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quinta-feira 20 julho 2017
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Card. Sergio da Rocha: “Nunca vi um Jubileu tão simples como o do Papa”

A Igreja no Brasil tem 5 novos arcebispos metropolitanos que receberam o Pálio abençoado pelo Papa Francisco na manhã desta quinta-feira (29/06).

“Eles trazem novas oportunidades e são um motivo de esperança e gratidão”. Quem afirma é o Cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília e Presidente do Episcopado brasileiro. A entrevista foi concedida em exclusiva ao Programa Brasileiro da RV.

“Há um ritmo normal de renovação da Igreja no Brasil e isto não termina nunca, pelo número de bispos que o Brasil tem… Graças a Deus, porque nosso episcopado é tão grande… Eu acho que nós damos muito trabalho para o Papa, que está sempre necessitando nomear novos  bispos. A Nunciatura do Brasil tem certamente um trabalho muito grande também. Mas graças a Deus que é um santo trabalho, porque nós nesta hora fazemos aquilo que é previsto pela Igreja, isto é, a substituição dos bispos de acordo com sua idade ou situações de transferência de um bispo de uma diocese para outra. Isto ocorre numa certa normalidade e num episcopado grande, sempre vamos ter”.

Cinco novos arcebispos são uma oportunidade para vida eclesial

“Este ano, graças a Deus temos irmãos novos que representam sempre o novo que de uma certa maneira chega para as dioceses e para o episcopado brasileiro, uma vez que ao assumir estas arquidioceses, dioceses grandes, que têm um papel muito decisivo na vida local, ao fazer isso, estão trazendo não só oportunidade da vida eclesial local, mas também nacional, porque passam a contribuir ainda mais com a Conferência Episcopal, com a província eclesiástica. Então, é motivo sempre de esperança e de gratidão, porque são irmãos nossos que aceitaram a missão que não é fácil ser arcebispo,geralmente pela natureza das arquidioceses… são grandes cidades ou grandes dioceses e, portanto, têm um grande trabalho a ser feito. São irmãos nossos que se dispõem a ser servidores da Igreja. É o que se espera, que sejam servidores da Igreja, trazendo esperança e paz para nossa gente”.

Simplicidade, misericórdia e missão no ministério do Papa Francisco

“O Papa Francisco tem dado uma imensa contribuição para a renovação da vida e missão da Igreja no mundo de hoje. Penso que podemos resumir muito seu ensinamento na simplicidade, na misericórdia e na missão: tês grandes referências, dentre tantas outras que são derivadas destas, não só nos seus ensinamentos. O Papa ensina através do testemunho de vida, ensina através de suas palavras, mas ensina também através de seus gestos, que são sempre muito significativos. São simbólicos. Por exemplo, a própria forma dele celebrar o seu Jubileu Episcopal, com a simplicidade que nós vimos, ensina muito. O fato dele sempre ressaltar Jesus Cristo como centro… a centralidade de Cristo na vida da Igreja… ele expressou isto na celebração”.

“Nunca vi um Jubileu tão simples como o do Papa”

“A maneira dele celebrar o seu Jubileu foi toda voltada para Cristo, para a Eucaristia, para a Palavra de Deus. Ele não falou de si, mas falou de Jesus, da Palavra, de um modo muito simples. Então, o Papa ensina, falando sobre a simplicidade na vida da Igreja, mas ele testemunha a simplicidade nos seus gestos. Isso é muito importante. O mundo de hoje está precisando de testemunhas, de gente que seja coerente com aquilo que fala. Por isso, a autoridade dele, não só dentro da Igreja, mas também no mundo… isto é, sua liderança é reconhecida hoje. Ele tem sido visto realmente como alguém que tem contribuído para a causa da paz no mundo, para a superação da violência, de tantas situações que estão aí de sofrimento”.

Agradecer a Deus por nos ter dado este Papa

“O Papa Francisco tem dado esta grande contribuição para a vida da Igreja, isto é, de ensinar, ajudar a Igreja a ser fiel a Jesus Cristo e ao Evangelho, fazendo isto através de seus gestos muito concretos de vivência dos valores que ele propõe para o mundo. Temos muito o que agradecer a Deus. O Jubileu dele é ocasião para louvar a Deus pela presença e o testemunho dele na Igreja hoje”.

Por Rádio Vaticano




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