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segunda-feira 25 setembro 2017
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Centesimus Annus: dignidade e bem comum ao centro da economia

Não observadores, mas protagonistas que deem respostas concretas para que a economia e o mercado na época atual, marcada por uma conturbação global, estejam sempre mais a serviço da dignidade humana.

Esta é a proposta dos cerca de 300 participantes do simpósio aberto esta quinta-feira (18/05) em Roma, com a presença de representantes de 18 países, em resposta aos pedidos do Papa Francisco feito pela Fundação Centesimus Annus em 2016. O Coordenador do Comitê Científico, Professor Giovanni Marguerra, conversou com a Rádio Vaticano:

“A nossa Fundação, fiel a sua identidade – que por um lado é dada pela Encíclica Centesimus Annus “ e por outro pelo “ensinamento do Papa Francisco – procura, com as suas convenções e nos  seus encontros territoriais – quer na Itália como no exterior –   prosseguir enfrentando as emergências globais que neste momento sacodem o mundo, olhando porém para elas como momentos em que se tenta fazer mais integração, se procura introduzir um modelo social em que a inclusão das pessoas seja a norma. Nós temos uma sociedade profundamente desintegrada, profundamente desigual, entre quem está dentro e quem está fora. E o que nos diz o Papa é para promover a participação e a responsabilidade. A integração não é algo que acontece por si só, mas acontece se alguém que está dentro assume a responsabilidade de fazer participar quem está fora”.

Partindo da orientação da Doutrina Social da Igreja, três sessões de trabalho debaterão temas prioritários, verdadeiras “emergências planetárias”.

Se começará pelos desafios apresentados pela digitalização ao mundo do trabalho, não somente ameaça de desemprego e exclusão, porque mais dados, mas serviços, mais produtos também podem – dizem os participantes – “servir oa bem comum” e ser “uma oportunidade para aprender e envolver”.

Fundamental neste contexto é a educação, como explica o Prof Giovanni Marguerra:

“O desemprego é um problema que atinge a carne viva de nossa sociedade, não é somente uma questão de jovens ou de idosos. É também uma questão de quem tem as competências para conseguir resistir a uma mudança tecnológica impactante e quem, pelo contrário, não a tem e é expulso do meio do trabalho. Sob este aspecto, procurar dar uma maior valorização à educação – não somente à formação, durante toda a vida de trabalho – porque isto é já  aquilo que devemos fazer se quisermos sobreviver em um mundo que muda assim tão rapidamente – é sempre mais crucial o papel da família, como crucial sempre foi em termos educativos, evidentemente”.

Perguntaremos aos participantes nas sessões sucessivas do encontro – refere o Presidente da Fundação, Domingo Bickel – também propostas concretas sobre como enfrentar os efeitos de uma economia criminal – como o tráfico de seres humanos – e de como incentivar a solidariedade e as virtudes sociais.

Participarão, nestes casos, expoentes da Europol, do voluntariado e renomados economistas. “O tema é empenhativo e requer coragem e aliança – explica ainda, o Prof. Giovanni Marguerra – mas para dar seguimento ao ideal de fraternidade que tantas vezes o Papa nos recomenda, não temos outro caminho senão este:

“Assistimos a contextos em que o homem e a mulher são instrumentalizados, não sendo valorizada a sua dignidade. Cada um tem a sua dignidade e acredito que o ensinamento a ser seguido com mais atenção da doutrina social é justamente este da valorização e da promoção da dignidade humana em cada circunstância”.

Por Rádio Vaticano




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