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sábado 24 agosto 2019
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Apoio da Santa Sé ao Pacto Global pela migração

“Acolher, proteger, promover e integrar”. Essa é a estratégia que resume a abordagem pastoral da Igreja ao fenômeno da migração segundo o cardeal Pietro Parolin, que discursou na Conferência Intergovernamental, realizada em Marrakesh, no Marrocos. O resultado desse evento é a adoção do Pacto Global pela “migração segura, ordeira e regular”, um acordo que foi aprovado por 164 países no dia 10 de dezembro, 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O pacto deve ser levado à análise da Assembléia da ONU, no dia 19 de dezembro.

Todos são chamados a servir para o bem comum

Na ocasião, o cardeal destacou que “o apelo para a busca dos direitos de cada ser humano, como recomendado pelo Papa Francisco, deve levar em conta que cada um faz parte de um corpo maior”. É por isso que “nossas sociedades, como todo corpo humano, gozam de boa saúde se cada membro realiza seu trabalho, sabendo que está a serviço do bem comum”.

Ajudar as pessoas a permanecer em seu próprio país

Portanto, a decisão de migrar, como está escrito no Pacto Global, “nunca deve ser um ato de desespero”, “devemos fazer o melhor que pudermos – insistiu o cardeal Parolin – para garantir que as pessoas possam permanecer em seus países de origem. Devemos construir sociedades mais inclusivas, sustentáveis ??e justas, reduzindo os fatores estruturais que negam às pessoas seus direitos humanos fundamentais e as forçam a partir”.

A partilha equitativa dos bens da Terra

A Santa Sé partilha, assegurou o secretário de Estado, os princípios orientadores do Pacto Global que focalizam a “prioridade na pessoa, sua dignidade inalienável e o desenvolvimento integral, que é a verdadeira aspiração de todo ser humano”. E se é verdade, como assinala Francisco, que “as migrações revelam, muitas vezes, falhas e fracassos por parte dos Estados e da comunidade internacional, indicam também a aspiração da humanidade de viver a unidade, respeitando as diferenças, com acolhida e hospitalidade que permitem a partilha equitativa dos bens da terra “.

Envolver os migrantes nas políticas que dizem respeito a eles

Daí a proposta do cardeal, “para que esta orientação estratégica seja eficaz”, “adotar uma abordagem inclusiva para atender às necessidades dos migrantes”, que devem estar envolvidos nas “políticas, programas e iniciativas” que lhes dizem respeito “individual e coletivamente”; “uma participação que deve ser “institucionalizada” sempre que possível.

Via Vatican News




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