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Não falar da vida eterna é um erro: uma tentação deste mundo de imediatismos

A finalidade das teorias materialistas que seduzem a muitos até dentro das Igrejas e das famílias cristãs é a extinção da santidade dos cristãos

Não falar da vida eterna é um erro: uma tentação deste mundo de imediatismos. Este lembrete foi reforçado pelo pe. Marcio Arielton, via rede social.

O sacerdote escreveu:

“Continuar vivendo no planeta Terra não significa salvar-se! Salvação e Vida Plena são realidades que só alcançamos por meio de Jesus Cristo. O papa Francisco, em seu pontificado, por diversas vezes alerta aos cristãos que não falar da vida eterna, da beleza da eternidade, é um erro, uma tentação diante deste mundo de imediatismos e fuga da transcendência.

A busca da justiça, do direito e da paz, não deve ofuscar o principal chamamento de Jesus para a humanidade: ‘Convertei-vos e crede no Evangelho’; pelo contrário, as sementes do Reino que espalhamos com as pequenas e grandes ações sócio-transformadoras devem apontar para o fim último de toda a criação do universo: o Juízo Final e o Reinado Eterno da Santíssima Trindade ‘sobre tudo aquilo que foi criado, o que há no céus e o que existe sobre a terra, o visível e também o invisível’.

Por isso as teorias e ideologias materialistas, que se apresentam sob tantas formas e máscaras, oferecem aos crentes o grande risco de esquecerem-se da sua vocação mais sublime, que o Concílio Vaticano II nos apresenta na constituição dogmática Lumen Gentium (39-42): a vocação universal à santidade”.

Não falar da vida eterna é um erro

O padre prosseguiu:

“Voltemos nossos olhares e atenção a este assunto tão pertinente. A finalidade das teorias materialistas que seduzem a muitos até dentro das Igrejas e das famílias cristãs é a extinção do espírito das virtudes da fé, esperança e caridade no seu ápice: a santidade dos cristãos.

A ótica do olhar amoroso de Deus

“Também se faz necessário que o seguidor de Jesus cuide de nutrir cotidianamente o seu encontro e vivência com o Senhor, que se traduz em intimidade, na vida de oração e conhecimento de Cristo e da fé. A consequência operante e constante desta experiência de encontro transformativo com o Senhor é percebida no discípulo que se lança numa verdadeira atuação nas realidades do mundo, onde o cristão passa a escolher, andar e transformar as realidades que toca – não mais a partir de si mesmo, como experiência de troca egoísta, mas a partir do critério de Jesus Cristo. Sob a ótica do olhar amoroso de Deus, esta atuação se traduz em agir nas diversas periferias existenciais deste mundo, tendo como pano de fundo o testemunho, ou seja, a vivência, na própria vida, do martírio: homens e mulheres que se tornam sacrifícios vivos de louvor, hóstias agradáveis oferecidas no altar do cotidiano, agindo e vivendo entre os homens deste tempo na justiça e santidade.

Somos chamados a viver com o pés no chão, mas com os ‘corações ao alto’, sabendo que a finalidade de todas as nossas orações, trabalhos, alegrias e sofrimentos é a Vida Eterna. Este tema é tão caro ao anúncio de Jesus Cristo que o Papa Francisco faz questão de nos recordar a sua grande importância e necessidade e as tristes consequências que a omissão da pregação da Vida Eterna tem ocasionado hoje: ‘É justamente o fechamento dos horizontes transcendentes, o fechar-se em si mesmo, o apego quase exclusivo ao presente, esquecendo ou censurando as dimensões do passado e, sobretudo, do futuro, sentido especialmente pelos jovens como obscuro e cheio de incertezas. O futuro além da morte aparece, nesse contexto, inevitavelmente ainda mais distante, indecifrável ou completamente inexistente’”.

Nosso fim não é aqui, mas já podemos avistá-lo

“Portanto, no meio das estradas desta vida, apontemos aos peregrinos, muitas vezes perdidos nos desertos da existência humana na difícil peregrinação terrestre, o caminho do Céu, a Terra Prometida. O fim último de nossa existência ainda não é aqui, mas aqui já podemos avistá-lo. Para alcançá-lo, olhemos para Cristo, meta de todas as aspirações humanas, e, seguindo seus passos e as direções que Ele nos aponta por meio da Sua Igreja, confiemos, buscando, entre as coisas que passam, alcançar um dia as que não passam.

A Virgem Maria, modelo dos santos, que trilhou este caminho com coração cheio de Fé, Esperança e Caridade, nos ajude com sua poderosa intercessão a viver em Justiça e Santidade.

Pe. Marcio Arielton

FONTE: CNBB

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Não falar da vida eterna é um erro: uma tentação deste mundo de imediatismos

A finalidade das teorias materialistas que seduzem a muitos até dentro das Igrejas e das famílias cristãs é a extinção da santidade dos cristãos

Não falar da vida eterna é um erro: uma tentação deste mundo de imediatismos. Este lembrete foi reforçado pelo pe. Marcio Arielton, via rede social.

O sacerdote escreveu:

“Continuar vivendo no planeta Terra não significa salvar-se! Salvação e Vida Plena são realidades que só alcançamos por meio de Jesus Cristo. O papa Francisco, em seu pontificado, por diversas vezes alerta aos cristãos que não falar da vida eterna, da beleza da eternidade, é um erro, uma tentação diante deste mundo de imediatismos e fuga da transcendência.

A busca da justiça, do direito e da paz, não deve ofuscar o principal chamamento de Jesus para a humanidade: ‘Convertei-vos e crede no Evangelho’; pelo contrário, as sementes do Reino que espalhamos com as pequenas e grandes ações sócio-transformadoras devem apontar para o fim último de toda a criação do universo: o Juízo Final e o Reinado Eterno da Santíssima Trindade ‘sobre tudo aquilo que foi criado, o que há no céus e o que existe sobre a terra, o visível e também o invisível’.

Por isso as teorias e ideologias materialistas, que se apresentam sob tantas formas e máscaras, oferecem aos crentes o grande risco de esquecerem-se da sua vocação mais sublime, que o Concílio Vaticano II nos apresenta na constituição dogmática Lumen Gentium (39-42): a vocação universal à santidade”.

Não falar da vida eterna é um erro

O padre prosseguiu:

“Voltemos nossos olhares e atenção a este assunto tão pertinente. A finalidade das teorias materialistas que seduzem a muitos até dentro das Igrejas e das famílias cristãs é a extinção do espírito das virtudes da fé, esperança e caridade no seu ápice: a santidade dos cristãos.

A ótica do olhar amoroso de Deus

“Também se faz necessário que o seguidor de Jesus cuide de nutrir cotidianamente o seu encontro e vivência com o Senhor, que se traduz em intimidade, na vida de oração e conhecimento de Cristo e da fé. A consequência operante e constante desta experiência de encontro transformativo com o Senhor é percebida no discípulo que se lança numa verdadeira atuação nas realidades do mundo, onde o cristão passa a escolher, andar e transformar as realidades que toca – não mais a partir de si mesmo, como experiência de troca egoísta, mas a partir do critério de Jesus Cristo. Sob a ótica do olhar amoroso de Deus, esta atuação se traduz em agir nas diversas periferias existenciais deste mundo, tendo como pano de fundo o testemunho, ou seja, a vivência, na própria vida, do martírio: homens e mulheres que se tornam sacrifícios vivos de louvor, hóstias agradáveis oferecidas no altar do cotidiano, agindo e vivendo entre os homens deste tempo na justiça e santidade.

Somos chamados a viver com o pés no chão, mas com os ‘corações ao alto’, sabendo que a finalidade de todas as nossas orações, trabalhos, alegrias e sofrimentos é a Vida Eterna. Este tema é tão caro ao anúncio de Jesus Cristo que o Papa Francisco faz questão de nos recordar a sua grande importância e necessidade e as tristes consequências que a omissão da pregação da Vida Eterna tem ocasionado hoje: ‘É justamente o fechamento dos horizontes transcendentes, o fechar-se em si mesmo, o apego quase exclusivo ao presente, esquecendo ou censurando as dimensões do passado e, sobretudo, do futuro, sentido especialmente pelos jovens como obscuro e cheio de incertezas. O futuro além da morte aparece, nesse contexto, inevitavelmente ainda mais distante, indecifrável ou completamente inexistente’”.

Nosso fim não é aqui, mas já podemos avistá-lo

“Portanto, no meio das estradas desta vida, apontemos aos peregrinos, muitas vezes perdidos nos desertos da existência humana na difícil peregrinação terrestre, o caminho do Céu, a Terra Prometida. O fim último de nossa existência ainda não é aqui, mas aqui já podemos avistá-lo. Para alcançá-lo, olhemos para Cristo, meta de todas as aspirações humanas, e, seguindo seus passos e as direções que Ele nos aponta por meio da Sua Igreja, confiemos, buscando, entre as coisas que passam, alcançar um dia as que não passam.

A Virgem Maria, modelo dos santos, que trilhou este caminho com coração cheio de Fé, Esperança e Caridade, nos ajude com sua poderosa intercessão a viver em Justiça e Santidade.

Pe. Marcio Arielton

FONTE: CNBB

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Notícias

CNBB, organizações eclesiais e entidades da sociedade civil realizam semana de mobilização para o enfrentamento ao tráfico de pessoas

Até a próxima sexta-feira, 30 de julho, a Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEPEETH), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil), da Rede um Grito pela Vida da CRB Nacional e da Associação Brasileira de Defesa da Mulher da Infância e da Juventude (Asbrad) realizam a segunda edição da campanha “Quanto vale a vida?”.

O objetivo é mobilizar e sensibilizar a Igreja e toda a sociedade brasileira sobre o tráfico de pessoas e o trabalho escravo na semana do Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, 30 de julho. Por causa da pandemia, este ano a mobilização será on-line com debates, lives e celebrações virtuais.

A iniciativa conta ainda com vídeos, spot para rádio e materiais informativos sobre o tema que foram lançados na abertura da semana, nesta segunda-feira, 26 de julho.

Nesta quarta-feira, 28 de julho, haverá uma livre, às 20h, com a temática Tráfico Humano em Debate’A transmissão será pelas redes Sociais da CNBB e das entidades parceiras.

A temática também será lembrada na celebração de encerramento da campanha Amazoniza-te, nesta quinta-feira, 29 de julho, que celebra as conquistas da campanha e chama atenção para violações de direitos dos povos da Amazônia.

De acordo com a organização, o tráfico humano desumaniza e transforma as pessoas em objetos, arrancando-lhes a dignidade e a liberdade, dois direitos essenciais. O tráfico de pessoas tem várias finalidades, como a exploração sexual, o trabalho escravo, o trabalho doméstico, a comercialização de órgãos e a adoção ilegal, entre outras.

Ainda segundo a organização, a maioria das vítimas do tráfico de pessoas identificadas no mundo é composta por mulheres, crianças e adolescentes, aliciadas para a exploração sexual. Em segundo lugar, vem a finalidade do trabalho escravo.

Impactos da pandemia

Um levantamento do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (Unodc) alertou para os impactos de uma “pandemia de tráfico humano”. A pesquisa identificou um aumento no número de vítimas de tráfico humano durante a pandemia especialmente na exploração de crianças.

A articuladora da Comissão Episcopal Especial Pastoral para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB, Alessandra Miranda, explica que a perda de renda, o desemprego e o isolamento social causado pela pandemia favoreceram a ação de criminosos, além de dificultar o acesso à justiça.

“A pandemia de Covid-19 criou condições que aumentaram o número de pessoas vulneráveis ao tráfico de pessoas e ao trabalho escravo. Então, neste contexto, promover a conscientização da sociedade e reforçar o combate à essas violências é muito importante”, ressaltou Alessandra.

Programação

26/07: mobilização digital Quanto Vale a Vida? A Vida Não é Mercadoria. Tráfico de Pessoas é Crime. Lançamento de Spots para rádio.
27/07: mobilização digital Adolescentes não são Mercadorias.
28/07: mobilização digital Meninas e Mulheres não são Mercadorias.
28/07: live 20h – Tráfico Humano em Debate (horário de Brasília).
29/07: mobilização digital Trabalhadores não são Mercadorias.

FONTE: CNBB

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Caritas Internacional: “Um sistema alimentar mais justo deve incluir mulheres e agricultores locais”

Por ocasião da Pré-Cúpula sobre os Sistemas Alimentares da ONU, em Roma, a Caritas Internacional exorta os que tomam decisões políticas a incluírem os direitos dos pobres em todas as discussões e a garantir a participação significativa de produtores e consumidores locais, especialmente as mulheres, na definição e implementação de políticas locais.

Tanto a Pré-cúpula quanto a Cúpula de Sistemas Alimentares, que se realizará, em Nova York, em setembro, não devem ser ocasiões perdidas para garantir uma transformação duradoura dos sistemas alimentares, tão necessária agora que a pandemia da Covid-19 acelerou e aumentou as desigualdades pré-existentes no acesso ao alimento. De fato, espera-se que milhões de pessoas sofram de insegurança alimentar e desnutrição nos próximos meses e anos.

Com base na convicção de que o acesso ao alimento é um direito humano fundamental, a Caritas Internacional está convencida de que a segurança alimentar não pode ser garantida, e os sistemas alimentares não poderão ser transformados, apenas através da promoção da agricultura industrial, que a longo prazo só contribuirá para criar mais pessoas excluídas da cadeia de distribuição, além de gerar mais desigualdades no acesso ao alimento.

Com base em suas décadas de experiência com as comunidades mais pobres, a Caritas Internacional pede a promoção da agricultura comunitária tradicional, da agroecologia, da revisão das cadeias de abastecimento em favor dos mercados locais e da promoção do consumo alimentar responsável. Há uma necessidade urgente de promover a agricultura e a produção de alimentos que aumentem os métodos ecológicos e sustentáveis, e incentivar as atividades agrícolas rurais através de incentivos aos agricultores. “Este foi também o grito dos agricultores latino-americanos durante o Sínodo para a Amazônia de 2019. Isto garantirá ‘justiça alimentar’ e permitirá aos pequenos agricultores pobres viver com dignidade”, disse Aloysius John, secretário-geral da Caritas Internacional.

Também precisamos reconhecer o papel principal que as mulheres desempenham na agricultura tradicional local e ajudá-las a criar cooperativas locais e a vender seus produtos. As mulheres fazem parte do setor agrícola e são responsáveis por 60-80% da produção de alimentos nos países em desenvolvimento”, acrescentou Aloysius John. “No entanto, elas também são as que enfrentam as maiores dificuldades e desafios devido à falta de acesso aos direitos de terra, crédito, recursos de produção e capital inicial”, acrescentou.

Seguindo os ensinamentos da Laudato si’, as organizações da Caritas questionam as soluções tecnocráticas para problemas como as mudanças climáticas, a degradação ambiental e o desperdício de alimentos. “A crise alimentar mundial precisa ser enfrentada de uma forma diferente, superando o pressuposto de que a ciência e a tecnologia podem oferecer soluções para todos os problemas e adotando opções políticas, estilos de vida e espiritualidade que desafiam o paradigma tecnocrático predominante. No centro dos problemas de insegurança alimentar, fome e desnutrição existem seres humanos com sua própria dignidade, relações e esperanças”, concluiu John.

FONTE: VATICAN NEWS

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Evangelho do dia

Quarta-feira da 17ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Deus habita em seu templo santo, reúne seus filhos em sua casa; é ele que dá força e poder a seu povo (Sl 67,6s.36).

A íntima comunicação com Deus – simbolizada pela luz que resplandece no rosto de Moisés – é tesouro que nos cabe dia a dia buscar. Celebremos com alegria a Eucaristia, que ilumina e impulsiona nossa vida.

Primeira Leitura: Êxodo 34,29-35

Leitura do livro do Êxodo – 29Quando Moisés desceu da montanha do Sinai, trazendo nas mãos as duas tábuas da aliança, não sabia que a pele do seu rosto resplandecia por ter falado com o Senhor. 30Aarão e os filhos de Israel, vendo o rosto de Moisés resplandecente, tiveram medo de se aproximar. 31Então Moisés os chamou, e tanto Aarão como os chefes da comunidade foram para junto dele. E, depois que lhes falou, 32todos os filhos de Israel também se aproximaram dele, e Moisés transmitiu-lhes todas as ordens que tinha recebido do Senhor no monte Sinai. 33Quando Moisés acabou de lhes falar, cobriu o rosto com um véu. 34Todas as vezes que Moisés se apresentava ao Senhor, para falar com ele, retirava o véu, até a hora de sair; depois saía e dizia aos filhos de Israel tudo o que lhe tinha sido ordenado. 35E eles viam a pele do rosto de Moisés resplandecer; mas ele voltava a cobrir o rosto com o véu, até o momento em que entrava para falar com o Senhor. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 98(99)

Santo é o Senhor nosso Deus!

1. Exaltai o Senhor nosso Deus † e prostrai-vos perante seus pés, / pois é santo o Senhor nosso Deus! – R.

2. Eis Moisés e Aarão entre os seus sacerdotes. † E também Samuel invocava seu nome, / e ele mesmo, o Senhor, os ouvia. – R.

3. Da coluna de nuvem falava com eles. † E guardavam a lei e os preceitos divinos / que o Senhor nosso Deus tinha dado. – R.

4. Exaltai o Senhor nosso Deus † e prostrai-vos perante seu monte, / pois é santo o Senhor nosso Deus! – R.

Evangelho: Mateus 13,44-46

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu vos chamo meus amigos, / pois vos dei a conhecer / o que o Pai me revelou (Jo 15,15). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44“O Reino dos céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Duas comparações aplicadas ao Reino dos céus. Em ambas se destacam uma descoberta muito valiosa (tesouro e pérola) e a venda de todas as posses com vista a comprar o bem maior recém-encontrado. Assim é o Reino dos céus: uma realidade de suma importância. Não basta, porém, tomar conhecimento de sua preciosidade; é necessário largar os bens materiais, a fim de entregar-se totalmente à nova descoberta. Jesus quer nos enriquecer de bens superiores, por isso pede que renunciemos aos bens inferiores. São Paulo reconhece: “Considero tudo como perda, diante do bem superior que é o conhecimento de Cristo Jesus” (Fl 3,8). Quem começa a fazer parte do Reino de Deus experimenta indizível alegria com a certeza de estar fazendo a melhor aplicação de sua vida.

Oração
Ó Cristo Jesus, utilizas a linguagem da economia para nos revelar o imenso valor do Reino de Deus. Senhor, és o maior tesouro de nossa vida. Orienta-nos para descobrirmos quão importante é o teu Reino e quanto é urgente nos colocarmos com entusiasmo a seu serviço. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo do dia

Santo Inocêncio I, papa

Eleito pontífice em 401, santo Inocêncio I, de Albano Laziale, governou a Igreja por 16 anos, em período histórico muito difícil para os destinos do império romano do Ocidente e particularmente para Roma, que a 24 de agosto de 410 foi conquistada e saqueada pelos godos de Alarico. Desde 408 o bárbaro Alarico apertava o cerco de Roma. Muitos cidadãos, ainda não convertidos ao cristianismo, celebraram solenes sacrifícios às antigas divindades. O papa Inocêncio, graças ao prestígio que tinha entre os bárbaros, obteve uma trégua, aceitando a condição de ir a Ravena, onde estava o amedrontado imperador Honório para persuadi-lo a conceder especiais poderes a Alarico.

A missão do pontífice não conseguiu os resultados esperados pelos invasores, por isso Alarico deu início ao dramático saque de Roma; o saque e as devastações duraram três dias. Os bárbaros respeitaram as igrejas. Parece mesmo que os bárbaros godos tenham transportado para o túmulo do Príncipe dos apóstolos os vasos preciosos que os particulares haviam escondido em suas próprias casas. Todavia a queda de Roma, comentada com expressões pesarosas de dor por santo Agostinho e são Jerônimo, não assinalou o declínio da autoridade pontifícia.

A solicitude para com todas as Igrejas é demonstrada por grande número de cartas escritas por Inocêncio I, trinta e seis das quais constituem o primeiro núcleo das coleções canônicas, ou cartas encíclicas, que fazem parte do magistério ordinário dos pontífices. Inocêncio I estabeleceu um ponto muito importante na disciplina eclesiástica, isto é, a uniformidade que as várias Igrejas devem ter com a doutrina e as tradições da Igreja de Roma.

Suas intervenções doutrinais se referem à liturgia sacramental, à reconciliação, à unção dos enfermos, ao batismo, à indissolubilidade do matrimônio, claramente defendida também nos casos de adultério. Durante o seu pontificado difundiu-se a heresia de Pelágio, condenada em 416 pelos concílios regionais de Milevi e de Cartago por iniciativa de santo Agostinho e com a aprovação de Inocêncio I. A solicitude do papa não se dirigia somente à defesa da doutrina tradicional da Igreja: com humaníssima sensibilidade sabia confortar e aliviar sofrimentos.

A são Jerônimo, que do seu retiro de Belém lhe escrevera para confiar-lhe algumas aflições suas, o papa respondeu com carta paterna, mostrando que sabia não só reger o leme da barca de Pedro com mão firme, mas também possuir coração aberto à compreensão de tantos pequenos e grandes dramas individuais. Morreu em Roma no ano de 417, a 28 de julho, segundo o Liber pontificalis, e foi sepultado no cemitério de Ponciano na via Portuense.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Atenção ao pão

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba (MG)

 

Não existe vida sem alimento. Podemos imaginar o quanto sofre quem vive nas condições reais de fome. Na palavra “pão” estão imaginados e contidos todos os alimentos que são necessários para a sobrevivência de algum ser, seja ele humano ou animal. Os vegetais também dependem do cuidado dado à terra, dos insumos e de água para que se desenvolvam, cresçam e produzam seus frutos.

Na palavra “pão” encontramos também a dimensão da Eucaristia, como um dos alimentos de vida eterna, o próprio Cristo Eucarístico, que sustenta a fé e a espiritualidade dos seguidores do Mestre Jesus. No caminho do deserto foi dado ao povo peregrino, que estava em direção à Terra Prometida, o maná como alimento (Ex 16,15), para sustento nos momentos difíceis da vida do seu povo.

O Brasil vive uma profunda crise de fome. São milhares de famílias sem alimento e sem o básico para a sobrevivência. Isso afeta as pessoas na sua identidade e dignidade e as impede de realizar seus objetivos, sua vocação, que é próprio de todo ser humano. A falta de alimento desorganiza a vida dos indivíduos e que ficam sem forças, sem estímulo e sem esperança para lutar.

No empenho pela vida, a experiência na prática da fé pode ser um caminho renovador de coragem para encontrar novas saídas. As pessoas são muito criativas e dotadas de dons divinos para agir, mas dependem de condições favoráveis para colocar suas virtudes em ação. Não basta querer agir se não existem verdadeiras políticas públicas de sustentação de quem luta abrindo caminhos na vida.

Por ter multiplicado pães e peixes, dando de comer a muita gente, Jesus era seguido por grandes multidões, porque viam nele uma esperança, o sinal de uma possibilidade de vida. As pessoas não entendiam o proceder de Jesus quando realizava esses milagres, como da multiplicação dos pães. Era uma forma de mostrar o poder de Deus e provocar no povo uma atitude concreta de fé.

O pão da vida é o próprio Cristo. A Eucaristia não é igual a um alimento passageiro, como acontecia com o maná no deserto. Cristo é o novo maná, como ele mesmo diz: “Eu sou o pão da vida” (Jo 6,35), que não alimenta só o corpo físico, mas é sustentação de vida eterna, que possibilita a pessoa a dar passos na sua dimensão espiritual, de encontro pessoal com Deus. valorizemos a Eucaristia.

FONTE: CNBB

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Papa: a fome no mundo é um escândalo e um crime contra os direitos humanos

“Produzimos comida suficiente para todas as pessoas, mas muitas ficam sem o pão de cada dia. Isso ‘constitui um verdadeiro escândalo’, um crime que viola direitos humanos básicos”, denuncia o Papa Francisco junto à Pré-Cúpula sobre os sistemas alimentares da ONU na tarde desta segunda-feira (26). O Pontífice recorda que é “dever de todos extirpar esta injustiça através de ações concretas e boas práticas, e através de políticas locais e internacionais ousadas”.
O Papa Francisco, através de uma mensagem, também participa da Pré-Cúpula sobre sistemas alimentares da ONU que começou nesta segunda-feira (26), em Roma, junto com representantes de mais de 110 governos do mundo, entre eles, o Brasil. Até quarta-feira (28), as sessões – em formato híbrido, presencial e virtual – preparam o maior evento global sobre o tema agendado para setembro, na Assembleia Geral das Nações Unidas.
O texto em espanhol do Pontífice foi lido pelo secretário para as Relações com os Estados do Vaticano, dom Paul Richard Gallagher, e dirigido ao secretário geral das Nações Unidas, António Guterres. Na mensagem, Francisco começa destacando “como um dos nossos maiores desafios hoje é vencer a fome, a insegurança alimentar e a desnutrição na era da Covid-19”, uma pandemia que projetou ainda mais as injustiças, “minando a nossa unidade como família humana”, sobretudo os pobres e a casa comum.

O escândalo das vítimas da fome

É necessária “uma mudança radical”, alerta o Pontífice, diante da exploração da natureza com o uso irresponsável e o abuso dos bens:

“Produzimos comida suficiente para todas as pessoas, mas muitas ficam sem o pão de cada dia. Isso ‘constitui um verdadeiro escândalo’, um crime que viola direitos humanos básicos. Portanto, é um dever de todos extirpar esta injustiça através de ações concretas e boas práticas, e através de políticas locais e internacionais ousadas.”

Nessa perspectiva, continua o Papa na mensagem, a “correta transformação dos sistemas alimentares desempenha um papel importante” para fortalecer economias locais e reduzir o desperdício alimentar, por exemplo. Para garantir “o direito fundamental a um padrão de vida adequado” para alcançar a Fome Zero até 2030, “não basta produzir alimentos”, comenta Francisco, mas é preciso “uma nova mentalidade e uma nova abordagem integral e projetar sistemas alimentares que protejam a Terra e mantenham a dignidade da pessoa humana no centro; que garantam alimentos suficientes globalmente e promovam o trabalho digno em nível local; e que alimentem o mundo de hoje, sem comprometer o futuro”.

O setor rural deve ser valorizado

O Papa, então, orienta para a recuperação do setor rural como ação fundamental na pós-pandemia e para corrigir “as raízes do nosso sistema alimentar injusto”. O Pontífice comenta sobre a importância dos “conhecimentos tradicionais” dos agricultores que não devem ser negligenciados ou ignorados. Um reconhecimento que “deve ser acompanhado de políticas e iniciativas que atendam plenamente às necessidades das mulheres rurais, promovam o emprego de jovens e melhorem o trabalho dos agricultores nas áreas mais pobres e mais remotas”. E o Papa finaliza a mensagem:

“Ao longo deste encontro, temos a responsabilidade de realizar o sonho de um mundo onde o pão, a água, os remédios e o trabalho fluam em abundância e cheguem primeiro aos mais necessitados. A Santa Sé e a Igreja Católica estarão a serviço desse nobre objetivo, oferecendo a sua contribuição, unindo forças e vontades, ações e sábias decisões.”

A fome de comida e de dignidade

E um vídeo especial intitulado “Comida para todos: um apelo moral”, com uma prévia lançada nesta segunda-feira (26), mas que será exibido na sessão da Pré-Cúpula que o Vaticano vai sediar nesta terça-feira (27), o Papa Francisco reforça a preocupação com as vítimas da fome e da desnutrição no mundo. O Pontífice chama a todos, novamente, para “mudar os estilos de vida, o uso dos recursos, os critérios de produção até o consumo” para garantir sistemas alimentares sustentáveis.

“Quantas mães e quantos pais, ainda hoje, vão dormir com o tormento de não ter no dia seguinte pão suficiente para os próprios filhos!”

FONTE: VATICAN NEWS

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Dia 1º de agosto: Jornada de Oração e Missão será dedicada à paz na Terra Santa

No próximo dia 1º de agosto será dedicado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pela a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que sofre (ACN), a rezar na Jornada de Oração e Missão pela Paz na Terra Santa.

A região localizada no Oriente Médio, a “Terra Santa” é também é a  região onde Jesus viveu, pregou e morreu.  É importante lembrar que a cidade de Jerusalém é importante para as três principais religiões monoteístas do mundo: cristianismo, judaísmo e islamismo. Sendo assim, vários grupos diferentes vão reivindicar a cidade como sua, e isso gera conflitos.

Em maio deste ano, o Papa Francisco expressou sua preocupação para uma região tão especial para os católicos e cristãos: a Terra Santa. Em sua mensagem, o Santo Padre chamou a atenção para os conflitos armados na Faixa de Gaza, em Israel, responsável por inúmeras mortes, inclusive, segundo ele, a morte inaceitável de crianças. Segundo o Papa, os conflitos geram uma onda de violência, numa espiral infinita dificultando a cura das feridas por meio do respeito e do diálogo.

Entenda os conflitos na região

Jerusalém foi destruída, invadida, e reconstruída dezenas de vezes ao longo da história. Na tradição do Antigo Testamento, o rei Davi conquistou a cidade e seu filho Salomão deu início à construção do primeiro templo. Em 1948, após o fim da Segunda Guerra Mundial, uma resolução da Organização das Nações Unidas determinou a criação de um Estado Judeu e um Estado Palestino. Porém, apenas o Estado de Israel foi criado, e a população palestina luta até hoje para que seu Estado seja criado.

Jornada de Oração pela Terra Santa

A Jornada de Oração e Missão faz parte de uma série que coloca o valor da oração como “agir missionário” e propõe que cada cristão católico dedique um tempo do dia para rezar por determinado país. Faça parte desta corrente de oração e nas redes sociais utilize a hashtag #rezepelaterrasanta

Confira o vídeo de divulgação:

 

FONTE: CNBB

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Evangelho do dia

Terça-feira da 17ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Deus habita em seu templo santo, reúne seus filhos em sua casa; é ele que dá força e poder a seu povo (Sl 67,6s.36).

O ser humano tem a tendência de fechar-se no joio do próprio pecado. Deus, porém, não cessa de oferecer-lhe a boa semente de amor, paciência e perdão. Busquemos o Senhor, que nos chama a viver na justiça e na santidade.

Primeira Leitura: Êxodo 33,7-11; 34,5-9.28

Leitura do livro do Êxodo – Naqueles dias, 7Moisés levantou a tenda e armou-a longe, fora do acampamento, e deu-lhe o nome de tenda da reunião. Assim, todo aquele que quisesse consultar o Senhor saía para a tenda da reunião, que estava fora do acampamento. 8Quando Moisés se dirigia para lá, o povo se levantava e ficava de pé à entrada da própria tenda, seguindo Moisés com os olhos até ele entrar. 9Logo que Moisés entrava na tenda, a coluna de nuvem baixava e ficava parada à entrada, enquanto o Senhor falava com Moisés. 10Ao ver a coluna de nuvem parada à entrada da tenda, todo o povo se levantava e cada um se prostrava à entrada da própria tenda. 11O Senhor falava com Moisés face a face, como um homem fala com seu amigo. Depois, Moisés voltava para o acampamento, mas o seu jovem ajudante, Josué, filho de Nun, não se afastava do interior da tenda. 34,5Moisés permaneceu diante de Deus, invocando o nome do Senhor. 6O Senhor passou diante de Moisés, proclamando: “O Senhor, o Senhor, Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel, 7que conserva a misericórdia por mil gerações e perdoa culpas, rebeldias e pecados, mas não deixa nada impune, pois castiga a culpa dos pais nos filhos e netos até a terceira e quarta geração!” 8Imediatamente, Moisés curvou-se até o chão 9e, prostrado por terra, disse: “Senhor, se é verdade que gozo de teu favor, peço-te, caminha conosco; embora este seja um povo de cabeça dura, perdoa nossas culpas e nossos pecados e acolhe-nos como propriedade tua”. 28Moisés esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites, sem comer pão nem beber água, e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 102(103)

O Senhor é indulgente, é favorável.

1. O Senhor realiza obras de justiça / e garante o direito aos oprimidos; / revelou os seus caminhos a Moisés, / e aos filhos de Israel, seus grandes feitos. – R.

2. O Senhor é indulgente, é favorável, / é paciente, é bondoso e compassivo. / Não fica sempre repetindo as suas queixas / nem guarda eternamente o seu rancor. – R.

3. Não nos trata como exigem nossas faltas / nem nos pune em proporção às nossas culpas. / Quanto os céus por sobre a terra se elevam, / tanto é grande o seu amor aos que o temem. – R.

4. Quanto dista o nascente do poente, / tanto afasta para longe nossos crimes. / Como um pai se compadece de seus filhos, / o Senhor tem compaixão dos que o temem. – R.

Evangelho: Mateus 13,36-43

Aleluia, aleluia, aleluia.

A semente é de Deus a Palavra, / o Cristo é o semeador; / todo aquele que o encontra, / vida eterna encontrou. – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 36Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” 37Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao maligno. 39O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifadores são os anjos. 40Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: 41o Filho do Homem enviará os seus anjos e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; 42e depois os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. 43Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

A seus discípulos Jesus explica a parábola do joio no campo. Jesus instrui, fortalece e espalha no mundo os filhos do Reino. Mas também o Maligno tem seus adeptos. É o bem e o mal em constante enfrentamento. É a justiça esforçando-se para encontrar espaço onde também vigora a injustiça. Esse jogo de forças entre o bem e o mal prossegue ao longo dos séculos até o dia da “colheita”. Então, os praticantes da justiça, construtores da paz e fiéis seguidores de Jesus Cristo terão endereço certo e prêmio garantido: vão viver na glória de Deus. Bem outra é a sorte dos que praticaram o mal. Enquanto o fim não chega, vivemos o tempo da paciência de Deus. Ele espera que os bons perseverem praticando o bem e os maus se convertam. E quem de nós não precisa converter-se para Deus
a cada dia?

Oração
Ó Jesus, divino Mestre, ao explicares aos discípulos a parábola do joio no campo, afirmas que “a boa semente são os filhos do Reino”, e “o joio são os filhos do Maligno”. Dá-nos, Senhor, fortaleza para perseverar a serviço do teu Reino, praticando a justiça, a fraternidade e a paz. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS