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Evangelho do dia

Segunda-feira da 29ª semana do Tempo Comum

SÃO LUCAS

EVANGELISTA E MISSIONÁRIO

(vermelho, glória, pref. dos apóstolos II, – ofício da festa)

Como são belos sobre os montes os passos daquele que anuncia a paz, trazendo a boa-nova e proclamando a salvação! (Is 52,7)

Lucas, que viveu no século 1º, é o autor do terceiro Evangelho e dos Atos dos Apóstolos. Foi companheiro de Paulo nas suas viagens. Em seu Evangelho, sublinha a admissão de todos os povos à salvação. Nos Atos, apresenta o dinamismo da Igreja – que vai se consolidando em meio a perseguições – e a presença eficaz do Espírito Santo. Celebrando sua festa, proponhamo-nos ser zelosos anunciadores da Boa-nova e rezemos pelos médicos e médicas, dos quais ele é patrono.

Primeira Leitura: 2 Timóteo 4,10-17

Leitura da segunda carta de São Paulo a Timóteo – Caríssimo, 10Demas me abandonou por amor deste mundo e foi para Tessalônica. Crescente foi para a Galácia, Tito para a Dalmácia. 11Só Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e traze-o, porque me é útil para o ministério. 12Mandei Tíquico a Éfeso. 13Quando vieres, traze contigo a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos. 14Alexandre, o ferreiro, tem-me causado muito dano; o Senhor lhe pagará segundo as suas obras! 15Evita-o também tu, pois ele fez forte oposição às nossas palavras. 16Na minha primeira defesa, ninguém me assistiu; todos me abandonaram. Oxalá que não lhes seja levado em conta. 17Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente e ouvida por todas as nações. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 144(145)

Ó Senhor, vossos amigos anunciem vosso Reino glorioso!

1. Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem / e os vossos santos, com louvores, vos bendigam! / Narrem a glória e o esplendor do vosso reino / e saibam proclamar vosso poder! – R.

2. Para espalhar vossos prodígios entre os homens / e o fulgor de vosso reino esplendoroso. / O vosso reino é um reino para sempre, / vosso poder, de geração em geração. – R.

3. É justo o Senhor em seus caminhos, / é santo em toda obra que ele faz. / Ele está perto da pessoa que o invoca, / de todo aquele que o invoca lealmente. – R.

Evangelho: Lucas 10,1-9

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu vos designei para que vades e deis frutos, / e o vosso fruto permaneça, assim disse o Senhor (Jo 15,16). – R.

Proclamação do  Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 1o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Autor do terceiro Evangelho e dos Atos dos Apóstolos, São Lucas é de Antioquia (Síria), pertencente à segunda ou terceira geração dos seguidores de Cristo. Seu nome consta na Carta a Filêmon (v. 24) e na 2ª Carta a Timóteo (4,11); aparece também na Carta aos Colossenses (4,14), cujo autor o saúda como “Lucas, o médico amado”. Não faltaram autores para comparar o vocabulário de Lucas com a linguagem e o estilo dos outros médicos gregos da época, e concluíram que nos dois escritos de Lucas transparece claramente certa familiaridade com o linguajar médico. Mediante o estudo dos seus escritos, pode-se afirmar que Lucas era pessoa culta e conhecia muito bem a língua grega. São Jerônimo não esconde sua admiração pelo escritor: “O mais dotado em língua
grega entre os evangelistas”.

Oração
Senhor Jesus, o evangelista São Lucas, utilizando sua vasta cultura e minuciosas pesquisas, nos deixou por escrito vários aspectos significativos de tua vida e missão. Salientou teus gestos e palavras de misericórdia, a alegria da salvação e o dinamismo do Espírito Santo em tua obra libertadora. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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São Lucas – evangelista

Três breves notas nas cartas de são Paulo são as únicas notícias que a Sagrada Escritura nos oferece sobre são Lucas, o solícito investigador da “Boa Nova’’, ao qual devemos o terceiro Evangelho e os Atos dos Apóstolos. Das suas anotações de viagem, isto é, das páginas dos Atos, em que Lucas fala na primeira pessoa, podemos reconstruir parte da sua atividade missionária. Ele foi companheiro e discípulo dos apóstolos. O historiador Eusébio sublinha:

“… teve relacionamento com todos os apóstolos e foi muito solícito”. Dessa sua sensibilidade e disponibilidade para com o próximo nos dá testemunho o próprio são Paulo, a ele unido por grande amizade. Lemos na epístola aos colossenses: “Saúda-vos Lucas, o médico amado…”.

A profissão de médico pressupõe que ele tenha dedicado muitos anos ao estudo. A sua formação cultural transparece nos seus livros: o Evangelho foi escrito em grego correto, cristalino e belo, rico de vocábulos. Há outra consideração a fazer sobre o seu Evangelho, além do fator estilo e história: Lucas é o evangelista que mais pintou a fisionomia humana do Redentor, a sua mansidão, as suas atenções para com os pobres, para com os desprezados, para com as mulheres, e para com os pecadores arrependidos. É o biógrafo de Nossa Senhora e da infância de Jesus. É o evangelista do Natal. Pelos Atos e pelo terceiro Evangelho conhecemos também o temperamento de Lucas: homem conciliador, discreto, dono de si mesmo, minimizando ou omitindo expressões que poderiam ferir algum leitor, quando isso não comprometia a fidelidade da história.

Revelando-nos os íntimos segredos da Anunciação, da Visitação e do Natal faz-nos entender que conheceu pessoalmente Nossa Senhora. Lucas nos adverte que fez pesquisas e tomou informações sobre os fatos referentes à vida de Jesus dos que conviveram com o Mestre.

Um escrito do século II, o Prólogo antimarcionita do evangelho de Lucas, assim sintetiza-lhe o perfil biográfico: “Lucas, sírio de Antioquia, médico de profissão, discípulo dos apóstolos, mais tarde seguiu Paulo até o seu martírio. Serviu sem restrições ao Senhor, nunca se casou, nem teve filhos. Morreu com a idade de 84 anos na Beócia, repleto do Espírito Santo”. Estudos recentes concordam com essa versão.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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29° Domingo do Tempo Comum

(verde, glória, creio – 1ª semana do saltério)

Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me (Sl 16,6.8).

Celebremos o mistério pascal de Jesus, cuja doação da vida em favor da humanidade é boa-nova ainda desconhecida por muitos. A liturgia nos propõe o caminho do Servo do Senhor e do Cristo, sumo sacerdote, que rejeitou projetos de poder e fez de sua vida uma missão e um serviço constante às ovelhas esquecidas e abandonadas pelas autoridades.

Primeira Leitura: Isaías 53,10-11

Leitura do livro do profeta Isaías – 10O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos. Oferecendo sua vida em expiação, ele terá descendência duradoura e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor. 11Por esta vida de sofrimento, alcançará luz e uma ciência perfeita. Meu Servo, o justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 32(33)

Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, / pois em vós nós esperamos!

1. Pois reta é a Palavra do Senhor, / e tudo o que ele faz merece fé. / Deus ama o direito e a justiça, / transborda em toda a terra a sua graça. – R.

2. Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem / e que confiam, esperando em seu amor, / para da morte libertar as suas vidas / e alimentá-los quando é tempo de penúria. – R.

3. No Senhor nós esperamos confiantes, / porque ele é nosso auxílio e proteção! / Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, / da mesma forma que em vós nós esperamos! – R.

Segunda Leitura: Hebreus 4,14-16

Leitura da carta aos Hebreus – Irmãos, 14temos um sumo sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. 15Com efeito, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. 16Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Marcos 10,35-45 ou 42-45

[A forma breve está entre colchetes.]

Aleluia, aleluia, aleluia.

Jesus Cristo veio servir, / Cristo veio dar sua vida. / Jesus Cristo veio salvar, / viva Cristo, Cristo viva! (Mc 10,45) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – [Naquele tempo,] 35Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: “Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir”. 36Ele perguntou: “O que quereis que eu vos faça?” 37Eles responderam: “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda quando estiveres na tua glória!” 38Jesus então lhes disse: “Vós não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que vou ser batizado?” 39Eles responderam: “Podemos”. E ele lhes disse: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado. 40Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado”. 41Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João. [42Jesus chamou os doze e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. 43Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande seja vosso servo; 44e quem quiser ser o primeiro seja o escravo de todos. 45Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”.] – Palavra da salvação.

Reflexão:

Educados, mas também movidos por interesses pessoais, Tiago e João expressam seu pedido a Jesus: querem lugar de honra na sua glória. Não sabem o que estão pedindo. Ainda não entenderam que, para chegar à glória, precisam “beber o cálice”, isto é, passar necessariamente pelo sofrimento e pela morte (cf. Lc 24,26). Quanto a beber o cálice, isso é certo. Quanto à honra e ao poder, calma lá, pois o Reino é graça, e não um direito do homem nem um dever de Deus. O Mestre, então, salienta como os governantes das nações as dominam e oprimem. Esse modelo é contrário à proposta do seu Reino, no qual quem quiser ser grande deve ser o servidor dos outros. O maior servidor do Reino é o próprio Jesus: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a própria vida…”.

Oração
Senhor e Mestre, ao longo da vida, somos tentados a buscar a fama, o poder, os elogios, enfim, a glória deste mundo. Tu nos indicas outra direção, a do serviço em favor dos outros. E esclareces: “O Filho do Homem veio não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida”. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santo Inácio de Antioquia – bispo e mártir

A metrópole da Síria, Antioquia, terceira em ordem de grandeza do vasto império romano, teve como primeiro bispo o apóstolo Pedro, ao qual sucederam Evódio e em seguida Inácio, o Teóforo o que traz Deus, como ele mesmo gostava de ser chamado. Coração ardente (o nome Inácio deriva de ignis = fogo), ele é lembrado sobretudo pelas expressões de intenso amor a Cristo, por ele escritas durante a viagem de Antioquia a Roma, para onde ia como prisioneiro, vítima da perseguição de Trajano (98-117). Nessa oportunidade, o santo bispo escreveu sete cartas, dirigidas a várias igrejas e a são Policarpo.

Trazido acorrentado a Roma, onde terminou os seus dias na arena, devorado pelas feras selvagens, tornou-se objeto de afetuosas atenções da parte das várias comunidades cristãs nas cidades por onde passou. Muitos se desdobravam para evitar-lhe a pena capital, mas Inácio desejava o martírio mais que todas as coisas e suplicava aos irmãos de Roma que não lhe impedissem de dar seu testemunho intervindo a seu favor junto às autoridades imperiais: “Deixem-me ser a comida das feras, pelas quais me será dado saborear Deus. Eu sou o trigo de Deus. Tenho de ser triturado pelos dentes das feras, para tornar-me pão puro de Cristo”.

A ânsia de alcançar Deus, de encontrar Cristo, expressa com intensidade que faz lembrar são Paulo, é característica das primeiras comunidades cristãs, no ardente desejo da iminente parusia. Ele gostaria que seu corpo encontrasse sepultura na barriga de uma fera faminta, de modo que seus funerais não ficassem a cargo de ninguém! Mas os cristãos de Antioquia veneravam, desde a antiguidade, o seu sepulcro nas portas da cidade e já no século IV celebravam a sua memória a 17 de outubro, dia adotado agora também pelo novo calendário, em vez de 1º de fevereiro.

As suas palavras inflamadas de amor a Cristo e à Igreja ficaram na lembrança de todas as gerações futuras. Quem as escreve é místico e bispo, isto é, homem que encarna em si as prerrogativas da autoridade e os carismas do espírito. Os dois elementos fundem-se harmonicamente num alerta à unidade visível da Igreja, que, aliás, é dado constante no ensinamento de santo Inácio: “Onde está o bispo, aí está a comunidade, assim como onde está Cristo Jesus aí está a Igreja católica”, escreve na carta endereçada ao então jovem bispo de Esmirna, são Policarpo. As expressões Igreja católica e Cristianismo são neologismos atribuídos à sua criação.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Santa Margarida Maria Alacoque – virgem

Na festividade de são João evangelista de 1673, uma moça de vinte e cinco anos, irmã Margarida Maria, recolhida em oração diante do Santíssimo Sacramento, teve o singular privilégio da primeira manifestação visível de Jesus, que se repetiria por outros dois anos, toda primeira sexta-feira do mês. Em 1675, durante a oitava do Corpo de Deus, Jesus manifestou-se-lhe com o peito aberto e, apontando com o dedo seu Coração, exclamou: “Eis o Coração que tem amado tanto aos homens a ponto de nada poupar até exaurir-se e consumir-se para demonstrar-lhes o seu amor. E em reconhecimento não recebo senão ingratidão da maior parte deles”.

Margarida Maria Alacoque, escolhida por Jesus para ser a mensageira do Sagrado Coração, já fazia um ano que vestira o hábito das monjas da Visitação em Paray-le-Monial. Nascera a 22 de agosto de 1647 em Verosvres, na Borgonha. Seu pai, juiz e tabelião, morreu quando Margarida era ainda muito jovem. Assim ela conheceu a humilhação da necessidade, vivendo ao capricho de parentes pouco generosos e nada propensos a consentir que ela realizasse o seu desejo de fechar-se no convento. Procuraram, ao contrário, distraí-la, fazendo-a frequentar festinhas mundanas, às quais Margarida participou com entusiasmo, para depois arrepender-se amargamente e autopunir-se com duras penitências.

Aos nove anos recebeu a primeira comunhão e aos 22, a confirmação, para a qual quis se preparar com confissão geral: empregou nada menos que quinze dias para escrever num caderninho a grande lista dos seus pecados e faltas, para ler depois ao confessor. Nessa oportunidade acrescentou ao nome de Margarida o de Maria. Depois, vencidas as últimas dificuldades da parte da mãe, que teria preferido vê-la muito bem casada, pôde entrar no convento da Ordem da Visitação, fundado havia sessenta anos por são Francisco de Sales.

As extraordinárias visões com que foi favorecida trouxeram-lhe no começo incompreensões e julgamentos precipitados, até que, por escolha divina, foi posta sob a direção espiritual do jesuíta bem-aventurado Padre Cláudio de la Colombière. Este com discrição e com zelo tirou o véu que cobria as maravilhas de Paray-le-Monial. No último período de sua vida, nomeada mestra das noviças, ela teve a consolação de ver propagar-se a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, e os próprios opositores de outrora mudarem-se em fervorosos propagadores. Apagou-se docemente, aos 43 anos, a 17 de outubro de 1690. Canonizada em 1920, a data da sua festa foi antecipada de um dia para não coincidir com a de santo Inácio de Antioquia.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Sábado da 28ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Senhor, se levardes em conta as nossas faltas, quem poderá subsistir? Mas em vós encontra-se o perdão, Deus de Israel (Sl 129,3s).

Pela fé, estabelecemos fecundo diálogo com Deus e nos abrimos para a possibilidade de grandes realizações. Esta liturgia reavive em nós o dom da fé e fortaleça nosso testemunho de Cristo.

Primeira Leitura: Romanos 4,13.16-18

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos – Irmãos, 13não foi por causa da Lei, mas por causa da justiça que vem da fé, que Deus prometeu o mundo como herança a Abraão ou à sua descendência. 16É em virtude da fé que alguém se torna herdeiro. Logo, a condição de herdeiro é uma graça, um dom gratuito, e a promessa de Deus continua valendo para toda a descendência de Abraão, tanto para a descendência que se apega à Lei quanto para a que se apoia somente na fé de Abraão, que é o pai de todos nós. 17Pois está escrito: “Eu fiz de ti pai de muitos povos”. Ele é pai diante de Deus porque creu em Deus, que vivifica os mortos e faz existir o que antes não existia. 18Contra toda a humana esperança, ele firmou-se na esperança e na fé. Assim, tornou-se pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: “Assim será a tua posteridade”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 104(105)

O Senhor se lembra sempre da Aliança.

1. Descendentes de Abraão, seu servidor, / e filhos de Jacó, seu escolhido, / ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, / vigoram suas leis em toda a terra. – R.

2. Ele sempre se recorda da Aliança, / promulgada a incontáveis gerações; / da Aliança que ele fez com Abraão / e do seu santo juramento a Isaac. – R.

3. Ele lembrou-se de seu santo juramento, / que fizera a Abraão, seu servidor. / Fez sair, com grande júbilo, o seu povo / e seus eleitos entre gritos de alegria. – R.

Evangelho: Lucas 12,8-12

Aleluia, aleluia, aleluia.

O Espírito Santo, a verdade, de mim irá testemunhar; / e vós minhas testemunhas sereis em todo lugar (Jo 15,26s). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 8“Todo aquele que der testemunho de mim diante dos homens, o Filho do Homem também dará testemunho dele diante dos anjos de Deus. 9Mas aquele que me renegar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus. 10Todo aquele que disser alguma coisa contra o Filho do Homem será perdoado. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado. 11Quando vos conduzirem diante das sinagogas, magistrados e autoridades, não fiqueis preocupados como ou com que vos defendereis ou com o que direis. 12Pois nessa hora o Espírito Santo vos ensinará o que deveis dizer”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Declarar-se por alguém diante dos anjos é o mesmo que defender o ingresso desse alguém na esfera do Pai celeste. É o que faz Jesus em favor dos seus fiéis seguidores. E o que é blasfemar contra o Espírito Santo? Sabemos que toda a vida e as obras de Jesus se desenrolam sob a ação do Espírito. Já dizia o próprio Jesus no início de sua missão: “O Espírito do Senhor está sobre mim…” (Lc 4,18). Ora, dizer que Jesus age pelo poder de Satanás (cf. Lc 11,15) é blasfemar contra o Espírito Santo. É como chamar o Espírito Santo de Satanás, sendo justamente Satanás o inimigo declarado de Jesus. Quem ofende a Jesus poderá obter perdão, afinal, as pessoas são lentas para crer que ele é o Filho de Deus. Mas atribuir o Bem ao Maligno, isso é imperdoável. Vai contra a evidência e a reta intenção. É um fechamento total.

Oração
Ó Jesus, Filho do Homem, quem imprime dinamismo ao Reino de Deus é o Espírito Santo. É ele que está presente e atuante na tua vida, Senhor, e na vida dos que se tornam teus fiéis seguidores. Ensina-nos a compreender e a valorizar a ação do Espírito Santo em nós. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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Santa Teresa de Ávila – virgem e doutora da Igreja

Teresa de Cepeda y de Ahumada (nasceu em Ávila em 1515) guiada por Deus por meio de colóquios místicos e por seu colaborador e conselheiro espiritual são João da Cruz (reformador da parte masculina da ordem carmelita), empreendeu aos quarenta anos uma missão que tem algo de incrível para uma mulher de saúde delicada como a sua: do mosteiro de são José, fora dos muros de Ávila, primeiro convento do Carmelo por ela reformado, partiu, carregada pelos tesouros do seu Castelo interior, para todas as direções da Espanha. Levou a termo numerosas fundações, suscitando também muitos ressentimentos, até a ponto de lhe ser temporariamente revogada a licença de reformar outros conventos ou de fundar novas casas.

Mestra de místicos e diretora espiritual, mantém correspondência epistolar com o próprio rei Filipe II da Espanha e com as personagens mais ilustres da época. Como, no entanto, era mulher prática, ocupava-se das mínimas coisas do convento e não descuidava da parte econômica, pois dizia sabiamente: “Teresa sem a graça de Deus é pobre mulher, com a graça de Deus, uma força; com a graça de Deus e muito dinheiro, uma potência”. Teresa escreveu, por solicitação do confessor, a história da sua vida, um livro de confissões. No prefácio observa: “Eu quisera que, como me mandaram escrever o meu modo de oração e as graças que me deu o Senhor, me concedessem também de contar minuciosamente e com clareza os meus grandes pecados’’.

É a história de uma alma que apaixonadamente luta para subir, sem no começo conseguir. Por isso, do ponto de vista humano, Teresa aparece mais próxima de nós, dando-nos a imagem de criatura feita de carne e osso, ao contrário da representação berniniana, em que santa Teresa nos aparece excessivamente lânguida. Desde a meninice manifestou temperamento exuberante (aos sete anos fugira de casa para procurar o martírio na África) e tendências antagônicas à vida mística e à atividade prática, organizadora.

Duas vezes esteve gravemente enferma. Durante a doença começou a viver algumas experiências místicas que transformaram profundamente a sua vida interior, dando-lhe a percepção da presença de Deus e a experiência de fenômenos místicos descritos por ela mais tarde nos seus livros: O caminho da perfeição, Pensamentos sobre o amor de Deus, O castelo interior. Morreu em Alba de Tormes na noite de 15 de outubro de 1582 e em 1622 foi proclamada santa. Paulo VI, a 27 de setembro de 1970, reconheceu-lhe o título de doutora da Igreja.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Sexta-feira da 28ª semana do Tempo Comum

SANTA TERESA DE JESUS VIRGEM E DOUTORA DA IGREJA

(branco, pref. comum, ou das virgens, – ofício da memória)

Como a corça que suspira pelas águas da torrente, assim minha alma suspira por vós, Senhor. Minha alma tem sede do Deus vivo (Sl 41,2s).

Teresa nasceu na Espanha em 1515 e lá faleceu em 1582. Aos 20 anos de idade, ingressou no Carmelo de Ávila. Exerceu intensa atividade como reformadora da Ordem Carmelita. Era uma mística com os pés no chão. Deixou-nos escritos de profunda riqueza espiritual e foi proclamada doutora da Igreja. Que sua sabedoria e espírito prático nos incentivem à vida de oração e ao serviço pastoral.

Primeira Leitura: Romanos 4,1-8

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos – Irmãos, 1que vantagem diremos ter obtido Abraão, nosso pai segundo a carne? 2Pois se Abraão se tornou justo em virtude das obras, está aí seu motivo de glória… mas não perante Deus! 3Com efeito, o que diz a Escritura? “Abraão creu em Deus, e isso lhe foi creditado como justiça”. 4Ora, para quem faz um trabalho, o salário não é creditado como um presente gratuito, mas como uma dívida. 5Porém, para a pessoa que, em vez de fazer um trabalho, crê naquele que torna justo o ímpio, a sua fé lhe é creditada como atestado de justiça. 6É assim que Davi declara feliz o homem a quem Deus credita a justiça independentemente das obras: 7“Felizes aqueles cujas transgressões foram remidas e cujos pecados foram perdoados; 8feliz o homem do qual Deus não leva em conta o pecado”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 31(32)

Vós sois para mim proteção e refúgio, / eu canto bem alto a vossa salvação.

1. Feliz o homem que foi perdoado / e cuja falta já foi encoberta! / Feliz o homem a quem o Senhor † não olha mais como sendo culpado / e em cuja alma não há falsidade! – R.

2. Eu confessei, afinal, meu pecado, / e minha falta vos fiz conhecer. / Disse: “Eu irei confessar meu pecado!” / E perdoastes, Senhor, minha falta. – R.

3. Regozijai-vos, ó justos, em Deus, † e no Senhor exultai de alegria! / Corações retos, cantai jubilosos! – R.

Evangelho: Lucas 12,1-7

Aleluia, aleluia, aleluia.

Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, / da mesma forma que em vós nós esperamos! (Sl 32,22) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 1milhares de pessoas se reuniram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus discípulos: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2Não há nada de escondido que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido. 3Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados. 4Pois bem, meus amigos, eu vos digo, não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isso. 5Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno. Sim, eu vos digo, a este temei. 6Não se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. 7Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais”. – Palavra da salvação.

Reflexão:

Jesus denuncia os fariseus porque fazem da observância da Lei o trampolim para obter privilégios. Eles se consideram os puros, os santos. Em vez de servirem ao povo, servem-se do povo, para conservar sua posição social. Esse é o “fermento” dos fariseus; essa é a influência maléfica que pode infiltrar-se também no seio da comunidade cristã. Os discípulos devem partilhar o que aprenderam do Mestre. Mas, cuidado: qualquer hipocrisia, na fala e no testemunho, se revelará um dia. Máscaras serão arrancadas. Os discípulos, aqui chamados de “amigos”, são exortados a não temer (no tempo da perseguição), mas a ter a coragem de confessar publicamente Jesus. O Pai cuida de todos e está presente em todas as circunstâncias. Se Deus cuida de pássaros indefesos, terá muito mais zelo pelos que seguem o seu Filho.

Oração
Ó Jesus Mestre, preenche nosso espírito de coragem e zelo pelo teu Reino, de modo a enfrentarmos os adversários com argumentos sólidos e coerência de vida. Não nos deixes esmorecer na luta cotidiana e torna-nos convictos cristãos para continuarmos a expandir o teu Reino de justiça, amor e paz. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS

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São Calisto I – papa e mártir

Uma das metas obrigatórias para os peregrinos e turistas que se dirigem a Roma são as catacumbas. Particularmente célebres e frequentadas são as de são Calisto, definidas pelo papa João XXIII “as mais respeitáveis e as mais célebres de Roma”. Numa área de mais de 120.000 m2, com quatro andares sobrepostos, foi calculado que lá existam não menos de 20 quilômetros de corredores.

Essa obra colossal fixa para sempre a memória de são Calisto, que cuidou de sua realização, primeiro como diácono do papa Zeferino e depois como papa. Mas além das dimensões, este lugar é precioso pelo grande número e pela importância dos mártires que aí foram sepultados: particularmente célebres são a cripta de santa Cecília e a contíngua, a dos papas, na qual foram sepultados o papa Ponciano, Antero, Fabiano e outros. Pode parecer estranho, por isso, que falte aí aquele que quis a cripta, são Calisto. O túmulo dele está colocado bem no meio da Roma antiga, na basílica de santa Maria in Trastevere, que, construída por determinação do papa Júlio, na metade do século IV, foi intitulada também de são Calisto.

No Trastevere (Transtibre) além do mais, nasceu Calisto, na segunda metade do século II, filho de tal Domício. De condição servil, era todavia muito apreciado pelo correligionário Carpóforo, que lhe confiou a administração dos seus bens. Algo, porém, não deve ter funcionado bem, pois não demorou muito para que o pobre Calisto tivesse de fazer girar uma roda de moinho para compensar o patrão e também a comunidade cristã pelo dano sofrido. Outra dura condenação — a flagelação e a deportação para a Sardenha — Calisto teve de sofrer pouco tempo depois das acusações dos judeus. Resgatado pela comunidade cristã, também pela colaboração de Márcia, concubina de Cômodo, Calisto colaborou com o papa Vítor e com Zeferino, até que sucedeu como papa a este no ano 217.

A sua eleição provocou o cisma de Hipólito, que reprovava a Calisto a sua origem servil e sobretudo a sua demasiada condescendência para com os pecadores. São Calisto teve de combater também contra a heresia sabeliana. Morreu mártir, não pelas mãos das autoridades imperiais, como atesta o Martirológio Romano, mas por ocasião de uma sedição popular.

Extraído do livro:
Um santo para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

FONTE: PAULUS

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Evangelho do dia

Quinta-feira da 28ª semana do Tempo Comum

(verde – ofício do dia)

Senhor, se levardes em conta as nossas faltas, quem poderá subsistir? Mas em vós encontra-se o perdão, Deus de Israel (Sl 129,3s).

A fé, que orienta nosso relacionamento com Deus, é fonte de vida para todos os povos. Aproximemo-nos do Senhor, que nos envolve em sua misericórdia e pede contas das injustiças cometidas contra os seus.

Primeira Leitura: Romanos 3,21-30

Leitura da carta de São Paulo aos Romanos – Irmãos, 21agora, sem depender do regime da Lei, a justiça de Deus se manifestou, atestada pela Lei e pelos Profetas; 22justiça de Deus essa que se realiza mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que têm a fé. Pois diante dessa justiça não há distinção: 23todos pecaram e estão privados da glória de Deus, 24e a justificação se dá gratuitamente, por sua graça, realizada em Jesus Cristo. 25Deus destinou Jesus Cristo a ser, por seu próprio sangue, instrumento de expiação mediante a realidade da fé. Assim Deus mostrou sua justiça em ter deixado sem castigo os pecados cometidos outrora, 26no tempo de sua tolerância. Assim ainda ele demonstra sua justiça no tempo presente, para ser ele mesmo justo e tornar justo aquele que vive a partir da fé em Jesus. 27Onde estaria, então, o direito de alguém se gloriar? Foi excluído. Por qual lei? Pela lei das obras? Absolutamente não, mas, sim, pela lei da fé. 28Com efeito, julgamos que o homem é justificado pela fé, sem a prática da Lei judaica. 29Acaso Deus é só dos judeus? Não é também Deus dos pagãos? Sim, é também Deus dos pagãos. 30Pois Deus é um só. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 129(130)

No Senhor se encontra toda graça / e copiosa redenção!

1. Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, / escutai a minha voz! / Vossos ouvidos estejam bem atentos / ao clamor da minha prece! – R.

2. Se levardes em conta nossas faltas, / quem haverá de subsistir? / Mas em vós se encontra o perdão, / eu vos temo e em vós espero. – R.

3. No Senhor ponho a minha esperança, / espero em sua palavra. / A minha alma espera no Senhor / mais que o vigia pela aurora. – R.

Evangelho: Lucas 11,47-54

Aleluia, aleluia, aleluia.

Sou o caminho, a verdade e a vida, / ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo 14,6). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, disse o Senhor: 47“Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. 48Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos. 49É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, 50a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas derramado desde a criação do mundo, 51desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo, serão pedidas contas disso a esta geração. 52Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes e ainda impedistes os que queriam entrar”. 53Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54Armavam ciladas para pegá-lo de surpresa por qualquer palavra que saísse de sua boca. – Palavra da salvação.

Reflexão:

“Serão pedidas contas a esta geração!” Os destinatários desta sentença eram primeiramente os doutores da Lei e os fariseus. A menção dos apóstolos ao lado dos profetas deixa entrever as perseguições dos chefes contra a primeira geração apostólica. Os especialistas em Leis dificultavam, para as pessoas simples, a compreensão e a prática da Lei de Deus. Mais grave: incutiam medo no povo para que não se aproximasse de Jesus (cf. Jo 12,42). O saber, em posse de poucas pessoas, ou utilizado como veículo de dominação, é uma forma de injustiça e um dos obstáculos à fraternidade. Jesus distribui tantas carapuças aos fariseus e doutores da Lei, que não causa espanto o fato de se porem de acordo, “armando ciladas para apanhá-lo de surpresa em alguma palavra que saísse de sua boca”.

Oração
Ó Jesus Messias, pões em risco tua vida, ao censurares as atitudes malévolas dos dirigentes do povo. E o fazes com toda franqueza e sem medo. Por não aceitarem tua mensagem nem tuas correções, tramam como acabar com a tua vida. Salva-nos, Senhor, de gente impiedosa e traiçoeira. Amém.(Dia a dia com o Evangelho 2021 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp e Pe. Nilo Luza, ssp)

FONTE: PAULUS