. – R.

3. Com deuses falsos provocaram minha ira, / com ídolos vazios me irritaram; / vou provocá-los por aqueles que nem são um povo, / através de gente louca hei de irritá-los”. – R.

Evangelho: Mateus 19,16-22

Aleluia, aleluia, aleluia.

Felizes os humildes de espírito, / porque deles é o Reino dos céus (Mt 5,3). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 16alguém aproximou-se de Jesus e disse: “Mestre, o que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” 17Jesus respondeu: “Por que tu me perguntas sobre o que é bom? Um só é o Bom. Se tu queres entrar na vida, observa os mandamentos”. 18O homem perguntou: “Quais mandamentos?” Jesus respondeu: “Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, 19honra teu pai e tua mãe e ama teu próximo como a ti mesmo”. 20O jovem disse a Jesus: “Tenho observado todas essas coisas. O que ainda me falta?” 21Jesus respondeu: “e tu queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. 22Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Conhecer os mandamentos é importante. Mas é necessário bem mais. O jovem que se aproxima de Jesus é alguém cumpridor dos preceitos, uma pessoa de coração bom e de boas intenções. Contudo, ainda apegado às coisas efêmeras. Ele pode ser o retrato da comunidade, que, embora bem intencionada, ainda não se deu conta de que o seguimento a Jesus implica radicalidade, isto é, os bens são importantes; porém, o Bem maior é Jesus mesmo. Ele é a nossa segurança. O pensamento de Santo Óscar Romero é ilustrativo nesse sentido: “Quantos hão que não dizem ser cristãos, porque não têm fé. Têm mais fé no seu dinheiro e em suas coisas do que no Deus que criou tudo”.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Assunção de Nossa Senhora

Maria aparece pela última vez nos escritos do Novo Testamento no primeiro capítulo dos Atos dos Apóstolos: ela está no meio dos apóstolos, em oração no cenáculo, aguardando a descida do Espírito Santo. À concisão dos textos inspirados opõe-se a abundância das informações acerca de Nossa Senhora nos escritos apócrifos, espe-cialmente o Protoevangelho de Tiago e a Narração de são João, o teólogo, sobre a dormitio (passagem da santa Mãe de Deus). O termo dormitio é o mais antigo que se refere ao desfecho da vida terrena de Maria. Esta celebração foi decretada no Oriente no século VII, com decreto do imperador bizantino Maurício. No mesmo século a festa da Dormitio (= passagem para a outra vida) foi introduzida também em Roma por papa oriental, Sérgio I. Mas passou-se um século antes que o termo dormitio cedesse o lugar ao mais explícito de Assunção.

A definição dogmática, proclamada por Pio XII em 1950, declarando que Maria não precisou aguardar, como as outras criaturas, o fim dos tempos para obter também a ressurreição corpórea, quis pôr em evidência o caráter único da sua santificação pessoal, pois o pecado nunca ofuscou, nem por um instante, o brilho de sua alma. A união definitiva, espiritual e corporal do homem com Cristo glo-rioso, é a fase final e eterna da redenção. Assim os santos, que já têm a visão beatífica, estão de certo modo aguardando a plenitude final da redenção, que em Maria já se dera com a singular graça da preservação do pecado.

À luz desta doutrina que tem seu fundamento na Sagrada Escritura, o Protoevangelho, referindo-se ao primeiro anúncio da salvação messiânica dado por Deus aos nossos progenitores após a culpa, apresenta Maria como a nova Eva, intimamente unida com o novo Adão, Jesus. Jesus e Maria estão realmente associados na dor e no amor para expiarem a culpa dos nossos progenitores. Maria é, portanto, não só Mãe do Redentor, mas também sua cooperadora, a ele intimamente unida na luta e na vitória decisiva. Essa união íntima requer que também Maria triunfe, como Jesus, não somente sobre o pecado, mas também sobre a morte, os dois inimigos do gênero humano. Como a redenção de Cristo tem a sua conclusão com a ressurreição do corpo, também a vitória de Maria sobre o pecado, com a Imaculada Conceição, devia ser completa com a vitória sobre a morte mediante a glorificação do corpo, com a Assunção, pois a plenitude da salvação cristã é a participação do corpo na glória celeste.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

20° Domingo do Tempo Comum

(verde, glória, creio – 4ª semana do saltério)

Ó Deus, nosso protetor, volvei para nós o vosso olhar e contemplai a face do vosso ungido, porque um dia em vosso templo vale mais que outros mil (Sl 83,10s).

Cristo, que foi até as últimas consequências em sua opção pela vida, nos convida a uma decisão em favor do seu Evangelho. Nossa fidelidade a ele pode provocar conflitos, mas também nos dá forças para perseverar no combate contra o antirreino. Celebremos a vocação para a vida em família, com atenção especial aos pais, neste seu dia.

Primeira Leitura: Jeremias 38,4-6.8-10

Leitura do livro do profeta Jeremias – Naqueles dias, 4disseram os príncipes ao rei: “Pedimos que seja morto este homem; ele anda com habilidade lançando o desânimo entre os combatentes que restaram na cidade e sobre todo o povo, dizendo semelhantes palavras; esse homem, portanto, não se propõe o bem-estar do povo, mas sim a desgraça”. 5Disse o rei Sedecias: “Ele está em vossas mãos; o rei nada vos poderá negar”. 6Agarraram então Jeremias e lançaram-no na cisterna de Melquias, filho do rei, que havia no pátio da guarda, fazendo-o descer por meio de cordas. Na cisterna não havia água, somente lama; e, assim, ia-se Jeremias afundando na lama. 8Ebed-Melec saiu da casa do rei e veio ter com ele, e falou-lhe: 9“Ó rei, meu senhor, muito mal procederam esses homens em tudo o que fizeram contra o profeta Jeremias, lançando-o na cisterna para aí morrer de fome; não há mais pão na cidade”. 10O rei deu, então, esta ordem ao etíope Ebed-Melec: “Leva contigo trinta homens e tira da cisterna o profeta Jeremias, antes que morra”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 39(40)

Socorrei-me, ó Senhor, vinde logo em meu auxílio!

1. Esperando, esperei no Senhor, / e, inclinando-se, ouviu meu clamor. – R.

2. Retirou-me da cova da morte / e de um charco de lodo e de lama. / Colocou os meus pés sobre a rocha, / devolveu a firmeza a meus passos. – R.

3. Canto novo ele pôs em meus lábios, / um poema em louvor ao Senhor. / Muitos vejam, respeitem, adorem / e esperem em Deus, confiantes. – R.

4. Eu sou pobre, infeliz, desvalido, † porém guarda o Senhor minha vida / e por mim se desdobra em carinho. / Vós me sois salvação e auxílio: / vinde logo, Senhor, não tardeis! – R.

Segunda Leitura: Hebreus 12,1-4

Leitura da carta aos Hebreus – Irmãos, 1rodeados como estamos por tamanha multidão de testemunhas, deixemos de lado o que nos pesa e o pecado que nos envolve. Empenhemo-nos com perseverança no combate que nos é proposto, 2com os olhos fixos em Jesus, que em nós começa e completa a obra da fé. Em vista da alegria que lhe foi proposta, suportou a cruz, não se importando com a infâmia, e assentou-se à direita do trono de Deus. 3Pensai, pois, naquele que enfrentou uma tal oposição por parte dos pecadores, para que não vos deixeis abater pelo desânimo. 4Vós ainda não resististes até o sangue na vossa luta contra o pecado. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Lucas 12,49-53

Aleluia, aleluia, aleluia.

Minhas ovelhas escutam minha voz, / minha voz estão elas a escutar; / eu conheço, então, minhas ovelhas, / que me seguem, comigo a caminhar (Jo 10,27). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 49“Eu vim para lançar fogo sobre a terra e como gostaria que já estivesse aceso! 50Devo receber um batismo e como estou ansioso até que isso se cumpra! 51Vós pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer divisão. 52Pois, daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas e duas contra três; 53ficarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

A linguagem do texto do Evangelho é um pouco provocadora e enigmática. O fogo que Jesus traz não é fogo destruidor, mas o fogo do Espírito Santo, com sua força purificadora e inovadora. Sua mensagem arde no coração das pessoas que optam por ele, transformando-as em novas criaturas. No Pentecostes, o Espírito pousou em forma de línguas de fogo sobre as pessoas presentes na sala, fogo que não se apagará e continuará ardendo ao longo dos tempos. O batismo de que fala Jesus é sua morte e glorificação, pleno cumprimento de sua obra de salvação. O fogo do Espírito infundirá vida e dinamismo nos seguidores de Jesus, que vão continuar o que ele começou. A mensagem do Evangelho é uma provocação, ou seja, a vida do cristão não é um mar de rosas, um refúgio cômodo para pessoas medrosas e tímidas. O cristão é chamado a viver a decisão de seguir Jesus até a cruz. O projeto de Jesus, selado com seu sangue na cruz, vem abalar os fundamentos da sociedade injusta. O Mestre não veio trazer divisão, mas a opção por ele é que pode provocar conflito na comunidade e até na família. Jesus rompe com a falsa paz da propalada “ordem estabelecida”. Quem aceita a novidade do Reino de Deus, assume a prática do amor, tão revolucionária que acaba provocando divisões.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santo Estanislau Kostka, religioso

São extraordinários os pontos de convergência do jovem santo polonês com o contemporâneo Luís Gonzaga. Também Estanislau provinha de família nobre e poderosa. Conservou a mesma pureza em uma sociedade frívola e dada aos prazeres e com surpreendente coragem privou-se dela para corresponder à própria vocação. Passou a fazer parte da mesma ordem religiosa, a Companhia de Jesus, fundada havia pouco. Quando santo Inácio morreu, em 1556, Estanislau contava seis anos. O segundo filho da rica família dos Kostka teve da mãe boa formação religiosa e muito depressa chegaram os frutos. Com a idade de 13 anos Estanislau foi mandado, junto com o irmão mais velho, Paulo, e um preceptor, para completar seus estudos em Viena, na escola dos jesuítas.

Precisamente naquele tempo o imperador da Áustria, começando uma série de abusos contra a batalhadora Companhia de Jesus, havia requisitado o prédio usado para colégio de jovens que provinham de longe. Os estudantes tiveram de recorrer a pensões. Longe da vigilância dos seus mestres, os jovens eram presas fáceis da tentação. Mas enquanto Paulo, seguindo o mau exemplo do jovem preceptor, começou a frequentar as más companhias e a viver na dissipação, Estanislau manteve-se devoto e diligente, empregando o tempo livre em estudos e em frequentes visitas à igreja. O irmão caçoava dele. Estanislau caiu doente e sua vida correu sério perigo. Seus biógrafos contam que ele tinha um enorme desejo de receber a eucaristia e que foi prodigiosamente ouvido pela visita de dois anjos.

Nesta circunstância, amadureceu no jovem o propósito de entrar na Companhia de Jesus. Para prevenir-se da oposição do pai, dirigiu-se diretamente ao provincial dos jesuítas, são Pedro Canísio; depois, driblando a vigilância do irmão e do preceptor com hábil disfarce, deixou Viena de madrugada à procura de Dillingen. A reação do pai foi mais violenta do que se esperava: ameaçou até de expulsar todos os jesuítas da Polônia se Estanislau não voltasse ao lar. Mas o jovem foi irredutível. Aos 17 anos foi mandado a Roma para completar o período de noviciado e os estudos de filosofia no Colégio Romano. Sua vida corria sobre os trilhos do sério empenho no estudo e na devoção. Autêntico devoto de Nossa Senhora, prognosticou que morreria jovem num dia dedicado a Maria Santíssima. Morreu com 18 anos em 1568 no dia da Assunção, como havia predito.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Sábado da 19ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Considerai, Senhor, vossa Aliança e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa e não desprezeis o clamor de quem vos busca (Sl 73,20.19.22s).

A liturgia nos exorta: “Afastai-vos de todos os pecados que praticais. Criai para vós um coração novo e um espírito novo”. Renovemos nossa disposição para trilhar com retidão os caminhos do Reino de Deus.

Primeira Leitura: Ezequiel 18,1-10.13.30-32

Leitura da profecia de Ezequiel – 1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2“Que provérbio é este que andais repetindo em Israel: ‘Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos ficaram embotados’? 3Juro por minha vida – oráculo do Senhor Deus -, já não haverá quem repita esse provérbio em Israel. 4Todas as vidas me pertencem. Tanto a vida do pai como a vida do filho são minhas. Aquele que pecar é que deve morrer. 5Se um homem é justo e pratica o direito e a justiça, 6não participa de refeições rituais sobre os montes, não levanta os olhos para os ídolos da casa de Israel, não desonra a mulher do próximo nem se aproxima da mulher menstruada; 7se não oprime ninguém, devolve o penhor devido, não pratica roubos, dá alimento ao faminto e cobre de vestes o que está nu; 8se não empresta com usura nem cobra juros, afasta sua mão da injustiça e julga imparcialmente entre homem e mulher; 9se vive conforme as minhas leis e guarda os meus preceitos, praticando-os fielmente, tal homem é justo e, com certeza, viverá – oráculo do Senhor Deus. 10Mas, se tiver um filho violento e assassino, que pratica uma dessas ações, 13porque fez todas essas coisas abomináveis, com certeza morrerá; ele é responsável pela sua própria morte. 30Pois bem, vou julgar cada um de vós, ó casa de Israel, segundo a sua conduta – oráculo do Senhor Deus. Arrependei-vos, convertei-vos de todas as vossas transgressões, a fim de não terdes ocasião de cair em pecado. 31Afastai-vos de todos os pecados que praticais. Criai para vós um coração novo e um espírito novo. Por que haveis de morrer, ó casa de Israel? 32Pois eu não sinto prazer na morte de ninguém – oráculo do Senhor Deus. Convertei-vos e vivereis!” – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 50(51)

Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro!

1. Criai em mim um coração que seja puro, / dai-me de novo um espírito decidido. / Ó Senhor, não me afasteis de vossa face / nem retireis de mim o vosso Santo Espírito! – R.

2. Dai-me de novo a alegria de ser salvo / e confirmai-me com espírito generoso! / Ensinarei vosso caminho aos pecadores, / e para vós se voltarão os transviados. – R.

3. Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, / e, se oferto um holocausto, o rejeitais. / Meu sacrifício é minha alma penitente, / não desprezeis um coração arrependido! – R.

Evangelho: Mateus 19,13-15

Aleluia, aleluia, aleluia.

Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, / pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, / escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 13levaram crianças a Jesus, para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreendiam. 14Então Jesus disse: “Deixai as crianças e não as proibais de virem a mim, porque delas é o Reino dos céus”. 15E depois de impor as mãos sobre elas, Jesus partiu dali. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Dom Helder Camara certa vez disse: “Gostaria de óculos que nos permitissem ver tudo em volta com os olhos inocentes das criancinhas”. A inocência das crianças é um convite para experimentarmos a vida com mais autenticidade e simplicidade. A atitude dos discípulos de impedir que as crianças se aproximem de Jesus revela que eles ainda não entenderam que o seguimento ao Mestre requer partir sempre do pequeno e evitar toda e qualquer mentalidade de grandeza. O Reino de Deus é de bênçãos. Impor as mãos é gesto da proteção de Deus. E nós somos portadores da bênção. A ninguém devemos negá-la. A comunidade jamais deve ser alfândega que complica ou impede as pessoas do acesso ao sagrado.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santos Ponciano e Hipólito, papa e presbítero, mártires

Ponciano, da antiga e nobre família dos Calpurni, foi eleito papa em 230, durante o império do manso e sábio Alexandre Severo, cuja tolerância a respeito de religião permitiu à Igreja reorganizar-se. Mas precisamente nesta trégua de paz foi que aconteceu na Igreja de Roma a primeira funesta cisão que contrapôs ao legítimo pontífice um antipapa, na pessoa de Hipólito, restituído por um provencial martírio à unidade e à santidade. Hipólito, sacerdote culto e austero, pouco inclinado ao perdão e temeroso que em toda reforma houvesse erro, chegou a acusar de heresia o próprio pontífice são Zeferino e o diácono Calisto, e quando este último foi eleito papa em 217, rebelou-se.

Manteve-se no cisma também durante o pontificado de santo Urbano II e de são Ponciano. Enquanto isso o imperador Alexandre Severo era assassinado por seus legionários na Alemanha e lhe sucedia Maximiano, que foi desenterrar os antigos editos de perseguição referentes aos cristãos. Encontrando-se diante de uma Igreja com dois chefes, sem titubear mandou ambos para os trabalhos forçados numa mina da Sardenha. Ponciano foi o primeiro papa a ser deportado. Era fato novo que se verificava na Igreja e Ponciano soube resolvê-lo com sabedoria e humildade: para que os cristãos não ficassem privados do seu pastor, renunciou ao pontificado.

Para lhe suceder veio o grego Antero, que governou a Igreja por quarenta dias apenas. O gesto generoso de Ponciano deve ter comovido o intransigente Hipólito, que morreu de fato reconciliado com a Igreja em 235. Segundo uma epígrafe ditada pelo papa Dâmaso, Hipólito, embora obstinado no cisma por mal-entendido zelo, na hora da prova, “no tempo em que a espada cortava as vísceras da santa Mãe Igreja, fiel a Cristo, ele caminhou para o reino dos santos”. Aos sequazes, que lhe perguntavam qual o pastor que deviam seguir, indicou o legítimo papa como o único guia e “por essa profissão de fé mereceu ser nosso mártir”. Por outro lado, recentes estudos nos levariam a distinguir três personagens distintas: um Hipólito, bispo e escritor, um Hipólito, mártir romano, e um terceiro, autor de ensaios filosóficos, que pode ser identificado com o antipapa em oposição a Calisto e a Ponciano. Os corpos dos dois mártires, transportados com grande honra, foram sepultados em Roma: Hipólito na via Tiburtina e Ponciano nas catacumbas de são Calisto.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Sexta-feira da 19ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Considerai, Senhor, vossa Aliança e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa e não desprezeis o clamor de quem vos busca (Sl 73,20.19.22s).

A liturgia ressalta o amor carinhoso de Deus para com seu povo, muitas vezes infiel. O Senhor sempre renova sua Aliança eterna conosco e nos convida à mesma fidelidade. Prestemos atenção nos sinais do amor de Deus por nós.

Primeira Leitura: Ezequiel 16,1-15.60.63

Leitura da profecia de Ezequiel – 1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2″Filho do homem, mostra a Jerusalém suas abominações. 3Dirás: Assim fala o Senhor Deus a Jerusalém: Por tua origem e nascimento, és do país de Canaã. Teu pai era um amorreu e tua mãe uma hitita. 4E como foi o teu nascimento? Quando nasceste, não te cortaram o cordão umbilical, não foste banhada em água, nem esfregada com salmoura, nem envolvida em faixas. 5Ninguém teve dó de ti nem te prestou algum desses serviços por compaixão. Ao contrário, no dia em que nasceste, eles te deixaram exposta em campo aberto, porque desprezavam a tua vida. 6Então, eu passei junto de ti e vi que te debatias no próprio sangue. E, enquanto estavas em teu sangue, eu te disse: Vive! 7Eu te fiz crescer exuberante como planta silvestre. Tu cresceste e te desenvolveste, e chegaste à puberdade. Teus seios se firmaram e os pelos cresceram; mas estavas inteiramente nua. 8Passando junto de ti, percebi que tinhas chegado à idade do amor. Estendi meu manto sobre ti para cobrir tua nudez. Fiz um juramento, estabelecendo uma aliança contigo – oráculo do Senhor -, e tu foste minha. 9Banhei-te na água, limpei-te do sangue e ungi-te com perfume. 10Eu te revesti de roupas bordadas, calcei-te com sandálias de fino couro, cingi-te de linho e te cobri de seda. 11Eu te enfeitei de joias, coloquei braceletes em teus braços e um colar no pescoço. 12Eu te pus um anel no nariz, brincos nas orelhas e uma coroa magnífica na cabeça. 13Estavas enfeitada de ouro e prata, tuas vestimentas eram de linho finíssimo, de seda e de bordados. Eu te nutria com flor de farinha, mel e óleo. Ficaste cada vez mais bela e chegaste à realeza. 14Tua fama se espalhou entre as nações por causa de tua beleza perfeita, devido ao esplendor com que te cobri – oráculo do Senhor. Mas puseste tua confiança na beleza e te prostituíste graças à tua fama. E sem pudor te oferecias a qualquer passante. 60Eu, porém, me lembrarei de minha aliança contigo, quando ainda eras jovem, e vou estabelecer contigo uma aliança eterna. 63É para que te recordes e te envergonhes, e na tua confusão não abras mais a boca, quando eu te houver perdoado tudo o que fizeste – oráculo do Senhor Deus”. – Palavra do Senhor.

Leitura opcional: Ezequiel 16,59-63.

Salmo Responsorial: Is 12

Acalmou-se a vossa ira e enfim me consolastes.

1. Eis o Deus, meu salvador, eu confio e nada temo; † o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. / Com alegria bebereis no manancial da salvação / e direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor, † invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, / dentre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime. – R.

2. Louvai, cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, / publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! / Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, / porque é grande em vosso meio o Deus santo de Israel!” – R.

Evangelho: Mateus 19,3-12

Aleluia, aleluia, aleluia.

Acolhei a Palavra de Deus não como palavra humana, / mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade! (1Ts 2,13) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 3alguns fariseus aproximaram-se de Jesus e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?” 4Jesus respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início, os fez homem e mulher? 5E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? 6De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. 7Os fariseus perguntaram: “Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” 8Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. 9Por isso eu vos digo, quem despedir a sua mulher – a não ser em caso de união ilegítima – e se casar com outra comete adultério”. 10Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”. 11Jesus respondeu: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. 12Com efeito, existem homens incapazes para o casamento porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos céus. Quem puder entender, entenda”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Quando se fala de amor, não há espaço para rigidez da lei. Os fariseus queriam oportunidade para ver se Jesus seria permissivo ou restritivo. Porém, o Mestre, que conhece as artimanhas do pensamento do grupo, recorda-lhes o princípio da unidade, da fraternidade, projeto inicial do Criador: “uma só carne”. O problema, na verdade, é “a dureza do coração”. Um coração duro e uma mente orgulhosa destroem o amor. Matrimônio e celibato são dons e, como tais, geram o dinamismo na comunidade. Jamais a ruptura. Onde há amor não há desistência. Há completude, há inteireza. É assim que Jesus nos quer. O contrário é submissão e desintegração dos laços. “O que Deus uniu, o homem não separe” refere-se aos vínculos mais profundos e sagrados. A lei, ao contrário, age na frieza.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santa Beatriz, fundadora

De nobilíssima família portuguesa, filha do sr. Rui Gomes da Silva e de dona Isabel de Menezes, nasceu Beatriz em 1424, educada desde pequena no exercício das virtudes cristãs; em sua formação espiritual tiveram muita influência os franciscanos e as controvérsias sobre o dogma da Imaculada Conceição. “Era formosíssima, prudente, afável, inteligente, composta e de muita gentileza, devotíssima da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, a quem sempre invocou como sua advogada e padroeira”, diz uma biógrafa da Santa.

Isabel, Infanta de Portugal, tornada rainha de Castela, escolheu Beatriz para sua primeira dama de honra. No luxo e no fausto, bem como em meio à leviandade da vida na corte, manteve o seu coração fiel ao propósito de amar só a Deus, embora não fosse indiferente ao calor humano dos que a rodeavam.

Invejada pela rainha, esta tentou eliminá-la da corte trancando-a dentro de um grande cofre ou arca que lhe serviria de túmulo. Obrigada pelas circunstâncias, a rainha teve de soltá-la, encontrando-a viva ainda, depois de 3 ou 4 dias. Esses dias foram para ela, dentro daquele cofre, dias de riqueza espiritual em revelações, visões, meditações e sérias reflexões e propósitos. Uma vez libertada, demite-se do serviço real e parte para Toledo; dirigiu-se ao antigo convento de São Domingos de Silos, onde permaneceu, não como freira, mas como pensionista. E como a formosura do seu rosto foi a causa de tantas discórdias na corte, cobriu sua face com um véu branco durante o resto da vida.

Trinta anos se passaram, e Beatriz esperava a hora da realização do que a Virgem Maria lhe dissera em uma visão, quando estava no cofre: que ela fundaria uma Ordem religiosa em honra da Imaculada Conceição. Nesses trinta anos, sua fé se consolidou e se aperfeiçoou. Sua esperança firmou-se somente em Deus, como uma rocha inabalável, e assim se preparou longamente para executar os planos divinos.

Certo dia Beatriz foi visitada por Isabel, a Católica, filha daquela rainha que tentara matar Beatriz; comunicando-lhe esta a sua intenção de fundar uma casa religiosa dedicada ao culto da Imaculada Conceição, a rainha se prontificou a ajudar sua prima e logo lhe ofereceu o palácio ao lado da igreja de santa Fé. Beatriz reconheceu a “hora da Providência”. Surgiu assim o primeiro mosteiro da Ordem da Imaculada Conceição. Beatriz levou consigo 12 jovens.

Beatriz compôs uma Regra e enviou-a a Roma para ser aprovada. O papa Inocêncio VIII prometeu aprová-la, porém mandou que, enquanto isso, observasse uma regra já aprovada. Foi escolhida a de Cister. A Bula de aprovação da Ordem chegou às mãos de Beatriz de maneira miraculosa, por intervenção de são Rafael arcanjo, por quem ela possuía muita devoção. A tomada de hábito de Beatriz com suas doze companheiras foi marcada pelo bispo diocesano para o dia 9 de agosto. Dez dias antes, Nossa Senhora apareceu a Beatriz e lhe comunicou que morreria na hora de realizar o sonho acalentado há tantos anos. Assim ela preparou a terra e lançou a semente que germinaria pelos séculos afora.

Beatriz faleceu no dia marcado para a tomada de hábito; como ela adoecera antes, pediu o hábito e o bispo lho concedeu. Muitos dos convidados para a festa da profissão puderam ver os resplendores que cercaram Beatriz morta. Oito dias após esta data, as 12 noviças fizeram profissão religiosa, por determinação do provincial dos franciscanos, frei João de Tolosa, e elegeram Filipa da Silva, sobrinha de santa Beatriz, para primeira abadessa.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santa Clara, virgem

Em 1225, o ano que precedeu sua morte, Francisco de Assis, doente e quase cego, batera na porta do convento de são Damião, onde há muito tempo irmã Clara aguardava a consolação de sua visita, e pediu para ser hospedado. Para respeitar a clausura quis ser acomodado na terra nua numa cabana de palha, no quintal. Foi aí que o trovador de Deus transbordou sua alma na oração de reconhecimento ao Senhor com o Cântico do Irmão Sol, o mais belo hino à alegria.

Com este gesto Francisco parece ter querido brindar a mais fiel e entusiasta intérprete do seu ideal ascético, pelo qual Clara, cujos familiares eram contrários à sua escolha, teve de fugir de casa aos dezenove anos. A belíssima menina, nascida em 1193 em Assis, de família rica, com rara audácia apresentou-se na noite de 18 de março de 1212, na humilde igrejinha de Santa Maria dos Anjos, aos pés do monte sobre o qual surge Assis, onde a aguardavam Francisco e seus frades. O santo cortou-lhe a cabeleira com seus longos cachos e lhe deu para vestir o grosseiro hábito de lã crua, fazendo-a pronunciar os votos de pobreza, castidade e obediência.

Em seguida Clara foi levada a um mosteiro beneditino, do qual mais tarde Francisco a tirou para conduzi-la ao paupérrimo convento de são Damião, destinado às monjas da Ordem Segunda franciscana. Abandonando a rica morada, também a mãe e as irmãs de Clara, Ortolana e Beatriz, ingressaram mais tarde no austero convento. A resposta da jovem Clara ao ideal franciscano de pobreza foi total. Para estar em consonância com o mestre pediu e obteve o “privilégio da pobreza” que a privava também da possibilidade de ter qualquer coisa de seu. Na morte de Francisco, em 1226, obteve que seu corpo fosse introduzido na clausura para que as monjas pudessem contemplar-lhe o rosto. Mas Clara teve o singular privilégio de ver projetadas nas paredes da pequena cela sem enfeites as imagens do santo e os ritos das solenes funções que se desenvol-viam em Santa Maria dos Anjos.

Por estas prodigiosas visões, Clara teve o título de protetora da televisão. Clara viveu 27 anos após a morte de Francisco. Um enviado do papa Inocêncio IV levou a demorada e aguardada bula de aprovação do privilégio da pobreza a Clara na manhã de 11 de agosto de 1253, poucos instantes antes que a santa deixasse esta vida. Dois anos após foi canonizada.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Quinta-feira da 19ª semana do Tempo Comum

SANTA CLARA

VIRGEM E FUNDADORA

(branco, pref. comum, ou das virgens, – ofício da memória)

Estes são os santos que receberam a bênção do Senhor e a misericórdia de Deus, seu salvador. É a geração dos que buscam a Deus (Sl 23,5s).

Clara nasceu na Itália em 1194 e lá faleceu em 1253. De família nobre e cristã, bem cedo sentiu-se atraída pelo ideal de pobreza de Francisco de Assis. Fundadora da fraternidade feminina conhecida como Clarissas, transformou em apostolado do sofrimento seus longos anos de enfermidade. A seu exemplo, procuremos trilhar o caminho do despojamento e da humildade.

Primeira Leitura: Ezequiel 12,1-12

Leitura da profecia de Ezequiel – 1A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 2″Filho do homem, estás morando no meio de um povo rebelde. Eles têm olhos para ver e não veem, ouvidos para ouvir e não ouvem, pois são um povo rebelde. 3Quanto a ti, Filho do homem, prepara para ti uma bagagem de exilado, em pleno dia, à vista deles. Emigrarás do lugar onde estás, à vista deles, para outro lugar. Talvez percebam que são um povo rebelde. 4Deverás tirar a bagagem em pleno dia, à vista deles, como se fosse a bagagem de um exilado. Mas deverás sair à tarde, à vista deles, como quem vai para o exílio. 5À vista deles deverás cavar para ti um buraco no muro, pelo qual sairás; 6deverás carregar a bagagem nas costas e retirá-la no escuro. Deverás cobrir a face para não ver o país, pois eu fiz de ti um sinal para a casa de Israel”. 7Eu fiz assim como me foi ordenado. Tirei a bagagem durante o dia, como se fosse a bagagem de exilado; à tarde, abri com a mão um buraco no muro. Saí ao escuro, carregando a bagagem às costas, diante deles. 8De manhã, a palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: 9″Filho do homem, não te perguntaram os da casa de Israel, essa gente rebelde, o que estavas fazendo? 10Dize-lhes: Assim fala o Senhor Deus: Este oráculo refere-se ao príncipe de Jerusalém e a toda a casa de Israel que está na cidade. 11Dize: Eu sou um sinal para vós. Assim como eu fiz, assim será feito com eles: irão cativos para o exílio. 12O príncipe que está no meio deles levará a bagagem às costas e sairá ao escuro. Farão no muro um buraco para sair por ele. O príncipe cobrirá o rosto para não ver com seus olhos o país”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 77(78)

Das obras do Senhor não se esqueçam.

1. Mesmo assim, eles tentaram o Altíssimo, / recusando-se a guardar os seus preceitos. / Como seus pais, se transviaram e o traíram / como um arco enganador que volta atrás. – R.

2. Irritaram-no com seus lugares altos, / provocaram-lhe o ciúme com seus ídolos. / Deus ouviu e enfureceu-se contra eles, / e repeliu com violência a Israel. – R.

3. Entregou a sua arca ao cativeiro / e às mãos do inimigo a sua glória; / fez perecer seu povo eleito pela espada / e contra a sua herança enfureceu-se. – R.

Evangelho: Mateus 18,21-19,1

Aleluia, aleluia, aleluia.

Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo / e ensinai-me vossas leis e mandamentos! (Sl 118,135) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o Reino dos céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo!’ 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida porque tu me suplicaste. 33Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão. – Palavra da salvação.

Reflexão:

A matemática do perdão no seio da comunidade é de número incalculável. Deus perdoa sempre, e nós também devemos perdoar. A oração do Pai-nosso é a expressão firme do perdão mútuo: “perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tem ofendido”. Pode ser que, às vezes, cheguemos a pensar que uns merecem menos misericórdia que outros. A parábola do Evangelho de hoje nos mostra que Deus é misericordioso e paciente conosco. Se ele tem paciência para nossas faltas, fraquezas e quedas, nós também deveríamos ser sensíveis às fraquezas dos outros. Quem está na escola do Mestre e ainda guarda ódio e mágoas no coração, além de não ter aprendido nada, também não percebeu que atitudes mesquinhas levam a comunidade ao fracasso. Perdoar não é fácil. Por isso é uma atitude corajosa e libertadora. E, por isso, é bom pedir todos os dias a graça ao Senhor de saber perdoar, e perdoar com qualidade. O papa Francisco tem afirmado: “Quem não perdoa não é cristão”.(Dia a dia com o Evangelho 2022)

FONTE: PAULUS