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terça-feira 10 dezembro 2019
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Oitocentos anos depois, um novo abraço e um compromisso com a paz

Oitocentos anos depois do encontro entre Francisco de Assis e o sultão al-Malik al-K?mil, o Papa que leva o nome do santo de Assis apresenta-se aos “irmãos muçulmanos” como um “cristão sedento de paz”. E, juntamente com o Grande Imame de Al-Azhar, assina uma Declaração destinada a marcar não só a história das relações entre o Cristianismo e o Islã, mas também a própria história do mundo islâmico. O Papa Francisco, inventor da expressão “guerra mundial em pedaços”, com esta viagem e este gesto se insere no caminho traçado pelos seus antecessores, dando um passo a mais.

Também São João Paulo II, a partir do encontro de Assis em 1986 – quando sobre o mundo pairava a ameaça nuclear que, infelizmente, se pressente hoje – envolveu líderes religiosos para reafirmar que as diferentes religiões devem promover a paz, a coexistência, a fraternidade. Depois de 11 de setembro de 2001, quando o fundamentalismo terrorista voltou à cena internacional de forma violenta, o ancião Pontífice polonês fez todos os esforços para extirpar justificações religiosas ao abuso do nome de Deus para justificar a violência, o terrorismo e a morte de homens, mulheres e crianças inocentes.

Bento XVI também percorreu o mesmo caminho ao longo de todo o seu pontificado. Em setembro de 2006, Papa Ratzinger disse aos líderes dos países muçulmanos: “É necessário que, fiéis aos ensinamentos das suas próprias tradições religiosas, cristãos e muçulmanos devem aprender a trabalhar juntos, como já se verifica em diversas experiências comuns, para evitar qualquer forma de intolerância e se opor a todas as manifestações de violência”.

Hoje, o Papa Francisco assina um documento no qual não só se rejeita firmemente qualquer justificação para a violência cometida em nome de Deus, mas são feitas declarações importantes e vinculativas sobre o Islã e certas interpretações do mesmo. As palavras relativas ao respeito pelos fiéis de diferentes religiões, à condenação de toda e qualquer discriminação, à necessidade de proteger todos os locais de culto e ao direito à liberdade religiosa, bem como ao reconhecimento dos direitos das mulheres, constituem um empenho.

Significativa é também a ênfase de uma das raízes mais profundas do terrorismo niilista, que deriva de interpretações errôneas de textos religiosos, mas também de uma “deterioração da ética, que condiciona a ação internacional, e um enfraquecimento dos valores espirituais e do senso de responsabilidade”. Tais elementos favorecem a frustração e o desespero, “levando muitos a cair no turbilhão do extremismo ateu e agnóstico, ou no fundamentalismo religioso, extremismo e fundamentalismo cego”.

Ocidente e Oriente, fiéis de diferentes religiões que se reconhecem como irmãos – declaram o Bispo de Roma e o Grande Imame de Al-Azhar – podem ajudar-se mutuamente na tentativa de evitar que a guerra mundial em pedaços se deflagre em todo o seu poder destrutivo.

Via Oitocentos anos depois do encontro entre Francisco de Assis e o sultão al-Malik al-K?mil, o Papa que leva o nome do santo de Assis apresenta-se aos “irmãos muçulmanos” como um “cristão sedento de paz”. E, juntamente com o Grande Imame de Al-Azhar, assina uma Declaração destinada a marcar não só a história das relações entre o Cristianismo e o Islã, mas também a própria história do mundo islâmico. O Papa Francisco, inventor da expressão “guerra mundial em pedaços”, com esta viagem e este gesto se insere no caminho traçado pelos seus antecessores, dando um passo a mais.

Também São João Paulo II, a partir do encontro de Assis em 1986 – quando sobre o mundo pairava a ameaça nuclear que, infelizmente, se pressente hoje – envolveu líderes religiosos para reafirmar que as diferentes religiões devem promover a paz, a coexistência, a fraternidade. Depois de 11 de setembro de 2001, quando o fundamentalismo terrorista voltou à cena internacional de forma violenta, o ancião Pontífice polonês fez todos os esforços para extirpar justificações religiosas ao abuso do nome de Deus para justificar a violência, o terrorismo e a morte de homens, mulheres e crianças inocentes.

Bento XVI também percorreu o mesmo caminho ao longo de todo o seu pontificado. Em setembro de 2006, Papa Ratzinger disse aos líderes dos países muçulmanos: “É necessário que, fiéis aos ensinamentos das suas próprias tradições religiosas, cristãos e muçulmanos devem aprender a trabalhar juntos, como já se verifica em diversas experiências comuns, para evitar qualquer forma de intolerância e se opor a todas as manifestações de violência”.

Hoje, o Papa Francisco assina um documento no qual não só se rejeita firmemente qualquer justificação para a violência cometida em nome de Deus, mas são feitas declarações importantes e vinculativas sobre o Islã e certas interpretações do mesmo. As palavras relativas ao respeito pelos fiéis de diferentes religiões, à condenação de toda e qualquer discriminação, à necessidade de proteger todos os locais de culto e ao direito à liberdade religiosa, bem como ao reconhecimento dos direitos das mulheres, constituem um empenho.

Significativa é também a ênfase de uma das raízes mais profundas do terrorismo niilista, que deriva de interpretações errôneas de textos religiosos, mas também de uma “deterioração da ética, que condiciona a ação internacional, e um enfraquecimento dos valores espirituais e do senso de responsabilidade”. Tais elementos favorecem a frustração e o desespero, “levando muitos a cair no turbilhão do extremismo ateu e agnóstico, ou no fundamentalismo religioso, extremismo e fundamentalismo cego”.

Ocidente e Oriente, fiéis de diferentes religiões que se reconhecem como irmãos – declaram o Bispo de Roma e o Grande Imame de Al-Azhar – podem ajudar-se mutuamente na tentativa de evitar que a guerra mundial em pedaços se deflagre em todo o seu poder destrutivo.

Via Vatican News




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